Qual é o maior risco para o Brasil: Comunismo ou Fascismo?

Um fantasma tem sido alimentado pelo jornalismo brasileiro para atormentar os cidadãos normais, de bem e que não se interessam muito por política: o risco do fascismo. Facilmente percebido como algo nefasto, o fascismo não é uma corrente política facilmente definida, sendo por isso usado como adjetivo pejorativo contra qualquer coisa que se oponha à esquerda. Surgido num tempo em que o comunismo tinha chances reais de dominar todo o Ocidente, o fascismo realmente nasceu como uma força de oposição a ele, mas tendo seus grandes líderes, como Mussolini, sido formados na mentalidade comunista, não foi por acaso que em pouco tempo os antagonistas se mostrassem muito semelhantes. Leiam  como Churchill já percebia tudo isso em 1939.

Tomadas por “doutores de segundo grau”, ou seja, pessoas que têm um conhecimento superficial que não faz par à ansiedade por mostrar autoridade num assunto, os jornalistas e professores de esquerda no país assumem hoje que fascismo significa “violência”. Assim, se há um aluno violento em sala de aula, ele é chamado de fascista. Se torcidas organizadas guerream entre si, diz-se que elas têm atitudes fascistas. Quem grita com outro num debate é chamado de fascista. Embora o fascismo seja usado como elemento de desqualificação no embate político, os mesmos atores políticos não se importam em usar o termo para qualquer movimento violento, tenha conotações políticas ou não. Ao mesmo tempo, deixam fora da definição movimentos de esquerda claramente criminosos e violentos, como todos os protestos vermelhos dos últimos anos.

Acontece que o “inimigo” do fascismo fez um estrago maior,  mais espalhado e longevo à humanidade. O comunismo continua sendo uma praga na história humana mesmo após os milhões levados à morte por fome em Holodomor, nos campos de concentração na União Soviética e todas as barbaridades levadas adiante contra os próprios governados por esses regimes na Ásia, Europa e mesmo na América. Mesmo quando se coloca na conta do fascismo todas as ditaduras militares dos últimos 50 anos (excluindo-se as ditaduras militares de esquerda, como Cuba e Coréia do Norte), tal movimento não chega nem perto da contagem de corpos e danação provocados pelo comunismo.

Apesar de todo este rastro, o Brasil é um dos muitos países em que o comunismo segue firme e forte. Ele existe, as pessoas se auto-declaram como tal e se reúnem em organizações assumidamente comunistas. No entanto, apontar isso como um risco é tratado pelos formadores de opinião como algo delirante. Os mesmos responsáveis por criar um monstro imaginário, que seria o risco do fascismo no país, fazem chacota de quem constata o óbvio: o comunismo existe no Brasil, está muito bem estabelecido e é auto-declarado. Quem afirmar o contrário deve negar o que está visível para todos que acompanham a vida política do país ou mesmo para quem tenha acesso à internet. No Brasil não temos nenhum político que se defina como fascista, nenhum partido fascista, nenhuma organização fascista e não há nenhum país vizinho governado por fascistas. No entanto:

  • Temos mais de 10 partidos que se auto-declaram comunistas ou socialistas em seus nomes ou programas partidários;
  • Protestos de grupos comunistas viraram rotina no país e em um deles, um cinegrafista foi morto pelos manifestantes;
  • Temos 7 partidos associados ao Foro de São Paulo, organização que diz em seu programa ter o intuito de criar uma grande pátria socialista unindo os países da América: PT, PSB, PCdoB, PDT, PCB, PPS, PPL;
  • 10 estados do Brasil são governados por membros de algum desses partidos do Foro de São Paulo;
  • Mais de 100 deputados (+ de 20% da Câmara)estão em partidos que se auto-declaram comunistas ou socialistas ou são associados a organizações internacionais comunistas;
  • Mais de 20 senadores (+ de 25% do Senado) seguem essa ideologia;
  • 2 ministros do Supremo já participaram de movimentos advocatícios de inspiração comunista (Fachin e Barroso) e outros dois são muito ligados ao PT (Lewandowski e Toffoli);
  • As duas grandes organizações estudantis são dominadas pelos partidos comunistas: a UJS (União da Juventude Socialista) e a UNE;
  • A maior facção criminosa do país, o Comando Vermelho, surgiu dentro de um presídio quando traficantes conheceram guerrilheiros de esquerda;
  • O governante brasileiro que mais se aproximou do fascismo, Getúlio Vargas, é idolatrado pela esquerda que vê risco de fascismo por todos os lados;

Uma prova real sobre o poder do comunismo no imaginário político é que as mesmas pessoas que fazem pouco caso do risco do comunismo são incapazes de levantar qualquer palavra condenando o mesmo. Os experts da área dizem que o fascismo é fortíssimo em nosso país, numeroso e violento, e mesmo assim se sentem confortáveis em criticar tal movimento onipresente. Já quanto ao comunismo, que não nos ameaça e não existe mais, não há um sequer que tenha coragem de atacar. Um é poderoso e violento e eles xingam. O outro não existe e não oferece risco mas eles não ousam criticar. Faz sentido?

Os últimos anos de crise completa no país levaram a uma maior politização dos cidadãos normais. Daqui para a frente, não será mais tão fácil inventar um monstro para vender um outro, ainda mais grave, de forma dissimulada. Por muito tempo o Brasil foi governado por simpatizantes e militantes do comunismo que impunham suas políticas no Congresso comprando votos de deputados inescrupulosos, muitos deles vítimas das políticas de esquerda, como são os casos das bancadas ruralista, religiosa e desarmamentista – peguem a lista de deputados comprados pelo PT e PMDB nos últimos anos e verão o quanto há de gente da bancada BBB envolvida. Cabe a cada um ter a consciência que, nos próximos anos, não basta apenas usar a oposição a uma ideologia como  critério definidor do voto e das ações políticas. Enquanto houver bandidos e pessoas que se vendem, haverá espaço para que movimentos nefastos bem estruturados na sociedade e com recursos implantem sua agenda e a tornem dominante.

 

Leiam alguns tweets de Olavo de Carvalho sobre o que é de verdade o fascismo:

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7 comentários para “Qual é o maior risco para o Brasil: Comunismo ou Fascismo?

  1. Muzenga returns

    Usar Orvalho de Cavalo como fonte é piada! Como que alguém pode levar esse embusteiro, vigarista e charlatão a sério? O cara é um mentiroso e manipulador. O imbecil foi embora do Brasil se cagando de medo porque estava sendo processado pelos seus trambiques no Brasil e inventou que fugiu daqui por causa do “PT”.

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  2. Muzenga returns

    Coxinha querer “refutar” a esquerda baseado em textos do olavo de carvalho não vale! O Olavo não tem moral nenhuma pra falar do PT. O sujeito que fugiu do Brasil por causa dos seus trambiques e atribui sua ida para a terra da “Liberdade” é um desonesto, um salafrário!

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  3. Muzenga returns

    Os caras só se baseiam em textos e frases do Orvalho de Cavalo. Que vergonha alheia mano! Os caras acreditam piamente no maior charlatão que existe. Nem o INRI Cristo é tão vigarista quanto ele.

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  4. Muzenga returns

    O PT É COMUNISTA, O PAPA É COMUNISTA, O SANTANDER É COMUNISTA, HITLEY ERA COMUNISTA, O GEISEL ERA COMUNISTA E ATÉ O LOGOTIPO DA COPA DE 2014 ERA COMUNISTA. A CORDA BRAZIL! ABRÃO OS ÓLEOS!!

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  5. Muzenga returns

    O fascismo “não” é uma ameaça? Poxa, os discursos do boçalnaro se assemelham muito aos dos fascistas europeus da década de 30. Expulsar imigrantes ilegais, perseguição aos homossexuais é característica da “esquerda” coxinha?

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  6. Guilherme

    Excelente texto. E infelizmente a tendência é que políticos de esquerda que prometam serviços públicos gratuitos sejam sempre eleitos pelo povo, que não tem consciência da ideologia por detrás das propostas desses canalhas. Ganha voto aquele que promete o impossível.
    O povo brasileiro já é conservador nos costumes; falta a cultura conservadora e liberal na economia, execrar a cultura estatista e da luta de classes entre patrão e empregado, que infelizmente ainda é bastante arraigada no brasileiro.

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