Mônica Bergamo e Folha dão espaço para a jornalista Rachel Sheherazade

A jornalista Rachel Sheherazade é uma das profissionais do ramo que mais admiramos. Fomos talvez o único site que montou uma história plausível sobre a evidente ação do governo federal que, pressionando o SBT, proibiu os comentários dela no telejornal noturno “SBT Brasil” – vejam a série de posts “Marcelo Parada: O diretor que calou Rachel Sheherazade“.

Rachel ficou famosa por seus comentários no SBT em que falava a língua do povo e, principalmente, criticava o PT. Por essa postura, a jornalista era xingada diariamente nas redes sociais por gente de esquerda, além de ter o total desprezo de seus pares de profissão. A opinião do povo em relação a ela era exatamente oposta àquela dos jornalistas. Como esquerdistas atuam em muitos campos, também o MPF passou a perseguir a jornalista com ações injustas tentando calá-la.

Por todo esse tempo, Rachel só teve espaço para se manifestar em suas redes sociais. Porém, agora que ela fez críticas ao deputado Jair Bolsonaro e passou então a ser xingada por seguidores mais debilóides do político, ela foi “descoberta” pela Folha e por Mônica Bérgamo. A jornalista não foi ouvida quanto aos processos do MPF, quanto à ameaça de estupro feita por um filósofo petista, e também seu livro não foi comentado por ninguém do jornal (aqui, fizemos talvez a única resenha para o livro). Como entre os admiradores de Rachel há também um grande potencial de eleitores de Jair Bolsonaro, Mônica e a Folha viram na cessão de espaço à jornalista uma chance de atingir esses eleitores.

Há muito tempo Olavo de Carvalho explicou que o partidarismo e a tendência dos jornais não são transmitidos por colunas de opinião ou editoriais, mas pela própria seleção do que é noticiado. Isto fica muito nítido no caso da omissão da imprensa brasileira diante do evidente banditismo da militância esquerdista, petista principalmente. Para ficar em outro exemplo em que se ocultou os ataques de petistas, muitas vezes gente graúda, para proteger o partido, vale lembrar aqui o quanto Joaquim Barbosa foi xingado e vítima de ataques racistas por petistas durante o julgamento do Mensalão (vejam nossos posts sobre o tema: 1, 2 e 3).

Daqui a uns 50 anos, quando alguém for estudar as tensões políticas de agora e buscar apenas as reportagens da Folha, do Estadão, da Veja, Exame, Isto É e O Globo, não encontrará nada sobre os pesados ataques pessoais e ameaças à integridade física dos inimigos da esquerda, mas acreditará piamente que houve uma onda de ataques “contra nordestinos” após a vitória de Dilma em 2014 – para reportagens assim, colhem postagens em redes sociais de gente de 15, 16 anos para atacar toda a multidão dos eleitores que rejeitam o PT.  Não saberá dos ataques petistas a Rachel Sheherazade, Joaquim Barbosa, Janaína Paschoal, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, das íntimas relações dos Black Blocs com o PT, e pensará que a esquerda era formada por gente de boa índole.

Rachel Sheherazade realmente foi atacada injustamente, com ofensas e ataques inadmissíveis por parte de leitores de Jair Bolsonaro, e isso não pode ser ignorado. Só o que lamento da entrevista dela para Mônica Bergamo é o fato de não ter falado dos ataques que sofre há anos vindo de petistas, muitos até jornalistas. Uma pena ela não ter percebido que essa era uma oportunidade de reparar o injusto tratamento que a imprensa lhe deu – ou talvez Rachel seja inteligente o bastante para saber que se falasse da escrotidão e violência esquerdista, não teria sua entrevista publicada.

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10 comentários para “Mônica Bergamo e Folha dão espaço para a jornalista Rachel Sheherazade

  1. Alisson

    Rachel? aquela que comparou Jair com Lula? essa mulher já perdeu meu respeito a muito tempo! se diz cristã, mas calúnia ferozmente um homem que até hoje ninguém provou qualquer corrupção!

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  2. Bruno

    O problema é que a jornalista Rachel Sheherazade faz parte do establishment (elite social, econômica e política que exerce forte controle sobre o conjunto da sociedade, funcionando como base dos poderes estabelecidos), daí os ataques ao Jair Bolsonaro, apesar dela alegar ser cristã evangélica e de direita.
    Foi essa mesma tática desonesta usada por Reinaldo Azevedo contra Bolsonaro ao defender Maria do Rosário (aquela que defende marginais e deixa a própria filha em estado deplorável) em 2015 e já sabemos o que aconteceu o fim de carreira desse mentiroso.
    Se a Sheherazade não fizesse parte do establishment, nunca partiria os ataques contra Bolsonaro, nunca defenderia o racista William Waack (aquele que acusou em agosto, Donald Trump de… racismo!) e nem trabalhasse mais no SBT (que aceitou ser humilhada pelo dono da falcatrua Banco PanAmericano ao proibir comentários).
    E tem mais: já investigaram o namorado dela? Ele também faz parte do establishment, só que ao contrário dela, ele tem ajudado a muitos petistas, de acordo com muitas denúncias que circulam pela internet. É a evidência clara ao clássico caso de “desinformação”.

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  3. Paulo

    Ela tem provas que o Bolsonaro é ladrão? Que ele é igual ao Lula? Quer dizer então que é melhor fazer de conta que ela é “isenta” e não é ligada a um notório carreirista e sem vergonha? Sério que vamos ter que fingir que ela é honesta, só para depois descobrir que não passa de um Reinaldo Azevedo, um vendido que virou um zumbi? Desculpe, mas “isentismo” tem limites.

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  4. Lucas

    Muito bom. Nada justifica os ataques pesados que ela recebeu. Mas convenhamos. Ela chamou o Jair Bolsonaro de ladrão, sem apresentar qualquer prova. Ou seja, foi ela quem jogou o galão de combustível na fogueira. E outra coisa: esse pessoal que apoia o Bolsonaro xingando a tudo e a todos é quem vai fazer ele perder essa eleição. Uma eleição que está nas mãos dele.

    Sobre a dona Mônica Bergamo… Concordo com tudo o que vocês escreveram. É uma pessoa que faz jornalismo de militância. Como 99% dos jornalistas brasileiros. Divulga o que interessa, quando interessa e para quem interessa. Uma vergonha.

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  5. Espere e verá

    Ela é parte exatamente desse grupo, e o namorado mais ainda.
    Em pouco tempo o povo aqui vai ver isso e se sentir como defensores do Reinaldo Azevedo.

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    • Pedro Rocha

      Ela já foi humilhada em público pelo próprio Silvio Santos e aceitou mansamente

      Agora que o patrão Silvio está alinhado com Temer, ela fazer esses ataques a Bolsonaro não deve ser coincidência.

      Reinaldo Azevedo era tucano e o recrudescimento de sua pelegagem era notório desde o final da década passada, ficando explícito quando prenderam Marcelo Odebrecht. Outrossim, não confio na Joice Hasselman, mas o caso da Rachel realmente foi decepcionante.

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    • Bruno

      Sim, é verdade, ela e o namorado, ou seja, o casal faz parte do establishment, a turma querer fazer de tudo para não perder influência dos globalistas.

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  6. João Gondim

    Quando a Raquel foi atacada por esquerdistas impiedosamente por seus comentários
    contra o PT e, em especial sobre um meliante que foi acorrentado por populares até a chegada
    da polícia, escrevi nesse mesmo site um comentário elogiando a sua corajosa conduta.
    Agora novamente me solidarizo com ela ante as ofensas proferidas por supostos eleitores do Bolsonaro ou até mesmo eleitores genuinos (desculpem a expressão) dele. Coisa de imbecil.
    A Raquel é inteligente o suficiente para saber que com os eleitores do Bolsonaro ela pode contar,
    ainda que a mídia os achincalhe e os rotule com os piores adjetivos. Agora com essa gente da Folha, a Monica, etc ela só foi ouvida para que um determinado grupo político possa se capitalizar do ocorrido.

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