Islã, islamismo e atos terroristas

Sempre que ocorre um atentado terrorista seguem-se comentários que de alguma forma lembram o óbvio: estes atos são geralmente cometidos por fanáticos religiosos muçulmanos. Daí então partem ironias e piadas sobre o islã ser uma “religião de paz”, como por exemplo reforçou George W. Bush poucos dias após o atentado de 11 de setembro (relembre aqui) em uma mensagem de conciliação necessária a seu país traumatizado pelo ataque. O começo do equívoco em se condenar todos os muçulmanos tem por origem algo fundamental: não distinguimos o islamismo do islã. Na língua inglesa isto é muito mais comum, não por acaso a Wikipedia tem dois verbetes distintos (islam e islamism) enquanto a versão em português traz apenas um. O mencionado discurso de Bush não fala de islamismo, mas do islã. Entendermos que islamismo refere-se à doutrina política, diferente da religião pura, é um passo fundamental para distinguir dentre os bilhões que se inspiram no Corão aqueles que são uma ameaça ao mundo e aqueles que apenas seguem sua fé.

Terrorista executa policial francês. O policial era muçulmano.

Terrorista executa policial francês. O policial era muçulmano.

Tratar o islã todo por esta condenável vertente política e daí então acusar a religião de promotora do terrorismo é um equívoco. Um muçulmano poderia retribuir chamando, maliciosamente, todo católico de seguidor da teologia da libertação e aquela montanha de bobagens já excomungadas. A consequência mais óbvia dessa má generalização é alimentar um ódio indiscriminado aos seguidores de Maomé que, embora sintam nojo dos valores vigentes no ocidente, não movem uma palha para destruí-lo. Quanto mais se odeia e discrimina os muçulmanos pacíficos mais se está fortalecendo a agenda dos terroristas. A cena dos terroristas matando um policial que também era muçulmano é didática quanto à necessidade de diferenciação. Mas há uma outra consequência deste juízo equivocado. Para mim, a pena justa para quem comete atos terroristas é a morte. Tendo como definição de terrorismo algo como “atos de violência indiscriminada com intuito de causar danos psicológicos tanto quanto materiais e humanos a cidadãos comuns em regiões de paz”, creio que quem chegou a este ponto de desumanidade não tem mais cura ou retorno à sanidade mínima para conviver em sociedade. Pensar que todo muçulmano é um terrorista ou promotor do terrorismo então, na minha lógica, seria condenar todos à morte. Seria viável? Quem acha que terrorista não precisa ser executado, podendo então apenas ser preso, quando joga nas costas de todos os muçulmanos a responsabilidade dos atos terroristas deve dizer como então poderíamos puní-los. E, lógico, deve pensar em alguma forma de proibir o culto. Como seria isto, seriam queimados os livros sagrados? Os templos seriam destruídos? E os símbolos, bibelôs ou enfeites todos com referência à religião seriam confiscados e virariam lixo, como fazemos com os símbolos nazistas?

O argumento mais constante no discurso de quem condena todos os muçulmanos por cada ato de terror islâmico é de que as autoridades religiosas não fazem gestos de condenação. O erro aqui é por puro desconhecimento: ao contrário das religiões cristãs, não há uma estrutura hierárquica global para a religião. Até pela sua característica originária tribal, as lideranças espirituais se dão muito mais pelas suas ações locais, junto à comunidade, não por uma formação ou estrutura de estudos que siga um padrão válido para todos. Mesmo dizer que há um silêncio desses líderes espirituais locais é injusto, uma boa pesquisa em jornais de países com grandes comunidades islâmicas encontrará depoimentos de condenação (12 e 3) logo após os atentados.

Este post não é uma defesa do islamismo, apenas um esclarecimento rápido que passa necessariamente por diferenciá-lo do islã. O islamismo é condenável e tem de ser parado o quanto antes. Já o Islã tem coisas boas. É quase impossível compreender o islamismo tendo como parâmetros os valores fundamentais na nossa sociedade. Acostumados a olhar o mundo movido por relações de luta de classes, inveja, luxúria, vaidade, ânsia por riqueza e poder, é difícil explicar como pessoas ricas e cultas se oferecem como homens bomba. Entender aqui não significa justificar, apenas ter um olhar “estóico” para até mesmo saber como melhor enfrentar um movimento tão persuasivo e destrutivo. Olhando daqui não conseguimos entender como essas pessoas comemoram quando têm  notícias de que famílias e crianças dos inimigos foram assassinadas friamente, queremos distância e isolamento de gente assim. Eles olham para “o ocidente” e não conseguem entender como tanta gente leva uma vida sem sentido transcendente, como tantos se perdem em vícios que destroem a si próprios, a parentes e geram uma cadeia de atos nefastos – crime, drogas, adultério, aborto, estupros e até homossexualidade. Some a esta visão de mundo uma fundamental busca pelo poder que passa pela destruição do outro e você terá então a motivação básica do islamismo.

Resta após este ato, como em todos os outros semelhantes já ocorridos, torcer para a identificação dos terroristas e seus financiadores para que paguem caro e de forma definitiva, até como forma de desencorajar os muçulmanos pacíficos a seguirem esse caminho. E a condenação a um ato terrorista deve ser feita por ele mesmo, independente da categoria profissional, religião, nacionalidade, classe ou cor da pele das vítimas e criminosos. Uma parte pequena mas significativa da comoção de jornalistas hoje se deve a uma empatia de classe ou preocupação com as consequências políticas imediatas (*). Isto deve ser exposto como os atos oportunistas e covardes que são. Da mesma forma que diferenciamos os que lamentam as vítimas de uma violência dessas pelo que elas são em essência dos que o fazem por cálculo político, devemos diferenciar o islamismo do islã. E, em último caso, condenar e torcer pela erradicação do islamismo é agir em favor de todos, até mesmo o próprio islã.

* Ações terroristas têm consequências políticas diversas mas sem dúvidas a mais significativa recente foi a vitória do Partido Socialista Operário Espanhol contra José Maria Aznar três dias após os atentados aos trens de Madri executados pela Al-Qaeda. Até então, o PP de Aznar tinha amplo favoritismo.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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23 comentários para “Islã, islamismo e atos terroristas

  1. Adriano

    Demorei pra ler essa matéria. Li e re-li, continuo achando uma análise totalmente equivocada. Li também alguns comentários do autor e tudo gira em torno da mesma análise equivocada.
    Talvez você não saiba como funciona a cabeça de um muçulmano ~moderado~, mas é mais ou menos assim: eles são a favor da Sharia. Não tem como dizer que uma pessoa que defende a Sharia é uma pessoa moderada, por mais que ela não promova ou não participe de atos terroristas, ela não é contra. Por mais que ela negue, existe ainda a “Taqiya”, que é a “mentira santa” do islam. Ou seja, essa gente pode mentir descaradamente fingindo ser uma pessoa da paz, dizendo que é contra o terrorismo na sua cara que por trás dela existe uma crença/lei em que ela se satisfaz com o avanço dos jihadistas.
    Não adianta, não existe defesa pra quem se diz moderado e é adepto da Sharia. Não existe islam sem Sharia, se não segue a Sharia, não é islam, é um empolgado, e empolgado existe em todas as religiões. Assim como no cristianismo, aquele que não ajunta, espalha; no islam também é; aquele que não está com a Sharia, não está com o islam, então não se pode chamar de muçulmano moderado quem nem é muçulmano.

    Confesso que estou desapontado, gosto muito desse blog e nunca pensei que fosse ler uma matéria tão infeliz justamente aqui. Triste…

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  2. Católico

    O problema do Islã esta na doutrina. A doutrina dá margem para o surgimento dos terroristas. Os moderados podem falar o que quiserem, mas não podem modificar a doutrina, Então, na minha modesta opinião, esse estado de coisas só pode ser mudado se houver um movimento mundial coordenado mostrando os erros da doutrina islâmica. Por exemplo, é preciso banir do Corão o texto que afirma que quem matar “infiéis” vai pro céu. É preciso ensinar nas mesquitas e escolas islãmicas que não há a menor chance de que um terrorista que se explode e se mata levando consigo vários inocentes, possa ganhar o céu como recompensa. Essas e outras incoerências da doutrina islãmica precisam ser combatidas com veemência.

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  3. Ivani Medina

    O islã é um perigoso desconhecido travestido de religião para nós. Nessa crença absurda não há separação entre religião e política porque só existe o poder religioso. Seus milhares de atentados são tramados em mesquitas e não em ermos por grupos de marginais que se dizem religiosos. Aliás, como a imprensa tenta iludir a opinião pública. O Líder do Estado Islâmico é um religioso erudito em islã e filosofia.
    http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/o-perigo-do-isl-no-brasil

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  4. Radulfo

    Olá, Da Cia.
    Você argumenta que estamos acostumados com “mundo movido por relações de luta de classes, inveja, luxúria, vaidade, ânsia por riqueza e poder”. Não há como negar.

    Também, que os islâmicos não entendem “como tanta gente leva uma vida sem sentido transcendente, … se perdem em vícios que destroem a si próprios, a parentes e geram uma cadeia de atos nefastos – crime, drogas, adultério, aborto, estupros e até homossexualidade.”

    Ora, ora. Parece que islâmicos não pecam e que na sociedade deles não há vícios e todos são espirituais.

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    • Da CiaDa Cia Posts do autor

      Radulfo, esta sua opinião pode ser contraposta se você pensar num grupo de muçulmanos que viva numa rígida teocracia conversando “Cara, como pode o Ocidente né? Você veja lá no Brasil, as ruas cheias de traficantes!” e começassem a dizer que isto é culpa do cristianismo.
      Seguramente a espiritualidade e a prática do islamismo é muito mais forte do que aquela típica brasileira, meio preguiçosa. O nosso conceito de “religioso praticante”, por exemplo, nem sei se poderia ser explicado com facilidade para alguém que vive em um país de maioria muçulmana. Ainda mais, um exemplo extremo: Bin Laden era muito, mas muito rico mesmo. Ainda assim não se importou em jogar sua fortuna numa causa que o obrigou a viver muitos anos em lugares inóspitos e não tão confortáveis quanto seu dinheiro poderia propiciar.

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  5. João Miramar

    O Islã é o terror. Dizer que “tem coisas boas no Islã” é brincadeirinha. Todo Corão, todos os hadihs, sutras e fatwas – mais de 10 mil – são centrados em um único dogma: Alah ou a espada. E assim, no ano passado, foram mortos mais de 100 cristãos exatamente por isso.

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    • Da CiaDa Cia Posts do autor

      Seu comentário é patético e desmentido pelos fatos… Todos os muçulmanos estão matando infiéis que estão próximos? Há sim uma perseguição a cristãos em muitos lugares, jogar isso nas costas de todos os muçulmanos, como se cada um deles fosse um criminoso ou cúmplice, como já dito no post e em outros comentários, é estupidez.

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  6. Luciano

    Comparação infeliz. Ainda que o pessoal adepto da teologia da libertação seja detestável, eles não saem por aí explodindo aviões e trens lotados de civis inocentes. Nem oprimem as mulheres e matam quem se converte a outra religião. Não degolam pessoas simplesmente por professarem outra fé que não a deles.
    .
    Islã e islamismo são basicamente a mesma coisa. O islamismo é o islã que deixou a máscara cair.

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  7. DK

    Vá a um desses países e defenda a sua fé na divindade de Cristo e v. vai conhecer quão pacífica é essa religião.
    Se v. é árabe, converta-se ao cristianismo e observe o que lhe acontece.
    É incrível a cegueira que acomete o mundo quando vai avaliar essas coisas.
    É incrível como se desconhece o assunto e se o trata exclusivamente do ponto de vista do “politicamente correto”

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    • Da CiaDa Cia Posts do autor

      Você está afirmando que todos os cristãos foram ou são assassinados em países “árabes”. Isto é uma mentira deslavada, uma alucinação, além de ter uma mistura entre religião e etnia totalmente equivocada.

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  8. Do Fbi

    Á, o Islam; a “religião da paz”.
    O Harlock ai em cima disse tudo, não há distinção pois é tudo a mesma coisa.
    Nenhuma novidade nesse texto, apenas mais um vagabundo moral flertando com o terror.
    Tolera mais que tá pouco!

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    • Da CiaDa Cia Posts do autor

      Vagabundo moral é você e flertando com o terror está o cu da sua mãe, seu completo imbecil. Não haver distinção é uma falha da língua que serve bem a idiotas prontos a xingar e repetir essas coisas sem jamais se questionar, pesquisar ou tentar entender.

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  9. Alexandre Sampaio Cardozo de Almeida

    São Paulo, 8 de janeiro de 2.015

    Prezado Da Cia,

    Discordo do seu artigo. Uma minoria pode ser extremista, como você diz, entretanto, a maioria, nada faz para impedir essas carnificinas. Assim como os alemães que eram contrários ao nazismo nos anos trinta, não impediram a “minoria” nazista. Cadê manifestações de seguidores do Islã “moderados condenando essa barbárie? Eles condenam o Hesbollah, por exemplo? Não. Omissão, é tão danosa como a ação. Os muçulmanos moderados, seja lá o que diabos isso queira significar, querem provar que o Islã é um religião pacífica? Que demonstrem isso claramente, de forma palpável. Chega de falatórios. De nhé, nhé, nhé! As vítimas do massacre desenharam diversas charges ofensivas aos cristãos e judeus também. Imagine, se um judeu, ou um cristão tivesse cometido essa carnificina, pelas charges ofensivas! Israel seria invadido! Ou o Papa seria réu no tribunal Penal de Haia! Chegamos a um ponto sem retorno! Está na hora do Ocidente decidir se manterá suas tradições, cultura, religião e liberdade, ou se caia de quatro, adota de vez o Corão, institui a Lei da Sharia e passa a ficar de quatro cinco vezes ao dia, com o rabo virado para Meca, orando para o profeta!

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    • Da CiaDa Cia Posts do autor

      Não falei em extremismo, falei em terrorismo. Uma minoria em Cuba é contra o comumismo dos Castro e o comunismo segue… são todos cúmplices por não conseguirem impedir a continuidade do regime? Devemos matá-los todos? Uma maioria de favelados no Brasil vive sob o domínio de traficantes… São cúmplices? Devemos prendê-los todos?
      Omissão não é tão danosa como ação, especialmente quando a omissão se trata de uma questão de defesa pessoal e dos seus, uma questão de sobrevivência. Você provavelmente sabe de algum ponto de droga perto de sua casa ou em sua cidade e qual é sua ação para acabar com isto?
      Se você acha que não dá para conviver com os muçulmanos (é fácil falar no Brasil, eles quase nem existem), qual tem sido sua ação para acabar com eles? Você acha que não devemos aceitá-los, imagino que a solução seja matá-los… Você vai fazer sua parte ou se omitir?

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      • Alexandre Sampaio Cardozo de Almeida

        São Paulo, 8 de janeiro de 2.015

        Prezado da Cia,

        O Islã não merece ser defendido. É uma religião que não permite a existência das demais. Os chargistas vitimados em Paris, desenharam charges horrorosas sobre o judaismo e o cristianismo. Nenhum judeu ou cristão, invadiu a redação do Charlie Habdo, munidos de AK’s 47 e massacraram os sujeitos.Muçulmanos fizeram isso. Em muitos países muçulmanos, cristãos e judeus são massacrados. Em países civilizados, onde são recebidos, além de imporem suas crenças e vontades, ainda fuziliam as pessoas que discordam de sua fé. Se acaso algum maluco cristão ou judeu tivesse cometidos o massacre de Paris, O Papa seria réu em Haia, ou Israel seria invadido. Como o massacre foi cometido por muçulmanos, diz o politicamente correto que a maioria é moderada. Ainda bem. Se todos fossem extremistas, provavelmente uma nova guerra santa já teria eclodido. Agora comparar tráfico de drogas, com terrorismo islâmico é coisa de esquerdista. Você é extremamente inteligente, e sabe bem disso. Os objetivos são totalmente diversos. Não, não conheço nenhum ponto de droga, mas se soubesse, denunciaria para a polícia, assim com a grande maioria dos desvalidos, que vivem sob o julgo dos traficantes, o fazem, ou você realmente acredita que as raras prisões efetuadas, são por obra e graça do apuro da investigação policial? A islamização da Europa é irreversível. Dizem que a Bélgica já está totalmente islamizada. Se a grande maioria é moderada, por que não se manifestar contra carnificinas como essa? Medo? Acredito. Mas estão em países, onde a polícia funciona, onde o judiciário funciona. Não é mais fácil ser um mártir na França, do quê em alguma favela brasileira? Sobre a questão Cuba, você mesmo respondeu. A minoria cubana, segundo você, é contra o regime de Fidel. Exemplo oposto do Islã, onde você defende que a maioria dos muçulmanos, são moderados. Nos EUA, há aproximadamente 2,6 milhões de pessoas que professam ser muçulmanas. Bastou um minoria de 19, para matar quase três mil americanos. Não me recordo de ter lido, ouvido ou assistido nenhum pesar da grande maioria moderada. Quanto a eles quase não existirem no Brasil, sinceramente é uma sorte. Já temos problemas demais por aqui, para termos que nos preocuparmos com eventuais extremistas. De terrorismo, basta o governo petista. É terror mais do que suficiente. Quanto a minha opinião sobre o que fazer com eles, é simples: Não permitir que entrem aqui. Quanto a matá-los, somente se cometerem atos terroristas em território nacional. É fácil falar em sua defesa, admitindo-se que eles quase não existem no Brasil. Quanto a fazer a minha parte ou me omitir, sinceramente desejo que nunca saibamos.

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      • Vito Fontenelle

        Essa sua comparação é equivocada. Os favelados vivem sob fogo cerrado e os traficantes não dão liberdade para eles se manifestarem. Cuba é uma ditadura, logo, o povo não tem liberdade para fazer manifestações. Já os muçulmanos que vivem na Europa tem toda a liberdade para se manifestar. Inclusive, a liberdade é tamanha, que na Inglaterra, há alguns anos atrás, eles foram as ruas pedir a aniquilação dos infiéis e daqueles que ridicularizam o profeta..
        Porque eles não saem as ruas pedindo a aniquilação dos terroristas?

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  10. Nariz Gelado

    Sim e não, Da Cia.
    É justamente esta pulverização que transforma as lideranças religiosas do Islã em uma valiosa rede de informações. A guerra ao terror já teria avançado mais se houvesse colaboração efetiva entre estes líderes e os serviços de inteligência internacional.
    Quanto às manifestações de repúdio, sempre me parecem mais uma ação protocolar, embalada pelo medo e imbuída de num protecionismo “corporativista” (como aquela que vemos de Roma em relação à pedofilia, observe-se), do que uma ação discursiva que faria, de fato, diferença. Como o Arranhaponte observou ontem: condenam, sim, mas nunca são claros sobre a aceitação da cultura alheia. É evidente que isto não está funcionando.

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  11. Harlock

    Salve. Talvez os povos ibéricos tenham se dispensado de criar essa distinção entre o discurso religioso (islam) e o projeto de poder político (islamismo) porque, tendo suportado ambos por tanto tempo, aprenderam que ambos são a única e mesma coisa. Ao contrário dos ingleses,
    Um radical cristão ou vai se ordenar sacerdote, entrar num convento, servir aos pobres ou qualquer outra coisa assim… boa parte do pessoal médico que hora enfrenta a epidemia de Ebola tem essa motivação… de maneira coerente com os seus textos sagrados, com os ensinamentos do clero das várias denominações cristãs e a crença comum de sua comunidade.
    Já um radical muslima vai se explodir em uma pizzaria, atirar em políciais, matar blasfemos etc.
    E terá a sanciona-lo a própria palavra de seu deus, os atos e ditos de seu profeta, todo saber teológico e jurídico de seu clero e a geral aprovação, sim, de sua comunidade.
    O islam é uma coisa só… e essa é a crença deles.

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