Holodomor – 80 anos de um terrível genocídio comunista

Uma das formas mais terríveis de se morrer é por fome. Seja pela interrupção abrupta ou gradual de alimentação , o ser humano passa por estágios que o levam ao total estado de bestialidade. Ao se acentuar a falta de nutrientes, o corpo começa a consumir partes menos “importantes” para poder suprir o sistema nervoso central e o miocárdio. É assim que aos poucos vão sendo eliminadas todas a reservas de gordura. Em paralelo, o corpo começa a consumir a musculatura. A consequência imediata é que o ser humano se torna cada vez mais fraco. A redução de atividades motoras colabora com a queda na temperatura, que já se daria naturalmente pela perda de gordura e pelo pouco estoque de energia. O indivíduo começa a sentir constantes e insuportáveis dores estomacais, acompanhadas de diversas dores musculares por todo o corpo. Há um acelerado processo de queda de cabelos, a pele ganha uma aparência cada vez mais pálida, há diarréias. Os olhos parecem saltar do rosto, tonturas são cada vez mais constantes, até que a capacidade de concentração começa a se perder e junto com ela o raciocínio começa a se debilitar. Os mais sortudos morrem logo devido à infecção de qualquer doença que encontre terreno fácil para desenvolver-se diante desse corpo debilitado e sem resistências imunológicas. Todos os outros vão sofrendo aos poucos, têm convulsões cíclicas, alucinações constantes, vão perdendo aos poucos o contato com a realidade até que morram definitivamente pela perda de massa corporal, queda da temperatura ou ausência de proteínas.

Se na conta individual a morte por inanição já é terrível, tente imaginar essas característias sendo desenvolvidas em uma comunidade inteira. Pessoas até pouco tempo saudáveis, produtivas e levando uma vida normal começam a ver seus vizinhos e parentes morrendo lentamente, e a perceber que eles serão os próximos. Não demora e, na ausência de alimentação para sua subsistência, as pessoas dão vazão aos instintos mais severos de sobrevivência e começam a praticar canibalismo. Na resistência de outros seres para se sujeitarem a servir de refeição, buscam cada vez alvos mais fáceis para a auto-preservação, e é então que começam a atacar os mais indefesos: as crianças!

Todo esse processo acima é importante para explicar um dos atos mais nefastos já vistos na História da humanidade, provocados tanto pelo ódio desumano do regime comunista como pelos procedimentos e ações pregados por tal ideologia. Estou falando da Grande Fome imposta por Stálin ao até então próspero povo da Ucrânia. Há 80 anos, nesta mesma época, entrava na fase final de inanição a população camponesa ucraniana e cossaca.

Por ser uma região fértil, produtiva e com fortes sentimentos nacionalistas, a Ucrânia foi das regiões que mais bravamente resistiu às políticas de coletivização da produção implantadas por Stálin. O ditador não perdoava a região por isso, e irritava-se sobremaneira com os “problemas” gerados por ali. A resistência da população fazia com que Stálin cada vez mais acelerasse o processo de coletivização e expropriação da produção, reduzindo cada vez mais a proporção da produção dos camponeses para consumo próprio e replantio. Era necessário suprir o aparelho repressor soviético, seu enorme exército e sua rede de abastecimento.

Síntese do pensamento totalitário comunista

Síntese do pensamento totalitário comunista

Quanto mais Stálin aumentava os confiscos da produção em nome de suas políticas insanas, piores eram os resultados da colheita. E não haviam mais vozes a gritar: Artistas, jornalistas, escritores, todos contra a coletivização haviam sido deportados, presos ou assassinados. Temendo por suas vidas e fracos, os ucranianos não resistiam mais. Com a redução da colheita, maiores eram as necessidades de confisco pelo Estado soviético. Esse círculo vicioso gerava paranóias persecutórias típidas de regimes totalitários: Os fiscais do partido nas lavouras, os responsáveis pela distribuição e também as autoridades policiais acusavam-se mutuamente de incompetência e corrupção, em busca de livrarem a si próprios de condenações do aparelho opressor central. Toda essa fúria desaguava nos camponeses, cada vez mais pressionados. Muitos eram torturados e presos por não conseguirem corresponder às expectativas dos planejadores, enterrar espigas de milho ou escondê-las em casa para sobrevivência, sonegando-as ao Estado. A polícia soviética fazia rondas noturnas nas plantações pois sabiam que muitos produtores agiam na escuridão para tentar reservar o produto de seu trabalho para a própria subsistência Até que chegou-se o momento em que as prisões e campos de concentração não suportavam mais produtores e esses começaram a ser devolvidos a suas lavouras. Mas quando voltavam o cenário não era animador, as outrora áreas produtivas encontravam-se degradadas.

Diante da subnutrição, as famílias começavam a tomar medidas drásticas. Pegavam seus filhos crianças e fugiam para perto das cidades, abandonando-as ali mesmo à própria sorte na esperança de que elas fossem resgatadas e alimentadas por benfeitores ou pelo aparelho estatal. Os camponeses voltavam à lavoura para esperar a própria morte e acreditavam que era melhor não ter as crianças por perto e abandonadas no campo quando morressem. Só que as crianças não eram salvas por ninguém, mas sim recolhidas para Delegacias. Das delegacias elas eram levadas a postos ferroviários em caminhões. Nesses postos, médicos separavam as que ainda tinham alguma condição de subsistência das que já estavam inchadas e em estado final de inanição. As que tinham alguma resistência iam a acampamentos, verdadeiros campos de concentração, como Holodnaia Gora, enquanto as outras eram levadas para longe da cidade e abandonadas na beira da estrada, para que morressem por ali mesmo e longe dos olhos da população. Nos locais em que as crianças eram despejadas, cavavam grandes fossas para enterrar ali mesmo as que já chegavam ao local mortas, ou aparentemente mortas ( muitas foram jogadas nas fossas mesmo estando respirando ).

A Fome foi ação deliberada e consciente

A Fome foi ação deliberada e consciente

As fugas de camponeses criavam um ambiente desolador nas cidades, e foi então que Stálin ordenou que se fechassem e controlassem todas as estações de trem das regiões atingidas pela fome, para evitar mais e mais famintos vagando nas metrópoles locais. Os mortos de fome acumulavam-se na cidade, toda noite dezenas de corpos eram recolhidos. Nestas coletas de corpos, começou-se a perceber cada vez mais casos de defuntos com a barriga aberta. Mais tarde, alguns dos “amputadores de defuntos” presos confessaram que arrancavam o fígado para fazer patês vendidos nas feiras locais.

Quando entrou o mês de Junho de 1933, Stálin e todo o Politburo já tinham claro que o castigo estava de bom tamanho, que os impactos já se faziam sentir no racionamento nacional e que não era mais possível seguir com a política de extermínio. Foi então que começou, aos poucos, a liberar grandes lotes de grãos para ucranianos, cossacos e cazaques. Obviamente, os efeitos do ataque genocida não foram eliminados de imediato: Centenas de milhares continuaram a sofrer os efeitos da provação vivida e estima-se que o déficit populacional total tenha superado os 10 milhões de habitantes. Somente na Ucrânia, é certo que mais de 3 milhões de pessoas morreram por consequência das mazelas da fome. A somar-se toda a região, os números ultrapassam 7 milhões. 7 Milhões de mortos por fome em pouco mais de um ano de progressão de políticas socialistas.

Os historiadores da Ucrânia atribuem os atos puramente ao ódio de Stálin aos ucranianos. Essa visão narra a grande fome imposta à Ucrânia como um ato de guerra. Porém, é necessário dizer que, não obstante esse motivo, o extermínio representa a pura ação político-econômica pregada pelo Socialismo. Ainda que se tenha a particularidade de uma URSS paranóica sob a desculpa de uma inevitável guerra vindoura, e que portanto precisava sempre estocar alimentos para prováveis dificuldades futuras, tudo isso só aconteceu por uma tentativa inconsequente de implantar políticas planejadas em bancos acadêmicos por pessoas que crêem ser possível redesenhar e planificar toda a sociedade, incluindo seus meios produtivos.

A coletivização, o confisco da produção, o controle total pelo Estado dos meios produtivos e distributivos são políticas totalmente condizentes com o que prega o comunismo. O ódio de classe aos camponeses produtivos e prósperos, tidos por reacionários, o bloqueio e calada de todas as vozes contrárias às ações do Estado e tornar inimigos inaceitáveis todos que não enxergam o Estado como ente supremo de razão também são características típicas da mentalidade socialista. Após 80 anos, se não a totalidade, ao menos algumas dessas políticas continuam a gozar de prestígio. Grandes erros que resultaram em crimes horrendos contra a humanidade não deveriam ser esquecidos.

PARA MAIS INFORMAÇÕES: 

Documentário “HOLODOMOR” feito pela Radio Quebec, disponível no YouTube;

Holodomor – O Genocídio Ucraniano – artigo de Luís de Matos Ribeiro para a Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos, disponível no SCRIBD;

Livro “The Harvest of Sorrow: Soviet Collectivization and the Terror-Famine“, de Robert Conquest

Livro “Execution by Hunger: The Hidden holocaust“, do sobrevivente Miron Dolot;

Diversas fotografias de vítimas da Fome por toda a União Soviética aqui.

29 comentários para “Holodomor – 80 anos de um terrível genocídio comunista

  1. Danilo

    A babaquice nas escolas e nas universidade em separar ”socialismo e socialismo real”. Um sistema que só trouxe morte e miséria na prática é ainda aceito. Seja por razões diversas, sendo má fé, idiotice ou marketing. Nada melhor para imagem do que defender ”um mundo melhor”: ”economia sustentável, felicidade para todos, igualdade econômica e tudo de graça”. O Problema são os meios. E o principal meio é a opressão do Estado, que tira a liberdade do indivíduo. Que promete ”a distribuição das riquezas e um mundo melhor”. Mas quem fará ? o que vemos na prática são corruptos e assassinos que utilizam desse poder concentrado para satisfazer as suas necessidades. O ser humano é egoísta. Temos que lidar com esse fato. Porém a esquerda insiste em construir ”um novo ser humano”. Totalmente ”racional e altruísta”. E na prática em vez de Razão, é mais uma religião (que tanto criticam). Países em que há liberdade econômica e individual prosperam. Não é teórico, é fato.

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  2. Rodrigues

    A prova de português da Universidade de Pernambuco foi inteiramente baseada nos textos do Sakamoto; só me lembrei do Da_cia… kkk

    Ótimo post, Da_cia.

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  3. Breno Mendes Lopes Braga e SIlva

    No meu livro de história, que é destinado ao ensino médio, não menciona esse triste acontecimento. Desce o sarrafo no iMundo do Hitler, mas no Stálin e os demais, nada.
    Muito bom o texto.

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    • charles ketzer

      E nem vai existir, pois há uma tentativa de maquiar a verdade sobre isso, mas como professor , sempre busco fontes alternativas, para meus alunos. Eu já sabia da grande fome da Ucrânia, que foi provocada pelo regime comunista de Stálin.

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  4. Alexandre

    Seu texto é um ótimo informativo. Mas, ao que eu pude entender você quis provar a tese já conhecida de que os modos socialistas de produção fazem a população empobrecer em comunhão. Seu texto não consegue provar essa tese. Carece de razões e fatos para ela. A afirmação de que “é necessário dizer que, não obstante esse motivo, o extermínio representa a pura ação político-econômica pregada pelo Socialismo” não dá conta de desmentir o fato de que o Holomodor foi causado por um Estado paranóico.

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  5. Charles

    Estima-se que a cada ano, morrem aproximadamente 10 milhões de crianças de fome. Enquanto a produção de alimentos do maravilhoso mundo capitalista seria suficiente para alimentar 7 vezes mais que o número de habitantes do planeta. Não existem heróis e vilões. A ganância capitalista mata de diversas outras formas silenciosas e escancaradas também.

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    • Da CiaDa Cia Posts do autor

      O que que tem a ver? Existe algum “capitalista” a bloquear a entrega de comidas a uma região para que as pessoas morram de fome? Existe algum “capitalista” a confiscar a produção de trabalhadores rurais de uma região para abastecer seu regime e deixar esses produtores à beira da morte? Há ainda milhares que morrem de fome, especialmente em nações africanas, e todos estão sob o julgo de ditadores que querem tudo por ali, menos liberdade econômica ou respeito à propriedade ( dois pilares bem básicos do capitalismo ).
      O capitalismo salva milhões de pessoas ao estimular a competição e massificação da produção, permitindo assim que os preços baixem e a tecnologia evolua. Já esse sistema de planificação total e central da economia para abastecer aquilo que o Estado determina, quando encontra resistências e é aplicado sem restrições, dá no terror visto em Holodomor.

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      • Vinicius Colares

        Sim, existe. Chama-se embargo. E não é apenas contra Cuba. E mesmo assim, a tua ingenuidade é tremenda. Um dos grandes problemas de reacionários ou conservadores de modo geral é jamais contextualizarem fatos. Você quer me dizer que a culpa da existência desses países sobre “julgo de ditadores” não tem relação com o capitalismo? Com a manutenção da concentração do poder econômico?

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        • Da CiaDa Cia Posts do autor

          O Embargo dos EUA não proíbe a entrada de alimentos na Ilha. O Embargo dos EUA não rouba a produção dos cubanos, vendendo-a no mercado externo. O embargo dos EUA teve suas razões para ser implantado ( veja o que foi feito dos moradores americanos em Cuba, assim como suas empresas e investimentos ). Os países não estão SOBRE mas SOB julgo de ditadores. O capitalismo só existe onde há liberdade econômica, liberdade de empreendimento. Se esses ditadores opressores derem isso a seus povos, um dos primeiros efeitos seria verem seus poderes totalitários perderem influência na vida dos cidadãos. É o exato oposto da filosofia socialista e comunista que precisa controlar toda a economia e a única forma de fazê-lo é controlando toda a vida das pessoas, cassando-lhe todas as liberdades. O capitalismo é produto de homens livres, o comunismo só se obtém perseguindo-os.

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      • Andre

        Parabens…n sei como em pleno mundo novo esses comunistas brasilis ainda insistem nessa ideia.. E e gracas a esse capitalismo q podemos conversar assim..aprender assim…embora muitos comunistas dizem q holomodor holocausto e outras atrocidades..n existiram..n pare precisamos de capitalistas

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  6. Luiz H.

    Faltou um dado sobre o fator de “resistência” Ucraniana, Cossaca e Cazaque. A influência de suas religiões no espírito combativo daqueles povos ( Cristão Ortodoxos e Muçulmanos) e a fidelidade vassalar para com os Romanov de ambas as religiões para com o “César” de Moscou.

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  7. Paula Rosiska

    Lamentavelmente, essas vítimas não são sequer lembradas. Há pouca coisa sobre o assunto, se compararmos ao material sobre o holocausto. Talvez porque os algozes sejam vistos ainda como heróis pelos boçais ignorantes e doutrinados.

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    • Francisco

      Por isso é sempre importante lembrar desses casos como fez o Da Cia. É incrível a quantidade de ignorantes q idolatram esse regime. Stalin foi tao terrível como Hitler, mas muita gente ainda passa a mão na cabeça.

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      • Hay

        Posso até aceitar que alguém tenha defendido o Stalin no passado, pois ser comunista pode ser um passo no crescimento intelectual. Não consigo aceitar que um Niemeyer tenha defendido Stalin até o fim e mesmo assim haja pessoas que não aceitem que ele seja chamado de idiota. Idiota é pouco. Nem vou discutir os méritos dele como profissional, mas como ser humano ele foi um imbecil, uma pilha de bosta, uma piada ambulante. E é assim que considero qualquer um que tenha a capacidade de, em 2013, defender Stalin: um cocô humano.

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        • Andre

          Detalhe toda hora q mexiam em um projeto dele ele recebia din do estado..e projetou uma das cidades mais bostas brasilia q hj tem q se mutar..pois o projeto comunista n a sustenta..a nao ser pelo funcionalismo publico..brontossaurico

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          • Stephanie

            Fico bem confusa. Há comunistas que não defendem Stalin, inclusive já li o chamarem de “contrarrevolucionário”. Eu mesma na primeira vez que li sobre suas atitudes pensei que em nada aquilo se assemelhava ao comunismo que pregam. Se alguém puder me explicar, quero mesmo entender.

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    • jucafer

      Há um antigo campo de concentração em Berlim, chamado de Sachsenhausen, que após a queda do nazismo, continuou a ser utilizado como campo de concentração pelos soviéticos, por muitos anos. Fiquei surpreso, aqueles que deveriam ser os heróis revelaram-se ainda piores que os nazistas. E ainda há quem defenda o totalitarismo. Triste mundo.

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          • Alexandre

            O nazismo recebeu apoio da classe burguesa alemã justamente pelo temor do avanço socialista, além de ter trabalhado com uma política de privatizações em consonância com um mercado industrial limitado a um restrito grupo burguês conservador. As diretrizes políticas do governo alemão à época não permitem de forma alguma, portanto, classificá-lo como um regime socialista.

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            • Lucas

              Vale lembrar que o Partido Comunista Francês também apoiou o Nazismo, quando a França estava sendo invadida em 40. Bem como a SS foi treinada pela NKVD (pré-KGB). Ambos sistemas aboliam as liberdades individuais em prol de um ideal coletivista, queriam criar um “novo homem”. São regimes que guardam mais semelhaças do que desavenças.

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