Orgulhosos homens-massa

Mais “Coluna do Leitor” no nosso site. Dessa vez , para debater a nossa legislação trabalhista. Sobre o autor, a descrição enviada pelo próprio:

“Estou obviamente usando um pseudônimo (infelizmente).

A Ordem dos Advogados da Banânia não gosta de Miguelitos rebeldes…”

Orgulhosos homens-massa

A recente promulgação da Emenda Constitucional nº 72 (apelidada pela mídia tacanha, mesmo quando deixou de ser mera proposta, de “PEC das domésticas”) mais uma vez escancarou o vergonhoso estado de entorpecimento moral e cognitivo da maioria dos brasileiros.

Salvo meia dúzia de gatos pingados (praticamente inaudíveis), juristas, jornalistas, sindicalistas (e demais “especialistas”) comemoraram publicamente o fato como “grande conquista”.

Os palermas de sempre foram ainda mais longe (vomitando seu palavrório desconexo): “vítimas da sociedade opressora patriarcal escravocrata capitalista, essas mulheres serão finalmente respeitadas”.

Tragicômico.

Muito além do que pressupõe o senso comum, a legislação trabalhista (COMUNO-FASCISTA até a medula) é uma das chagas brasileiras.

Há quase vinte anos Roberto Campos escreveu:

“Duas coisas me irritavam profundamente durante o debate constitucional. Uma era que os retrógrados que propugnavam um modelo nacional-estatizante, absolutamente anacrônico, se auto-intitulavam progressistas. A outra era o discurso sobre as conquistas sociais, que se tomou na Constituinte um fenômeno de auto-sugestão.
A cultura que permeia o texto constitucional é nitidamente antiempresarial. Decretam-se conquistas sociais que, nos países desenvolvidos, resultam de negociações concretas no mercado, refletindo o avanço da produtividade e o ritmo do crescimento econômico. A simples expressão conquista social implica uma relação adversária, e não complementar, entre a empresa e o trabalhador.
Inconscientemente ficamos todos impregnados da ideologia do conflito de classes. Elencam-se direitos para o trabalhador e nenhum dever. Nem sequer o dever de trabalhar, pois é praticamente irrestrito o direito de greve, mesmo nos serviços públicos. Obviamente, ninguém teve coragem para incluir, entre os “direitos fundamentais”, o direito do empresário de administrar livremente sua empresa.
Nossa abundante legislação social indica que os legisladores sem esquecer-se de dois humildes caveats.
Primeiramente só legislam para pouco mais da metade dos trabalhadores, porque o resto está na economia informal à margem da lei e das garantias, refugiando-se ali para escapar à sanha fiscal e à excessiva regulamentação. Segundo, ao encher de garantias os já empregados, esquecem-se de que são os empresários e não os legisladores que têm de criar oportunidades para os desempregados e fornecer novos empregos para a juventude ingressante no mercado de trabalha Encorajar a contratação é fórmula melhor do que dificultar as despedidas. Foi exatamente assim que os norte-americanos conseguiram baixar sua taxa de desemprego para pouco mais de 6% da força de trabalho, contra mais de 10% na Europa. Eles facilitam a contratação enquanto os europeus dificultam as despedidas. A cultura antiempresarial de que se impregnou nossa Constituição em breve fará do Brasil o país ideal onde não investir.” (trecho de A Lanterna na Popa).

Ainda que o cenário descrito por Roberto Campos seja desolador (e ainda pior nos dias atuais) há solução possível.

Todas as normas ditas “trabalhistas (inclusive aquelas veiculadas pela nossa megalomaníaca “Constituição Cidadã”) devem ser revogadas.

De cabo a rabo. Imediatamente.

Claro que com a atual configuração do Congresso Nacional (recheado de néscios semi-letrados e sociopatas) isso é impossível.

MassMan – Mariana Zamarbide

Pior: o tiro certamente sairá pela culatra, e os salvadores das pátria aproveitarão o ensejo para apertar ainda mais a corda…

Não é isso que a galera “consciente” pediu no recente “despertar do gigante”?

Mais do mesmo veneno?

Mesmo assim (mesmo aqui, na Banânia) a TEORIA permanece válida: todo o necessário (EM TESE, por favor…) para a formação de uma relação contratual justa está prescrito nas normas de natureza civil (leiam o Código Civil, está tudo lá…).

Bastaria aplica-las às relações de trabalho.

A autonomia conquistada com essa mudança (mesmo que parcial, pois sujeita a certos limites legais e a algumas invencionices ideológicas, que ali também fizeram estragos) além de permitir a estruturação de relação profissional minimamente saudável, também facilitaria (na existência de litígio) a busca pelo juiz/árbitro da verdadeira justiça.

Simples.

Perigosamente simples, aliás: é insuportável, para alguns tipinhos que emporcalham nossas academias, a ideia de que uma ação individual (fruto de uma consciência livre) possa ser geradora de prosperidade.

E mais: tal qual ocorre em todas as relações cíveis contratuais (efetivadas entre particulares), eventuais abusos na execução do contrato (de lado a lado) podem e devem ser decididos na justiça COMUM, caso a caso (respeitadas as particularidades fatuais da questão e a real condição dos contratantes).

Ou (ainda melhor) em tribunais arbitrais privados (pateticamente, a legislação atual proíbe que questões trabalhistas sejam decididas dessa maneira…).

Ainda que muitas vezes imperfeito (posto que é mais uma ARTE que ciência) ISSO é direito!

Michel Villey, lembrando o óbvio há muito esquecido:

“O direito não busca a verdade: este objetivo pertenceria à filosofia, a não ser que consideremos o direito como uma ciência. Kelsen ludibria-nos quando quer fazer do jurista um cientista puro. O direito não busca a utilidade, o bem estar dos homens, sua segurança, seu enriquecimento, seu progresso, seu crescimento; pelo menos este não é seu objetivo próximo, direto, imediato. Distinguiremos a arte do direito da política e da economia. O direito é a medida da divisão dos bens. Segundo uma fórmula repetida pela maioria dos filósofos e juristas em Roma (muito próxima da que acabamos de citar da Ética de Aristóteles), o papel do direito é atribuir a cada um o que é seu. (…) Kelsen, entre outros, criticou a fórmula greco-romana (suum cuique tribuere), acusando-a de ser tautológica e perfeitamente inútil, por não esclarecer sobre o que cabe a cada um. O que significa enganar-se sobre o seu sentido. Ela visa somente ajudar-nos a não confundir a função da arte jurídica com a função do cientista ou do técnico: uma confusão na qual Kelsen, por seu lado, caiu.” (trecho de Filosofia do Direito – Editora Martins Fontes – 2008).

Nestas terras, contudo, nada disso parece importar.

A verdadeira função do direito foi deturpada há muito tempo.

Foi contaminada pela mesma arrogância ideológica que faz o “cientista social” acreditar em soluções mágicas, prontas, amplamente aplicáveis por uma trupe de burocratas supostamente iluminados.

Vale ressaltar, a propósito, que o verdadeiro direito NUNCA deve ser informado por ideologias (quaisquer, certo Liberais/Libertários?).

O direito não existe para garantir a felicidade de A ou B.

Não existe para sobrepor esta classe a aqueloutra.

Difícil entender isso?

Muito pelo contrário, o direito tem como objeto a justa divisão dos bens e dos encargos em uma sociedade.

Como? Através de algo SEMELHANTE à dialética aristotélica.

Quão distantes disso estamos…

Ignorando essa obviedade (milenar, oras…) muitos juízes do trabalho agem mais como justiceiros.

Como julgar (com um mínimo de segurança) quando o “Douto” julgador funda suas decisões em delírios ideológicos (ignorando a essência das coisas e as suas circunstâncias, que são REAIS)?

Nesse triste contexto, a “Justiça” do trabalho é importante parte de um imenso maquinário desestruturador totalitário (já tão “azeitado” que não mais exige um operador consciente e central, mas tão somente combustível ideológico constante, e muita ignorância…)

Suas repartições são tristes cortes de execução revolucionária.

O princípio da hipossuficiência do trabalhador é exemplo claro desse espírito subversivo. Não é necessário grande esforço interpretativo para nele reconhecer a estupidez marxista:

“O fundamento deste princípio está ligado à própria razão de ser do Direito do Trabalho. Historicamente, o Direito do Trabalho surgiu como consequência de que a liberdade de contrato entre pessoas com poder e capacidade econômica desiguais conduzia a diferentes formas de exploração. Inclusive, mais abusivas e iníquas. O legislador não pôde mais manter a ficção de igualdade existente entre as partes do contrato de trabalho e inclinou-se para uma compensação dessa desigualdade econômica desfavorável ao trabalhador com uma proteção jurídica a ele favorável.” (AMÉRICO PLÁ RODRIGUEZ – PRINCÍPIOS DE DIREITO DO TRABALHO).

O inacreditável PRINCÍPIO DA IRRENUNCIABILIDADE DOS DIREITOS TRABALHISTAS (adorado por muitos “operadores do direito”) é outro fundamento dessa loucura.

Mais dois pequenos trechos da obra do uruguaio Américo Plá Rodriguez (prestigiado “juslaboralista”):

“Por isso cremos que a noção de irrenunciabilidade pode ser expressa em termos muito mais gerais na forma seguinte: a impossibilidade jurídica de privar-se voluntariamente de uma ou mais vantagens concedidas pelo direito trabalhista em benefício próprio”

“A autonomia da vontade como tal não está em jogo, mas se trata de evitar seu abuso. Para esse efeito, em alguns setores da vida social o legislador transplantou a autonomia da vontade do terreno individual para o terreno coletivo. Hoje em dia, as organizações do trabalho são pessoas que, em primeiro lugar, gozam plenamente dessa autonomia, enquanto os indivíduos só desfrutam dela na medida em que o gozo parece compatível com o interesse social.” (Princípios de Direito do Trabalho – Editora LTr – 1997 – páginas 66 e 78)

Que maravilha! Fantástico!

Salvo por um “pequeno” problema: sendo evidentemente impossível condensar e traduzir em norma pública toda e qualquer expressão da vontade dos profissionais (sem contar as particularidades de cada setor do mercado) predominam, por conseguinte, os “desejos” de uns poucos líderes (capazes de captar o espírito popular e consubstanciá-lo em um sistema que garanta direitos e supra necessidades).

Dessas incríveis benesses (escolhidas com carinho pelo papai estado) o trabalhador não pode se desfazer (mesmo que esteja a NEGOCIAR, como um ser pensante, vantagens futuras).

Não é extremamente reconfortante saber que nossas autoridades cuidam tão bem de nós?

Ironias à parte (e antes que as “brilhantes” mentes “socialmente conscientes” resolvam berrar suas palavras de ordem) é importante consignar algumas ressalvas:

Sob a égide da CLT (e jurisprudência dominante) nem todas as relações trabalhistas resultarão injustas.

Tal fato, contudo, não a torna menos inadequada.

Outro ponto: é evidente que nem todos os trabalhadores possuem educação, cultura e maturidade suficientes para lidar com questões contratuais algumas vezes complexas.

Tal lacuna, no entanto, pode ser satisfatoriamente preenchida com o auxílio de um bom advogado (eventualmente pago com dinheiro público quando REALMENTE não dispuser o trabalhador de recursos suficientes).

É igualmente evidente que asquerosos episódio de escravidão devam ser investigados e punidos com extremo rigor (pela Justiça COMUM, diga-se).

O ridículo de referido princípio da irrenunciabilidade, portanto, não está exatamente em considerar o legislador legítimo representante da “vontade popular” (ainda que muitas vezes de maneira demagógica, a criação de normas públicas parte desse pressuposto…).

O conteúdo absolutamente condenável é o óbvio exagero (e o autoritarismo mal disfarçado): considera TODOS os trabalhadores brasileiros seres incapazes de decidir (conscientemente e da melhor forma possível) questões que em última instância (na esmagadora maioria das vezes) afetam tão somente sua esfera patrimonial e a de seus familiares.

E mais: partindo do princípio de que o trabalhador é sempre “hipossuficiente” (palavrinha que causa furor em certos autores “iluminados”) considera todas as relações trabalhistas desiguais.

Tal reducionismo (evidente e patético) quase sempre impossibilita a descoberta do equilíbrio entre os interesses (real função do direito, certo?).

O efeito normalmente é inverso.

Fomentando o ódio e o ressentimento, o sistema normativo trabalhista (jurisprudência inclusive) tornou-se exímio produtor de potenciais saqueadores rancorosos (subvertendo, assim, o virtuoso perfil dos BONS profissionais/empreendedores, necessariamente otimistas, proativos e cooperativos).

A explicação é simples e trágica: ao vitimizar de antemão um dos contratantes, o plexo normativo trabalhista reduz muitas dessas relações a meros litígios.

No final, a esperada parceria converte-se em reparação (como se o dano ao trabalhador fosse o resultado natural de um relacionamento supostamente deturpado já na sua origem).

O resultado: milhares de orgulhosos homens-massa, famintos por “direitos” vazios e irrealizáveis, regozijam-se a cada novo saque (perpetrado sob o olhar complacente de seus feitores, travestidos de paladinos da justiça).

Comodamente, cada vez menos livres e prósperos, sabem que estão protegidos por seu querido estado opressor.

Bem-vindos ao mundo da “Justiça” do Trabalho brasileira!

Nele, todos são iguais perante a lei (menos você, empresário-capitalista-malvadão-explorador-da-mais-valia).

“O resultado desta tendência será fatal. A espontaneidade social ficará violentada uma vez e outra pela intervenção do Estado; nenhuma nova semente poderá frutificar. A sociedade terá de viver para o Estado; o homem, para a máquina do Governo. E como no final das contas não é senão u’a máquina cuja existência e manutenção dependem da vitalidade circundante que a mantenha, o Estado, depois de sugar a medula da sociedade, ficará héctico, esquelético, morto com essa morte ferrugenta da máquina, muito mais cadavérica que a do organismo.” (Ortega y Gasset – A Rebelião das Massas)

MIGUELITO VILLA (um causídico nada ilustre).

Loading...

7 comentários para “Orgulhosos homens-massa

  1. Pedro.

    O absurdo dos absurdos: o império dos prometidos fins sobrepondo-se à análise dos meios; o achismo sobrepondo-se ao conhecimento e a verdade desprezada por torcidas ideológicas que cultuam simbolismos pretensamente representativios …a eterna vaidade, a emoção, sobrepóndo-se a razão.

    Que coisa mais absurda:
    “Muito pelo contrário, o direito tem como objeto a justa divisão dos bens e dos encargos em uma sociedade.”

    É o materialismo redentor dos achistas ideológicos.
    Quando se afirma que o direito tem por objetivo a justa divisão de bens e encargos em uma sociedade, de pronto o rabo COLETIVISTA aparece sob a cortina ideológica.
    Oque seria a “justa divisão”? …como sempre a “justa” é aquilo que o mensageiro ACHA que é o justo. Uma “justissa subjetiva” que nada é senão a “justissa social” que se antagoniza com a idéia objetiva de JUSTIÇA. Afinal a tal “justissa social” é fruto do mais puro ACHISMO exibido sob aspecto sentimental sem qualquer consideração a parametros axiomáticos (não confundir com achiomáticos). O coletivismo é o cerne de TODAS as IDEOLOGIAS.
    As ideologias não partem de principios, mas sim de FINS REDENTORES. Assim, um conjunto de idéias sempre ARBITRÁRIAS é apresentado como a RECEITA para se atingir o OBJETIVO SUPREMO. Ideologias tem a pretensão de se justificarem nos FINS QUE PROMETEM, fins geralmente fantasiosos que apenas falam às vaidades tão comuns nos inseguros e ressentidos, inconformados com as comparações que fazem de si com outros, imaginando-se inferiores e por tal ansiosos por acreditarem em amontoados de alegações achistas em meio a perorações ideológicas.
    Ideologias partem de FINS prometidos e não de PRINCIPIOS AXIOMÁTICOS.
    Ideologias são subjetividades para acariciar mentes atormentadas pela inveja, pelo recalque, pela inconformidade com a propria individualidade tanto quanto pela ambição doentia de se liderar rebanhos humanos quanto de fazer parte de um rebanho como se um “corpo coletivo” superior ao individuo. Assim, os adeptos de ideologia renunciam a razão para entregarem-se a arbitrariedades ideológicas que, mesmo sendo uma amontoado de contradições, defendem pontualmente sem nenhuma concessão à coerência. Afinal, despojam-se da razão para apenas obedecerem as lideranças por mais estapafurdias que sejam suas alegações. Assim, nem mesmo coram ante as aberrações que defendem, pois a noção de respeito por si fopi abdicada em favor da submissão á ideologia que cria “times” para atrair torcedores ansiosos por uma representação que os façam sentir maiores que um mero indivíduo. Por isso não se tombam ao pejo ante questionamentos que corariam até pedras. Ideológicos não tem nenhum respeito por si mesmos, pois que se querem representados por um “algo maior”, um time ou uma instituição ideológica imposta verbalmente como superior a qualquer individualidade. Atormentados, inseguros, invejosos e ciumentos encontram o calor que sonham sob a histeria coletivista das ideologias que desprezam PRINCIPIOS, VERDADE, COERÊNCIA, REALIDADE, RAZÃO e o indivíduo, em favor de delírios coletivistas de “seres coletivos” superiores e justificados nos fins que prometem.
    Ideologias partem de promessas de fins e portanto justificam-se como meios pelos fins que prometem. A “verdade” que advogam é a “VERDADE CONSENSUAL” e não a realidade dos fatos. Daí a OBSTINAÇÃO O ALICIAMENTO DE SEGUIDORES “DESINTERESSADAMENTE”, como se envaidecidos por apresentarem-se como “SALVADORES” mesmo daqueles que não desejam ser “salvos”. Afinal, o consenso unanime que buscam lhes daria a sensação de verdade, como se a verdade dependesse de aceitação e não da realidade inde4pendente de vontades ou desejos delirantes.

    Teorias que partem de principios axiomáticos não são ideologias, são teorias. Ideologia não é sinônimo de teoria pois que apenas um amontoado de idéias que se afirmam receitas para um objetivo supremo, capaz de redimir todas as atrocidades e absurdos em seu nome praticados.

    Há ideologias que prometem o Paraiso no além e outras que o prometem aqui na Terra mesmo. Todas, absolutamente todas as ideologias são delírios vaidosos de pretensos líderes grupais e sobretudo de pretensos governantes que fazem das ideologias a justificativa para seu Poder totalitário sobre rebanhos humanos que exploram em nome do objetivo prometido na mais descarada manipulação do gado humano.

    Direito não visa DISTRIBUIR COISA ALGUMA, mas sim ESTABELECER AQUILO QUE É JUSTO. Justa é a liberdade igual para todos e que por tal depende do reconhecimento do DIREITO natural e não do “direito” arbitrado através de inúmeros sufixos convenientes ao POder de uns sobre os demais.

    Direito nada tem que ver com arte, mas sim com o conhecimento que a filosofia busca. Ou seja, direito é atribuição da filosofia e não da arte. Certo, conservadores/socialistas adeptos de ideologias farisaicas e fanfarronas, capazes de defender absurdos sem corar?

    Responder
      • Observador

        Em tempo: estude tb Russell Kirk (e descubra que o conservadorismo e uma anti-ideologia). Feito isso, talvez ate continue discordando do tal Miguelito Villa. Pelo menos, contudo, passara a saber O QUE esta criticando…

        Responder
  2. Pedro.

    Direito e justiça são tarefas da filosofia e não da arte da pantomima que se apoia em trejeitos e caretas, em exibições gestuais contra e a favor, em vez de apoiar-se em reflexões e axiomas.
    Não é com fofocas que se estabelece o direito e muito menos em ACHIOMAS de adoradores de entidades místicas oportunas.

    Responder
  3. Pedro.

    É espantoso como alguém pode ser capaz de afirmar que direito tem haveres com a arte e não com a filosofia.
    …Direito é antes de tudo TAREFA DA FILOSIOFIA e não da ARTE das pantomimas que apelam para trejeitos em vez de nas reflexões SOBRE a VERDADE.
    Certo, conservadores/socialistas?

    Responder
  4. Pedro.

    hummm
    “Vale ressaltar, a propósito, que o verdadeiro direito NUNCA deve ser informado por ideologias (quaisquer, certo Liberais/Libertários?).”

    E depois:
    “Muito pelo contrário, o direito tem como objeto a justa divisão dos bens e dos encargos em uma sociedade.”

    …mas antes:
    “Ainda que muitas vezes imperfeito (posto que é mais uma ARTE que ciência) ISSO é direito!
    Michel Villey, lembrando o óbvio há muito esquecido:
    “O direito não busca a verdade: este objetivo pertenceria à filosofia, a não ser que consideremos o direito como uma ciência.””

    Ora raios! …mas oque é o direito então? …é o mero arbitrio de artistas lunáticos? é isso, senhores AdEvogadus?

    Ora, direito deve sim buscar a verdade. O que é arte? …é uma idiotice de lunáticos desocupados que nada querem com a verdade? …Há artistas que, os verdadeiros, se dedicam ao belo e à perfeição da realidade e nisto está o valor do artista e de sua arte que encanta pela beleza ou perfeição para criação ou para a realidade. …mas aí inventaram os “artistas interpretados”, desocupados que inventam a arte do nada que são capazes. Esta parece ser a noção artistica do direito que uns tontos apoiam. Afirmando que direito é meramente arte e com tal palavra mágica nada esclarecem sobre o que seja direito.

    O direito busca, sim, a verdade, pois só a verdade pode garantir o direito (qq advogado deveria saber disso, caso não preferisse ser um “artista” que quer apenas jogar nos tribunais e aproveitar-se de amizades com juizes e demais párticipantes da ARFTÍSTICA PANTOMIMA EM QUE SE TRANSFORMOU A IDÉIA DE JUSTIÇA. O direito não depende de arroubos artísticos ou religiosos/ideológicos, (Certo? artisticos carolas/conservadores).

    A justiça é uma ciência, deveria ser assim tratada, ou um ator de pantomimas acredita que a justiça é ditada por inspirações vindas do além em achismos divinos comunicados fanfarrões delirantes?

    É certo que um ator de pantomimas não é capaz de entender a justiça como uma ciencia sobre o que é direito natural de cada um. Claro que não entende a justiça como algo a ser descoberto, mas sim apenas como algo que é determinado por inspirações arbitrárias divinas ou por consenso de autoridades ou meramente pelo achismo de fanfarrões que possuam o Poder para impor a sua vontade com o nome de justiça.

    Liberdade é um direito individual, algo que não pode ser legitimamente violado pela simples vontade de outro(s) individuo(s). Afinal, o corpo é inalienável propriedade do individuo (corpo e mente) e por tal não é legitimo violar sua integridade senão em retribuição, reciprocidade, e isto chama-se justiça.
    Assim, liberdade, direito, propriedade e justiça se completam como idéia. Claro que isso é contrario aos interesses daqueles que se querem ARBITROS e SENHORES sobre populações que pretendem explorar. Assim, não faltam faladores a desfiar asneiras na tyentativa de legitimar o arbítrio dos poderosos que se impõem às populações como governates e as exploram sob pretexto da ordem e mesmo do progresso. De nada são capazes senão de usar os recursos que expropriam de populações por meio da violência e de ameaças para assim financiarem exércitos e uma súcia de “benfeitores” que se aboletam na hierarquia governante para sugarem os frutos do suor e criatividade alheios.

    Um inquestionável principio de justiça, axiomático, é o não inicio de violência contra inocentes.
    Quem pode afirmar que tal principio é injusto?
    …certamente que um ator o afirma sem pejo, pois que é esta sua função artistica nada cientifica.
    Então interessados começam a afirmar que justo é tirar de quem é capqaz para dar a um incapaz. Como se a inutilidade e incapacidade ou mesmo a adversidade atribuisse direito a um individuo justificando que se atacasse outro a fim de prove-lo de meios para existência dita “digna” (porém indigna, pois que injusta para com inocentes capazes). Ora, este tipo de fanfarronada é mero achismo de oportunistas e nada tem com a idéia de justiça (viram bem, arbitrários conservadores/artistas!). Porém, tal “justissa social”, que nada tem com a idéia de justiça, é a bandeira dos aproveitadores e oportunistas que afirmam que:

    “o direito tem como objeto a justa divisão dos bens e dos encargos em uma sociedade.”

    Eu pergunto: Como é essa justa divisão?
    …seria baseada em achismos de totalitários conservadores ou socialistas?

    Eu quero saber qual principio determina a justa divisão. Aliás divisão implica em ação para estabelecer partes E É EXATAMENTE AÍ QUE CONSERVADORES E SOCIALISTAS BRIGAM NA CAMA. Afinal, amantes apixonados, divergem apenas na forma e não na essência.
    O arbítrio, o achismo ideológico, é a inspiração de cada um na justiça como arte ou na arte como justiça.

    Cada um ACHA que a justa divisão depende de sua ideologia. A estapafúrdia ideologia de um promete um Paraíso no além e a estapafúrdia ideologioa do outro promete um paraíso aqui na terra mesmo. Contudo, tais paraísos são apenas cenouras na ponta de uma vara amarrada na cabeça de jumentos que imaginam a alcançarão em alguma épodca. Mas estas CENOURAS IDEOLÓGICAS são a pretensa legitimação do PODER de parasitas que apenas expropriam os frutos do suor dos que criam, investem, trabalham e produzem, cobrando gorda comissão para si e os seus a fim de construirem seus palácios e imporem-se como “salvadores” dos pobres e dos oprimidos; através de uma “justissa social” que se confronta com a idéia de justiça, preconizando uma ACHISTA “divisão justa dos bens” …afinal, apenas ACHAM que justiça é meramente aquilo que ACHAM ser justo, sem qualquer principio ou reflexão baseados em evidências inquestionáveis, podendo mesmo chamar de axiomas aquilo que meramente ACHAM …mas são apenas ACHIOMAS E não AXIOMAS.

    Responder
  5. danir

    Gostei deste texto. De muitas maneiras ele representa meu pensamento. Diria até que pode ser aplicado com as devidas adaptações, da justiça do trabalho até as leis de trânsito. Um dos motivos que vivemos em uma sociedade desigual e também injusta, é a falta de compreensão das pessoas, sobre o fato que não devem ser tuteladas. O verdadeiro cidadão, vive as desigualdades, reclama os seus direitos e trabalha por seus objetivos. O trabalhar neste caso, inclui qualquer ação visando a remuneração justa à sua contribuição; negociação, estudo, especialização ou trabalho braçal. Cabe a ele buscar o valor correto do seu esforço e das responsabilidades que assume. Traduzindo em miúdos, cidadãos capazes não precisam ser tutelados por imbecis ideologizados e massificados, que, dentro de sua monumental ignorância se consideram capazes de dizer o que devemos ou não fazer, a que custo, em todos os campos da atividade humana. Provavelmente pensam que Deus é uma alegoria e seus objetivos se resumem a fazer este papel de autoridade divina entre nós vis mortais. Uma lástima.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *