Com mais armas, países mais pobres e menos educados têm menos homicídios que o Brasil

Publicamos na íntegra aqui na “Coluna do Leitor” um post feito por Diogo Coelho em sua conta no Facebook.

Com mais armas, países mais pobres e menos educados têm menos homicídios que o Brasil

armamento

Um assunto que me chama bastante atenção ultimamente é o do “desarmamento da população civil”. Os desarmamentistas (a maioria deles de esquerda) pregam que “armas matam e que, por isso, devem ser retiradas das mãos das pessoas” (seguindo esse raciocínio, carros devem ser proibidos, pois acidentes de trânsito também matam). Quando você argumenta que países cuja população civil possui mais armas per capita são mais seguros, o desarmamentista fala que não tem nada a ver, que esses países são seguros por que possuem mais educação, empregos, renda per capita etc, (nas entrelinhas, querendo dizer que bandido é bandido porque é pobre, mas não tem coragem de dizer isso numa favela).

Pois bem, fui conferir a validade deste argumento “educação-renda” e chego às seguintes conclusões:

– Sendo bastante rigoroso com os números, 10 países (África do Sul, Namíbia, Zâmbia, Paquistão, Iêmen, Tailândia, Peru, Paraguai, Macedônia, Bósnia e Herzegovina) possuem IDH, renda per capita e índice de educação da ONU igual ou inferior ao Brasil, mas possuem mais armas e menos homicídios per capita.

– No entanto, tomei a liberdade de incluir outros seis países (Jordânia*, Sérvia*, Montenegro**, Costa Rica***, Argélia**** e Barbados*****) que, apesar de ter o IDH levemente superior ao Brasil, possuem muito mais armas e taxas de homicídios ridiculamente baixas. Com isto, temos 16 nações de diferentes continentes (4 da África, 4 da Ásia, 4 da Europa, 2 da América Latina e dois da América Central) onde o argumento de que segurança tem a ver com a educação e qualidade de vida do povo simplesmente não se sustentam.

Encurralado por fatos sólidos, o desarmamentista tenta a sua última cartada (em vão), que é o fator cultural. Ele alega que o brasileiro não está preparado para ter armas, pois as pessoas são “esquentadinhas” (existe algum estudo antropológico mostrando isso?) e que todo mundo iria se matar em brigas de trânsito ou no bar.

Pois bem, então como explicar que os EUA, país com mais armas per capita no mundo e 100 milhões de habitantes a mais que o Brasil, possui cerca de 14 mil homicídios por ano, 1/4 em relação a nós, que já superamos as 56 mil mortes por ano? Melhor, como explicar como o estado Vermont, cuja legislação de armas é somente a Segunda Emenda, é um estado mais seguro que a Califórnia, que possui uma das mais rígidas legislações sobre porte de armas dos EUA? Estou falando do mesmo país, não adianta colocar a culpa no “fator cultural”.

A verdade é que, assim como os esquerdistas, desarmamentistas argumentam com base no mundo que eles gostariam que existisse, que é um mundo onde nenhuma pessoa possui armas. A realidade é que sempre existirão pessoas mal-intencionadas que utilizarão armas para realizar maldades como roubar, matar etc. Desarmar a sociedade civil, ou seja, entregar o seu direito de defesa ao estado, é uma burrice sem tamanho por dois motivos: a polícia não é onipresente e conceder o monopólio das armas ao estado abre margem para o surgimento de governos autoritários ou totalitários. União Soviética, Alemanha nazista, Venezuela, Cuba estão aí para comprovar isto.

Resumindo. Melhoras na segurança pública, endurecimento das leis e redução ou extinção da maioridade penal são importantes, mas lutar pelo direito de portar armas, sejam letais ou não-letais (aqui no Brasil, spray de pimenta é considerado arma química e só pode ser usado por militares; nos EUA vendem em qualquer loja de conveniência), é ainda mais. Isto vale não só para os homens, mas também para as mulheres, que poderiam evitar estupros e atos violentos de machões simplesmente fazendo como a moça da foto (OK, não precisa ser um fuzil, pode ser uma arma menor).

Leituras complementares:

“Número de estupros de Orlando caiu após mulheres receberem treinamento com armas e em artes marciais”. http://abr.ai/QuR8SP

“IMB – Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços”.http://bit.ly/1lH26mD

“MVB – Hitler e o desarmamento dos judeus”. http://bit.ly/1qn3jPM

“MVB – Garota de 11 anos de idade escreve uma carta que se tornou viral, onde explica porque zonas onde armas são proibidas não a protegem”.http://bit.ly/1pncCKk

“Vídeo – Padre Paulo Ricardo: Sou obrigado à legítima defesa?”.http://bit.ly/1qtjU4I

“Livro – Violência e armas: a experiência inglesa”. http://bit.ly/1xku10K

“Livro escrito por cientista político norte-americano dedica um capítulo inteiro à derrota da ONU no Referendo das Armas realizado no Brasil em 2005”. http://on.fb.me/1uD0km9

* IDH 0,001 maior em relação ao Brasil.
** IDH 0,56 maior…
*** IDH 0,19 maior…
**** Número de armas per capita 0,4 menor em relação ao Brasil.
***** Número de armas per capita 0,2 menor…

ERRATA: Por aviso de um internauta, a África do Sul foi retirada da lista, pois tem um Índice de homicídios maior que o Brasil, mas isto não invalida os argumentos apresentados.

Postagem original aqui .

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12 comentários para “Com mais armas, países mais pobres e menos educados têm menos homicídios que o Brasil

  1. Nathália

    o autor do post só esqueceu de colocar uma variável: desigualdade social.
    apesar de um país ser mais pobre que o Brasil, ele pode ser todo mais pobre e ter menos desigualdade. enquanto aqui no brasil tem gente que ganha 500 reais e gente que ganha 50 mil, nesse pais pode ser uma diferença de só 500 X 5 mil reais, por exemplo.
    Aqui no Brasil, como está em desenvolvimento, é uma situação muito diferente mesmo, onde tem um número razoável de pessoas em situação financeira boa (ou seja, várias pessoas que podem ser roubadas) e um número enorme de pessoas bem pobres, que podem roubar.
    talvez num país que não tenha tantos ricos, ou que esses ricos não sejam tão ricos, não fica tão interessante querer roubar e matar mesmo… então não é bem assim a realidade que o texto quer passar.

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    • Breaking Bad

      Nathalinha, querida, o problema não é a desigualdade em si, porque se fosse o caso, a Índia seria o país mais violento do mundo, visto a miséria que assola por lá. Esse papinho “esquerda caviar”, introjetado nas aulinhas de (h)istória e (g)eografia por marxistas disfarçados de professores, não resiste ao confronto com os fatos: onde não há lei penal dura, o crime cresce, simples assim. Onde o cidadão não pode se defender, o criminoso se arvora. Os demais fatores são acessórios. Se aquele velho adágio diz que “a ocasião faz o ladrão”, então o medo de ser punido severamente faz a mudança de ideia.
      Quanto à tal “desigualdade social”, adianta acreditar na panaceia de um estado nivelador (por baixo!), que cobra impostos pesados dos ricos e divide com os pobres. O mais importante de tudo é o LIVRE DIREITO DE ESCOLHA! Se uma pessoa quer empreender, trabalha dia e noite para alcançar riqueza, ótimo, mérito dela. Se a outra não quer trabalhar, que seja um vagabundo e aceite as consequências. O que não pode é um estado opressor, que em vez de se concentrar em oferecer segurança pública de verdade, é incompetente, falha e decide fazer outra coisa, como por exemplo, um monte de regras e leis imbecis para cobrar mais impostos e interferir na vida das pessoas. Um estado que elege quem serão seus amigos riquinhos de “esquerda caviar”, via boquinha comissionada, empréstimo do BNDES ou Lei Rouanet. Um estado com uma carga tributária insana de quase 40% do PIB e serviço público padrão Congo.

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  2. Spergio

    Sempre tem o tolinho que quer comparar alhos com bugalhos. A arma e o carro só são perigosos nas mãos de um estúpido, de um bêbado ou de um drogado. O resto é conversa pra otário socialista dormir.

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  3. Lucas Monteiro

    Ranato, e o resto?! O que tu tens a dizer? Chega aqui e só manda estudar, ou simplesmente diz que tal argumento – apenas um dos argumentos que foi exposto – é absurdo porque carro não foi feito para matar. Facas de cozinha também não foram feitas para matar. Não consideras uma arma?
    Poderia falar alguma coisa que prestasse!

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    • Renato

      Poderia sim, mas perder tempo com esse tipo de argumento é besteira. O cara parte de uma premissa errada pra tentar validar sua conclusão. Faltou estudar lógica, conhecer quem é Aristóteles. Além disso, todos os outros argumentos baseados em textos sem conteúdo científico não podem fazer valer a opinião do autor. Religião costuma ser assim, baseada em opiniões baseadas em juízo de valor e não de fato. Volto a dizer que não entro no mérito da questão, mas a opinião do autor padece de conhecimento científico. Traduzindo, falta estudar seriamente o assunto.
      Agora me diz vc, poderia falar algo que prestasse, ou vai ficar esperneando?

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      • Lucas Monteiro

        Os pontos a serem debatidos estão no texto. Quem está esperneando é você, no momento em que se recusa a debater os argumentos. Se você mostrasse algum contra argumento, eu poderia trazer algo que prestasse. Não existe razão para acrescentar já que gostei e concordo com as idéias do articulista.

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      • Bleargh

        Renato, você até agora não respondeu a nada do que está no texto. Nem sequer tentou refutar alguma informação, algo que seria muito fácil para você, grande cientista que pelo jeito manja tudo de criminologia.
        É só dizer onde está o erro, cara. Vamos lá, força!

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  4. Renato

    Só pra começar a relação que vc faz entre a arma e o carro é a coisa mais absurda que já vi na vida. Sem entrar no mérito se deve ou não haver desarmamento da população civil, devo dizer que carros não foram fabricados para matar e armas sim. Logo, a comparação não pode ser levada a sério. Estude um pouco de lógica antes de escrever algo.

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    • Gabriel

      Armas “serem feitas para matar” e carros não, e ainda assim o número de mortes causados pelo último ser muito maior não dá mais base ainda ao argumento? Isso simplesmente prova a eficácia de se manter a população civil armada e acaba com qualquer argumento baseado na suposta inexistência da capacidade do cidadão de portar armas. Se um cidadão médio deve perder o direito de possuir uma arma, então ele também não pode ter um carro, uma piscina, uma faca de cortar carne, e assim por diante.

      Você que deveria ir estudar um pouco mais de interpretação textual e baixar a bola. O argumento do texto se baseia não no propósito de um veículo ou de uma arma, mas sim no fato de que no mundo real o carro é mais perigoso que uma arma de fogo, e ainda por cima, uma mulher não vai poder atropelar o estuprador quando ele invadir a casa dela. A relação entre tentativas de estupro frustradas e porte de armas é ainda maior que a da diminuição da violência de maneira geral, ao ponto onde desarmamentistas deveriam ser considerados cúmplices desse tipo de crime.

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