A nova série de ataques a Rachel Sheherezade

O texto de hoje da “Coluna do Leitor” trata de um caso exemplar da ação desesperada do grupo no poder contra as vozes contrárias: pegaram um fato bizarro e absurdo do cotidiano, mas de certa forma comum (linchamentos são comuns no Brasil, já mostramos aqui) para tentar mais uma vez destruir a reputação de Rachel Sheherazade. Para explicitar a imoralidade e farsa desse levante, o leitor Tom Martins nos enviou esse artigo:

A nova série de ataques a Rachel Sheherazade

Culpar Rachel Sheherazade pelo linchamento que ocorreu no Guarujá é a nova estratégia esquerdista para jogar na lama o nome da única jornalista que criticava o governo sem medo.

Linchamentos sempre existiram, em qualquer época, em qualquer lugar, especialmente os menos civilizados. A diferença é que hoje em dia há câmeras por todos os lados e um projeto de poder em execução.

O que ocorre numa favela quando um estuprador ou pedófilo é descoberto? O infeliz é linchado. Se a polícia consegue prender o meliante a tempo, ele será linchado até a morte na cadeia pelos próprios presos.

Rachel Sheherazade NUNCA falou que linchamentos seriam corretos e louváveis. O que ela disse foi:

“Num país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, que arquiva mais de 80% dos inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível.”

Compreensível: do latim: comprehensibilis. Que se consegue compreender; passível de compreensão; fácil ou acessível. Que pode ser percebido; inteligível.

Será tão difícil entender que “compreensível” é diferente de “aceitável” ou “justificável”?

Temos 50 mil homicídios por ano. Destes, 8% chegam a ser elucidados e menos de 3% chegam ao cumprimento da pena.

A impunidade incentiva tanto os bandidos comuns, tratados como “vítimas da sociedade”, quanto os de colarinho branco, devido ao labirinto legal que só permite o acesso àqueles que podem pagar bons advogados. A certeza da impunidade é tamanha que os linchadores e demais cúmplices, muitos deles menores de idade, não hesitaram em postar o vídeo na internet.

Some-se isso a uma polícia mal-treinada, mal-equipada, mal-paga e sem plano de carreira (cuja presença ostensiva nessa mesma favela também seria criticada pela elite bem-pensante), à cultura pró-banditismo que, de “Capitães de Areia” até “O Homem que Copiava” faz dos bandidos mocinhos e vice-versa, ao “jeitinho brasileiro”, ao culto à malandragem e a um povo que levanta 2 milhões de reais em uma semana para pagar a multa de criminosos condenados e temos então esse estado de coisas.

Não é possível culpar um comentário de menos de 1 minuto num telejornal de baixa audiência pelo estado de anomia em que vivemos.

Se culpar Rachel Sheherazade pelo linchamento do Guarujá já é de uma torpeza infame, o próprio ato de se usar uma tragédia horrenda como essa para fazer terrorismo político-ideológico é algo ainda mais asqueroso e patológico.

A campanha contra essa jornalista é incentivada e levada a cabo pelos pontas-de-lança governistas: Sakamoto, Emir Sader, Paulo H. Amorim, Mino Carta, Lola, Boechat, absolutamente TODOS repercutem essas acusações caluniosas e mentirosas.

Não vemos 1% da indignação contra essa jornalista quando o discurso não é conveniente para a esquerda, por exemplo, quando um traficante negro amarrou um ladrão branco num poste e o espancou com fio de cobre, nem quando um professor universitário publicou que desejaria que Rachel Sheherazade fosse estuprada nesse ano de 2014, quando um casal gay abusou continuamente do afilhado, quando cristãos são crucificados na Síria, quando o blog da Dilma associou Joaquim Barbosa a um macaco, etc.

Se a acusação que pesa contra a jornalista é de apologia ao crime, então temos que considerar qualquer discurso abortista e pró-maconha criminoso e pedir a prisão daqueles que assim apregoam, pois ambas são práticas criminosas. A acusação de “apologia ao crime” é perigosíssima no que tange às liberdades individuais.

Cabe notar que, se Rachel Sheherazade tivesse mesmo cometido um crime, ela seria processada e condenada e acontece que ela não foi e nem será, simplesmente porque uma ação desse tipo não se sustenta nos tribunais.

Por isso o PT, que ameaçou cortar verbas de publicidade do governo caso o SBT não calasse Sheherazade, não está satisfeito. Sua estratégia sórdida de calúnias e difamações apenas começou.

SilvioSantos_Rachel

Sucesso popular e opiniões contundentes: a esquerda se sentiu ameaçada

Num país onde a mentalidade esquerdista é hegemônica, É COMPREENSÍVEL que, ao invés de atermo-nos aos estudos para desvendar assim as causas da criminalidade e, dessa maneira, tentarmos melhorar nossa condição de país atrasado e subdesenvolvido, sejamos obrigados a gastar energia explicando o óbvio e desfazendo mal-entendidos propositais, plantados com a única finalidade de assassinar as reputações de opositores do governo.

Segue abaixo uma lista de frases de autores admirados por aqueles que estão empenhados em linchar Rachel Sheherazade:

“MEUS VOTOS PARA 2014: que a Rachel Sherazedo seja estuprada.” (Paulo Ghiraldelli)

 “VOTOS PARA 2014: que a Rachel Sherazedo abrace bem forte, após ser estuprada, um tamanduá.” (Paulo Ghiraldelli)

 “Mais do que uma escolha pelo crime, a opção de muitos jovens pelo roubo é uma escolha pelo reconhecimento social. Um trabalho ilegal e de extremo risco, mas em que o dinheiro entra de forma rápida.” (Leonardo Sakamoto, blogueiro recentemente convidado para o programa “Esquenta”)

 “A classe média é uma abominação política, porque ela é fascista, uma abominação ética, porque ela é violenta, e ela é uma abominação cognitiva, porque ela é ignorante.” (Marilena Chauí)

“Não precisamos de provas para executar um homem – precisamos apenas de provas de que é necessário executá-lo. Nossa missão não é providenciar garantias judiciais. Nossa missão é fazer a revolução.” (GUEVARA, Che in: Llano, Victor, “El Carnicerito de La Cabaña”, Libertad Digital, 22 de novembro de 2004)

 “Para mandar homens para o pelotão de fuzilamento, provas judiciais são desnecessárias. Esses procedimentos são detalhes burgueses arcaicos. Isto é uma revolução. E um revolucionário precisa se tornar uma máquina assassina brutal, motivada por puro ódio. Precisamos criar a pedagogia do paredón!” (GUEVARA, Che in: FONTOVA Humberto, “Che Guevara: Assassin and Bumbler”, 23 de fevereiro de 2004, disponível em www.newsmax.com)

 “Louco de fúria, mancharei meu rifle de vermelho enquanto trucido qualquer inimigo que cair nas minhas mãos! Minhas narinas se dilatam enquanto saboreio o odor acre de pólvora e sangue. Com as mortes dos meus inimigos, preparo meu ser para a luta sagrada e me uno ao proletariado triunfante, com um uivo bestial.” (GUEVARA, Che. Diarios de Motocicleta)

Loading...

4 comentários para “A nova série de ataques a Rachel Sheherezade

  1. Pedro.

    É interessante esse tabu sobre “civilização” e “justissa” realizada peo Poder cetral e e a justiça pelas mãos dos indivíduos.

    Tudo é questão de propaganda sobre valor individual ou mais propriamente propaganda moral. Assim a moral estabelece que somente alguns individuos devem deliberar sobre a idéia de justiça e malandramente chamam o aparato JUDICIÁRIO de justiça, quando jamais se deveria confundir a OBJETIVIDADE da JUSTIÇA com a SUBJETIVIDADE da LEGISLAÇÃO/JUDICIÁRIO.

    Vejamos então a idéia de judiciário em confronto com a idéia de justiça:
    – Um cidadão honesto e trabalhador se aborrece e xinga um negro de crioulo, é preso em flagrante e tal horrendo crime é inafiançável.
    – Um bandido profissional ameaça um cidadão com uma arma e mata-on para rouba-lo. Vai preso tempos depois e ainda não possui nenhuma condenação. Como facilmente se pode comprovar observando registros, a maioria dos juizes lliberta-o e ele responderá em liberdade.
    Se ele apenas agrediu e roubou o cidadão de bem, mesmo preso em flagrante, o judiciário irá coloca-lo na rua após algumas semanas de detenção.

    Mas o pior: um cidadão pai de familia, honesto e trabalhador bebe uma latinha de cerveja e vai dirigir, alguém distraido atravessa a rua sem olhar e é por ele atropelado. Ele responderá por crime doloso – como se tivesse tido intenção de atropelar – e pegará, para a aburda maioria dos juizes, uma pena maior do que aquela que pega um bandido por latrocinio.

    E se um bandido, facínora, com varios assassinatos, roubos, sequestros, assaltos e etc., tiver 17 anos, 11 meses e 29 dias, por estar solto nas ruas, cometer mais um assassinato multiplo, matando um casal e seu filho de 5 anos de idade, este MENOR com 1,89 m de altura, segundo a “justissa” das leis civilizadas, simplesmente estará livre após alguns meses numa “unidade para recuperação” da qual poderá fugir qdo desejar, uma vez que a segurança é pífia se não inexistente.

    Chama-se isso de justiça-legal, civilizada, baseada nas leis civilizadas. Contudo se tais leis desejarem assassinar indivíduos que “sequestram” um barco simplesmente para futgir de seu pais sob POSSE de um estamento politic… Bem, aí é civilizado pq foi uma decisão de autoridades, do arbítrio de autoridades que se IMPÕEM.

    O que seria mais justo:
    O “di menor” bandido profissional, ladrão e assassino de vários INOCENTES ser linchado por uma população honesta enfurecida ou esse “di menor” simplesmente passar umas semanas num “centro educativo” e fugir, se quiser, para fazer mais vitimas iocentes, ou mesmo ser liberado pelo judiciário para ficar sob a tutela de seus pais?????

    Responda-se a esta pergunta!!!!! …o que seria mais JUSTO?
    …a “justissa” do Poder estatal que arbitra segundo subjetividades e conveniencias ou ou a retribuição igualitária a um FACÍNORA (objetiva) por parte de indivíduos de bem????

    Responder
  2. Rafael Pregador

    Acho engraçado como todo mundo só se apegar a essa frase da Sherazade, chamar o linchamento ao jovem bandido de compreensível, não é crime (mesmo porque é compreencivel mesmo). Agora, chamá-lo de legítima defesa é justificá-lo. chamar linchamento de legítimo (criminalmente legal) por definição é apologia, sendo linchamento crime de agressão, logo ela fez apologia ao crime.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *