Senhora Rebeca, por que não mata suas outras duas crianças?

A estudante de Direito Rebeca Mendes da Silva Leite entrou com pedido ao Supremo Tribunal Federal requerendo o direito de abortar o seu próximo filho. Grávida de poucos dias, ela acredita ser difícil para uma mulher com filhos pequenos, um de nove anos e outro de seis anos, encontrar emprego. Dona Rebeca está passando necessidades materiais e não vê possibilidade de conseguir pagar o aluguel e garantir a alimentação de todos com mais uma boca para alimentar.

Como acontece com todos os argumentos pró-aborto, na sua justificativa Dona Rebeca fez uma petição de princípio e pressupôs que o nascituro é um ser humano inferior às crianças menores de idade. Se o nascituro que carrega na barriga pode ter seu direito à vida relativizado segundo os dramas da vida, por que Dona Rebeca não pediu ao STF que matasse então seus outros dois filhos? A difícil situação de Dona Rebeca não estaria melhor se fosse permitido eliminar todas as pessoas que dependem dela para sobreviver? As feministas não concordam que seria humanitário com Dona Rebeca dar-lhe esse direito, pensando no seu bem estar e dignidade?

A questão principal quando se destrói uma vida é o que estamos destruindo. Seres humanos destroem vidas não humanas todo o tempo, de células à animais, mas quando Dona Rebeca vem pedir ao STF que quer matar alguém e não algo temos de perguntar o que Dona Rebeca está querendo matar, ou “O que é o nascituro?”.

Seres humanos são diferentes entre si em várias questões mas possuem uma natureza comum sendo necessário saber qual diferença é essencial e qual não é. Todas as maiores injustiças do século passado tem origem na discriminação de pessoas por suas diferenças não essenciais. Por isso o movimento pró-vida americano possui o Teste que leva como acrônimo S.L.E.D. (Size, Level of Development, Environment e Degree of Dependency) desenvolvido por Stephen Schwarz. Ele é perfeitamente aplicável no caso de Dona Rebeca. Vejamos se a discriminação com o nascituro não é capaz de discriminar seus outros dois filhos também.

Primeiro, o fato do nascituro estar no ventre de Dona Rebeca e os seus meninos nascidos estarem fora não o faz menos humano, os outros filhos de Dona Rebeca podem se deslocar para um país estranho que o direito à vida os acompanhará não estando alienado ao ambiente em que estarão inseridos. Segundo, o fato do filho em seu ventre não ser tão capaz não é essencial pois os filhos de dona Rebeca, de seis e nove anos, também não são plenamente capazes como rapazes de 18 anos, portanto o grau de formação não é uma diferença essencial. Terceiro, os filhos menores de Dona Rebeca também são dependentes de um adulto para sobreviver, isso não é uma diferença essencial, o grau de dependência é antes algo muito em comum com o nascituro.

Em quarto, sobra apenas a questão de tamanho. O menino que Dona Rebeca vê em seu ventre não é do mesmo tamanho que seus filhos já nascidos. Mas nenhuma pessoa dirá ao ver uma imagem sua no seu estágio primário de formação que se trata de outra coisa senão ela mesma. Os dois outros filhos de Dona Rebeca possuem hoje o mesmo DNA e material genético que tinham no seu primeiro estágio.

Portanto Dona Rebeca, não seja uma “cabeça de vento” assoprada por feministas, faça a coisa certa e dê seu filho à adoção se necessário. A senhora disse que quer viver com seus filhos com saúde e segurança, estenda esse desejo ao menino no seu ventre. Não faça confusão, o nascituro tem o mesmo direito que seus outros dois filhos de viver.

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8 comentários para “Senhora Rebeca, por que não mata suas outras duas crianças?

  1. Pedro Rocha

    Agora está claro que tudo não passou de encenação.

    A mulher que não tinha dinheiro foi para a Colômbia e matou o filho com a ajuda de um grupo abortista.

    Quando voltar vai ser propagandista da esquerda, servindo de pretexto para a mídia atacar os conservadores.

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  2. Gustavo

    tudo pode ser resumido na regra de ouro, se a senhora Rebeca quer viver com saúde, segurança e considera isso bom, então ela TEM que querer isso para os outros também.. é a regra de ouro

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  3. Cinthia

    A mesma é estudante de direito e paga a mensalidade com o quê?
    Se for gratuito, creio que a mesma precisa comprar livros, tirar xerox, pagar condução…
    E como ela faz isso?

    Ora, a mesma não sabia que podia falar NÃO ou usar camisinha feminina, caso o parceiro dela se negasse usar camisinha?

    Conta outra.

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  4. Ângelo M. Palmeira

    Poucos têm a capacidade de escrever tanto em tão poucas linhas. Só o título já é uma lição que vale por livros inteiros. Ótimo texto. Conciso, incisivo e objetivo.

    Com relação ao tema, o PSOL está querendo transformar esse caso num Roe v. Wade brasileiro. E o caso ainda caiu nas mãos de Rosa Weber. Precisamos ficar alerta.

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  5. Alisson

    Pensar em dar para adoção nem pensar né?!? esse povo hoje em dia só pensa em matar, matar e matar. O ser humano está sendo reduzido ao “status” de coisa… infelizmente.

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  6. danir

    Porque não usou de meios contraceptivos, para não gerar uma criança e depois reivindicar o direito de matá-la em nome de sei lá o que de sobrevivência dos outros filhos. Ela vai fechar as trompas ou tomar cuidado na próxima vez que for “furunfar”? Existe um bando de idiótas que costuma dizer que não usa camisinha porque não chupa bala com papel, e depois não assume a responsabilidade da “bala sem papel”. Existem criaturas que acreditam que um óvulo fecundado é como se fosse um tumor, um cancer enfim. E tambem negam a hipótese de considerar a opinião do pai, que em, muitos casos não concordaria com o aborto. Ou então argumentam que a continuação desta gravidez significaria uma existência infeliz e carente para estas crianças, que com certeza não teriam nos pais (estes monstros exploradores da amulheres) qualquer suporte ou apoio. Razão suficiente para “descartar o feto, não importando o seu tempo de gestação. Tudo muito patético, muito desumano, muito cruel, muito irresponsável. Sem contar com a necessidade de ter que admitir a colonização por parte de pessoas com outras origens e bases culturais que desta forma, ao chegarem desequilibram todos os mecanismos sociais, as tradições, o código moral vigente e a base familiar da civilização. Uma lástima.

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