ProgressExit

Dizem as más línguas que só pulei para o Trump Train depois de ver Mike Tyson pular nele, mas foi graças ao Filipe Garcia (cuja cobertura das eleições ontem humilhou todos os jornalistas bem pagos do Brasil) pude corrigir brevemente meus caminhos e evitar cair com Carly Fiorina logo nas primárias.

Até um moralista die hard como eu acabou não conseguindo entender como para os #NeverTrump esse homem pode se comparar a uma pessoa que não só politicamente defende a institucionalização de vícios sociais, como pessoalmente usou de juridicismos para proteger um pedófilo e sempre cobriu de insultos as vítimas sexuais de seu marido (Leia ou assista Hillary’s America de Dinesh D’Souza que defende a tese de que Hillary e Bill não tem um matrimônio e sim um acordo entre criminosos). Trump não pode ser o mesmo indivíduo 20 anos depois, ninguém é e não encontro quem pode desconsiderar que ele atualmente apresenta virtudes que são frutos de um amadurecimento moral, a notar sua coragem muito maior que a dos seus 11 primeiros concorrentes republicanos.

Grab her by the pussy Reagan style.

A civilização ocidental mais de uma vez dependeu de homens imperfeitos, desde Churchill a direita está cheia dessas figuras que embora defeituosas nunca chegaram à psicopatia esquerdista. A direita é única em não negar homens imperfeitos e tem sido com esse material humano que temos montado a civilização cristã: uma sociedade que seja próspera com justiça. Se neoconversos sobem à posições de destaque e liderança no meio conservador rápido demais é uma crítica que guardo para outro dia. Moralismo, quando burro, opera o mal.

Inegável observar que antes de Trump, a internet estava em uma guerra cultural – que nós do Reaçonaria somos parte – para abrir espaço a ele (a internet é na maioria das vezes o único ambiente em que existe guerra cultural, já que as universidades públicas se fecharam para o conflito de idéias). A vitória de hoje em boa parte se deve à popularização de uma internet livre, que é o lugar onde a direita mais se espalha por ser um meio barato de comunicação em massa.

Assim como Obama em seu tempo, Trump se tornou o Presidente das mídias sociais (Ou Deus-Imperador), usando o Twitter como tribuna e tendo seus maiores defensores em sites como Reddit e 4chan, sem esquecer do fenomenal Milo, uma figura que nasceu para morar na internet. Foram esses zé-ninguém com cara de sapo que ajudaram a vencer o prestígio do establishment midiático para Trump. Foram canais como 50shades, Can’t Stump The Trump e Placeboing que fizeram vídeos que se tornaram virais e foram fundamentais para que uma das campanhas mais econômicas da história das eleições americanas fosse vitoriosa.

50 Shades, um dos mais interessantes, ridiculariza os SJWs que também poluem as universidades brasileiras (veja o Antes e Depois da Federal), e se quer entender um pouquinho do futuro da humanidade nas mãos da esquerda acompanhe os vídeos dele e de outros canais que fazem compilações semelhantes. É isso que a esquerda quer para o futuro dos seus filhos e o que chamam “progresso” para os negros, gays, hispânicos e mulheres. Vídeos assim são importantes porque depois deles a dívida histórica dos negros e outras minorias com a esquerda que devem ser pagos em votos desaparece. Não é necessário demonstrar com palavras o que é visível aos sentidos morais. 

Na hora de votar, ao menos no modelo republicano, tanto o voto do jornalista torcedor quanto o do torneiro mecânico tem o mesmo valor e ontem, “We The People” trumped essas monstruosidades criadas pelos “seus melhores”.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

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