Não, o Natal não é uma festa secretamente Pagã

Toda a verdade do cristianismo baseia-se no evento histórico da ressurreição. É pregado por um apóstolo que não presenciou esse milagre que se este não aconteceu como fato histórico, Jesus não pode ser o Salvador dos Homens. Mas separado da crença religiosa, o maior evento para a humanidade é o Deus do Velho Testamento deixar de existir somente como Ser necessário, mostrar personalidade através da iniciativa de descer dos céus e se tornar carne, vivendo conosco no mundo material, e por isso, sujeitar-se à história. Jesus foi verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e como todo homem, nasceu. Isso torna o cristianismo especial e verdadeiro diante de outras religiões idólatras, pois Deus não elegeu representantes para falarem e agirem em Seu lugar, mas veio e representou a Si mesmo. Não é absurdo dizer que a bíblia é prova da existência de Deus, os evangelhos não foram escritos com o intento de pregar doutrinas, mas sim narrar fatos históricos.

E a historicidade de Cristo é um fato praticamente indisputado, sobrando aos ateus darem palmadinhas nas costas de si mesmos como os maravilhosos céticos que são por acreditarem em conspirações mirabolantes. Mas nem historiadores agnósticos famosos como Bart Ehrman deixam de debochar da idéia de que Jesus foi um ser inventado por judeus atrasados. A auto-mutilação mental dos ateus de só acreditar no mundo material deixa-os cada vez mais envergonhados pela obrigação de chegar à conclusões cada vez mais ridículas, como crer na teoria da alucinação coletiva.

Mas se Jesus existiu de fato, e como homem ter nascido, por que há tanta polêmica em comemorar seu aniversário?

A razão recai na idéia de que o cristianismo puro não teria nenhuma influência pagã, mesmo que ela tenha começado quando Paulo defendeu os pagãos dos costumes judeus contra Pedro no Primeiro Concílio. A falácia genética baseia-se que tudo o que veio dos pagãos é pecaminoso, até mesmo uma data, e portanto cristãos paganizados criaram o natal para manter a corrupção dos seus costumes antigos e não inspirados por Deus. O Natal nada mais é que uma infiltração pagã no cristianismo, que originalmente não tem o Natal como um sacramento e não sabe a data que Cristo nasceu.

Luke T. Harrington, escrevendo para o site Christ and Pop Culture comenta a afirmação. Em seu texto, ele refuta a popular teoria que perambula por dezembro que o dia 25 era data de festas pagãs do solstício já pré-estabelecidas, a festa da Saturnália e o Sol Invictus.

Faça como Papai Noel, dê um tapa em quem fala besteira

Veja, a Saturnália se iniciava em 17 e ia até o dia 23 de dezembro, segundo Luke, é estranho imaginar que os cristãos gostariam de chegar dois dias atrasados para a festa, fazendo uma cópia imperfeita da comemoração. Já o Sol Invictus tem mais base por ser no dia 25 de dezembro, mas ele só foi instituído pelo Imperador Lúcio Aureliano em 274 d.C. e as teorias cristãs de Jesus ter nascido no dia 25 estavam circulando desde o início de 200 d.C. Se houve alguma competição entre as duas festas, seria muito mais lógico imaginar que a festa pagã foi influenciada pelo natal que o natal pela festa pagã.

Na verdade as especulações sobre a data que Cristo nasceu nunca tiveram influência pagã e sempre foi matéria de investigação de cristãos. Em 192 d.C., em uma das primeiras investigações, o bispo egípcio Clemente calculava que fosse entre novembro, maio, abril ou janeiro na Stromata. O dia 25 de dezembro foi baseado na hipótese que Cristo morreu no dia 25 de março, sendo popular a crença que o dia da morte de um verdadeiro profeta coincidia com o da sua fecundação, a partir disso foi só acrescentar nove meses para chegar a uma conclusão. Segundo Luke, a idéia de que o cristianismo absorveu o paganismo no natal e que circula até os dias de hoje é invenção de um calvinista chamado Jablonski.

Se não fosse a existência desse hoax dos tempos das guerras religiosas, não haveria disputa até mesmo entre cristãos sobre a data e todos se uniriam em comunhão na festa que é o nascimento do Salvador, pois desde o Eden o Criador não andava com sua criatura. De nada serve se juntar ao coro dos que se incomodam com uma simples data, creia, o intuito do mundo não é um zelo à Verdade, mas colocá-la em fuga e assassiná-la, como Herodes assim tentou.

É claro que algumas coisas podem ter sido acrescentadas à maneira de festejar, mas o essencial é não termos roubado essa festa de ninguém, essa festa foi Deus que nos deu.

Foi no Natal que Deus iniciou a obra mais fundamental nas vidas dos cristãos de todo o mundo. Que Deus esteja com todos os leitores do Reaçonaria nessa data.

FELIZ NATAL!

 

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4 comentários para “Não, o Natal não é uma festa secretamente Pagã

  1. Coiote

    Segundo o grande teólogo Rodrigo abaixo, Deus pediu permissão ao Diabo para que este carregasse o filho de Deus em seu ventre e, ademais, cuidasse amorosamente dele do nascimento aos 30 anos. É cada coisa fantástica que a gente vê nessa tal de internet…

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  2. Canal LIBERCON

    *”A razão recai na ideia de que o cristianismo puro não teria nenhuma influência pagã…”*

    Depende do que você quer dizer com “influência pagã”. Com respeito às doutrinas e práticas religiosas, não tem mesmo; com respeito a hábitos não religiosos, são neutros em sentido religioso.

    “… mesmo que ela [a influência pagã] tenha começado quando Paulo defendeu os pagãos dos costumes judeus contra Pedro no Primeiro Concílio.”

    Paulo não defendeu a “influência pagã”, apenas que gentios que se convertiam ao cristianismo não tinham que se tornar prosélitos judeus e seguir a Lei de Moisés.

    *”A falácia genética baseia-se que tudo o que veio dos pagãos é pecaminoso, até mesmo uma data…”*

    Novamente, depende do que você inclui nesse “tudo”. Por exemplo, dividir o dia em 24 partes iguais não tem nenhuma relação com as crenças e práticas religiosas dos pagãos. Mas comemorar o nascimento de um deus no dia do solstício tem. A genética tem sua importância e deve ser considerada, seja a genética biológica ou a histórica.

    *”…e portanto cristãos paganizados criaram o natal para manter a corrupção dos seus costumes antigos e não inspirados por Deus.”*

    É verossímil.

    * * *

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  3. Diego

    Acho que muita gente não comemora também por outras razões, a própria bíblia fala que o dia da morte é mais importante que o dia do nascimento, nem Jeová nem Jesus pediram pra comemorar o nascimento deste, de modo que, a comemoração apesar do fundo religioso é mundana.

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  4. Rodrigo

    Tanto blá blá blá pra nada…

    Lucas 22:
    19 E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim.

    1 Coríntios 11:
    23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
    24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
    25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
    26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.

    Jesus em nenhum momento pediu que seus discípulos lembrassem de seu nascimento, mas sim que lembrassem de sua morte e ressurreição e Paulo diz que isso será feito até que “Ele venha”.

    Até porque se fosse da vontade Deus que o Natal fosse comemorado a data do nascimento de Cristo não seria um mistério, antes estaria muito bem documentada nos escritos bíblicos.

    Portanto, não há embasamento Bíblico para a comemoração do Natal, da mesma forma que não há nenhum embasamento bíblico para a adoração de “Maria” (que na verdade é o próprio Diabo disfarçado “como anjo de luz” (2 Coríntios 11:14) para enganar trouxas incrédulos).

    Mas, diferente da adoração a “Maria”, comemorar o Natal como o nascimento Daquele que veio para salvar as pessoas que estão no mundo não parece trazer em si mesmo nenhum mal.

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