As mulheres esquecidas pelo feminismo

Falar sobre o feminismo é algo que tenho adiado por ser costumeiramente um assunto poluído de comentários paranóicos que tornam distantes a compreensão da realidade. Como não escrevo o que não esteja madurado, aguardei o tempo necessário para escrever de forma genuína sobre um tema que invade nossas vidas através da TV, cinema e até video game.

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De Caça-Fantasmas à Caça-Machistas

Primeiramente observo que povos de culturas não cristãs geralmente elegem a mulher como inferior ao homem: Da oração judaica do “obrigado Deus por não ter me feito mulher” à venda de escravas sexuais cristãs feitas pelo ISIS a mulher é alvo preferencial em praticamente todas as outras culturas. Honor killings nos países islâmicos e epidemias de estupro causados por imigrantes islâmicos na Europa são crimes em que as vítimas se não todas, a maioria, são mulheres. Em caso de guerra as mulheres são vistas como espólio. Então é inegável que machismo, ou ver a mulher como inferior, existiu, existe e talvez sempre existirá. Se é necessário prender homens grosseiros em um país cuja educação é inferior à de Ruanda é outro assunto.

O cristianismo historicamente combateu essa formulação de machismo. No casamento a mulher é a Igreja e o homem é Cristo a ser sacrificado por amor a ela (Efésios 5:25). O pudor e modéstia no vestir é para selar o corpo como prudentemente se esconde um tesouro dos olhos dos ladrões. Tratar alguém como inferior por causa do sexo também é visto como um pecado, pois diante de Deus “não há homem nem mulher” (Gálatas 3:28). A educação sexual cristã cria pais de família, não Dan Bilzerians. A poligamia de outras culturas vê o lado do homem que pode fertilizar infinitas mulheres em um dia, mas a monogamia vê a mulher que espera nove meses. É por isso que a cultura do ocidente estende à mulher uma visão privilegiada, a família ocidental nasce dessa sensibilização com o lado feminino, no tratamento diferenciado que não é o mesmo que tratar como inferior, e quanto maior o afastamento dessa cultura maior é o número de homens e mulheres bestializados.

Não é preciso dizer que o feminismo fere inúmeras mulheres precisamente por ser contra as barreiras cristãs ao machismo enquanto silencia sobre o machismo em outras culturas. Se feminismo se importasse com as mulheres, seria de direita e não de esquerda. O cristianismo criou instituições para a proteção de mulheres e nunca precisou se chamar feminismo para isso. Quando feminismo ataca o pudor e bons costumes, a família, o casamento e a castidade, ele deixa os homens maus livres e mulheres vulneráveis.

E uma das teses falsas do feminismo é a de que os homens são o motor da história ocidental e por isso mulheres históricas foram jogadas por baixo do tapete para sugerir que a tese infantil do patriarcado seja verdadeira.  As mulheres abaixo parecem não concordar que o patriarcado tinha tanta influência assim sobre o ocidente, o que as feministas tem a dizer sobre elas?

Boadicéia

Vingança tem um nome. Após ser torturada e ter as filhas estupradas, a rainha desafiou o Império Romano. Suas diversas vitórias pela Britânia fez o poderoso Imperador Nero considerar se devia ou não enfrentá-la.

Bouboulina

A mulher que insurgiu uma rebelião grega contra o Império Otomano obteve diversas vitórias ao mar e é um símbolo nacional.

Joana d’Arc

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Preciso dizer algo de uma mulher, comandante militar, que é objeto de reverência e devoção de todos os católicos do mundo?

Rainha Elizabeth I

O Feminismo não vinga na Inglaterra muito em razão de suas rainhas guerreiras. O maior feito de Elizabeth I foi ter destruído a invencível armada espanhola e salvo a Inglaterra.

Pouca coisa.

Eleonor de Aquitânia

A Segunda Cruzada não teria ocorrido sem ela que participava das batalhas com o marido.  É considerada uma das mulheres mais poderosas da Idade Média como rainha tanto da França como da Inglaterra.

Maria Teresa da Áustria

Ela foi simplesmente de facto imperatriz regente do imenso Sacro Império Romano (assim como Theophanu muito antes dela). Foi causa da Guerra de Sucessão Austríaca e figura importante da Guerra dos Sete Anos.

Seu maior brilho foi na administração, tendo sido considerada uma “déspota esclarecida”.

Imperatriz Teodora

A Imperatriz Bizantina é considerada co-regente de Justiniano I por ter participado das reformas espirituais e legais de seu império. Justiniano dizia que ela salvou seu trono na revolta de Nika. Ela foi hábil em proibir a prostituição forçada e fechar bordéis, instituindo leis que favoreciam as mulheres como pena capital para estupro sendo Bolsonaro antes de Bolsonaro.

Isabel I de Castela

A mulher acompanhava o marido nas guerras da Reconquista cuidando dos feridos, sua presença foi considerada causa da rendição dos mouros em Granada. Ela, e não seu marido, é conhecida por ter financiado Cristóvão Colombo.

Rainha Vitoria do Reino Unido

Seu nome virou uma Era. Precisa mais?

Bônus:

Mary Ludwig Hays

Na Revolução Americana, era costume mulheres irem com os maridos no campo de batalha para ficar no cargo de levar e trazer água, cozinhar  e cuidar dos feridos. Em 1776, Mary viu seu marido que estava manejando o canhão ser morto e ela fez exatamente o que toda boa moça faria:

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O Ocidente não só teve homens poderosos mas também mulheres que obtiveram imenso poder sem que alguém chegasse até elas dizendo que não poderiam exercer esse poder por serem mulheres. Foi uma mulher que tornou possível a descoberta da América, países chave do Ocidente como França e Inglaterra em momentos críticos dependeram de mulheres no comando, maioria das vezes chefiando homens.

Às trigglypuffs cabe a indigestão: ou essas valentes lutaram pelo patriarcado e machismo ou por algo melhor que os anti-ocidentais estavam oferecendo. De toda forma elas não usaram suas virtudes para guerrear contra a ditadura das lâminas.

Essas mulheres deixam exemplo para não cairmos na propaganda que é nosso dever moral vermos uma Clinton ou Dilma no poder porque como ocidentais temos que pagar penitência por termos sido machistas malvados.

Aqui é Palin 2024!!!

PS: Como não sou historiador releve alguma falta de acuidade ou pior, ter deixado de mencionar algum feito importante ou até mesmo alguém. Deixo de antemão meu mea-culpa.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

6 comentários para “As mulheres esquecidas pelo feminismo

  1. Bento Abreu

    Estou procurando exemplos de mulheres que se sobressaíram no Islão, o sistema político-religioso queridinho das feministas multiculturalistas, mas não acho. Estranho não?!

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  2. Pedro Rocha

    As mais esquecidas de todas são as abadessas e madres superioras dos mosteiros/abadias/conventos femininos católicos. Em todo o mundo medieval e mesmo se comparado a instituições de hoje em vários locais do mundo, a Igreja Católica é a Instituição que mais possui mulheres em cargos de Direção.

    Entrementes, o politicamente correto nunca vai reconhecer isso e está mais para decapitá-las como seus avôs jacobinos fizeram com as Carmelitas de Compiègne*.

    * https://pt.wikipedia.org/wiki/Carmelitas_de_Compi%C3%A8gne

    Responder

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