Perdoai, senhor; êles não fazem o que sabem…

O texto trazido hoje para a “Arca Reaça” foi retirado de um livro excelente, que creio não haver muitos a lhe fazer par em nossa literatura em termos de humor e originalidade. Escrito pelo obscuro e pouco conhecido Aristides Ávila, o livro “A Teoria da Distância” recebeu o “Primeiro Prêmio da Academia Brasileira de Letras” em 1937. A versão transcrita está na 2a edição do livro publicada pelo Clube do Livro em 1950. No Twitter, me foi indicada uma resenha publicada no Jornal do Brasil em 1938, cujo link pode ser visto neste diálogo. A história contada no livro traz as desventuras, descobertas e transformações do protagonista cujo acaso levou a morar na família dos Acaiabas no bairro do Jabaquara do início do século XX.

A grafia original foi mantida. Divirtam-se então com este trecho:

CAPÍTULO SEIS

Perdoai, senhor; êles não fazem o que sabem…

Entreabriu-se a porta devagar, e penetraram no aposento, primeiro, o nariz, depois os bigodes e por fim o resto do Sr. Veríssimo Acaiaba. Ninguém. Quarto vazio, cama desfeita, livros e papéis sôbre a mesa, denunciando trabalho em andamento, cinzeiro cheio de pontas de cigarro, uma janela mal fechada, por onde vazava uma luz mortiça para o interior levemente perfumado a dentifrício e água de colônia.

Veríssimo abriu de todo a janela e avistou Juventina ao pé do poço.

— Ó Juventina!

— Senhor? … – atendeu ela, aproximando-se, depois de procurar, com a vista, de onde vinha o chamado.

— Que é feito do Doutor?

— Saiu, seu Veríssimo.

— Mas volta?

— Sim, senhor. Saiu, dizendo que voltaria à hora da onça beber água.

— Que quer dizer com isso?

— Não sei… Creio que êle quis dizer que volta para o almôço.

— Heim?! Que atrevimento é êsse?! Proíbo-lhe essas liberdades! Está ouvindo?

— Desculpe, seu Veríssimo. Foi êle que disse…

— Basta!

E correu a cortina, volvendo para dentro do quarto, que farejou minuciosamente. Dirigiu-se à secretária e examinou tudo com irreprimível curiosidade. Sôbre a pasta, debaixo de um berço de mata-borrão, havia três sobrecartas iguais. Apanhou-as e viu que se destinavam às redações do “Jornal de Hoje”, d'”O Aparte” e d'”A Alavanca”.

Achou aquilo um tanto estranho: três cartas para três jornais a um tempo!… E uma idéia fúnebre atravessou-lhe a mente. Suicídio? É exato que, em casos tais, há sempre cartas para a família e para a Polícia… E chegou a rebuscar os livros e papéis esparsos, a ver se lá estavam outras sobrecartas. Seria pouco provável uma loucura dessas, mas… ultimamente, depois que voltou do serviço militar, o rapaz dera para ter procedimentos incompreensíveis… Na véspera, saíra-se sem almoço, regressando sob um aguaceiro terrificante, a escorrer, como um velho beiral; o dia todo fechado no quarto; e à noite, a falar sòzinho… a menos que fôsse com Juventina… E sabe Deus se não há alguma coisa com esta Juventina! E o tenebroso pensamento desviou-lhe o verdadeiro intuito que ali o trouxera.

Afinal, voltou o dorso das sobrecartas e, vendo que não tinham sido coladas, cedeu à tentação de inteirar-se do conteúdo de cada uma. A primeira que abriu era endereçada ao “Jornal de Hoje”, e continha duas compridas laudas de papel de imprensa, das que se usam nas redações para originais, numa caligrafia bem legível e desembaraçada. E leu a epígrafe: “A queda do café”.
— Ah! bom!… – pensou êle. – É um artigo. O Doutor agora é jornalista… Ainda bem!… Depois de ter sido filósofo e soldado… já é progresso… – E leu todo o artigo.

A QUEDA DO CAFÉ

Veiculados tendenciosamente por elementos que se empenham no descrédito da nação, circularam ontem, com certa insistência, boatos quase derrotistas em tôrno da notícia telegráfica de Nova York, referente à baixa de alguns pontos na cotação do café brasileiro.

Podemos asseverar que o fato não está em proporção com o alarme aqui alimentado. Antes, o acontecimento era previsível, dada a orientação imprimida pelas autoridades, no sentido de firmar nosso comércio e consolidar o valor de nossa riqueza exportável, libertando-as dos efeitos de uma alta forçada.

Desde alguns anos, uma valorização fictícia conservava um preço elevado, graças ao qual, – não há como negar, – um grande surto de progresso nos bafejou, levando o conforto ao “hinterland”, e incitando a aplicação de capitais em obras que são hoje o índice de uma civilização que nos orgulha.

Mas é preciso reconhecer que ela situação se mantinha à custa da retenção da maior parte das safras. Retinha-se o produto, dificultava-se a saída, de sorte que o pequeno volume exportado ia encontrar nos mercados consumidores uma procura tão acima da oferta, que as vendas proporcionavam lucros exorbitantes.

As consequências, porém, não se fizeram esperar.

Internamente, o que se verificou foi um aumento da retenção, que autorizava o prognóstico de que em breve se acumulariam safras equivalentes ao consumo total e mundial de dez anos. Enquanto isso, continuava-se a plantar, na certeza de que a maior parte da colheita se destinava a ser sonegada, para que se mantivesse o preço alto.

Externamente, os efeitos ainda foram mais perniciosos. Incentivados pelo preço elevadíssimo do produto, outros países, que não estavam, e não estão em condições de competir conosco, entregaram-se à cultura da preciosa rubiácea, e lograram penetrar nos mercados americanos e europeus. O Brasil, protegendo o produto, oferecia margem a que os concorrentes apurassem a qualidade, mediante um trato caríssimo e uma seleção rigorosa.

À medida que ia lendo, Veríssimo acompanhava as frases com um movimento de cabeça, denotando aprovação irrestrita.

— Realmente!… O Brasil devia ter previsto semelhante calamidade! Outros países fazendo concorrência ao nosso café! Concorrência estimulada por nós mesmos! com idéia fixa de alta! É intuitivo!…

E avizinhou-se mais da janela, para continuar a leitura.

Perdurasse tal obstinação, fatalmente seríamos deslocados pela concorrência, de todos os mercados.

Impunha-se, portanto, uma enérgica medida, de que só um govêrno esclarecido é capaz.

Derrubados os diques obstrutores da livre exportação, todo o produto das últimas safras iria inevitàvelmente constituir nos mercados importadores uma oferta muito maio do que a procura.

Ora, a lei da oferta e da procura é uma lei imutável e universal.

A baixa não podia, pois, deixar de ser previsível, como previsíveis também são os benefícios que dela derivam. Processar-se-á natural e espontâneo reajustamento, e será então afastada a concorrência de outros países, que, nos limites do justo valor do produto, não poderão suportar os encargos de uma cultura desfavorecida pela própria natureza.

Devido à sábia orientação que ora ocasiona tão inconsistente alarma, nossa exportação crescerá, e daqui a poucos exercícios financeiros, a balança comercial acusará em nosso favor um saldo considerável.

— Sim, senhor! Não está nada mau… O rapaz tem jeito para isto.. É intuitivo: quanto maior a retenção, tanto menos se exporta; quanto menor a exportação, mais alto o prêço, mas também mais vasta a concorrência… É… o rapaz tem bossa… Bem dizia o Dr. de Pina que alguma utilidade sempre se tira da filosofia. Aprendeu a raciocinar. É capaz de vir a ser ministro…

Tranquilizado pela surprêsa agradável que lhe dera a leitura, Veríssimo encorajou-se, abriu uma sobrecarta, de onde retirou igualmente duas laudas manuscritas, e leu:

NORTEANDO PARA O SUL

“Está de pêsames o governo. Aliás, era de esperar. Guindada ao poder por eventual maioria, uma facção política empobrecida do tino administrativo não iria desmentir-se, traçando um programa que não fôsse positivamente errado e desastroso.

— Ué! Mudou de opinião? – pensou êle, interrompendo. Já meio desapontado, retomou a sobrecarta, releu o enderêço da redação d'”O Aparte”, e pôs-se a confrontar o que acabara de ler com o início do primeiro artigo. Em seguida, para certificar-se e dar integral atenção ao segundo, sentou-se à beira da cama do Doutor. E prosseguiu:

Depois de amontoar safras e safras de café penosamente cultivadas para o triste fim de serem destruídas pelo fogo, entendeu o gôverno de decretar a livre exportação, mandando assim saturar os mercados por muitos e muitos anos.

Não é sem motivo que os meios financeiros e especializados na política do café se encontram desde ontem inquietos com os mais negros presságios, em vista do telegrama de Nova York anunciando uma baixa brusca de trinta pontos na cotação de nossa quase única riqueza. Para os situacionistas, tratar-se-á de uma febrícula de 40 graus… Mas há de causar desorientação nos mercados consumidores o fato de poder hoje ser vendido, por prêço vil e em grande escala, um produto que até há pouco se distribuía escassamente por preço de objeto de luxo.

Os acidentes econômicos e financeiros que a infeliz medida governamental pode acarretar são assustadores. Decrescendo nossa exportação, não haverá meio de solver as obrigações externas sem o socôrro dos empréstimos, o que significa elevar o nível de vida interna: quando esta se tornar asfixiante, não houver exportação, e os empréstimos não puderem ser amortizados, o último recurso há de ser o da inflação que depreciará cada vez mais nosso dinheiro.

E até onde iremos?

Se era mistér diminuir nosso “stock” e, ao mesmo tempo, amparar o volume da exportação, por que não se deliberou diminuir progressivamente o malsinado “stock”, empregando-o, não em fogueiras, mas numa inteligente propaganda do produto, especialmente nos mercados ainda não conquistados? E paralelamente, por que não se intensificou uma campanha educativa e experimental, a fim de apurar e selecionar a produção?

Melhorado e “standardizado” o tipo exportável, duplicado o consumo em todo o mundo, por fôrça de uma propaganda patriótica, ficariam eliminados os perigos da concorrência de outros países. Poderíamos então, plantar mais alguns bilhões de cafeeiros, pois garantida e regularizada estaria uma exportação de muito maior vulto…

Aí, a restauração completa de nossa economia. É claro como a água, ou antes, seria claro como a água, se não turvasse a paixão política...”

— Sim senhor! Que pouca vergonha! Duas coisas, uma desdizendo a outra! E tem argumentos… tem lógica… O rapaz é inteligente… Mas, que pouca vergonha!

Intoxicado por autêntica indignação, ergueu-se, pegou a sobrecarta d'”A Alavanca”, abriu-a, extraiu duas laudas manuscritas, desdobrou-as, e leu, de pé, no centro do quarto, enquanto movia freneticamente os masseteres e retorcia os bigodes:

ASSIM FALOU NOVA YORK

Um despacho telegráfico de Nova York, alarmante e lacônico, trouxe às praças indígenas a nova não muito alviçareira de que, naquela formidável usina das valorizações artificiais, o café brasileiro sofreu uma depreciação de trinta pontos na última cotação.

Pânico.

A economia nacional por água abaixo! E que perspectiva para os lavradores!

Verdade é que poucos sabem o que quer dizer a descida de tantos ou tantos pontos, na Bôlsa de Nova York. Verdade, também, que menos ainda sabem porque é que Nova York dita leia ao comércio exportador dos outros países. Mas, na ignorância, ou no conhecimento das causas, não há quem não se curve às decisões de Nova York.

Fato consumado.

As colheitas não cobrem o custeio: os fazendeiros entregam as fazendas, e vão disputar os melhores empregos nas capitais; os colonos vão engrossar a massa dos “parados”.

E o país assiste à elevação do nível de vida, que busca remediar com “fundings” e emissão de papel-moeda.

Crise.

Os financistas ensaiam doutrinas sôbre o fenômeno; o govêrno continua nomeando comissões técnicas; tôda gente dá palpite e tem um plano eficaz de reequilíbrio e saneamento do meio circulante.

Mas o câmbio desce.

Em pratos limpos: o que produzimos com o trabalho de milhões de braços não é mais do que um instrumento para meia dúzia de cabeças arquitetarem, sem o mínimo trabalho, uma negociata suntuosa, em que surge o lucro sob a forma de dinheiro, que vem desempenhar uma verdadeira função de produto.

Inevitável.

O Brasil produz muito café, mas Nova York produz muito dinheiro.

Nova York baixou o café brasileiro. Mais tarde, forçará uma alta, e revenderá por prêço régio as safras que o Brasil lhe vendeu barato.

O êrro está em produzir sem nenhuma relação com as necessidades do consumo. Sistema anti-social de produzir, que dá lugar à especulação, da qual resulta a convergência da riqueza nas mãos dos que especulam, com sacrifício dos que produzem e desprêzo aos que consomem.

Haverá remédio?

Haveria: socializar a produção, abolir os entraves que o egoísmo humano postou entre o produtor e o consumidor – salários, transportes, intermediários, impostos, tarifa, altas e baixas.

Mas… é cêdo. Esperemos.

E enquanto esperamos, acomodemo-nos com as vontades de Nova York.

Baixou o café, mas ainda temos laranjas…

Ao terminar o terceiro artigo, Veríssimo estava a ponto de estourar como bomba de dinamite. Mas não estourou. Há espantos tão grandes, que sufocam todo comentário, estrangulam o mais singelo monossílabo. Não fêz mais circunvagar a vista pelo dormitório, espalhar sôbre a mesa as notas econômicas-políticas do Doutor em Ciências Incríveis e Absolutas, e contemplá-las, vacilante, como se, por obrigação inconsciente e indeclinável, devesse escolher uma, dentre as três. Afinal, recolocou-as nas sobrecartas, pousou sôbre elas o berço de mata-borrão, voltou-se para sair, e topou com Juventina, à porta, que no momento vinha entrando.

— Posso arrumar o quarto, seu Veríssimo?

— Pode!

— O senhor queria alguma coisa de seu Doutor?

— Quando êle chegar, diga-lhe que o procurei. Quero falar com êle imediatamente.

E saiu, batendo os pés, ao passo que Juventina permanecia indecisa, chupando a ponto do avental de xadrezinho.

* * *

— Seu Veríssimo esteve aqui no seu quarto, e disse que precisa falar já com o senhor.

— Aqui? A que hora?

— Logo que o senhor saiu. Ficou sòzinho aqui muito tempo.

— Fazendo o quê?

— Não sei, seu Doutor. Não pude ver.

— Êle foi à cidade?

— Não. Acho que está lá em cima, esperando.

E o Doutor saiu, assobiando, subiu a escada interna, atravessou a copa, a sala de jantar, o corredor, e entrou na sala de visitas, onde se enervava o Sr. Veríssimo, a andar de um lado para outro, tendo na mão direita um jornal enrolado em canudo, ao passo que retorcia o bigode com a esquerda.

— Bom dia, seu Veríssimo…

Êle não respondeu, nem olhou. Limitou-se a apontar com o jornal uma cadeira, na qual o Doutor foi sentar-se pachorrentamente, sem deixar de segui-lo naquele frenesi ambulatório, e sem arriscar uma pergunta, pois conhecia de sobra tal pressão de nervos. Mas pôs-se a imaginar:

— Êle vai interpelar-me sobre coisas de Juventina, e eu ficarei sabendo mais do que suponho. De duas, uma: ou êle é profundamente moralista, cuida que estou seduzindo a rapariga, e vai intimar-me a viver longe daqui, sob pena de mandá-la embora, ou então…

De súbito, porém, o Sr. Acaiaba parou em frente dêle, bateu estrondosamente na coxa com o jornal, e gritou:

— Afinal, que é que o senhor pensa do café?

— Que café, seu Veríssimo?

— Ora! Que café! Que café! Êsse cafe que sobe e desce! Essa história de Nova York?!

— Ah!…

— Isso mesmo! Que opinião é a sua?

— Nenhuma, seu Veríssimo…

— Nenhuma!? Tem três opiniões escritas, e alega não ter nenhuma?

— Aquelas opiniões não são minhas… São dos jornais…

— Entretanto, foi você que as escreveu!

— Fui eu, sim…

— Que pouca vergonha! Sim senhor!

— Mas que mal há nisso?

— Ainda pergunta?! Isso é não ter personalidade! É acender uma vela a Deus, outra para o Demônio, além de uma terceira, que eu não sei para quem você acende! Desbrio! Se não fôr má fé!

— Mas… escute, seu Veríssimo: se eu tivesse uma opinião própria, teria opinião para mim; e se devesse escrever, escreveria a minha opinião. Porém, como não preciso ter nenhuma, não me custa escrever as opiniões alheias…

— Que pouca vergonha! Que falta de probidade! E para que isso?

— É um trabalho, como qualquer outro, seu Veríssimo… O senhor vive a ralhar comigo, e dizer que eu não tenho ocupação… que só perdi tempo com filosofias e outras bugigangas… que tenho obrigação de produzir…

— E não é exato? – interrompeu o Sr. Acaiaba, cada vez mais exaltado. – Já não é tempo de acabar com essa malandragem?

— Sei… Por isso mesmo, estou trabalhando… Multiplico-me para recuperar o tempo perdido, e não me fazer pesado… Estou produzindo…

— A essa moxinifada é que você chama produzir?

— Creio que sim… com aquêles artigos, eu ganho tanto quanto o senhor na Estatística, durante um mês…

— Mais grave ainda! Por dinheiro!

— Nós todos nos movemos por dinheiro… É preciso pensar no dia de amanhã…

— Com essa falta de sinceridade?

— Não é necessário ser sincero… Eu não acredito nos artigos que escrevo, como o senhor nas suas estatísticas… Meios de vida…

— Cale-se! Nada de insinuações! Para mim, continua a ser indigno, ganhar dinheiro para confundir o público!

— Quanto a confundir o público, seu Veríssimo, o senhor não tem razão. Ninguém habitualmente lê três jornais de orientação tão diversa. Cada jornal tem seus leitores. Cada indivíduo lê seu jornal predileto; compra diariamente uma ração de idéias, com as quais está sempre de acordo. Não há o que reclamar… Ao contrário, se a gente não escrever, é que os leitores reclamam…

— O argumento é de quem perdeu muito tempo estudando filosofia. Está-se vendo… Mas tudo isso tem que acabar! Está ouvindo? Esta geração está podre! Que miséria! Tem que acabar! – E numa última explosão: – Retire-se!

E o Doutor retirou-se, efetivamente, sem dizer mais nada. Levava a cabeça, no entanto, cheia de pensamentos… Por certo, pensamentos que se prendiam a tôda gente, mais do que a êle mesmo, pois ia murmurando:

— Perdoai, Senhor; êles não fazem o que sabem…

Não deixem de ver o índice de autores citados, resenhados ou transcritos em nosso site: http://reaconaria.org/guia-de-autores/

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Um comentário para “Perdoai, senhor; êles não fazem o que sabem…

  1. pedro

    magnifico, é o fenômeno das bolhas que vivemos hoje vista em outros tempos, e uma critica da estupidez de cada qual de não viver sob seus próprios ideais, o comunista não vive o comunismo, o liberal não vive o liberalismo, o conservador true não vive o moralismo que propala.
    “eles não fazem o que sabem…”
    ou na verdade não sabem porra nenhuma e não são humildes suficiente para admitir que “só sei que nada sei” e ficam inebriados na fortaleza de suas convicções, ou mais moderninho em suas “safe space”.

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