Estatização, Petrobras & Observações Equivocadas

Durante um seminário promovido pelo PSDB na Câmara dos Deputados, o senador Aécio Neves afirmou que todos os atuais problemas da Petrobras estão diretamente ligados à perda de eficiência gerada pela partidarização excessiva do PT, o que tem gerado “muita incerteza em relação a novos investimentos.”

psdb

Segundo o senador, o que é necessário para que a Petrobras volte a ser competitiva é uma reestatização.

Durante o pronunciamento na rede nacional, a presidente Dilma Rousseff explicou que o leilão da exploração do pré-sal não pode ser considerado uma privatização, e ela está certa.

O atual arranjo, adotado após o leilão da exploração do pré-sal no Campo de Libra, faz com que o consórcio formado por quatro empresas estrangeiras (duas estatais chinesas, uma empresa francesa e uma anglo-holandesa) arremate o lucro adquirido apenas caso petróleo for encontrado. Enquanto algumas empresas toparam participar dessa aliança, a Petrobras continuou detendo 40% de participação no consórcio, o que só foi feito assim que a estatal Brasileira aceitou desembolsar R$6 bilhões para que o contrato fosse efetuado. Todos sabemos que a Petrobras não tem da onde tirar esse dinheiro, portanto os cofres públicos que provavelmente irão pagar o pato, ou seja, dinheiro de imposto seu, meu e do dono da quitanda estão sendo direcionados para cobrir o investimento.

Representantes distintos dos dois maiores partidos políticos do Brasil podem continuar usando os mesmos termos para defender o que viria a ser a forma correta, sob seus pontos de vista, de fazer com que uma empresa estatal dê lucros e gere riquezas para o Brasil, mas nenhum deles conseguiu identificar exatamente o que viria a ser a política correta para que a competividade seja estimulada e a estatal gere algum lucro.

dilma e aecio

A solução seria privatizar a Petrobras? Claro. Só isso? Não.

A Petrobras é a empresa mais endividada do mundo. Qualquer programa gerenciado pelo governo é ineficiente. A ineficiência é regra, não a exceção.

De acordo com Leandro Roque do Instituto Mises, “qualquer gerência governamental sobre uma atividade econômica sempre estará subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba.  No setor petrolífero, Venezuela, Nigéria e todos os países do Oriente Médio comprovam essa teoria.”

 Setores tocados pelo governo não visam responder aos sinais que recebem de consumidores. Empresas geridas por uma administração governamental são operadas sem que seus presidentes tenham que temer perder dinheiro, já que qualquer prejuízo será coberto por verba estatal direcionada ao setor. Setores geridos pelo governo não fazem lucro pois operam sem receber resposta alguma do mercado e, em muitos casos, como é também o caso da Petrobrás, operam sem ter de competir com outras empresas.

A falta de incentivos (sim, isso mesmo, lucros são incentivos tão significativos que fazem pessoas, sejam elas comuns ou donas de empresas, trabalharem com mais dedicação!) e a segurança de se poder contar com fundos infinitos (dinheiro de imposto que Brasileiros comuns, assim como você, pagam) fazem com que a empresa estatal seja ineficiente e fadada ao fracasso.

A Petrobras pode continuar existindo, mas sua participação no mercado será apenas minimamente eficiente quando o governo sair de cena e garantir que leis protecionistas percam a validade. Apenas quando outras empresas de energia puderem competir no mercado e o maior número de consumidores possível seja finalmente servido de forma eficiente, é que a Petrobras, então sem nenhum apoio do governo, poderá existir como uma empresa lucrativa.

A Petrobras é do povo.

Portanto deixe com que cada Brasileiro receba uma ação da empresa assim que o governo se retirar de cena e deixe os caminhos livres para empresas do setor da energia competirem.

E a solução?

A solução não é estatizar, reestatizar, semi-estatizar, pré-estatizar ou pós-estatizar a Petrobras, a solução é fechar o rombo que a administração governamental que está no comando gerou e acabar com a mamata da classe burocrata, fazendo com que o povo finalmente tenha controle sobre o que é dele.

5 comentários para “Estatização, Petrobras & Observações Equivocadas

  1. Julia Diniz

    Acredito que a fala de Aécio sobre reestatizar a Petrobras, não passou de uma provocação, pois as falas do Senador que seguiram após mostraram que ele não quer abrir mão das privatizações, mas sim que isso seja feito sem prejuízos à nação. Enquanto isso temos a Dilma, que não sabe privatizar nada, entao so podia sair lixo, e quem vai pagar o pato somos nós .

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  2. Barbara Lopes

    Dilma fala pra todo lado que o Brasil fez um bom negocio. A questão é que com certeza daria pra fazer um negocio melhor ainda se a concorrência fosse maior. Mas ela preferiu restringir o numero de concorrentes, o que é uma pena. A provocação de Aécio foi nesse sentido. E se esse dinheiro vai ser revertido pra educação e pra saúde? Isso ai eu duvido mto

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  3. Maria Cristina

    Acredito que Aécio tenha apenas criticado o modo como foi feito e nao a ideia das privatizaçoes. Privatizar precipitadamente um patrimonio de extrema importancia para o estado que talvez tenha sido um erro e que pagaremos por ele num futuro.

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  4. danir

    Saindo do terreno da utopia, a única solução para a Petrobras, é a privatização, e a criação de uma Golden Share pertencente ao governo no que se refere a assuntos estratégicos (Mais ou menos similar ao que ocorre com a Embraer, não igual). O resto é uma falácia. Hoje a Petrobras é um cabide de empregos, e veículo financiador de um partido sob a denominação utópica de patrimônio do povo brasileiro. Ela só vai ser um verdadeiro patrimônio do povo brasileiro, quando gerar empregos reais e com sua ação empresarial gerar riquezas e investimentos que podem ser usufruídas pela população em geral. Isto vale para qualquer empresa de grande porte que seja considerada um patrimônio nacional. Se cair nas mãos do governo, vira uma zona, perde eficiência e se transforma em moeda de manobra de políticos inescrupulosos. Países onde a economia é forte e sólida, não precisam de baboseiras como palavras de ordem tipo o petróleo é nosso. Isto é uma fantasia de socialistas para manipular os incautos que não entendem nada sobre economia. O balanço que temos hoje da empresa pública Petrobras, é o seguinte: 1- Uma refinaria no nordeste em parceria com a Venezuela, que não pagou sua parte e que por isto tem um perfil de refino inadequado = Prejuízo. 2-Uma refinaria sucata comprada nos Estados Unidos, que lavou dinheiro para grupos financeiros internacionais e para o partido = Prejuízo. 3-Uma quantidade de funcionários acima das necessidades, onde os cargos mais técnicos e os decisórios estão nas mãos de militantes da esquerda = Prejuízo. 4-Ação predatória de sindicatos e outras agremiações políticas influenciando decisões que deveriam ser técnicas = Prejuízo. 5-Participação no processo do Pre-Sal, de forma errada e que acarreta custos que hoje são incompatíveis com a saúde financeira das empresa = Prejuízo. 6-Política de preços que leva ao endividamento da empresa e à sua desvalorização = Prejuízo. 7-Uso como veículo de propaganda do governo = Prejuízo. 8-Queda da produtividade e redução dos números reais de barris produzidos, aumentando o volume de importações = Prejuízo. 9 = Compra de navios que não navegam, que precisam ser reconstruídos. = Prejuízo. É só um exemplo. E depois vem um bando de agitadores e políticos de esquerda dizer que a Petrobras é do povo e que precisamos defende-la. Defendê-la de quem? Hoje a Petrobras é do pt, que faz um uso predatório de seu patrimônio e usa os ingênuos para manter esta situação. Sou pela privatização verdadeira da Petrobrás, com regras claras e uma Goldem Share para aspectos estratégicos. O resto é prestidigitação do pt e das esquerdas.

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