Pare de reclamar e vá trabalhar, o povo é de direita.

Esquerdismo, desde a revolução francesa, é obra de radicais da classe média. Alguns são artistas e intelectuais que sonham com um regime de força tutelado por eles, outros são sindicalistas corruptos que assediam empresários para fazer dinheiro fácil, outros que buscam a proteção de empregos estáveis na burocracia estatal, além dos milionários culpados que, levados por suas pulsões de morte, financiam os revolucionários que vão cortar sua cabeça.

Por isso, uma das frases mais equivocadas do ideário nacional é a que diz que só no Brasil “pobre é de direita”, como se isso fosse paradoxal ou estapafúrdio. A frase completa, que inclui prostitutas e cafetões, é atribuída ao Tim Maia. Mas quem entendeu a verdadeira essência do povo nesse sentido foi Joãozinho Trinta: “pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual.”

O povo é direita não porque eu quero, mas porque qualquer pesquisa séria de opinião comprova, como várias que o Datafolha já fez. Elas reforçam que todo os pilares do conservadorismo estão bastante arraigados na população de baixa renda do país (parêntesis: não use a terminologia marxista de “classe”, que dá uma idéia propositadamente errada de que são como castas indianas estanques, use “renda”, que numa economia de livre mercado é uma condição transitória e móvel). E é esse espírito do povo brasileiro que ainda resiste à transformação do país em mais uma triste república bolivariana.

Não custa lembrar que o Lula “original” ou “autêntico”, aquele que defendia com todos os perdigotos o calote da dívida externa e a estatização do que fosse possível, perdeu três eleições presidenciais de goleada, duas delas no primeiro turno. O Lula maquiado e vestido por Duda Mendonça de 2002, que falava em superávit fiscal, metas de inflação, que publicou a “Carta ao Povo Brasileiro” e que colocou Henrique Meirelles no Banco Central, venceu duas eleições suadas, no segundo turno, e contra ícones do carisma como Geraldo Alckmin, que ficou em terceiro numa eleição para prefeito em São Paulo. Lula, mesmo maquiado pela marquetagem política, venceu por falta de adversários.

Numa eleição puramente ideológica em 2005, o povo brasileiro derrotou toda a esquerda, o Chico Buarque, os artistas da Globo, o governo, e disse um “não” sonoro ao absurdo plebiscito que, na prática, iria desarmar o campo para facilitar a vida do MST e suas invasões. Em 2007, o povo vaiou Lula com gosto na abertura do Pan no Maracanã. Em abril desse ano, depois de várias mortes brutais, 93% dos paulistanos, segundo o Datafolha, queriam a redução da maioridade penal, mais uma vez dando uma banana para todo o proselitismo da esquerda, da imprensa, dos intelectuais, dos “especialistas em segurança” do Bom Dia Brasil, da GloboNews e da Carta Capital. Mais uma vez o povo falou, mas nenhum político quis ouvir e todos continuam brigando para ver quem é o mais esquerdista.

Em pesquisas do Datafolha publicadas em 2007 e 2012, o brasileiro se mostrou alinhado em praticamente todas as questões sociais importantes, de religião às drogas e o aborto, da redefinição do casamento até a maioridade penal, com o que pensa o conservadorismo clássico e com pouca semelhança com as bandeiras que defendem as cracolândias ideológicas das universidades, roteiristas de novelas globais e das redações brasileiras. O povo diz repetidamente “eles não me representam”.

É importante que se diga que o Datafolha e a Folha se interessam pelo tema pelo motivo errado. Em agosto de 2012, num evento chamado “A Ascensão Conservadora em São Paulo”, na USP, alguns expoentes do petismo como Marilena Chauí, Vladmir Safatle e André Singer, o triunvirato que praticamente dita o que a Folha pensa politicamente, chocou um ovo de serpente: a importação de uma estratégia da esquerda americana de eliminar do debate político os termos “direita” e “esquerda” e trocar por “conservadores” e “liberais”. A estratégia é engenhosa porque abre as portas da esquerda para quem rejeita o estatismo e o dirigismo econômico mas que igualmente tem problemas com quem defende as tradições culturais e valores morais construtivos da sociedade ocidental, como se fossem dissociáveis da economia de livre mercado.

A matéria da Folha de 25/12/2012 sobre o assunto é consequência direta desse evento na USP e das eleições municiais paulistanas, em que o fenômeno Celso Russomanno pegou todos os sociológos de entrevista de calça curta, já que é impossível encaixar o apresentador nas tradicionais definições de esquerda e direita. O contrabando do embuste ideológico criado nos EUA cairia como uma luva já que Russomanno era apoiado pela Igreja Universal e é um processo que está apenas começando.

Se o povo brasileiro é direita, se dá todas as provas nas ruas e nas urnas de que rejeita o estatismo, a destruição sistemática e planejada da família tradicional, dos valores judaico-cristãos e as aventuras da heterodoxia econômica, por que não há políticos brasileiros dispostos a empunhar essa bandeira? Lançar uma candidatura brasileira de direita seria como pescar naqueles parques “pesque e pegue” em que a pescaria é apenas um exercício de jogar as iscas e esperar que os peixes venham alegremente ser fisgados, certo? Não tão rápido.

Antes de se pensar em candidaturas, é preciso tratar da ausência de uma produção cultural e política que defenda esses valores, que faça o combate ideológico em todas as frentes possíveis, que lute por cada centímetro do campo de batalha da política. Sem idéias claras, sem uma mensagem bem articulada e persuasiva, os políticos não terão como seduzir um eleitorado sedento por alternativas e que foi aos milhões para as ruas nas últimas semanas.

Por isso, parem de se lamentar pelo resultado desastroso do STF em relação aos embargos infringentes. E principalmente pare de perder tempo em discussões pessoais ou virtuais com esquerdistas, não vale seu tempo, sua energia e suas boas intenções. Há algo como 60 a 70% do eleitorado brasileiro, numa estimativa conservadora (com trocadilho), esperando propostas bem articuladas de direta para pular no barco.

Vejo muita gente boa da direita perdendo um tempo precioso em discussões com esquerdistas que falam português (petistas) ou inglês (obamistas), como se fosse possível converter com argumentos racionais gente que, depois da adolescência, ainda acredita em Lula ou Barack Obama. Deixe que a vida se encarregue deles e vá cuidar de quem realmente precisa de você. Não tenha crises de auto-estima tentando receber elogios da esquerda, condescendendo com suas idéias em busca de afagos. Quando um esquerdista te fizer um elogio, pare e analise o que acabou de fazer errado.

Depois da eleição de Barack Obama em 2008, nasceu nos EUA o primeiro movimento popular sem qualquer cabresto da esquerda, o Tea Party. As pessoas iam as ruas defendendo nada mais que responsabilidade fiscal, menos impostos e meritocracia, as idéias que constituíram o país e fizeram dele o projeto humano com melhores resultados da história. E como eles foram chamados pela imprensa? Radicais, extremistas, preconceituosos e todo tipo de xingamento que a esquerda sempre faz. Só que o Tea Party não se intimidou e teve uma vitória histórica nas eleições de 2010 e conseguiu influenciar o debate político do país profundamente. O Tea Party não quer agradar a esquerda, não quer aprovação da esquerda, não quer negociar com a esquerda, ele quer vencer a esquerda. E é disso que se trata.

Os políticos, ativistas e intelectuais brasileiros que quiserem ajudar precisam se preparar culturalmente para o debate e depois entender como articular suas idéias. Não precisam nem criar nada do zero, basta ler os discursos de Winston Churchill, Ronald Reagan ou Margareth Thatcher, está tudo lá, não só as idéias corretas mas uma capacidade ímpar de articular, persuadir e seduzir o público.

Celso de Mello é passado, olhe para frente e pare de “mimimi”. Tome uma atitude. Se você pretende continuar no Brasil e criar seus filhos aqui, não há espaço para azedume e chororô, há muito, mas muito trabalho a fazer e mal começamos.

Arregace as mangas e mãos à obra. Precisamos de você.

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51 comentários para “Pare de reclamar e vá trabalhar, o povo é de direita.

  1. dudu

    Precisamos acabar é com os vagabundos dos cursos de pós, doutorado, mestrado das escolas brasileiras. TODOS são ligados a esquerdalha. Os poucos que não eram são extirpados!!!

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  2. mario cruz

    Caro Alexandre,

    Ao pouco tempo que me sobra, navego pelas amenidades do facebook, esta grande Babel multi-facetada do século XXI. Invariavelmente tudo é muito chato, com anúncios fúnebres, cabeças sendo decepadas, posts de cachorros falando, convite para novena e todo o tipo de exotismo permitido.
    Surge-me então o seu site. Um luz real nas trevas desta Babel. Que bom que nem tudo está perdido, ou, como diria o reaça coxinha, parem de reclamar e vão trabalhar porque o povo é de direita. Abraços

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  3. Outubrina Gonçalves Klein

    Muitíssimo obrigada,muito bom seu texto,na verdade a gente está com dificuldades,pela falta de um partido que nos inspire confiança,essa cambada que está aí,desgovernando o País não nos deixa ver que ainda há sim Homens,com h maiúsculo,em quem poderemos votar.
    Outbrina

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  4. Ricardo-PR

    Um dos textos que mais tive o prazer de ler em semanas. O texto é uma boa resposta ao sentimento que todos nós, cidadãos comuns, sentimos em relação a política e a propaganda ideológica atual deste país. Meus cumprimentos ao seu autor.

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  5. Dedé

    Não podemos deixar de citar o fato de que nas últimas eleições 43 milhões de pessoas votaram em Serra, que antes da eleição já possuia 40% de rejeição.
    Não podemos esquecer que nas eleições municipais de são paulo 31% não foram votar ou votaram nulo e mesmo assim o Haddad venceu com 55% dos votos. Na verdade, o Serra perdeu e não o Haddad que ganhou.

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    • Na verdade, o malddad ganhou as eleições por miseros 600.000 votos de diferença
      O Serra tem essa “rejeição” DE TANTO A IMPRENSA REPETIR E REPETIR, como um MANTRA!
      Eu tenho quase 50 anos e NUNCA vi pesquisa de “rejeição”, só depois que esse partido das trevas se infiltrou no poder eles apareceram com essa!
      Me parece que as pessoas moram em marte, não percebem nada, não entendem, nãoraciocinam ou talvez tenham preguiça de raciocinar!!!

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  6. Anna

    Excelente, a melhor abordagem sobre a grave situação em que nos encontramos, indicando caminhos. Leitura indispensável e quero fazer chegar seu texto ao maior número de pessoas possível. Já postei no Face, mas gostaria de enviar por e-mail para meus amigos. como faço?
    Parabéns, agora voltarei sempre por aqui.

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  7. Álvaro

    Belo texto, Alexandre.

    Bastante elucidativo. Eu que saí do Facebook porque uma das razões era justamente porque ficava me irritando com esses esquerdistas fashions, de botique e boteco e também por temores relativos a este governo, coisas que dizia que depois poderiam estourar no meu.
    Além disso, lido com dois ou três alunos (sou professor de inglês) que são dessa “tchurma”, que detonam a direita e elite, mas vivem como esta, não dividem seus bens com os mais humildes e viajam somente à Europa e América Anglo-Saxônica (a mesma q é dita falida por eles, mas que nunca os vejo indo à África, Índia e América Central.
    Valeu pelo texto!

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  8. Marcos

    Não entendi a parte do plebiscito (que na verdade foi um referendo) de 2005. O PT apoiou o Sim mas o próprio PSTU, que é o símbolo da esquerda mais radical apoiou publicamente o Não, então a opinião do povo não diferiu necessariamente de toda a esquerda, na verdade foi quase que pelo contrário.

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    • Alexandre BorgesAlexandre Borges Posts do autor

      A ultra-extrema-esquerda tem suas próprias motivações internas que pouco interessam no cenário político do país. É um grupelho irrelevante no debate nacional. A esquerda brasileira apoiou em peso o “sim”, não apenas os partidos como os ativistas, intelectuais, celebridades e a imprensa em geral.

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  9. Anna Podder

    Adoro textos assim “no sugar coating”….na veia!!! O problema é q com a alta exposição nas redes as pessoas de uma maneira geral tendem a se mostrar de uma forma digamos assim mais sutil,sem a agressividade natural de certas sirtuações em q nos sentimos agredidas,é um grito abafado q nunca terá eco.Sinto muito isso com amigas q não comentam abertamente em posts e no entanto no tete a tete,me solta um rosário de reclamações e indignações,quando questiono o p q de não se revelarem,vem sempre uma desculpa manby-pamby de q tem amigas q ficarão magoadas e q política não se discute.Sabe Alexandre tento fazer a minha parte no julgo da minha consciência…a pergunta é, posso copiar e colar com os devidos créditos essa maravilha de texto? Além da relevância acho muito pertinente à nossa atual conjuntura…

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  10. Anderson Silva

    Caro Alexandre, grato por mais um texto “pinçando o ciático”.

    É por aí mesmo, o próprio Olavo de Carvalho não cansa de tocar nesse assunto (acredito que ele seja, para além dos estadistas citados aí no texto, uma referência pra vc… Acho até- minha percepção- que o Olavo poderia ser mais citado no Reaçonaria).

    Uma das coisas que mais me “chocaram” quando ainda estava naquele processo de “sair da matrix socialista” foi descobrir que revolução não era coisa de “povo oprimido”, mas de uma elite culta de gostos sofisticados da classe-média cheia de desejos de poder e prestígio (vindas da tal BUROCRACIA VIRTUAL criada pelos próprios centros de ensino… Que belo paradoxo esse. Admito que dói saber que eu estava nessa situação).

    Mas voltando a ação conservadora, vc não acha que o grande problema também a ser resolvido o quanto antes nessa área de atuação não é a falta de GRANA que desbanque essa ‘GUERRA ASSIMÉTRICA’? De um empresariado que se disponha a subsidiar esse debate cultural, ajudando a criar editoras (são mais de centenas de livros NÃO TRADUZIDOS que não entram na discussão acadêmica que dirá na opinião pública!), bibliotecas, espetáculos, shows, programas na TV e RÁDIO, eventos, centros culturais… Enfim, canais que pudessem fazer chegar até esse público GIGANTE e sem voz aquilo que se comprova pelas pesquisas de opinião?

    Acho que o que falta é isso.

    Abs

    Empresariado brasileiro! Capitalistas trabalhistas de hora extra! Se amam a si mesmos e as suas famílias e possuem algum senso de patriotismo e histórico, então tenham CORAGEM e discernimento financeiro sobre as questões políticas, ideológicas e culturais do SEU país! Apliquem “NO RISCO” em vez de entregar a corda da nação inteira DE GRAÇA praqueles que irão enforcá-la(… Já fazem isso DEMONIZANDO o livre-mercado, a propriedade privada e o empreendedorismo nas escolas e novelas, caráio!). Os resultados são IMEDIATOS e bastante LUCRATIVOS. A melhor prova disso foi o lançamento recente do livro organizado pelo Felipe Moura Brasil (preciso citar o Lobão, o ‘País dos Petralhas’ e o ‘Guia do Politicamente Incorreto’? Não, né!?

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  11. Nil

    Muito bom mesmo. Essa é uma verdade que esse mesmo povo precisa descobrir, só que faltou dizer que isto não acontece porque o brasileiro tem o mal costume de querer agradar, aí, fica essa coisa que aí está: terrorista no poder, bandidos nos direitos humanos, picareta na justiça, etc. Uma pena.

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  12. Daniel Venturi

    Alexandre, ótimo texto.

    O que sinto falta é um partido de direita para reunir os candidatos que tenham este alinhamento. Então vejo os partidos que estão sendo criados: Arena e Partido Militar Brasileiro, duas iniciativas que querem se amarrar a um passado estigmatizado pela ditadura, uma jogada besta, na minha opinião. A única esperança que vejo é o Partido Novo, que não se proclama de direita mas defende os seus ideais. Talvez dali saia alguma coisa boa.

    Além disso acho que precisamos de canais na imprensa que pensem como a gente, algo que anda cada vez mais raro já que a maioria da imprensa é comprada com dinheiro público para fazer propaganda do governo. O único grande veículo que se salva ainda é a Veja, e com ressalvas. E de qualquer modo a Veja não chega e não fala para o povão, que é quem decide as eleições.

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  13. Rodrigo Teixeira

    Alexandre,

    Parabéns pela clareza e assertividade de sempre. Devo confessar que seu artigo me lembrou demais o discurso do saudoso Churchill “We Shall Fight on the Beaches”. Uma injeção de animo aos corações conservadores.

    Um grande abraço e continue com o excelente trabalho.

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  14. Rafael Legramandi do Prado

    Pois é, ainda vai demorar muito para se construir um cenário para a direita, uma vez que todos os partidos e políticos querem ser e fazer parte do PT. O PSDB, que nem sei qual é a cor desse partido, fica nessa de querer disputar uma eleição com o PT, mas ao mesmo tempo fica disputando a paternidade do bolsa família. Isso é ridículo.

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  15. Luiz Silva

    Alexandre, muito obrigado pelo texto!

    Estava aqui, quase deprimido com a minha total ineficiência em convencer meus colegas politécnicos (veja só!) de que a esquerda é hipócrita e está estragando o Brasil. Vou começar a fazer é cartoons, tirando o maior sarro da hipocrisia deles.

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  16. Marcos Jr.

    “Se o povo brasileiro é direita, se dá todas as provas nas ruas e nas urnas de que rejeita o estatismo, a destruição sistemática e planejada da família tradicional, dos valores judaico-cristãos e as aventuras da heterodoxia econômica, por que não há políticos brasileiros dispostos a empunhar essa bandeira?”

    Discordo de ti Alexandre quanto à questão do estatismo. Vejo que o brasileiro em geral é excessivamente estatista, mesmo aqueles que se consideram de “direita”. Muitos ainda acreditam na tese de que vários serviços ou áreas deveriam continuar sob cuidados do estado, talvez acreditando na tese de que um dia, num passe de mágica, o estado terá um surto de competência e todos os serviços públicos passarão a funcionar maravilhosamente bem. Inclusive tratei dessa assunto aqui mesmo na Reaçonaria, com o título “Por que azedou, azedou por quê?”.

    Fora isso, ótimo texto, diria quase que cirúrgico.

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    • Alexandre BorgesAlexandre Borges Posts do autor

      Marcos, respeito sua posição, mas o povo brasileiro rejeitou o dirigismo estatal quando teve oportunidade. O problema é a absoluta falta de políticos que defendam bandeiras anti-estatistas. Um exemplo que eu vivi, nao sei se é da sua época, é a eleição do Collor, um desconhecido de Alagoas que tomou conta do país como um furacão com um discurso que, para padrões brasileiros, era de direita, apesar de quem ele era. FHC privatizou e só quem foi contra foi a imprensa e a canalha de sempre.
      Fico com Steve Jobs quando ele disse que não fazia pesquisas de mercado porque o público não pode opinar sobre produtos que não conhece.
      Dê uma alternativa ao brasileiro e você vai ver.

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  17. Rodrigo Pereira


    Alexandre,

    que artigo “foda”!
    Desculpe o baixo-calão mas não encontrei termo mais sonoro para expressar minha satisfação com suas palavras!
    Abs!

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  18. Augusto

    Muito, mas muito bem refletido. Bela autocrítica. Não concordo com tudo o que a direita tradicional pensa e imagino que sem a esquerda honesta e até mesmo extremista o debate fica seco e leva a direita a produzir os erros que já produziu. Vou compartilhar e parece que encontrei um bom local para debater. Obrigado!

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  19. Petruskaya

    Parabéns, Alexandre! Excelente texto.
    Realmente é necessário deixar de lado discussões inúteis, já que com elas é quase impossível convencer esquerdistas de qualquer coisa.
    Melhor tentar construir bases sólidas para um avanço mesmo…

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  20. Luciane Lazzarin

    Excelente texto, retira de uma só vez todas as mascaras e escancara a hipocrisia daqueles que só sobrevivem da mentira e da geração de conflitos.
    Obrigada!

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