Coluna do Leitor

@reaconaria

Fardas de sangue

Por Breno Machado

Na infância sonhamos em ser grandes. Nosso desejo de voar se traduz em ser astronauta, ser jogador de futebol para sermos lembrados ou  até um dos mais belos desejos de ser pelo menos parecidos com aqueles que nos inspiram: nossos pais. Na sua grande maioria, os meninos sonham em ser policiais: alguém que protege, defende e mata os bandidos. O que era sonho ontem para muitos hoje, se tornou desgraça. Com o crescente número de policiais mortos e a nossa inércia diante da situação fica a pergunta: por quê?

Este texto não trata de análise sociológica nem científica dos fatos, apenas uma analise humana.

Quando alguém se forma policial, ganha além da farda, um atestado de óbito em branco. No Rio de Janeiro, só até o presente dia (13 de julho), 59 policiais morreram, no ano passado esse numero não chegou aos 30, mas em 2014 foram 102 baixas, segundo estatísticas da própria policia militar. Policiais estão sendo mortos fora do serviço, onde a política de segurança mais enganadora da história, patrocinada pelo secretário de Segurança José Mariano Beltrame, as UPP’s espalharam a mancha dos crimes por toda a cidade e por todo o estado. Além é claro, das situações desumanas que os policiais são obrigados a enfrentar nas próprias instalações.

Para não só ficar no estado do Rio de Janeiro, em São Paulo, só no ano passado, 136 policiais foram mortos por estarem em serviço,  ou através de emboscadas ou por tentarem evitar algum tipo de crime.

No Brasil, manchado pelo tratamento zero que os governos do PT em 13 anos deram a segurança, é mais seguro ser bandido, do que ser policial. Homens que não podem chegar em casa fardados pra não levantarem suspeitas, esposas que precisam lavar a farda dos seus maridos e por pra secar em um cômodo escondido para não serem vitimas de atentados. O resultado disso são homens e mulheres que sonharam em um dia se doar pelos seus e que agora sofrem com depressão, síndromes e arrependimentos.

Morte de PM não vende jornal e nem dá audiência. Morte de bandido para até rodovia federal. Ficamos tão anestesiados com tanta violência, que a morte de um policial não nos comove mais. Pessoas que largam suas vidas para darem seu tudo a todos, são tratadas como indigentes quando morrem.

Há alguns dias atrás, a morte de cinco policiais em Dallas, nos Estados Unidos, gerou comoção pelo país inteiro. O “Memorial Service” contou com a participação do presidente atual e o seu antecessor. Aqui quem ganha “honras de chefe de Estado” é bandido.

As fardas não se encontram mais com esperança, orgulho ou fé. Mas com desespero, frustração, dúvidas e sangue.

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David Brown, chefe da Polícia de Dallas (Foto: Tony Guitierez – AP)

Conheça Flávia Piovesan, a Maria do Rosário do governo Temer

Nosso amigo Taiguara Fernandes fez um texto excelente sobre a Secretária de Direitos Humanos nomeada por Temer.

Leia:

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Esta é Flávia Piovesan, nomeada por Michel Temer para a Secretaria de Direitos Humanos.

Temer insiste em querer agradar os esquerdistas que estão gritando contra ele, como se isto fosse fazê-los passar a apoiá-lo.

Temer precisa entender que o povo brasileiro rejeitou a agenda cultural esquerdista e é por isso que Dilma foi derrubada.

Confira algumas opiniões da nova nomeação de Michel Temer:

– Aborto: “Eu sou contra a criminalização do aborto. Este é um tema complexo, que deve estar sediado na área da saúde pública. No Brasil, o aborto figura como a quarta causa de mortalidade materna. Há uma discussão, muitas vezes, hipócrita. Está provado que a ilegalidade do aborto só leva à clandestinidade. […] Temos de revisitar a legislação repressiva e que isso seja repensado no campo das políticas públicas, na área da saúde e com todo respeito à laicidade do Estado.”

– Política e valores religiosos: “Cada um tem o direito à liberdade religiosa, mas o Estado há de se mover por uma razão pública e secular e não pelos dogmas sagrados de foro íntimo.”

– Lei da Anistia: “a Lei de Anistia é um ilícito internacional, porque denega justiça às vítimas, obsta que o Estado investigue, processe, julgue e repare graves violações dos direitos humanos e faz perpetuar a injustiça continuada”.

(Referência: http://www.gazetadopovo.com.br/…/a-escolha-de-vida-de-flavi…)

– Cansamento homossexual: “Há dez anos, apenas um estado nos EUA reconhecia o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Na última década, este direito se estendeu para 36 dos 50 estados americanos. Com a decisão da Corte Suprema o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo há de ser assegurado nos demais estados, em nome da igual dignidade de todos perante a lei.”

– “Diversidade”: “Além destas recentes e extraordinárias conquistas no campo dos direitos civis considerando os direitos à diversidade sexual, as últimas décadas testemunharam avanços notáveis no que se refere aos direitos de populações afrodescendentes e aos direitos das mulheres.”

(Referência: http://m.oglobo.globo.com/opiniao/revolucoes-morais-16904643)

– Refugiados islâmicos: “É importante abrir os braços aos refugiados, seja pelo tema da solidariedade ou outros tantos, mas também a Europa hoje é envelhecida. Se nós tomarmos países europeus como a Alemanha, há cidades com crescimento negativo que correm o risco de desaparecerem. E os refugiados vêm com uma força de vida, vêm com uma gratidão, com sonhos… Mais do que a hospitalidade que vão receber, qual é o sonho, a força que traz cada refugiado?”

(http://www.conjur.com.br/…/forca-vida-refugiados-ajudar-eur…)

***

Esta seria uma pasta difícil, de qualquer jeito, mas havia nomes mais moderados, como a Deputada Mara Gabrilli, com a qual foi possível os conservadores trabalharem no caso da redução da maioridade penal.

Michel Temer, contudo, escolheu uma nova Maria do Rosário – mais perigosa, porque inteligente.

Vamos aceitar essa nomeação calados?

Fonte

Texto publicado com autorização do autor.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

A Senhora das Moscas

Leiam o excelente post do nosso amigo Thomaz Ferreira no Facebook:

A Senhora Das Moscas

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Moscas simbolizam, desde a antiguidade, a morte, doenças e o Diabo. Era muito difundida a concepção de que os demônios, sob a forma de moscas, ameaçavam os homens com doenças.

Belzebu, o príncipe dos demônios mencionado na Bíblia, cujo nome vem do hebraico (Ba’al zebub: senhor das moscas) é representado freqüentemente como uma mosca. Na mitologia persa, Arimã, o princípio do Mal, penetra furtivamente no mundo como uma mosca.(1)

O clássico de 1954, “O Senhor das Moscas”, do vencedor do Nobel William Golding, retrata a origem do Mal, numa alegoria na qual um grupo de crianças fica preso numa ilha deserta após um acidente de avião e o fascismo, o totalitarismo e a barbárie surgem na figura de Jack, o garoto que detém o poder.

Moscas são atraídas pelo sangue, por dejetos e pela putrefação.

Numa época em que as ações do governismo remetem à escatologia e à violência, com cusparadas e fezes, essa seqüência de fotos não deveria surpreender ninguém. Você pode não acreditar em símbolos, sinais ou tradições antigas, mas eles estão pouco se lixando se você acredita ou não neles.

Não existem coincidências fortuitas.

(1) LEXIKON, Herder. Dicionário de Símbolos. Trad. Erlon José Paschoal. São Paulo: Cultrix, 1997. in: https://sites.google.com/site/dicionariodesimbolos/mosca

Fotos: Bruno Santos/Follhapress; Folha de São Paulo, 02 de Maio de 2016.

O post originalmente foi publicado neste link.

A oposição de smoking e sua espera por um Lord inglês

Na nossa “Coluna do Leitor” de hoje, um post de David Boutsiavaras no Facebook

Todo anti-esquerdista brasileiro que tivesse sequer um pingo de senso de realidade votou ao longo das duas últimas décadas no seguinte projeto para evitar um mal maior chamado PT: desarmamento civil, agências reguladoras, diálogo com baderneiros, um plano de geração de riqueza que não contemplava que a sociedade civil fizesse dessa sua riqueza o que bem entendesse, mas sim que visava confiscá-la para então distribuí-la através da burocracia estatal em serviços públicos de nível sueco, em suma, um projeto assumidamente progressista. A simpatia mútua entre o mal maior chamado PT e o mal menor chamado PSDB é antiga: o fabiano Mário Covas sempre foi admirado por Marta Suplicy, oriunda do petismo burguês assim como Chico Buarque, que pediu voto para FHC, que ficou muito satisfeito quando o “operário” Lula derrotou seu candidato Serra, que é colega de casa e partido de Aloysio “Mateus” Nunes, que foi capanga de Carlos Marighella, que foi cúmplice de Dilma Rousseff, todos declarados esquerdistas. Apesar da simpatia, encenaram muito bem um teatrinho nesse período: o PT batia e o PSDB se comportava como mulher de bandido. E não só em sentido metafórico, de sofrer quieto e nunca devolver à altura, mas em sentido literal também, porque os tucanos são em essência a jovem burguesinha romântica que se apaixona pelo traficante. E o PSDB não mudou: hoje mesmo, depois de terminar de ser esmagado pelas mentiras de José Eduardo Cardozo no Senado, “Mateus” só conseguiu responder: “Parabéns”, não sem antes elogiar o brilho e a inteligência do advogado petista que defende o quarto mandato consecutivo de um partido que tem os dois pés no banditismo. E apesar disso ser tudo verdade, todos que marretamos o PSDB em blogs e portais ao longo de 2015 sentimos o tempo todo uma incômoda sombra sobre nós.

Teríamos que socar 45 na urna outra vez em 2018, para tentar evitar a ascensão de Marina Silva ou, pior, de Fernando Haddad ou, vade retro, o ressuscitamento de Ciro Gomes. Quem tinha olhos testemunhou a diabólica tática soviética de manter o fiel da balança entre uma “esquerda da esquerda” e uma “direita da esquerda”, e assim continuamos sonhando com um futuro muito distante, nutrido pela renovação da alta cultura e pela desobediência civil sistemática, quando houvesse oportunidade real de propor uma alternativa de direita “a tudo que está aí”. Acontece que acenos a essa alternativa sempre passaram despercebidos e desprezados pela maioria dos descontentes. Personagens acessíveis, da imprensa, da grande mídia e da política como Luiz Carlos Alborghetti, Carlos Roberto Massa, Clodovil Hernandes, Conte Lopes, Afanásio Jazadji e até José Maria Eymael defenderam valores como propriedade e família, mas independentemente de declarações polêmicas, nunca foram sequer levados a sério, a não ser pelo povão. Imagine se um rapaz que conhece literatura americana e teatro inglês endossaria as palavras de gente cafona assim — o PT é péssimo, claro, mas é essa a alternativa que nós temos? E a resposta é sim. Se o que esses bebedores de cerveja belga desejam no fundo é um lordão inglês ou um reverendo americano, podem tirar o cavalinho da chuva. Isto aqui é o Brasil. É o país do sub-chefe de Streets of Rage Magno Malta e do Comandos em Ação encarnado Jair Bolsonaro. E se votar num pastor evangélico com voz de cantor sertanejo não é cool o suficiente, se a sobrancelha laser ofende tanto a sensibilidade desses antipetistas, que esperem sentados numa câmara criogênica seu herói fumante anunciar a candidatura à presidência de smoking, enquanto amargam mais uma década da dobradinha da estrela e do passarinho lá, votando em gente elegantíssima como Marta Suplicy e João Dória Jr.

O post original pode ser lido neste link.

CaveiraChiquerrima

11 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE AS INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS DE LULA E AS AÇÕES DE SERGIO MORO

Por Taiguara Fernandes de Sousa

Com a chegada cada vez mais próxima ao núcleo do esquema criminoso investigado pela Operação Lava Jato, as adversidades e oposições têm aumentado. Na última semana, muitas falácias têm sido levantadas contra o juiz Sérgio Moro e sua decisão de levantar o sigilo das interceptações telefônicas de Lula.

A seguir, desminto algumas das principais:

1) SERGIO MORO AGIU DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO?

Sim. O art. 5º, inciso LX da Constituição estabelece como regra a publicidade dos atos processuais; o sigilo é a exceção, apenas quando necessário para defesa da intimidade e quando o interesse social exigir. Já o art. 93, inciso X da Constituição impõe que as decisões judiciais sejam públicas, transformando a publicidade em condição de validade dos julgamentos. Esta foi a motivação de Sergio Moro:

“Não havendo mais necessidade do sigilo, levanto a medida a fim de propiciar a ampla defesa e publicidade. Como tenho decidido em todos os casos semelhantes da assim denominada Operação Lavajato, tratando o processo de apuração de possíveis crimes contra a Administração Pública, o interesse público e a previsão constitucional de publicidade dos processos (art. 5º, LX, e art. 93, IX, da Constituição Federal) impedem a imposição da continuidade de sigilo sobre autos.”

Na verdade, desde o início da Operação (que já conta dois anos) o juiz tem agido desta forma. Somente agora, em que Lula e Dilma Rousseff estiveram diretamente envolvidos, houve uma “inexplicável” oposição de juristas nacionais ao ato de Sergio Moro.

2) EXISTE PRECEDENTE?

Sim. Apenas dois dias antes da decisão do juiz Moro, isto é, no dia 14/03, o Ministro do STF, Teori Zavascki, levantou o sigilo da delação premiada do Senador Delcídio Amaral com a mesma justificativa:

“Por fim, nada impede o levantamento do sigilo […]. É que a Constituição proíbe restringir a publicidade dos atos processuais, salvo quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem (art. 5°, LX), e estabelece, com as mesmas ressalvas, que a publicidade dos julgamentos do Poder Judiciário é pressuposto inafastável de sua validade (art. 93, IX). Não há, aqui, interesse social a justificar a reserva de publicidade.”

3) POR QUE O JUIZ NÃO LEVANTOU O SIGILO ANTES?

Juiz não pode agir por si mesmo; somente age por pedido das partes. É o que se chama “princípio da inércia do judiciário”. O Ministério Público Federal atuante na Lava Jato somente pediu o fim do sigilo às 13:39 do dia 16/03; Sergio Moro o autorizou às 16:21 do mesmo dia. Antes do pedido do MPF ele não poderia fazê-lo. O pedido de divulgação das gravações foi feito pelo MPF com o aval do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que foi consultado anteriormente: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1751501-janot-deu-aval-para-divulgacao-de-audios-de-lula-dizem-investigadores.shtml

4) SERGIO MORO GRAMPEOU A PRESIDENTE DA REPÚBLICA?

Dilma tentou se valer desta história (até fez ameaças veladas de prisão contra Moro em discursos públicos), mas sabia que ela não era verdade. A Presidente da República não foi grampeada, assim como nenhuma outra autoridade com foro privilegiado. O que ocorre é que o ex-Presidente Lula estava grampeado e recebeu ligações de Dilma Rousseff e do Ministro Jacques Wagner. Sergio Moro explica:

“Observo que, apesar de existirem diálogos do ex-Presidente com autoridades com foro privilegiado, somente o terminal utilizado pelo ex-Presidente foi interceptado e jamais os das autoridades com foro privilegiado, colhidos fortuitamente. Rigorosamente, sequer o terminal do ex-Presidente foi interceptado, mas apenas o terminal telefônico utilizado por assessor dele (11XXXXXXXXX), do qual ele fazia uso frequente.”

Quando uma pessoa que NÃO TEM foro privilegiado está grampeada e conversa com outra que TEM foro privilegiado, a interceptação é legítima.

5) EXISTE PRECEDENTE?

Sim, o caso do ex-Senador Demóstenes Torres. O juiz de primeira instância responsável pela Operação Monte Carlo autorizou interceptações telefônicas do bicheiro Carlinhos Cachoeira e, com isso, vieram à tona telefonemas com o Senador Demóstenes Torres. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que a prova era válida, pois quem estava sendo grampeado não era o Senador (que tem foro privilegiado), mas o bicheiro (que não tem). Leia mais aqui: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/11/stj-mantem-acao-penal-contra-ex-senador-demostenes-torres.html

6) QUAL FOI A POSIÇÃO DO GOVERNO NA ÉPOCA?

Naquele momento, o então Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (atual Advogado-Geral da União, que agora questiona no STF as interceptações autorizadas por Sergio Moro), defendeu que as gravações de Demóstenes Torres eram legais:

“Ninguém nunca investigou objetivamente os parlamentares. Estava-se investigando o empresário Carlinhos Cachoeira, agora, se parlamentares conversam com ele, o problema é outro”.

Na regra do Governo, interceptações só valem para os adversários. Leia mais sobre o caso aqui: http://oglobo.globo.com/brasil/cardozo-diz-que-escutas-da-pf-no-caso-cachoeira-nao-sao-ilegais-4533276

7) A GRAVAÇÃO DE LULA E DILMA FOI FEITA DEPOIS DO DESPACHO DE SERGIO MORO DETERMINANDO O FIM DO SIGILO. A PROVA É VÁLIDA?

Sim, a prova é válida. O que conta não é a hora do despacho, mas o momento em que a operadora telefônica (onde o grampo é realmente realizado) recebe a notificação, tomando conhecimento da ordem do juiz. Neste momento, a operadora é obrigada a encerrar o grampo, mas até lá as gravações continuam ocorrendo e entram como prova no processo. Este fato foi ressaltado pelo próprio Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot: http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/03/grampo-tem-validade-ate-empresa-de-telefonia-ser-notificada-diz-janot.html

Também o mais autorizado perito criminal do país, Ricardo Molina, consultado pelo Governo Federal sobre o caso, explicou que “é normal em todos os casos de interceptação telefônica um delay tanto no início como no fim da operação. Afirmou que entre a determinação judicial e a efetiva ação da operadora leva algum tempo. Disse ainda que já atuou em diversos casos semelhantes e o Supremo Tribunal Federal não deixou de considerar a prova válida em razão dessa diferença de horários” (http://www.istoe.com.br/reportagens/448970_GOVERNO+PROCURA+PERITO+PARA+DESQUALIFICAR+GRAVACOES+MAS+O+TIRO+SAIU+PELA+CULATRA).

8) MORO GRAMPEOU O ADVOGADO DE LULA, O QUE VIOLA AS PRERROGATIVAS DA ADVOCACIA.

O advogado Roberto Teixeira estava na condição de investigado, conforme explicou o juiz no despacho:

“há indícios do envolvimento direto de Roberto Teixeira na aquisição do Sítio em Atibaia do ex-Presidente, com aparente utilização de pessoas interpostas. Então ele é investigado e não propriamente advogado. Se o próprio advogado se envolve em práticas ilícitas, o que é objeto da investigação, não há imunidade à investigação ou à interceptação.”

Além disso, o advogado não estava habilitado no processo como defensor de Lula, o que permitia concluir não haver relação cliente/advogado. O §6º do art. 7º do Estatuto da OAB (Lei 8.906/94) afirma que “presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade”.

9) HÁ PRECEDENTE?

Sim. Há apenas alguns meses o próprio STF autorizou a quebra de sigilos de dois escritórios de advocacia que defendiam investigados na Lava Jato, por indícios de associação a fatos criminosos: http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2015-10/stf-quebra-sigilo-de-advogados-que-atuam-na-operacao-lava-jato

10) MAS MORO GRAMPEOU OUTROS 25 ADVOGADOS DO ESCRITÓRIO DE ROBERTO TEIXEIRA, QUE NÃO ESTAVAM RELACIONADOS A LULA. ISTO VIOLA PRERROGATIVAS.

O juiz Sergio Moro apenas autorizou os pedidos de interceptação feitos pelo MPF. O grampo foi realizado no escritório de advocacia porque o MPF encontrou o número da firma associado ao da empresa LILS Palestras, do ex-Presidente Lula, que estava sob investigação. Mas, no fim das contas, os diálogos de outros advogados não foram anexados ao processo, conforme nota do MPF: “Nos relatórios juntados aos autos, não constam transcrições de diálogos do referido número como alvo.” (http://www.conjur.com.br/2016-mar-17/mpf-ataca-conjur-noticiar-lava-jato-grampeou-25-advogados). Portanto, foi seguido, neste ponto, a norma da Lei 9.296/1996, que rege as interceptações telefônicas: no artigo 9º, ela ordena inutilizar as gravações que não interessem como prova ao processo, o que foi realizado no caso; as gravações do escritório sequer entraram nos relatórios.

11) POR QUAIS MOTIVOS SERGIO MORO DECIDIU LEVANTAR O SIGILO DAS GRAVAÇÕES?

O juiz explica no próprio despacho:

“O levantamento propiciará assim não só o exercício da ampla defesa pelos investigados, mas também o saudável escrutínio público sobre a atuação da Administração Pública e da própria Justiça criminal. A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras. Isso é ainda mais relevante em um cenário de aparentes tentativas de obstrução à justiça, como reconhecido pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, ao decretar a prisão cautelar do Senador da República Delcídio do Amaral Gomez”.

De fato, as gravações apontavam a tentativa de crime de obstrução de justiça, com participação da própria Presidente da República, pois indicavam que Lula pretendia fugir da competência do juiz Sergio Moro assumindo o Ministério da Casa Civil. A jurisprudência do STF entende que estes casos são de muita gravidade, já tendo autorizado a prisão de um Senador (Delcídio Amaral) por causa da “concreta ocorrência e a possibilidade de interferência no depoimento de testemunhas e na produção de provas” e da “necessidade de garantir a instrução criminal, as investigações e a higidez de eventuais ações penais vindouras” (decisão do Min. Teori Zavascki – http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/Acao_Cautelar_4039.pdf).

Logo, se o STF entende ser possível, em casos de obstrução de justiça, até mesmo decretar a prisão de um Senador, muito mais possível é utilizar medida menos grave, isto é, apenas levantar o sigilo de gravações quando haja indícios de obstrução de justiça.

A Beleza Salvará o Mundo, de Gregory Wolfe

Trazemos aos nossos leitores a apresentação de Rodrigo Gurgel para A Beleza Salvará o Mundo, de Gregory Wolfe. O maior crítico literário brasileiro da atualidade escreveu o prefácio da edição brasileira, publicada pela Vide Editorial. Leiam!

Texto publicado originalmente em http://rodrigogurgel.com.br/2015/09/a-beleza-salvara-o-mundo/ https://www.facebook.com/rodrigo.gurgel1/posts/10208406495619024.

CapaTenho reencontrado, em algumas listas com os melhores lançamentos de 2015, o livro “A beleza salvará o mundo”, de Gregory Wolfe, que tive a grata alegria de indicar à Vide Editorial.

Não me lembro como descobri “A beleza salvará o mundo”. A Internet é floresta densa, repleta de sendas obscuras, semelhantes às de uma história infantil, nas quais, de página a página, de link a link, nos perdemos sem conseguir refazer o caminho inicial.

Numa dessas pesquisas aleatórias, cheguei ao site de Wolfe e deparei-me com esse título comum — ao menos para quem se recorda de Dostoiévski — e, principalmente, com o subtítulo que sintetizava uma de minhas constantes preocupações: “Recuperando o humano numa era ideológica”.

A identificação cresceu a cada ensaio de Wolfe que descobri. E se tornou plena ao ler algumas das páginas do livro, gentilmente fotografadas por uma amiga que reside nos EUA.

O resultado está, agora, à disposição de todos — e espero que “A beleza salvará o mundo” se transforme, no Brasil, no que ele já representa para muitos leitores de língua inglesa: um guia para os que acreditam, como T. S. Eliot, que “a vantagem essencial de um escritor é não ter um mundo maravilhoso com que lidar. É ser capaz de enxergar além tanto da beleza quanto da feiura; ver o tédio, o horror, a glória” — pensamento que Wolfe considera a “extensão natural da profecia de Dostoiévski”.

PRECONCEITO E DIÁLOGO
Há muitos elementos que merecem atenção nos ensaios que compõem o livro — e abordei alguns dos principais no Prefácio que fui convidado a escrever —, mas o ponto essencial, decorrente do que citei no parágrafo anterior, é o comportamento conservador criticado por Wolfe. Aluno de Russell Kirk, o autor não teme afirmar que “a maioria dos conservadores pensa na cultura como um museu, e não como uma continuidade orgânica. Eles são todos a favor da promoção dos clássicos, mas quando se trata de cultura contemporânea, simplesmente se eximem”.

De fato, canso de ver, no meio conservador, preconceitos em relação à arte. Muitos conservadores estão apegados a uma visão simplista e superficial da realidade — e chegam mesmo a enaltecer uma estética rasteira, inócua repetição do passado, como se a arte que recusa a pauta niilista, formalista e solipsista só pudesse ser a cópia rebaixada de Homero, Virgílio ou Dante. Ou, ainda pior, devesse se restringir a uma função meramente catequética.

Esse comportamento preconceituoso produz conseqüências assustadoras, como jovens que se negam a ler Hemingway, Kafka ou James Joyce, alegando a busca de uma suposta pureza, só encontrável nos autores que tenham recebido, em alguma época, um “Nihil obstat”.

Na verdade, dar as costas à cultura moderna — ou, como afirma Wolfe, “deixar-se desesperar sobre o nosso tempo” — é uma forma covarde de jogar essa mesma cultura nos braços insaciáveis do materialismo, de sucumbir à estreiteza do pensamento politizado e ideológico, de se tornar, citando Wolfe, um “discípulo involuntário de Marx”.

O caminho proposto por Wolfe é aquele seguido por grandes escritores, como T. S. Eliot, Evelyn Waugh, Flannery O’Connor, Susaku Endo, Nathaniel Hawthorne, Walker Percy e tantos outros: não se entrincheirar na sua própria fortaleza, não se entregar a um tipo de filistinismo que recusa a cultura do seu próprio tempo sem oferecer uma alternativa, sem se predispor ao diálogo.

Diálogo, aliás, que inquestionáveis defensores da ortodoxia católica, como o cardeal Leo Scheffczyk, souberam fazer com sucesso. Leia-se, por exemplo, de Scheffczyk, “O Homem Moderno” (“Der moderne Mensh vor dem biblishen Menschenbild”), e veja-se como o autor formaliza a crítica da “perda do humano na literatura moderna” — mas também dialoga com os autores que critica, sempre disposto a encontrar “notáveis pontos de luz” em cada um deles. Ou, se preferirem, leiam a análise que Henri de Lubac faz de Dostoiévski em “Le drame de l’humanisme athée”.

“DRAMATIZAR OS CONFLITOS DE SEU TEMPO”
A necessidade de um novo humanismo cristão é urgente inclusive para se contrapor aos religiosos secularistas e laxistas, que se apressam, como afirma Wolfe, a “batizar cada tendência secular que passa”, a aceitar qualquer modismo esquerdista sem reflexão, a não ser o filtro de um religiosidade neopagã e sentimentalista — e, portanto, vulgar em todos os sentidos.

O caminho que Gregory Wolfe propõe não é simples, mas grandes artistas o realizaram, quando se dispuseram a “dramatizar os conflitos de seu tempo e incorporar significado em suas obras de maneira profunda”.

Como afirmo no final do meu Prefácio, enquanto lemos Wolfe somos atingidos, muitas vezes, pela suspeita de que ele tenta unir realidades incompatíveis. Mas tal impressão revela-se infundada sempre que ele repete a decisão de não aceitar passivamente o mundo pós-moderno e reafirma o desejo de transformar fé e arte num “traje inconsútil”. Caso a caso, Wolfe segue a máxima paulina: “Discerni tudo e ficai com o que é bom”.


Rodrigo Gurgel é crítico literário e professor de literatura e de escrita criativa. Escreveu três livros: Esquecidos & Superestimados, Muita Retórica — Pouca Literatura e Crítica, Literatura e Narratofobia.

Título: A Beleza Salvará o Mundo

Autor: Gregory Wolfe

Editora: Vide Editorial

Onde comprar:

Gregory Wolfe

Gregory Wolfe

Forbes: 13 confirma

Publicamos agora na Coluna do Leitor um post de @zambinos sobre uma péssima reportagem da Forbes, que espalha mentiras e desinformação sobre o momento que vivemos. Leiam:

Forbes: 13 confirma

É da Forbes o artigo mais ridículo já escrito sobre o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. É esperado que jornalistas de política estrangeira façam mais lição de casa do que jornalistas de política doméstica. Quando se vive no país sobre o qual se escreve, as informações, as pistas e os próprios fatos estão por toda parte. Há colegas com quem trocar dicas, amigos com quem discutir, e até taxistas, porteiros e balconistas dispostos a bater papo sobre a conjuntura nacional. Ouvem-se conversas no metrô, nos pontos de ônibus e na fila do mercado. Há um clima para se sentir. A imagem geral está dada. Do contrário, nada disso se apresenta de bandeja, e é necessário correr atrás de todo e qualquer cisco de informação para tentar antes de mais nada compor uma imagem clara do que está acontecendo na terra distante. Ler. No mínimo, para não passar vergonha.

Por outro lado, a chance de passar vergonha mesmo é muito menor para quem, além de escrever de longe, escreve para o público de longe. Nesse caso, não haverá matérias vizinhas, na mesma página, desmentindo o texto do jornalista preguiçoso. E aí, o que é incrivelmente tosco pode até passar por análise bem informada.

Este é um daqueles casos extremamente convidativos a reagir com desprezo, a compartilhar no Facebook com a legenda “chorume”, simplesmente — mas no mínimo para evitar a conduta dos bocós, vale a pena considerar o artigo em seus aspectos mais achavascados.

Depois de uma introdução isentona dos problemas do governo, aparece logo a primeira razão contrária ao impeachment:

1) “… unless a court proves Dilma was complicit in the Petrobras corruption scandal, then impeaching her is a bad idea.”

Ela foi eleita com dinheiro roubado da Petrobras. No mínimo, a chapa dela, e isso inclui o Vice Presidente, deveria ser cassada por conta do Petrolão. Mas há indícios fortes de que ela estava pessoalmente envolvida, conforme sugere a seguinte mensagem encontrada no celular de Marcelo Odebrecht:

Dizer que é necessário que ela seja cúmplice deve ter sido pressa ou má escolha de palavra, mas dizer que é necessário provar o crime para depois impichar, isso também é dito por aqui, só que por gente mal informada e que não faz a menor ideia de como funciona um processo de impeachment no próprio país, mesmo tendo até vivido um décadas atrás. O jornalista nem chega a mencionar que existem os crimes de responsabilidade cometidos por Dilma, como os empréstimos não-autorizados do BNDES ou as pedaladas fiscais, que punem atos praticados no exercício da função, independentemente do mandato.

2) “PMDB is one of the largest parties in Brazil, but is not known for their leadership skills.”

Mesmo que isso não fosse uma especulação sem o menor lastro na realidade, sem consequência real nenhuma, escrita com uma frivolidade digna do Buzzfeed — e daí? Desde quando falta de liderança é um vício maior do que crime?

3) “Moreover, there were six PMDB politicians on the recent Supreme Court list of 54 legislators being investigated for their involvement in the Petrobras scheme. Of those six, one was PMDB Senate President Renan Calheiros and the other was Lower House President Eduardo Cunha, also PMDB.”

E quantos já estão presos no partido da Presidente pelo mesmo caso? De todos os presos, quantos já citaram o envolvimento dela no escândalo?

4) “Another reason is Finance Minister Joaquim Levy… Levy is Lula’s man. If Dilma goes, my guess is that Levy resigns.”

O mesmo Joaquim Levy que foi humilhado e transformado em enfeite depois que a controladora, centralizadora e acima de tudo gaga Sra. Dilma Rousseff não o deixou administrar. O mesmo Joaquim Levy que propôs um ajuste fiscal combatido pelo mesmo Lula, que queria gastar mais e ampliar a mesma causa do mesmo ajuste. O mesmo Joaquim Levy que o mesmo Lula tentou substituir por Henrique Meirelles semanas atrás.

5) “If Dilma is impeached and Levy resigns, Brazil will lose its coveted investment grade status.”

No dia em que o pedido do impeachment foi aceito por Cunha, o dólar caiu e a bolsa subiu.

6) “Lastly, if you think there is gridlock in the Brazilian congress now, wait until the Workers’ Party (PT) reacts to their president being impeached.”

Claro, porque o certo é deixar os bandidos impunes na bandidagem, por receio de sua reação, em vez de tomar o que é nosso de volta das mãos deles.

Este post foi originalmente publicado aqui.

TV Folha e a cobertura das invasões em SP

O leitor e amigo Diego Fagundes nos enviou um texto sobre a cobertura da Folha de São Paulo às invasões escolares que ocorreram em SP:

TV Folha e a cobertura das invasões em SP

No começo da semana, a Folha de São Paulo publicou um vídeo sobre “a rotina dos alunos” nas escolas invadidas. O vídeo mais parecia uma peça de divulgação, um mini-documentário feito sob medida para estabelecer como verdadeiro todo o discurso fantasioso dos movimentos e instituições de esquerda (sobretudo MTST e APEOESP) envolvidos desde o início com toda a situação que se desenrolou em São Paulo ao longo dos últimos dias.

Bastou que o vídeo fosse tirado do ar (junto com a notícia que o acompanhava, pelo que eu pude entender) para que várias pessoas e blogs progressistas (aqueles que são mantidos por dinheiro de propaganda estatal, como o brasildefato) imediatamente acusassem a Folha de ter rabo preso com o governo, de ser um jornal “reaça”, de estar “a serviço do PSDB” e “contra os manifestantes”, etc. Alguns foram mais longe: sugeriram que o vídeo tinha sido tirado do ar por “exigência” do próprio Geraldo Alckmin, depois que o governador fez uma visita à redação da Folha. Não faltaram comparações com a ditadura militar, como é de praxe nesses casos.

Pois bem, hoje o vídeo, aquele que o governador exigiu que fosse tirado do ar, reapareceu em versão um pouco alterada. É este aqui:http://www1.folha.uol.com.br/…/1715023-video-mostra-rotina-…

Como o primeiro vídeo era de um petismo escandaloso (até para os parâmetros da TV Folha), algum editor deve ter mandado colocar um “contraponto”, uma voz que representasse “o outro lado”. O que o pessoal fez? Inseriu algumas falas de gente do governo no meio de toda a propaganda esquerdista. Antes, o vídeo mostrava “a rotina dos alunos” nas escolhas invadidas; agora, diz a Folha, ele também “explica” a reorganização. O resultado final é medonho. É a mesma peça de divulgação, só que agora PIORADA por uma tentativa porca e francamente amadora de dar um ar de isenção a uma cobertura jornalística cujo viés ideológico a Folha mal consegue disfarçar (eles nem querem disfarçar, essa é a verdade, nem se importam mais com isso).

Imaginar que isso aí saiu de dentro de um jornal reacionário ou que está “contra as manifestações” é um delírio completo, uma falha profunda da capacidade imaginativa. Afinal de contas, alguém consegue imaginar um jornalista reacionário ou conservador escolhendo essa trilha sonora? Um jornalista conservador, na redação do seu jornal reacionário, escolhe a música do SABOTAGE para colocar no fundo de um vídeo em que ele mostra como os alunos (uma galera super do bem, cheia de energia jovem) estão se organizando de uma maneira bonita, muito amor envolvido, etc. Dá pra imaginar isso? Ou um editor conservador que tira isso do ar na primeira vez para depois autorizar a publicação com uma nova música na trilha, na qual é possível ouvir o rapper cantando “ninguém vai me falar o que eu tenho que fazer nessa porra”?

Alguém poderia dizer: “mas a TV Folha é uma exceção, de maneira geral a cobertura da Folha foi mais reaça”. Eu quero saber se é dessa cobertura aqui que nós estamos falando:

1. https://dl.dropboxusercontent.com/…/Screen%20Shot%202015-12…

2. https://dl.dropboxusercontent.com/…/Screen%20Shot%202015-12…

3. https://dl.dropboxusercontent.com/…/Screen%20Shot%202015-12…(os colunistas dando aquela forcinha)

4. https://dl.dropboxusercontent.com/…/Screen%20Shot%202015-12…(Folha dando seu apoio à reorganização)

5. https://dl.dropboxusercontent.com/…/Screen%20Shot%202015-12… (a velha estratégia de ridicularizar quem se opõe, tirar sarro do “tiozão reaça rs”)

6. https://dl.dropboxusercontent.com/…/Screen%20Shot%202015-12… (a capa de hoje, 4 de dezembro; será que foi o Alckmin que mandou publicar essa capa?)

7. https://dl.dropboxusercontent.com/…/Screen%20Shot%202015-12…(Folha mostrando a ação da PM de forma totalmente isenta, parte 1)

8. https://dl.dropboxusercontent.com/…/Screen%20Shot%202015-12…(Folha mostrando a ação da PM de forma totalmente isenta, parte 2)

9. https://dl.dropboxusercontent.com/…/Screen%20Shot%202015-12…(chama o Laerte pra desenhar uma charge aí galera rs)

10. http://www1.folha.uol.com.br/…/1714212-pm-intervem-com-bomb…(mais uma excelente do TV Folha, não deixem de ver o vídeo)

11. http://arte.folha.uol.com.br/…/…/15/nao-feche-minha-escola/… (pra fechar com chave de ouro)

O Geraldo Alckmin manda na redação da Folha e no entanto eles publicam tudo isso? O homem é cego? Ou será que ele não lê a Folha?

O lixo inacreditável que virou a Folha de São Paulo me incomoda muito pessoalmente porque meu pai trabalhou lá (embora não como jornalista) e até bem pouco tempo atrás era assinante do jornal. Largou mão de assinar porque não aguentava mais ler porcaria. Eu sei muito bem que o jornalismo feito ali nunca passou muito do razoável, mas eu sei também que já foi mais sério, mais digno de respeito e de pelo menos um pouco de confiança. Meu pai já confiou na Folha, já achou que havia uma seriedade qualquer ali, e talvez houvesse mesmo, se não no conjunto, pelo menos na figura de um ou outro colunista. Hoje, não tem mais NADA, rigorosamente NADA.

Mas vamos aguardar, né? O Geraldo Alckmin é um cara perigoso, ele certamente vai usar seus poderes de censor pra comparecer à redação da Folha exigindo que esse novo vídeo saia do ar, exatamente como fez com o primeiro. E o terceiro vídeo, esse sim, vai ser reacionário. Favoritem e me cobrem.

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