Charles Gomes

@Chrlsgms

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Afro-Racismo na América

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Eu quero matar pessoas brancas, especialmente policiais brancos

Anti-Trump, foi com essas palavras que Micah Xavier Johnson matou 5 policiais e feriu outros nove. O atentado em Dallas neste 7 de Julho foi o mais mortal contra policiais  desde os ataques de 11 de setembro. O lamentável incidente trouxe mais uma vez à tona a tribulação racial que Obama está deixando o país em seu final de mandato.

A página no Facebook  de Micah curtia páginas de supremacistas negros como a da Nação do Islam e do Partido dos Novos Panteras Negras. Todos nós conhecemos o Klan, mas quantos ouviram falar da proliferação desses grupos igualmente racistas?

Certamente poucos no Brasil ouviram falar de King Samir Shabazz, ou Maurice Heath, que ficou conhecido por intimidar eleitores com um porrete para votarem no Obama. De acordo com testemunhas ele e mais um homem ofendiam as pessoas, chamando-as de  “demônio branco” e “cracker”, contando às pessoas para se prepararem para serem “governados pelo negro”. Ele é titular dessas palavras:

Quer liberdade? Você vai ter de matar alguns crackers! Você vai ter de matar alguns dos bebês deles!” , “Eu odeio pessoas brancas – todas elas! Qualquer último iota de um cracker, eu odeio!”, “Atravessando pelas ruas do sul com branco, sujo, [expletivo] em seus braços. E nós nos denominamos homens negros com garbo africano.”, “Sou a favor da destruição do povo branco. Sou a favor da total liberação do povo negro. Eu odeio branco. Eu odeio meu inimigo…

King na época era líder do Novo Partido dos Panteras Negras, que como os Panteras Negras originais que não os reconhecem, são anti-capitalistas. O hate group tem braço até na França.

A Nação do Islam foi fundada por Wallace D. Fard Muhammad, o Mahdi, Deus-encarnado segundo um de seus primeiros seguidores: Elijah Poole, que se auto-denominou Elijah Muhammad. A Nação ensina que pessoas negras são os humanos originais e proíbe casamento interracial. Louis Farrakhan, líder atual da Nação do Islam, diz que “Pessoas brancas são humanos em potencial… eles não evoluíram ainda”. Para o braço direito de Farrakhan, Khalil Abdul, “Não há brancos bons, se você vir um, mate-o antes que ele mude“. Khalil considera o Papa um “Cracker ruim”.

Malcolm X foi um membro da Nação do Islam e ele defendeu que pessoas negras eram geneticamente superiores, e mesmo racista ele se dizia contra a supremacia branca:

Brancos inteligentes sabem que eles são inferiores aos negros. Até mesmo Senador James Eastland sabe. Qualquer um que estudou a fase genética da biologia sabe que branco é considerado recessivo e negro é dominante. A economia inteira da América é baseada na supremacia branca. Até mesmo filosofias religiosas, em essência, são supremacistas brancas. Um Jesus branco. Uma Virgem branca. Anjos brancos. Branco tudo. Mas um Diabo negro, é claro. A fundação política do “tio Sam” é baseada na supremacia branca, relegando os não brancos à cidadania de segunda-classe. Filosofia Social é estritamente supremacista. E o sistema educacional perpetua a supremacia branca.

Outros grupos de supremacistas negros são a Nação de Javé, no qual é necessário matar um “diabo branco” e provar levando uma parte do corpo como orelha, nariz ou dedo para fazer parte da irmandade, Hebreus Israelitas Negros, que abertamente advoga que brancos são o mal personificado, merecendo apenas morte ou escravidão, Tribu Ká, seguidores de Farrakhan que foram dissolvidos por Sarkozy após uma investigação de incitação racista e a Nação Unida Nuwaubiana de Mouros que ensina que brancos são inferiores, demônios sem alma e coração e que a cor branca é o resultado de lepra e inferioridade genética. Brancos, para eles, são uma raça de assassinos criada para servir o povo negro como exército escravo.

O racismo de negros contra brancos nos EUA não é somente falha de caráter de indivíduos como Micah, mas de grupos supremacistas voltados à esquerda. O ódio de Micah por brancos pode tomar ares muito sofisticados nas nossas universidades.

Note a irônica justificativa da existência desses grupos: o homem branco é inferior por ser racista. De forma similar políticas afirmativas categorizam e punem todos os brancos como racistas sem perceber que, contraditoriamente, esse tipo de classificação é uma forma de racismo.

Se discriminação racial é má como ela pode ser usada para o bem? Um dos problemas dessas políticas é criarem um sentimento de injustiça em pessoas de igual posição por não serem admitidos em certos ambientes por causa de sua cor e não por seus méritos, enquanto negros ricos como a Preta Gil tem o direito de tomar seus lugares, estagnando sua ascensão social, ou seja, a história se repete e talvez no futuro novas políticas de ação afirmativa sejam reclamadas em um eterno conflito de grupos raciais. É injusto punir pessoas que não escravizaram e nem apoiaram tais políticas. O ciclo do mal inicia quando um pai tem de contar ao filho que ele não passou no vestibular por ser branco. Como um paralelo, o povo judeu foi prudente em resguardar-se em combater a discriminação não usando de políticas afirmativas para imigrantes judeus no mundo todo, o que poderia gerar um sentimento de rancor e revolta que poderia trazer o fantasma hitlerista de volta.

Nosso foco por ser na história ocidental acaba pintando um quadro monstruoso só sobre o ocidente e esquece-se de contar sobre a escravidão que existe até hoje na sociedade africana (não é de se espantar que um herói negro brasileiro era escravagista). Há Literatura de história que mostra que negros por serem demasiado humanos caíram no mal de escravizarem brancos, basta ler a bibliografia dada por Olavo de Carvalho de autores como Richard Hildreth, Paul Baepler, Don Jordan, Dae Masterson, Robert C. Davis, Michael A. Hoffman II e Giles Milton.

Se a escravidão era um consenso em que participava todas as raças (ironicamente uma verdadeira diversidade racial), incluso negros, o que gerou então a libertação dos escravos?

A resposta está em parte na fé de um cristão branco chamado William Wilberforce. William foi um cristão conservador evangélico típico como os são os alvos da esquerda que apelando à fé e à lei natural conseguiu criar um movimento que expandiu pelo mundo. Se o Estado inglês fosse laico como querem as esquerdas, Wilberforce não teria tido a influência que teve pois era um homem cujas idéias eram influenciadas diretamente por sua religião.

Foi uma cultura conservadora cristã e movida por brancos os pioneiros por uma sociedade sem escravidão, rompendo assim com o mundo todo. Nos Estados Unidos foi com sangue que os brancos pagaram sua dívida histórica quando o norte se insurgiu contra o sul. Sem essa coragem, e essa virtude, a escravidão não teria sido estigmatizada.

Hoje, negros no esporte, na música, na TV, nas universidades prosperaram mais sob a cultura cristã da civilização ocidental que com as políticas de esquerda que destruíram e continuam destruindo a África. Os negros podem votar em peso em esquerdistas simplesmente por causa da ação afirmativa, mas esquecem que essa não é a única causa da esquerda cuja ideologia levou países africanos ao estado famélico.

O abolicionismo é uma causa tipicamente ocidental, ele vem de uma longa tradição cristã iniciada por Paulo e continuada com Ambrósio, Paulinus, Gregório de Nissa, Agostinho, Patrício, Isidoro de Sevilha, Wulfston, Anselmo e muitos outros. Foi o cristianismo e não a esquerda, que libertou os negros da escravidão. Muitas sociedades mantém o sistema escravagista, e isso porque não foram tocadas pela civilização cristã.

Quando a esquerda se insurge para vencer o cristianismo, ela se prepara para derrubar os fundamentos que ergueram as muralhas contra a discriminação racial e a escravidão, e esse não é um mundo creio, que os negros queiram viver.

O que foi dito acima não é uma interpretação dos fatos, são simplesmente os fatos. Espero que como a verdade havia marchado para fazer os homens livres ela seja principal amiga dos injustiçados, e mentiras comprovadamente possuem o poder de escravizar os negros – tanto no passado como hoje.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Contra a Hoplofobia

Foi coincidência que na madrugada em que lia “Adiós, América” um filho de imigrantes poderia se tornar mais um caso escrito no livro por Ann Coulter se ele não tivesse sido lançado antes. A musa conservadora que foi talvez a maior responsável pela vitória de Trump nas primárias também acertou quando no dia seguinte a mídia se esforçava em soltar inúmeras cortinas de fumaça, culpando todos sem contar o fato do terrorista islâmico ser eleitor democrata filho de um imigrante legal – Na América dos democratas um defensor do Talibã tem mais chances que um cientista sueco de conseguir seu green card.

Países atrasados naturalmente buscam acompanhar os países de primeiro mundo, não é incomum o debate brasileiro ser dominado por problemas de países desenvolvidos e buscarmos importar legislações estrangeiras, mas a questão é bem mais interessante quando países de primeiro mundo querem importar políticas de países que estão atrás de seu nível de desenvolvimento. O desarmamento já mostrou ser um fracasso no Brasil. E não adiantou fazer passeatas de paz para responder bandidos que amarram pessoas em colchões e ateiam fogo (parece que bandidos não obedecem quando usamos cores que soldados usam para se renderem).

Talvez por isso o Brasil não se conforme à lei: em matéria de resultados de políticas atrasadas, estamos à frente dos americanos. Por isso em cada tragédia nos EUA o debate sobre desarmamento volta a ocorrer no Brasil instantaneamente em sentido contrário, pela armamentização, mesmo que a mídia brasileira se esforce em repetir o lero-lero da mídia progressista. O país mostra sinais de saúde quando deseja no meio da desordem ao menos poder proteger o seu bem mais imediato: a vida.

O brasileiro não foi deseducado pelo MEC ao ponto de crer, como esquerdistas, no pensamento primitivo de que é possível uma sociedade desarmada se livrar da violência. Para a esquerda, a arma é um item que não existirá no mundo que sonham, portanto quanto mais nos livrarmos delas mais próximos ficamos do mundo perfeito. Esse pensamento é um desvario sobre a natureza humana. Mais que um fracasso observado pelas estatísticas, o desarmamento é imoral.

Estes indivíduos sonhadores jogam no debate público para confundir as pessoas que matar e assassinar são a mesma coisa, portanto armas são irremissíveis e más em si mesmas por servirem para matar.

Mas a justa razão pela qual todo cidadão pode usar uma arma advém da mesma razão pela qual as forças públicas existem: auto-defesa de si ou dos outros. As armas policiais e militares existem precisamente para defender o direito à vida de todo cidadão em território nacional. É curioso assumir que os cidadãos não possuam igual interesse para si mesmos e possa assumir todos os deveres que vêm desse direito. Armas não são carros que possam vir a ser igualmente letais, elas são melhores pois não é propósito de um carro salvar vidas. A primeira função de uma arma é matar pessoas, não assassinar pessoas. Nós não assassinamos mosquitos nem agressores que atentam contra nossas vidas. As armas possuem um bom propósito. Assassinar, matar um ser humano inocente, é um desvio de finalidade.

Se todo disparo efetuado é um assassinato, elas não deveriam estar nas mãos de nossos oficiais públicos. Ao pressupor que a ferramenta de trabalho mais comum do Estado – que até quando dispõe a capturar armas usa armas – é uma espécie de fruto proibido, chama-se todos os agentes da força policial e militar de homicidas por conclusão, esta é a chave para entender porque é popular na esquerda a idéia de desarmar policiais e não condecorá-los quando salvam pessoas. Quando o terrorista de Orlando foi morto por uma arma em uma gun free zone, ele não foi assassinado.

Em Ferguson, Mike Gutierrez e Adam Weinstein protegeram seus negócios dos saques com Ar-15s

Em Ferguson, Mike Gutierrez e Adam Weinstein protegeram seus negócios dos saques com Ar-15s

Uma mulher pode encontrar uma gangue de estupradores, um comerciante uma turba de vândalos, e a indústria bélica tem sido eficiente em criar diversidade para toda demanda. Não consta que as fabricantes criam armas visando vender para criminosos. Sabe-se que certas armas não são para a sociedade, sempre haverá um controle legítimo sobre armas. A NRA não deseja que um Jihadi as obtenha.

A sociedade reconhece como herói a vítima que vira o jogo. Quando a lei de desarmamento tira uma arma das ruas, a esquerda dorme tranquilamente imaginando que evitou que ela fosse usada em um assassinato, quando em efeito ela deixou de ser usada em legítima defesa. O Estado, na sua força policial, não é onipresente para atender orações e os bandidos sempre podem contar com seus cúmplices ideológicos derrubando as cercas para os lobos entrarem.

Estes pacifistas subliminarmente acreditam que é melhor que a vítima morra do que permitir que tenha acesso à meios de defesa testados todos os dias por policiais. Se somos obrigados a culpar alguma fobia pelos homicídios e atentados: é a hoplofobia.

Não obstante, como homossexuais foram vítimas, foi necessário culpar os cristãos por algo que pregam em púlpito em meio à uma lista que vai de bêbados, meretrizes, ladrões, fornicadores, mentirosos à petistas. Difícil correlação pois qualquer que busque converter outro pela violência também ganha passagem só de ida para o inferno por cuspir no amor demonstrado na cruz. Segundo essa forma de raciocinar, quem condena ladrões se torna responsável pelas centenas de crianças mutiladas por roubar, punição prescrita no Hudud. Se bêbados começassem a reclamar de bebumfobia quando apanham por serem incômodos, os cristãos ganhariam mais uma dor de cabeça.

Nós nunca vamos ter uma tradição armamentista como a dos EUA porque nosso país não foi fundado por uma milícia, razão da revolução americana ter obtido sucesso sobre o então mais poderoso exército do mundo. Para o americano não é irracional o cidadão ter armas potentes o suficiente para resistir a seu governo, e esse é o principal propósito da Segunda Emenda. Um país que está sempre pronto a combater tiranias caseiras e estrangeiras nunca poderá transferir o domínio sobre sua vida para o elitismo estatal.

Mas tanto lá quanto aqui é perigoso permitir que somente os maus possam usar armas, o mundo já conhece o que houve quando só a esquerda podia usá-las, nem mesmo o domínio total sobre a sociedade parou o que caminha com a humanidade desde Caim. Se há alguma cura para esse pecado original, ou o mal inerente do homem, talvez esteja nas mãos dos cristãos “homofóbicos”, pois afinal, eles foram os únicos a colocar o temor de Deus em mujahidins.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Capitalismo, Vampiros e Prometeu

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Não se pode prever com exatidão se o governo Temer conseguirá fazer os cortes que o país precisa, contudo, o país não sobreviverá sem eles. O ímpeto não pode ser tímido e Temer tem demonstrado seguir a auto-preservação razoável de todo pai de família que se encontra no vermelho. O corte de gastos e o aumento de produtividade são medidas certas para o momento e tudo isso é bom, apesar de tardias, mesmo que esquerdistas do establishment que levem os louros da história. Todavia, há algo que não é dito por ninguém: o porém.

A melhor característica do capitalismo é também sua pior. Como o mito grego Prometeu era forçado a se regenerar e nunca morrer ao ser prisioneiro e alimento de corvídeos, o socialista pode dar liberdade para o mercado se regenerar para assim não perder a gordura. E essa é uma direção muito desejável de governar se sua vocação é parasitária.

Michel-Temer-Vampiro-foto-site-repúblicadosbananasA face de Temer lembra o Drácula, e, em versões mais realistas do mito de Vlad Tepes, vampiros cultivam humanos em fazendas de sangue, como em Blade e Daybreakers. Um artigo de Don Feder explica melhor a essência esquerdista do mito anti-aristocrático, mas, em particular nesses filmes, os vampiros, criaturas que por natureza são predadoras de homens, exercem o domínio sobre os humanos em muito pelo fascínio destes que querem se tornar aqueles.

Liberais que comemoram o atual pacto com socialistas, eis os seus senhores. Se sua função social é produzir, a deles é consumir – há uma complementação, um acordo. Nunca tivemos uma face tão próxima de representar o esquerdismo, melhor que isso só um vampiro de verdade.

A igualdade econômica é a proposição de um luxo impossível, um conforto psicológico a quem isso importa, mas não é justiça, que se dá quando o trabalho encontra seu salário, quando o que se planta é colhido. O melhor projeto de discurso para o momento não é “a corrupção corrói o poder, portanto a sociedade deve investir ainda mais no Estado forte que crie o paraíso igualitário”, mas a melhor proposta é que já seria suficientemente justo manter o dinheiro investido nas mãos dos agentes da economia. É por isso que a sonegação tem ganho eficácia de rebeldia civil, mesmo que ela não seja em si mesmo justa.

Há uma década, ou até mais que isso, empresários do país estiveram bastante dispostos a tornar realidade as utopias da esquerda e hoje todos os brasileiros estão pagando o preço de um país que poderia ter sido e não foi. Cypher, em outro filme, em que humanos eram meras baterias de um sistema sem alma, vendeu sua liberdade e a dos amigos pois cria que seria mais livre em um mundo de artifícios criados por uma máquina.

Aos empresários do Brasil de hoje: não há glória em vender a liberdade dos brasileiros para continuar a ser a bateria da máquina que te mantém preso por causa de uma vida um pouco melhor do que a maioria. A economia até poderá voltar à normalidade, como Prometeu irá novamente regenerar seus órgãos, mas ainda não há vista de termos tomado a decisão de sermos livres e não um sustentáculo dos que danam todos os brasileiros ao tormento eterno.

P.S.: o autor lamenta não citar nenhum filme italiano da década de 70.

Saiba como continuar usando o WhatsApp depois do bloqueio: Bloqueie o Marco Civil

Quem acordou na Coréia de Norte esses dias talvez não se lembre quando o TJSP ordenou a queda do YouTube em todo o país por ter um vídeo vazado da Cicarelli fazendo sexo em público. Foi na época em que AVGN era então o PewDiePie e o dedinho do Charlie era mordido. Sob muitos virais, let’splays e gatinhos, o YouTube guarda muitas coisas de interesse público underground, como aulas e palestras gratuitas, reviews, podcasts e a internet se revoltou com o ocorrido.

 Na ocasião o desembargador Ênio Santarelli Zulliani nos remeteu o seguinte:

O bloqueio do site está gerando uma série de comentários, o que é natural em virtude de ser uma questão pioneira, sem apoio legislativo. O incidente serviu para confirmar que a Justiça poderá determinar medidas restritivas, com sucesso, contra as empresas, nacionais e estrangeiras, que desrespeitarem as decisões judiciais. Nesse contexto, o resultado foi positivo.

Não havia base legal sólida para o que ele desejava fazer, contudo ele fez mesmo assim. Agora entra o Marco Civil da Internet e não um, mas dois juízes, de São Paulo e Sergipe fazem algo em comum. Ambos não mais fundamentam suas decisões em fontes secundárias como princípios, costumes ou jacuzice, mas na fonte primária: a lei, que é o Marco Civil. O Marco Civil serve para bloquear Whatsapp, mas não consegue bloquear Juiz.

O MCI é uma lei que foi aprovada por causa de fearmongering, no imaginário anti-mercado dos pessimistas defensores da neutralidade de rede, os problemas virtuais iriam vir a existir como uma profecia apocalíptica a ser evitada.

Querem nos fazer acreditar que o Marco Civil veio combater as mesmas coisas que hoje estão fundamentando em sentenças de um judiciário sedento para atrapalhar a vida de milhares de brasileiros.  Se pelo frutos os conhecereis, o Mises tem registrado uma lista com os frutos da Neutralidade da Rede, e a maioria é de não permitir benesses para a população. Screenshot_2 (1)

Ferramentas como o Whatsapp entraram no cotidiano do povo brasileiro e não são brinquedos, mas possuem todas as funções que a comunicação humana pode oferecer. Uns usam para trabalhar, como a costureira com seus clientes e grupos criados por lojas, outros criam grupos de corrida e estudos, e até hospitais usam de algum jeito pela acessibilidade e gratuidade do serviço (serviço gratuito que compete para melhorar, só no capitalismo, mas divago).

Se faz necessário lembrar que o princípio de neutralidade é um nome bonito para o transporte de um modelo igualitário de economia socialista para a internet, onde todo byte deve ter o mesmo valor independente do valor atribuído pelo consumidor. Portanto, é um princípio anti-capitalista que visa regular a livre concorrência, como bem demonstra esse vídeo do reason.org (sem tradução). É a criação de um cartel dos bytes. Talvez aí notemos porque toda corporação veio apoiar uma lei que se dizia anti-corporatista.

Não se pode responsabilizar apenas o juiz, ou tinta em papel, mas aqueles que antes da lei ser aplicada, resolveram justificar um meio de atrapalhar a vida de milhares de brasileiros, incluso as corporações virtuais que apoiaram o Marco Civil e hoje estão sofrendo em território brasileiro.

Por isso eis então uma lista de quem não desejaria ser no dia do Juízo Final. Obrigado Paula Rosiska:

Famosos e entidades divulgam apoio ao Marco Civil da Internet em redes sociais

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Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Os defeitos dos políticos são os da sociedade brasileira?

“Se eu fosse Dilma… Pobre Dilma. Não posso dizer o que eu faria no lugar dela”, disse o ex-presidente do Uruguai sobre a crise política brasileira. “A direita tem os meios de comunicação, os defeitos não são do PT. São da sociedade brasileira.”

E é assim que Mujica justifica uma das maiores organizações criminosas da América Latina: a culpa é nossa. Se o partido no governo compartilha da mesma genética que o povo brasileiro, somos todos cúmplices dos seus crimes.

Isso não é totalmente falso, afinal, em alguma medida até os santos batalham com o próprio mal como explícito em Romanos 7:19, mas o pecado original não desculpa a ausência de punição e uma visão desproporcional dos males cometidos. Só em mentes trevosas que temos de ter a mesma misericórdia com um ladrão de bala para um serial killer. A solução para a corrupção governista não é caso de conversão religiosa mas caso de polícia. Se Jack o estripador não inventou o assassinato, mas o deu suas qualidades doentias,  o PT deu à corrupção as suas qualidades psicopáticas não imitadas por nenhum outro corrupto: transformou a corrupção em instrumento de acúmulo de poder com toques de narcisismo.

O “Somos Todos Corruptos” só tem servido a quem o diz, afinal são todos corruptos menos quem diz “Somos Todos Corruptos”. É uma maneira fácil de ser holier than thou sem precisar subir o Cristo Redentor na escadaria de joelhos. Culpar a corrupção no povo brasileiro é a mesma coisa que fanáticos religiosos culparem desastres naturais nos pecados babilônicos das sociedades modernas. A corrupção não é um castigo divino e o PT não é o instrumento sagrado de Deus para punir a nação brasileira.

Mesmo se acreditarmos que culturas são diferentes, e há culturas melhores e piores, para que a corrupção no governo reflita a corrupção da população é preciso crer que vivemos em uma democracia e que por essa razão o povo está sendo bem representado pela sua classe política.

É uma presunção fácil de refutar pois não há partidos de direita – embora haja nomes dentro de partidos de esquerda que são centro-esquerda, centro, ou centro-direita – e não espera-se que o partido que leva o nome de progressista seja conservador, ou que o partido social-democrata seja idêntico ao GOP.

Sim, não existe nenhum estrangeiro nas nossas instituições e tampouco lhes faltam eleitores, mas mesmo se formos dizer que somos bem representados e vivemos em uma democracia, ignoraríamos que:

1) Há um eleitorado que não é corrupto: Procure o histórico de brasileiros no campo e se descobrirá um povo com uma moral sacerdotal. Eles passavam muita fome, trabalhavam no sol quente todos os dias juntos com os filhos sem expectativa de luxo e glória terrena. Mesmo com pouca comida e muito trabalho não buscavam fazer disso justificativa de dependência de Estado, ou cotas, ou direitos humanos, e era taxativamente proibido furtar o trabalho de outrem. Se ocorria sonhar com algum luxo, a educação moral impedia de ser rico através de outra coisa que não o caminho duro do trabalho.

Observe também a ética de catadoras de lixo, que mesmo sob extrema pobreza trabalham e defendem suas famílias com unhas e dentes carregando peso em vez de pedir ajuda de governo que, ao contrário, o custeiam através dos impostos que vão aos think tanks de esquerda que viraram nossas universidades¹. Feministas que precisam de mulheres assim para seu sustento, afinal, ser bela, recatada e trabalhar no lar não é opção. A exploração das mulheres se dá pelas próprias mulheres de esquerda alienadas pelo feminismo.

A isso se dá nome de genuíno trabalho, não o trabalho que no Brasil leva o mesmo nome e é o que a esquerda defende. Afinal, o sentido que a esquerda dá de trabalho é físico e não axiológico. Trabalho ou esforço não agrega valor financeiro por si mesmo. Pense o trabalho que o assinante paga para fazer na academia, o trabalho que exercia Sísifo que não gerava nenhuma alteração no mundo à sua volta, empilhar cartas, ou brincadeiras com dominós, ou brincadeiras de crianças em geral: todos são fisicamente trabalhos, produzindo alguns um grande número de esforço para se concretizar com eficiência, mas que não geram riqueza. Alguém pode ser tão bom em cavar e tapar buracos quanto carimbar papéis do governo no Ministério da Pesca, o efeito na prática é o mesmo. As pessoas pagam para ver rolarem uma bola porque isso empreende um valor² que em cadeia é compartilhado por milhões de outros trabalhadores na forma de médicos, fabricantes de camisas, pipoqueiros de estádio, mas somos forçados a ser a bola sendo passada em jogos burocráticos sem beleza nem virtude para aplauso de sadoesquerdistas. Assim é aquele cujo trabalho deveria inexistir por sua deficiência econômica, afinal, cada excelente carimbador é sustentado por três a quatro reais trabalhadores brasileiros que prefeririam ter mais poupança para investir em futuros brasileiros.

O resultado de políticas de esquerda é atrapalhar a economia até o ponto em que as pessoas não trabalhem mais: o desemprego. Quanto mais a esquerda defende o trabalhador, menos trabalhadores há para serem defendidos. A esquerda também veio nos convencer que o roubo é um caminho justo para enriquecer, que trabalho duro é possível de se desviar com um atalho e eles são esse atalho. Esse pensamento maligno se infiltrou por toda a sociedade brasileira, principalmente por culpa da mídia e universidades, mas a maioria dos brasileiros, de todas as camadas sociais, continua sendo otimista com o potencial do trabalho como único caminho justo para o progresso econômico. A maioria acredita no motto reaganiano que “um emprego é o melhor programa social’.

Tanto o roceiro quanto a catadora de lixo sem ensino formal possuem uma ética de trabalho superior à de muitos universitários de influência, senão a maioria deles, que advogam uma ética similar à do crime, e contudo, seus valores que poderiam transformar o país não se transmitem às novas gerações com facilidade.

As pessoas estão indo às ruas não para mendigar direitos a canetada de político por serem coitadistas profissionais, mas porque exigem receber os frutos dos seus esforços. Quando a sociedade não tiver mais trabalhadores reclamando por serem roubados ou atrapalhados pelos seus governos na rua, o Brasil irá parar. E é essa classe trabalhadora que nenhum partido de esquerda que leva o nome de Trabalhadores jamais defendeu, apenas calou e explorou.

Observe os marchantes de março, da maior manifestação popular da história do Brasil… Os corruptos não representam essa parte da sociedade que não votou neles. Se vivemos em uma democracia, esse raciocínio é simplesmente lógico. 

Mas não vivemos pois não há oposição partidária que os represente, não há líderes que os convençam. Com Lula se jactando de não haver direita no país, culpar a sociedade é aceitar como de bom tom os abusos que silenciaram o contraditório.

2)Dilma-Rousseff-selfie-jornalistas_cafe-da-manha (1) Há um eleitorado especialmente corrupto: Uma pequena elite midiática e universitária de esquerda cria e decide os figurantes políticos no país. Eles estão sendo bem representados pois são os verdadeiros pais fundadores do Brasil que temos hoje. Eles criaram a narrativa que levou o PT ao poder e são os canais de influência de votos, os que instruem uma parcela de eleitores que roubar com a função de reduzir desigualdades não é corrupção. Assim como um milionário pode contratar um bom ladrão para lhe roubar algo de valor em seu lugar, estão elegendo políticos e criando leis com a mesma função: roubar o trabalhador pelo bem geral. Assim como o traficante do morro faz assistencialismo, o corrupto de estima da esquerda é tratado como um bom ladrão. Mas ladrão bom só o foi na crucificação.

São estes que impedem que bons valores se transmitam ao poder público. Para eles, causas populares moralizantes como armamento, pena de morte para bandidos ou impeachment da presidente não devem possuir voz, pois eles tomaram o domínio da voz, fazendo-se avatares da consciência popular. É por isso que Bolsonaro é muito mais popular que Dilma, suas intenções de votos ultrapassam o número de aprovação do governo da presidente: porque lidera e defende valores genuinamente sociais e não de uma pequena elite esclarecida de esquerda que é paga para nos substituir. A população das ruas, formada de militantes não profissionais, que paga a consciência dos movimentos sociais que o governo diz ser os verdadeiros representantes do povo pois são históricos, é considerada burra e manipulada por esses mesmos movimentos e feita de chacota pela mídia que recebe licença estatal para existir.

Levantamento da audiência e repasses de verba federal, feito por Fernando Rodrigues no UOL (FONTE)

Levantamento da audiência e repasses de verba federal, feito por Fernando Rodrigues no UOL (FONTE)

Desde que a internet cresceu no país, o ambiente ficou mais aberto à influência de idéias e notícias que antes eram mais facilmente filtradas conforme o design e narrativa da esquerda. Se antes era difícil encontrar alguma oposição à única via racional possível, hoje há mais formas de pensamento a trilhar. Há uma oportunidade de as pessoas buscarem se educar sobre vários temas. E a liberdade proporcionada por essa ferramenta aculturou os brasileiros a amarem serem livres talvez pela primeira vez em sua história, percebendo que a liberdade ajuda a sociedade a se fortalecer, a se unir contra o mal. Não precisamos mais de atores nos representando diante dos políticos, a internet nos deu poder de representarmos a nós mesmos. Portais mantidos por jovens como o Reaçonaria atingem melhores resultados que os que o governo comprou com verba de publicidade.

Há uma reformulação radical no ideário da América Latina se aproximando. A esquerda sabe disso, e o Foro de São Paulo tem colecionado várias derrotas com Lugo, Zelaya e agora Dilma. E tem somente perdido sobre aquele ente único que não se pode dominar: o povo.

As pessoas descobriram o Partido dos Trabalhadores. E isso por culpa do próprio Partido dos Trabalhadores que, por viver sem oposição partidária, se tornou arrogante ideologicamente, cafona esteticamente e sem fibra. Uma oposição nasceu no eleitorado e está pedindo representatividade com um objetivo bem claro: remover a corrupção de todas as esferas do Estado. Qualquer tendência aparente só acontece pois o peixe maior são membros da elite do Partido dos Trabalhadores. E acertando o mal na cabeça, intimida-se que novos ratos do setor público ganhem coragem. Não é que a Câmara seja composta de heróis: os partidos pró-impeachment eram base do governo há pouco tempo, mas mudaram pois estão sofrendo pressão para exercer a vontade do povo, que é a verdadeira oposição ao PT.

Toda a força moral do momento reside nesse apartidarismo, na manifestação autêntica. Afastados das consciências compradas dos movimentos sociais dos governistas, as pessoas comuns saem de suas casas para lutar contra um governo cada vez mais alienígena. O brasileiro que saiu as ruas representar a si mesmo teve uma surpresa: não está sozinho e ele é maioria, a espiral do silêncio foi quebrada.

É esse também um bom momento para a Direita pois, se os valores do povo não foram representados por seus governos, é hora da classe política buscar romper com a esquerda para alcançar votos. O eleitorado mudou e está com sede de quem tenha bravura política para representá-lo, por isso Bolsonaro mantém-se bem votado, continuando presidenciável mesmo com todas as polêmicas em que conscientemente entra.

É razoável uma revolução ideológica pois um discurso de pacificação pode ser mais radical que um discurso de ruptura. Soa mais radical que, cortando a cabeça de todos os corruptos da nação, mantenham-se firmes sua projeção sobre o Brasil, salvando investiduras e imposturas por culpa que, uma vez, foram aprovadas por outros corruptos na forma de leis, de nomes só louvados pela mesma categoria política profissional. O Brasil precisa recomeçar e apagar da sua história no mínimo 40 anos de trevas: o povo precisa de outra estrada para caminhar, não sapatos novos. Todo povo que passou pela febre do socialismo teve de reiniciar.

Não existe sociedade composta de pessoas perfeitas. Os europeus ou os asiáticos não são pessoas perfeitas e o Brasil não pode justificar ser um dos países mais atingidos pela corrupção no mundo por não ser a exceção, por não sermos uma sociedade angélica. Que as fraquezas pessoais nunca nos tornem hipócritas diante de ladrões profissionais, criminosos que dominaram as vias de poder e pessoas que nos usam para alcançar o topo sem os esforços da caminhada. O juiz que sentencia o criminoso na visão de Deus também é pecador, mas sua função é punir o mal e com a punição dos maus se premia o bem.

1: Ótima observação de Filipe Garcia.

2: Valor esse que remove da favela os pobres, para rancor da educação da esquerda universitária que pode doutriná-los para virarem bucha de canhão em protestos.  O esporte foi a maneira que o capitalismo encontrou de ajudar os pobres do brasil tirando vários da pobreza e dando a alguns o mundo, coisa que nenhum professor marxista conseguiu fazer. O futebol é um melhor programa social que qualquer um inventado por Lula.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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