Charles Gomes

@Chrlsgms

As mulheres esquecidas pelo feminismo

Falar sobre o feminismo é algo que tenho adiado por ser costumeiramente um assunto poluído de comentários paranóicos que tornam distantes a compreensão da realidade. Como não escrevo o que não esteja madurado, aguardei o tempo necessário para escrever de forma genuína sobre um tema que invade nossas vidas através da TV, cinema e até video game.

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De Caça-Fantasmas à Caça-Machistas

Primeiramente observo que povos de culturas não cristãs geralmente elegem a mulher como inferior ao homem: Da oração judaica do “obrigado Deus por não ter me feito mulher” à venda de escravas sexuais cristãs feitas pelo ISIS a mulher é alvo preferencial em praticamente todas as outras culturas. Honor killings nos países islâmicos e epidemias de estupro causados por imigrantes islâmicos na Europa são crimes em que as vítimas se não todas, a maioria, são mulheres. Em caso de guerra as mulheres são vistas como espólio. Então é inegável que machismo, ou ver a mulher como inferior, existiu, existe e talvez sempre existirá. Se é necessário prender homens grosseiros em um país cuja educação é inferior à de Ruanda é outro assunto.

O cristianismo historicamente combateu essa formulação de machismo. No casamento a mulher é a Igreja e o homem é Cristo a ser sacrificado por amor a ela (Efésios 5:25). O pudor e modéstia no vestir é para selar o corpo como prudentemente se esconde um tesouro dos olhos dos ladrões. Tratar alguém como inferior por causa do sexo também é visto como um pecado, pois diante de Deus “não há homem nem mulher” (Gálatas 3:28). A educação sexual cristã cria pais de família, não Dan Bilzerians. A poligamia de outras culturas vê o lado do homem que pode fertilizar infinitas mulheres em um dia, mas a monogamia vê a mulher que espera nove meses. É por isso que a cultura do ocidente estende à mulher uma visão privilegiada, a família ocidental nasce dessa sensibilização com o lado feminino, no tratamento diferenciado que não é o mesmo que tratar como inferior, e quanto maior o afastamento dessa cultura maior é o número de homens e mulheres bestializados.

Não é preciso dizer que o feminismo fere inúmeras mulheres precisamente por ser contra as barreiras cristãs ao machismo enquanto silencia sobre o machismo em outras culturas. Se feminismo se importasse com as mulheres, seria de direita e não de esquerda. O cristianismo criou instituições para a proteção de mulheres e nunca precisou se chamar feminismo para isso. Quando feminismo ataca o pudor e bons costumes, a família, o casamento e a castidade, ele deixa os homens maus livres e mulheres vulneráveis.

E uma das teses falsas do feminismo é a de que os homens são o motor da história ocidental e por isso mulheres históricas foram jogadas por baixo do tapete para sugerir que a tese infantil do patriarcado seja verdadeira.  As mulheres abaixo parecem não concordar que o patriarcado tinha tanta influência assim sobre o ocidente, o que as feministas tem a dizer sobre elas?

Boadicéia

Vingança tem um nome. Após ser torturada e ter as filhas estupradas, a rainha desafiou o Império Romano. Suas diversas vitórias pela Britânia fez o poderoso Imperador Nero considerar se devia ou não enfrentá-la.

Bouboulina

A mulher que insurgiu uma rebelião grega contra o Império Otomano obteve diversas vitórias ao mar e é um símbolo nacional.

Joana d’Arc

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Preciso dizer algo de uma mulher, comandante militar, que é objeto de reverência e devoção de todos os católicos do mundo?

Rainha Elizabeth I

O Feminismo não vinga na Inglaterra muito em razão de suas rainhas guerreiras. O maior feito de Elizabeth I foi ter destruído a invencível armada espanhola e salvo a Inglaterra.

Pouca coisa.

Eleonor de Aquitânia

A Segunda Cruzada não teria ocorrido sem ela que participava das batalhas com o marido.  É considerada uma das mulheres mais poderosas da Idade Média como rainha tanto da França como da Inglaterra.

Maria Teresa da Áustria

Ela foi simplesmente de facto imperatriz regente do imenso Sacro Império Romano (assim como Theophanu muito antes dela). Foi causa da Guerra de Sucessão Austríaca e figura importante da Guerra dos Sete Anos.

Seu maior brilho foi na administração, tendo sido considerada uma “déspota esclarecida”.

Imperatriz Teodora

A Imperatriz Bizantina é considerada co-regente de Justiniano I por ter participado das reformas espirituais e legais de seu império. Justiniano dizia que ela salvou seu trono na revolta de Nika. Ela foi hábil em proibir a prostituição forçada e fechar bordéis, instituindo leis que favoreciam as mulheres como pena capital para estupro sendo Bolsonaro antes de Bolsonaro.

Isabel I de Castela

A mulher acompanhava o marido nas guerras da Reconquista cuidando dos feridos, sua presença foi considerada causa da rendição dos mouros em Granada. Ela, e não seu marido, é conhecida por ter financiado Cristóvão Colombo.

Rainha Vitoria do Reino Unido

Seu nome virou uma Era. Precisa mais?

Bônus:

Mary Ludwig Hays

Na Revolução Americana, era costume mulheres irem com os maridos no campo de batalha para ficar no cargo de levar e trazer água, cozinhar  e cuidar dos feridos. Em 1776, Mary viu seu marido que estava manejando o canhão ser morto e ela fez exatamente o que toda boa moça faria:

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O Ocidente não só teve homens poderosos mas também mulheres que obtiveram imenso poder sem que alguém chegasse até elas dizendo que não poderiam exercer esse poder por serem mulheres. Foi uma mulher que tornou possível a descoberta da América, países chave do Ocidente como França e Inglaterra em momentos críticos dependeram de mulheres no comando, maioria das vezes chefiando homens.

Às trigglypuffs cabe a indigestão: ou essas valentes lutaram pelo patriarcado e machismo ou por algo melhor que os anti-ocidentais estavam oferecendo. De toda forma elas não usaram suas virtudes para guerrear contra a ditadura das lâminas.

Essas mulheres deixam exemplo para não cairmos na propaganda que é nosso dever moral vermos uma Clinton ou Dilma no poder porque como ocidentais temos que pagar penitência por termos sido machistas malvados.

Aqui é Palin 2024!!!

PS: Como não sou historiador releve alguma falta de acuidade ou pior, ter deixado de mencionar algum feito importante ou até mesmo alguém. Deixo de antemão meu mea-culpa.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

ProgressExit

Dizem as más línguas que só pulei para o Trump Train depois de ver Mike Tyson pular nele, mas foi graças ao Filipe Garcia (cuja cobertura das eleições ontem humilhou todos os jornalistas bem pagos do Brasil) pude corrigir brevemente meus caminhos e evitar cair com Carly Fiorina logo nas primárias.

Até um moralista die hard como eu acabou não conseguindo entender como para os #NeverTrump esse homem pode se comparar a uma pessoa que não só politicamente defende a institucionalização de vícios sociais, como pessoalmente usou de juridicismos para proteger um pedófilo e sempre cobriu de insultos as vítimas sexuais de seu marido (Leia ou assista Hillary’s America de Dinesh D’Souza que defende a tese de que Hillary e Bill não tem um matrimônio e sim um acordo entre criminosos). Trump não pode ser o mesmo indivíduo 20 anos depois, ninguém é e não encontro quem pode desconsiderar que ele atualmente apresenta virtudes que são frutos de um amadurecimento moral, a notar sua coragem muito maior que a dos seus 11 primeiros concorrentes republicanos.

Grab her by the pussy Reagan style.

A civilização ocidental mais de uma vez dependeu de homens imperfeitos, desde Churchill a direita está cheia dessas figuras que embora defeituosas nunca chegaram à psicopatia esquerdista. A direita é única em não negar homens imperfeitos e tem sido com esse material humano que temos montado a civilização cristã: uma sociedade que seja próspera com justiça. Se neoconversos sobem à posições de destaque e liderança no meio conservador rápido demais é uma crítica que guardo para outro dia. Moralismo, quando burro, opera o mal.

Inegável observar que antes de Trump, a internet estava em uma guerra cultural – que nós do Reaçonaria somos parte – para abrir espaço a ele (a internet é na maioria das vezes o único ambiente em que existe guerra cultural, já que as universidades públicas se fecharam para o conflito de idéias). A vitória de hoje em boa parte se deve à popularização de uma internet livre, que é o lugar onde a direita mais se espalha por ser um meio barato de comunicação em massa.

Assim como Obama em seu tempo, Trump se tornou o Presidente das mídias sociais (Ou Deus-Imperador), usando o Twitter como tribuna e tendo seus maiores defensores em sites como Reddit e 4chan, sem esquecer do fenomenal Milo, uma figura que nasceu para morar na internet. Foram esses zé-ninguém com cara de sapo que ajudaram a vencer o prestígio do establishment midiático para Trump. Foram canais como 50shades, Can’t Stump The Trump e Placeboing que fizeram vídeos que se tornaram virais e foram fundamentais para que uma das campanhas mais econômicas da história das eleições americanas fosse vitoriosa.

50 Shades, um dos mais interessantes, ridiculariza os SJWs que também poluem as universidades brasileiras (veja o Antes e Depois da Federal), e se quer entender um pouquinho do futuro da humanidade nas mãos da esquerda acompanhe os vídeos dele e de outros canais que fazem compilações semelhantes. É isso que a esquerda quer para o futuro dos seus filhos e o que chamam “progresso” para os negros, gays, hispânicos e mulheres. Vídeos assim são importantes porque depois deles a dívida histórica dos negros e outras minorias com a esquerda que devem ser pagos em votos desaparece. Não é necessário demonstrar com palavras o que é visível aos sentidos morais. 

Na hora de votar, ao menos no modelo republicano, tanto o voto do jornalista torcedor quanto o do torneiro mecânico tem o mesmo valor e ontem, “We The People” trumped essas monstruosidades criadas pelos “seus melhores”.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

A Meta da Riqueza

Se perguntássemos hoje ou 500 anos atrás qual é a maior aspiração do Brasil como nação não se achará uma resposta que não seja prosperidade econômica. Não há espaço para objetivos modestos e menos radicais quando se quer atingir patamares europeus de qualidade de vida, se possível pulando etapas ou pegando atalhos. Com a remoção simbólica do PT do poder o país está ansioso para alcançar o primeiro mundo e isso não será um alvo impossível quando o Brasil deixar de sustentar ditaduras vizinhas.

Mas a recente canonização de Madre Teresa alerta, ou deveria alertar, que prosperidade não é o objetivo último da humanidade. Evidentemente não é errado o Brasil se unir contra seu problema da miséria, mas devemos estar cientes que a pobreza não é um pecado ou algo a se envergonhar. A tenra mulher era uma hábil administradora que enriqueceu a muitos optando livremente pela pobreza. Deus havia dado a ela todas as qualidades para ser rica, contudo a madre optou em ser o mais útil possível para a Igreja.

Essa não é uma época em que os ricos abraçam as causas da Igreja como outrora fizeram. Pelo contrário, a maioria descobriu como lucrar com a natureza decaída do homem. Basta ver como o mundo moderno investe pesado em novas tentações e obtém grande retorno: na música as cantoras são strippers com outro nome, todos os sites pornográficos se encontram nos mais acessados de toda a internet, o cinema, a moda, literatura e praticamente toda a cultura caminha para a pornograficação.

Os melhores artistas do Ocidente foram os vendidos para o Sistema

Os melhores artistas do Ocidente foram os vendidos para o Sistema

Servir a Igreja não é uma posição economicamente irracional. A Madre Teresa se fez pobre enquanto passageira nesse mundo, mas no eterno ninguém se engane: ela será mais rica que todos os bilionários da terra conjuntos. Eis um fato que várias parábolas do evangelho nos ensinam: o empreendedorismo espiritual é superior ao material.

Quando Cristo cobrou que o jovem rico desse todas as suas posses, o rapaz mal podia compreender a oportunidade que estava deixando passar. O mesmo Deus que criou todas as coisas boas e prazerosas desse mundo não terá criado coisas até mais sublimes e incorruptíveis no próximo?

A guerra pela cultura é uma guerra entre ricos. Se olharmos a lista da Forbes quantos pró-cristãos encontramos? Vamos ver na verdade uma lista de patrões do movimento da esquerda que financiam todas as causas anti-cristãs. Os cristãos tem de combater a inveja em seu meio pois claramente estamos em desvantagem, mas não podemos deixar de cobrar responsabilidade dos ricos pela administração dos bens emprestados por Deus.

O Criador do universo criou o mundo pensando no bem estar de suas criaturas, a geração de riquezas não é invenção de ideólogos mas de um relacionamento social entre os homens. Os ricos brotam naturalmente quando a sociedade depende de suas qualidades, o que gera investimento. Mesmo o direito à herança advém da vontade resguardada a quem possuía anteriormente o direito à propriedade. O Diabo por sua vez, nada criou, e apenas usa as coisas boas de Deus contra os homens, enganando sobre a meta delas e as desviando de suas finalidades.

Odiar o rico não só não é o evangelho, como é algo imoral, segundo Dalrymple:

Há um grupo de pessoas ao qual é permissível odiar, alguém que nesses tempos de códigos de liberdade de expressão é permitido ou até obrigatório falar de forma rábica: o rico. Soa curioso quando se reflete sobre isso, pois ressentimento econômico foi responsável por mais mortes no último século que ódio racial. Enquanto ser racista é colocar a si mesmo fora da paleta de uma sociedade decente; ser um igualitário econômico é estabelecer sua generosidade de espírito e profundo senso de justiça.

Não é difícil o caminho para a popularidade se condenar os ricos como o faz a teologia da libertação, a cultura dita que para ser melhor capitalista tem de se tornar cada vez mais mau, e para ser um melhor socialista tem de se tornar cada vez mais bom. Contudo, o que escapa é que os socialistas é que tornam os capitalistas selvagens – um caso de profecia auto realizável – afinal, para sustentar a classe burocrática do socialismo é necessário trabalhar em ritmo desumano e os patrões acabam sendo alvos fáceis como a face visível desse sistema de exploração.

É nessa condenação preconceituosa e mal refletida que se baseia o tabu contra as privatizações. Quando o dono da Nestlé achou melhor a administração particular de recursos naturais, na ocasião a água, o mundo teceu comentários que o colocaria no Sexteto Sinistro, comentários feitos por pessoas que não sabem o que acontece quando se deixa de pagar a conta de água ao governo. Não se ouviu em defesa dele o sucesso que houve quando uma corajosa Thatcher privatizou a água na Inglaterra. Pelo visto é a ideologia estatista, e não a água, que esperam que mate a sede.

A fortuna das futuras gerações depende dos ricos, os únicos que podem materializar idéias, abrir caminhos e levantar pessoas. A direita tem feito o (im)possível contra a corrente de dinheiro que financia a esquerda e não se sabe por quanto tempo ainda resistirá sem o apoio financeiro para essa cruzada. Calvino, considerado por algumas apostilas de ensino fundamental como ideólogo da burguesia, compreendia os deveres do rico com Deus. O reformador francês contava:

Da mão de Deus tens tu o que possuis. Tu, porém, deverias usar de humanidade para com aqueles que padecem necessidades. És rico? Isso não é para teu bel prazer. Deve a caridade faltar por isso? Deve ela diminuir? Não está ela acima de todas as questões do mundo? Não é ela o vínculo da perfeição?

Os Estados Unidos é a nação mais solidária do mundo como nos conta Peter Schweizer. Se desejamos ser uma nação de ricos é mais inteligente aprender a ser antes “a nation under God” para que quando todos os bens dessa terra deteriorarem-se, termos ainda algo a desfrutar na pátria eterna.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

Afro-Racismo na América

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Eu quero matar pessoas brancas, especialmente policiais brancos

Anti-Trump, foi com essas palavras que Micah Xavier Johnson matou 5 policiais e feriu outros nove. O atentado em Dallas neste 7 de Julho foi o mais mortal contra policiais  desde os ataques de 11 de setembro. O lamentável incidente trouxe mais uma vez à tona a tribulação racial que Obama está deixando o país em seu final de mandato.

A página no Facebook  de Micah curtia páginas de supremacistas negros como a da Nação do Islam e do Partido dos Novos Panteras Negras. Todos nós conhecemos o Klan, mas quantos ouviram falar da proliferação desses grupos igualmente racistas?

Certamente poucos no Brasil ouviram falar de King Samir Shabazz, ou Maurice Heath, que ficou conhecido por intimidar eleitores com um porrete para votarem no Obama. De acordo com testemunhas ele e mais um homem ofendiam as pessoas, chamando-as de  “demônio branco” e “cracker”, contando às pessoas para se prepararem para serem “governados pelo negro”. Ele é titular dessas palavras:

Quer liberdade? Você vai ter de matar alguns crackers! Você vai ter de matar alguns dos bebês deles!” , “Eu odeio pessoas brancas – todas elas! Qualquer último iota de um cracker, eu odeio!”, “Atravessando pelas ruas do sul com branco, sujo, [expletivo] em seus braços. E nós nos denominamos homens negros com garbo africano.”, “Sou a favor da destruição do povo branco. Sou a favor da total liberação do povo negro. Eu odeio branco. Eu odeio meu inimigo…

King na época era líder do Novo Partido dos Panteras Negras, que como os Panteras Negras originais que não os reconhecem, são anti-capitalistas. O hate group tem braço até na França.

A Nação do Islam foi fundada por Wallace D. Fard Muhammad, o Mahdi, Deus-encarnado segundo um de seus primeiros seguidores: Elijah Poole, que se auto-denominou Elijah Muhammad. A Nação ensina que pessoas negras são os humanos originais e proíbe casamento interracial. Louis Farrakhan, líder atual da Nação do Islam, diz que “Pessoas brancas são humanos em potencial… eles não evoluíram ainda”. Para o braço direito de Farrakhan, Khalil Abdul, “Não há brancos bons, se você vir um, mate-o antes que ele mude“. Khalil considera o Papa um “Cracker ruim”.

Malcolm X foi um membro da Nação do Islam e ele defendeu que pessoas negras eram geneticamente superiores, e mesmo racista ele se dizia contra a supremacia branca:

Brancos inteligentes sabem que eles são inferiores aos negros. Até mesmo Senador James Eastland sabe. Qualquer um que estudou a fase genética da biologia sabe que branco é considerado recessivo e negro é dominante. A economia inteira da América é baseada na supremacia branca. Até mesmo filosofias religiosas, em essência, são supremacistas brancas. Um Jesus branco. Uma Virgem branca. Anjos brancos. Branco tudo. Mas um Diabo negro, é claro. A fundação política do “tio Sam” é baseada na supremacia branca, relegando os não brancos à cidadania de segunda-classe. Filosofia Social é estritamente supremacista. E o sistema educacional perpetua a supremacia branca.

Outros grupos de supremacistas negros são a Nação de Javé, no qual é necessário matar um “diabo branco” e provar levando uma parte do corpo como orelha, nariz ou dedo para fazer parte da irmandade, Hebreus Israelitas Negros, que abertamente advoga que brancos são o mal personificado, merecendo apenas morte ou escravidão, Tribu Ká, seguidores de Farrakhan que foram dissolvidos por Sarkozy após uma investigação de incitação racista e a Nação Unida Nuwaubiana de Mouros que ensina que brancos são inferiores, demônios sem alma e coração e que a cor branca é o resultado de lepra e inferioridade genética. Brancos, para eles, são uma raça de assassinos criada para servir o povo negro como exército escravo.

O racismo de negros contra brancos nos EUA não é somente falha de caráter de indivíduos como Micah, mas de grupos supremacistas voltados à esquerda. O ódio de Micah por brancos pode tomar ares muito sofisticados nas nossas universidades.

Note a irônica justificativa da existência desses grupos: o homem branco é inferior por ser racista. De forma similar políticas afirmativas categorizam e punem todos os brancos como racistas sem perceber que, contraditoriamente, esse tipo de classificação é uma forma de racismo.

Se discriminação racial é má como ela pode ser usada para o bem? Um dos problemas dessas políticas é criarem um sentimento de injustiça em pessoas de igual posição por não serem admitidos em certos ambientes por causa de sua cor e não por seus méritos, enquanto negros ricos como a Preta Gil tem o direito de tomar seus lugares, estagnando sua ascensão social, ou seja, a história se repete e talvez no futuro novas políticas de ação afirmativa sejam reclamadas em um eterno conflito de grupos raciais. É injusto punir pessoas que não escravizaram e nem apoiaram tais políticas. O ciclo do mal inicia quando um pai tem de contar ao filho que ele não passou no vestibular por ser branco. Como um paralelo, o povo judeu foi prudente em resguardar-se em combater a discriminação não usando de políticas afirmativas para imigrantes judeus no mundo todo, o que poderia gerar um sentimento de rancor e revolta que poderia trazer o fantasma hitlerista de volta.

Nosso foco por ser na história ocidental acaba pintando um quadro monstruoso só sobre o ocidente e esquece-se de contar sobre a escravidão que existe até hoje na sociedade africana (não é de se espantar que um herói negro brasileiro era escravagista). Há Literatura de história que mostra que negros por serem demasiado humanos caíram no mal de escravizarem brancos, basta ler a bibliografia dada por Olavo de Carvalho de autores como Richard Hildreth, Paul Baepler, Don Jordan, Dae Masterson, Robert C. Davis, Michael A. Hoffman II e Giles Milton.

Se a escravidão era um consenso em que participava todas as raças (ironicamente uma verdadeira diversidade racial), incluso negros, o que gerou então a libertação dos escravos?

A resposta está em parte na fé de um cristão branco chamado William Wilberforce. William foi um cristão conservador evangélico típico como os são os alvos da esquerda que apelando à fé e à lei natural conseguiu criar um movimento que expandiu pelo mundo. Se o Estado inglês fosse laico como querem as esquerdas, Wilberforce não teria tido a influência que teve pois era um homem cujas idéias eram influenciadas diretamente por sua religião.

Foi uma cultura conservadora cristã e movida por brancos os pioneiros por uma sociedade sem escravidão, rompendo assim com o mundo todo. Nos Estados Unidos foi com sangue que os brancos pagaram sua dívida histórica quando o norte se insurgiu contra o sul. Sem essa coragem, e essa virtude, a escravidão não teria sido estigmatizada.

Hoje, negros no esporte, na música, na TV, nas universidades prosperaram mais sob a cultura cristã da civilização ocidental que com as políticas de esquerda que destruíram e continuam destruindo a África. Os negros podem votar em peso em esquerdistas simplesmente por causa da ação afirmativa, mas esquecem que essa não é a única causa da esquerda cuja ideologia levou países africanos ao estado famélico.

O abolicionismo é uma causa tipicamente ocidental, ele vem de uma longa tradição cristã iniciada por Paulo e continuada com Ambrósio, Paulinus, Gregório de Nissa, Agostinho, Patrício, Isidoro de Sevilha, Wulfston, Anselmo e muitos outros. Foi o cristianismo e não a esquerda, que libertou os negros da escravidão. Muitas sociedades mantém o sistema escravagista, e isso porque não foram tocadas pela civilização cristã.

Quando a esquerda se insurge para vencer o cristianismo, ela se prepara para derrubar os fundamentos que ergueram as muralhas contra a discriminação racial e a escravidão, e esse não é um mundo creio, que os negros queiram viver.

O que foi dito acima não é uma interpretação dos fatos, são simplesmente os fatos. Espero que como a verdade havia marchado para fazer os homens livres ela seja principal amiga dos injustiçados, e mentiras comprovadamente possuem o poder de escravizar os negros – tanto no passado como hoje.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Contra a Hoplofobia

Foi coincidência que na madrugada em que lia “Adiós, América” um filho de imigrantes poderia se tornar mais um caso escrito no livro por Ann Coulter se ele não tivesse sido lançado antes. A musa conservadora que foi talvez a maior responsável pela vitória de Trump nas primárias também acertou quando no dia seguinte a mídia se esforçava em soltar inúmeras cortinas de fumaça, culpando todos sem contar o fato do terrorista islâmico ser eleitor democrata filho de um imigrante legal – Na América dos democratas um defensor do Talibã tem mais chances que um cientista sueco de conseguir seu green card.

Países atrasados naturalmente buscam acompanhar os países de primeiro mundo, não é incomum o debate brasileiro ser dominado por problemas de países desenvolvidos e buscarmos importar legislações estrangeiras, mas a questão é bem mais interessante quando países de primeiro mundo querem importar políticas de países que estão atrás de seu nível de desenvolvimento. O desarmamento já mostrou ser um fracasso no Brasil. E não adiantou fazer passeatas de paz para responder bandidos que amarram pessoas em colchões e ateiam fogo (parece que bandidos não obedecem quando usamos cores que soldados usam para se renderem).

Talvez por isso o Brasil não se conforme à lei: em matéria de resultados de políticas atrasadas, estamos à frente dos americanos. Por isso em cada tragédia nos EUA o debate sobre desarmamento volta a ocorrer no Brasil instantaneamente em sentido contrário, pela armamentização, mesmo que a mídia brasileira se esforce em repetir o lero-lero da mídia progressista. O país mostra sinais de saúde quando deseja no meio da desordem ao menos poder proteger o seu bem mais imediato: a vida.

O brasileiro não foi deseducado pelo MEC ao ponto de crer, como esquerdistas, no pensamento primitivo de que é possível uma sociedade desarmada se livrar da violência. Para a esquerda, a arma é um item que não existirá no mundo que sonham, portanto quanto mais nos livrarmos delas mais próximos ficamos do mundo perfeito. Esse pensamento é um desvario sobre a natureza humana. Mais que um fracasso observado pelas estatísticas, o desarmamento é imoral.

Estes indivíduos sonhadores jogam no debate público para confundir as pessoas que matar e assassinar são a mesma coisa, portanto armas são irremissíveis e más em si mesmas por servirem para matar.

Mas a justa razão pela qual todo cidadão pode usar uma arma advém da mesma razão pela qual as forças públicas existem: auto-defesa de si ou dos outros. As armas policiais e militares existem precisamente para defender o direito à vida de todo cidadão em território nacional. É curioso assumir que os cidadãos não possuam igual interesse para si mesmos e possa assumir todos os deveres que vêm desse direito. Armas não são carros que possam vir a ser igualmente letais, elas são melhores pois não é propósito de um carro salvar vidas. A primeira função de uma arma é matar pessoas, não assassinar pessoas. Nós não assassinamos mosquitos nem agressores que atentam contra nossas vidas. As armas possuem um bom propósito. Assassinar, matar um ser humano inocente, é um desvio de finalidade.

Se todo disparo efetuado é um assassinato, elas não deveriam estar nas mãos de nossos oficiais públicos. Ao pressupor que a ferramenta de trabalho mais comum do Estado – que até quando dispõe a capturar armas usa armas – é uma espécie de fruto proibido, chama-se todos os agentes da força policial e militar de homicidas por conclusão, esta é a chave para entender porque é popular na esquerda a idéia de desarmar policiais e não condecorá-los quando salvam pessoas. Quando o terrorista de Orlando foi morto por uma arma em uma gun free zone, ele não foi assassinado.

Em Ferguson, Mike Gutierrez e Adam Weinstein protegeram seus negócios dos saques com Ar-15s

Em Ferguson, Mike Gutierrez e Adam Weinstein protegeram seus negócios dos saques com Ar-15s

Uma mulher pode encontrar uma gangue de estupradores, um comerciante uma turba de vândalos, e a indústria bélica tem sido eficiente em criar diversidade para toda demanda. Não consta que as fabricantes criam armas visando vender para criminosos. Sabe-se que certas armas não são para a sociedade, sempre haverá um controle legítimo sobre armas. A NRA não deseja que um Jihadi as obtenha.

A sociedade reconhece como herói a vítima que vira o jogo. Quando a lei de desarmamento tira uma arma das ruas, a esquerda dorme tranquilamente imaginando que evitou que ela fosse usada em um assassinato, quando em efeito ela deixou de ser usada em legítima defesa. O Estado, na sua força policial, não é onipresente para atender orações e os bandidos sempre podem contar com seus cúmplices ideológicos derrubando as cercas para os lobos entrarem.

Estes pacifistas subliminarmente acreditam que é melhor que a vítima morra do que permitir que tenha acesso à meios de defesa testados todos os dias por policiais. Se somos obrigados a culpar alguma fobia pelos homicídios e atentados: é a hoplofobia.

Não obstante, como homossexuais foram vítimas, foi necessário culpar os cristãos por algo que pregam em púlpito em meio à uma lista que vai de bêbados, meretrizes, ladrões, fornicadores, mentirosos à petistas. Difícil correlação pois qualquer que busque converter outro pela violência também ganha passagem só de ida para o inferno por cuspir no amor demonstrado na cruz. Segundo essa forma de raciocinar, quem condena ladrões se torna responsável pelas centenas de crianças mutiladas por roubar, punição prescrita no Hudud. Se bêbados começassem a reclamar de bebumfobia quando apanham por serem incômodos, os cristãos ganhariam mais uma dor de cabeça.

Nós nunca vamos ter uma tradição armamentista como a dos EUA porque nosso país não foi fundado por uma milícia, razão da revolução americana ter obtido sucesso sobre o então mais poderoso exército do mundo. Para o americano não é irracional o cidadão ter armas potentes o suficiente para resistir a seu governo, e esse é o principal propósito da Segunda Emenda. Um país que está sempre pronto a combater tiranias caseiras e estrangeiras nunca poderá transferir o domínio sobre sua vida para o elitismo estatal.

Mas tanto lá quanto aqui é perigoso permitir que somente os maus possam usar armas, o mundo já conhece o que houve quando só a esquerda podia usá-las, nem mesmo o domínio total sobre a sociedade parou o que caminha com a humanidade desde Caim. Se há alguma cura para esse pecado original, ou o mal inerente do homem, talvez esteja nas mãos dos cristãos “homofóbicos”, pois afinal, eles foram os únicos a colocar o temor de Deus em mujahidins.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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