Charles Gomes

@Chrlsgms

Equilibre-se na Reforma Trabalhista

É bem vinda e até surpreendente, em um país em que se discute fixação de preços, a redução dos resquícios do fascismo varguista nas relações de trabalho. O maior medo da esquerda é que os trabalhadores viciem nos efeitos positivos da acanhada reforma e peçam para aumentar a dose.

Todos sabem que capitalismo funciona, mas embora seja fácil defender o capitalismo, é quase impossível defender capitalistas. Já está formado no imaginário popular que o patrão, não fosse impedimentos legais, escravizaria o funcionário. O marxismo não seduziria pessoas que não leram Marx se a relação entre patrão e empregado fosse sempre de igualdade, se as necessidades em jogo fossem idênticas e o empregado tivesse igual poder de negociação. Toda sorte de política no Brasil passa pelo plano de harmonizar esse relacionamento que há séculos é tido como exploratório.

Os Direitos Trabalhistas foram conquistados com muita luta.

Todavia, quanto mais o governo procura intervir nessa relação para equilibrá-la, mais tem inibido as ofertas de emprego e aumentado o poder de barganha do patrão sobre os empregados. Por se ver ameaçado de adentrar os milhões de desempregados crônicos, o funcionário se vê nas mãos de chantagens do empregador e é muito mais suscetível à abusos psicológicos e desmandos para se manter empregado. Demitido, o empregado pode passar meses ou anos sem encontrar um sustento. O período de desemprego é tão absurdo que se criou uma expectativa legal mínima* de três meses para que outro emprego apareça. A desmoralização do trabalhador, a crise familiar que se cria com o desemprego pode até mesmo levar ao suicídio.

Por isso a CLT é criada para o empregado, mas seu efeito acaba ironicamente dando mais poder para o empregador.

Editorial do New York Times de 1987 advogando a extinção do salário mínimo.

Uma maior oferta de emprego com a redução dos riscos de contratar e demitir tende a equalizar essa relação. As empresas não ficarão com quadros estáticos, pois o crescimento demanda novas contratações, havendo assim mais oferta de emprego e mais empregadores, aumentando a chance do empregado encontrar rapidamente um outro emprego, e mais necessidade do patrão manter funcionários. Na mesa fica muito mais fácil ao empregado dispensar uma má oferta do empregador quando há outras opções no mercado.

Também a reforma estimula a contratação de jovens, os maiores atingidos pelo desemprego quando se fixa um salário mínimo. Foi feliz dar a opção pela remuneração exclusiva por produção dispensando o mínimo, quebrando um grande tabu.

Por mais que algumas empresas não seriam bem sucedidas e alguns patrões seriam maus patrões mesmo se todas as barreiras governamentais caíssem, há solução contra a criação artificial do desemprego e do fracasso para criar eleitores de esquerdistas. A visão de que o empregado é uma presa do capitalismo pode vir a mudar nesses próximos anos, quando os patrões começarem a competir por funcionários.

* Seguro-desemprego.

O Deep State no Brasil

Em artigos anteriores havia traçado sobre a ganância daqueles que se opõem à ganância capitalista: os socialistas. A tática de fazer barulho sobre a ganância do setor privado enquanto quietamente expandem a ganância do setor público sobre nossas vidas tem funcionado maravilhosamente. Um empresário não tem como esconder que objetiva o lucro ao etiquetar seus serviços ou produtos, mas o socialista com facilidade adquirirá espaço no governo ofertando como gratuito o que cobra dobrado.

No Brasil o contribuinte sob regime cltista tem sido sustento do funcionário público que possui promessas de regalias e vitaliciedade monárquica. Como há um sistema estruturalmente ganancioso à postos ele não é compatível com as crenças daqueles que tornariam o fardo mais leve. Pergunte a si mesmo: “Se eu fosse ganancioso no Brasil, desejaria servir o setor público ou privado?”. Se um liberal prega contra a ganância no setor público sendo ele beneficiado por essa ganância, ele é atacado como hipócrita e condenado a viver no cinismo. Se cabe algum consolo ao liberal, ser funcionário público é a única maneira legítima de sonegar impostos, já que o dinheiro que lhe é eventualmente tirado em impostos é devolvido a cada pagamento de salário.

Assim os únicos que tem a chave para adentrar ao Estado sem perder o sono são os socialistas, e com isso podem modelar nossas instituições de dentro, passando a sintonizarem o regime de governo com suas crenças leviatânicas.

A estabilidade é um agravante dessa situação, na verdade ela é o fundamento dessa situação. Fazem parecer a idéia razoável, mas se trata da criação de uma casta. O político poderá ficar quatro anos no poder enquanto a classe ficará uma geração. Não é nesse percalço necessário aderir conscientemente ao socialismo para contribuir aos progressivos mecanismos de pressão sobre o pagador de impostos, basta desejar proteger sua função fundada pelo projeto socialista.

Sem fuga do labirinto, o único caminho avante é aumentá-lo. O funcionalismo segue na direção de expansionismo estatal sobre uma economia consequentemente cada vez mais decrépita, gerando até mesmo efeitos colaterais como a explosão de cursos de Direito com objetivo de pertencer à ele. Procure observar o entusiasmo (e fortunas feitas em cima desse entusiasmo) revelado quando o governo abre novas vagas para concurso.

Nos Estados Unidos os funcionários federais doam em massa para o partido democrata e doaram exclusivamente para Hillary, o bias é visível quando nas eleições, o distrito de Columbia vota massivamente em democratas, como Gore (85.16%), Kerry (89.2%) Obama em 2008 (92.46%) e 2012 (92.8%) e 2016 em Clinton (90.5%), depois de Califórnia (que fez história ao não ter republicanos a disputar o senado) a capital burocrata dos Estados Unidos, onde fica a Casa Branca, é o ambiente mais democrata. O que esses eleitores querem que só a esquerda possui? A sobrevivência e expansão de seus cargos e poderes para manterem a pilharia do livre mercado.

A vitória de Trump e sua promessa de cortes deixou a classe nervosa com prováveis demissões. Um dos inimigos de Trump na sua jornada como presidente é ter de enfrentar o Deep State, que é a classe de empregados federais que faz pressão sobre suas decisões, vaza informações e cria impedimentos ao seu governo.

No Brasil também temos um deep state marchante contra a austeridade, graças à estabilidade podemos contar com professores de esquerda ensinando até o fim de suas vidas adolescentes a ficarem contra as tradições familiares e culturais para serem massa de manobra de suas causas progressistas e bucha de canhão em greves e protestos contra qualquer coisa que ameace seus empregos e privilégios legais. Diferentemente dos americanos, o nosso Deep State tem uma face violenta.

Os funcionários públicos são os únicos membros da sociedade beneficiados pelo sistema econômico criado pela esquerda, sendo a casta privilegiada que no comunismo e fascismo eram os militares. Essa casta irá com certeza influenciar todas as eleições em que apareçam candidatos visando dominar os apetites do Estado.

Podemos discutir adiante se o reaganomics é o melhor dos dois mundos, onde conviveriam um Estado forte e um mercado forte onde teríamos de discutir apenas as funções do governo, mas mesmo sob esse modelo o Estado só é rico pois a sociedade é mais rica do que ele, não o contrário como é o modelo brasileiro.

A esquerda avança livre no país pois mesmo que o capitalismo funcione ele não é defendido no campo da moral econômica, debate que liberais perderam ao defenderem algo tão venenoso à natureza humana como a ganância, deixando o caminho livre para socialistas se apresentarem como discípulos de Jesus Cristo. Os conservadores não tem essa deficiência liberal e por não sermos revolucionários podemos buscar exemplo de uma sociedade que prospere pelo único caminho justo preparado por Deus: trabalho duro.

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

O YouTube censura PragerU, mas não esses vídeos

O YouTube é um site maravilhoso, dificilmente será fácil encontrar os programas do Glenn Beck, John Stossel no seu auge, os podcasts do Rush Limbaugh, Mark Levin, Alex Jones, talks de Karen Straughan, programas do Steven Crowder, entrevistas antigas com ícones como Dinesh D’Souzastand-up do Michael Savage e o Roast de Ronald Reagan em outros sites. As pessoas passam bilhões de horas por dia no YouTube e boa parte é com vídeos conservadores. A direita fez do Youtube a sua casa e seu maior canal de comunicação em massa.

É óbvio que com isso veio o medo da esquerda. Um total de 21 vídeos educativos do Prager University foram censurados (Assistam eles aqui). E não importa se você é conservador ou não, PewDiePie e JonTron, youtubers extremamente populares, também estão na mira por piadas politicamente incorretas ou opiniões “islamofóbicas”.

O Youtube até mesmo assinou acordo da União Européia contra discursos de ódio. Mas se eles estão tão focados assim em remover vídeos de conservadores, quem eles não censuram?

Nazistas, literalmente nazistas!

Sim, vídeos com hinos nazistas, de propaganda nazista, defendendo Hitler e prestando tributo a ele, todos com objetivo de glorificar 3° Reich e sua ideologia não são censurados, atingindo centenas de milhares de views.

Como o Google está mais atento com os vídeos de direita que de nazistas, a quantidade de vídeos (e views) só aumenta:

Chegamos ao ponto em que ver uma vagina no youtube é mais fácil que um vídeo do Prager, veja os exemplos dados pelo blogueiro e vlogger IzzyNobre. Nudez também tem sido o forte do site, basta pesquisar por “Naked Yoga”

O que não pode ter no site é alguma idéia mais chocante que lamber uma melancia no meio das pernas de uma mulher gemendo, como a idéia de não querer ser atropelado por um terrorista islâmico ou a de não engolir que gênero seja personalidade.

Claro que o Youtube é gigante e impossível de gerenciar, mas a parcialidade é evidente quando mostram mais diligência com conservadores que…

…literalmente Hitler.

Será que tem motivo?

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

Conheça Celeuta Batista Alves, uma mulher invisível ao STF

Reportagem de uma regional do SBT ( http://v9vitoriosa.com.br/ ) mostra como vive uma cidadã honesta que os direitos humanos fingem não existir.

Com 64 anos, Celeuta Batista Alves come ração de cachorro, caramujos e teve de esperar dez anos para ser descoberta por repórteres no mato em meio a animais, defecando em latinhas. O mais espantoso é que ela foi  professora de matemática e física nas redes municipal e estadual, frequentou aulas na Universidade Federal de Uberlândia (procurem seu nome aqui), participou de eventos pela UFU  e se formou na Universidade Católica de Uberlândia (confiram neste link!) .

Segundo Celeuta, ela só está nessa situação porque vive no Brasil e não é bandida. Quem duvida que se Celeuta estivesse numa cadeia por ter feito mal a um inocente ela não teria a atenção dos direitos humanos e uma vida melhor graças ao STF? O que levou uma mulher dessas a viver em condições tão degradantes de vida enquanto o país discute conforto a presidiários? Será que faltou a Celeuta cometer um crime grave, inafiançável, que a deixasse por muitos anos na cadeia para ter uma vida menos humilhante?

 

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

Mentes Perigosas

Um “paraíso esquerdista” seria um lugar onde todos tem emprego garantido, saúde gratuita, educação gratuita, comida gratuita, habitação gratuita, vestes gratuitas, serviços gratuitos e somente a polícia teria armas. E, acredite ou não, essa utopia esquerdista existe mesmo…. chama-se cadeia. – Joe Arpaio

O maior tribunal do país subiu mais um degrau de insanidade ao forçar o Estado a indenizar presidiários por suas cadeias não serem spas. Subtende a decisão que é agora direito do preso todos os cuidados do Estado aos cidadãos honestos. Há um forte ativismo para que os presidiários tenham garantias com os quais a população sonha: luxos como saúde, educação, segurança e lazer gratuitos. Como não existe almoço grátis é a população desamparada quem deve pagar o atendimento aos presos, os novos clientes do Estado.

Trabalhos forçados? Só do cidadão honesto para sustentar presidiário.

Esta é uma insanidade que só tinha visto nas cortes escandinavas onde acharam de bom tom dar um Playstation 3 a um psicopata que reclamou que o Playstation 2 seria tortura. No socialismo escandinavo um assassino em massa matar centenas de pessoas no GTA V é reabilitador! Eis o nosso país-modelo. Com juízes que vivem no mundo virtual, é perigoso um advogado ser pioneiro nessa idéia.

Uma sociedade que já está culturalmente deformada pela normalização da criminalidade tem de viver com a idéia que se o bandido não lhe toma o que se ganha honestamente na ponta da arma, deve o Estado tomar dinheiro do cidadão para beneficiar bandidos. Direta ou indiretamente, todo dinheiro ganho honestamente no país é de direito do criminoso, seja através da violência criminosa, seja através da “Justiça” que compra terno em Miami.

M-M-M-M-Monster Kill

Mas não me surpreende. Quando pertencia ao meio jurídico universitário já ouvia engenheiros sociais acusarem o Estado pela gestação de criminosos como se crime não fosse escolha e sim problema técnico. Os positivistas se vêem como humanistas libertários ao defenderem que não haja pena de morte à psicopatas. O Estado não deve punir, afinal, como dizem: “só existe traficante por culpa da guerra às drogas”. As maiores delinquências jurídicas são sentenciadas com um ego de rockstar quebrando tabus.

Desde ali, não fazer distinção entre pessoas honestas e desonestas, entre assassinos profissionais e médicos, era sinal de progresso que separava o jurista das massas reacionárias que seguiam apresentadores de programas policiais. Sobrava comparações sobre como o jeitinho brasileiro era tão pecaminoso quanto incendiar dentistas e tapavam o nariz para os valores conservadores do povo. Faziam soar que a escolha de se tornar ladrão era tão razoável quando a escolha de se tornar advogado – talvez pela proximidade da vocação – e a quantidade de acadêmicos que se formaram com essas idéias e hoje fazem parte da força policial não é pequena, basta ouvir a cantilena de qualquer um do meio que procure uma solução para a criminalidade brasileira. O número espetacular de homicídios no Brasil é direta consequência dessa mentalidade.

Já nos forneciam como causa da anomia brasileira não a falta de enrijecimento penal mas ausência de políticas esquerdistas. Se não implantarmos o socialismo ficaremos nas mãos dos bandidos. Explicando assim não fica difícil entender qual é a da gratidão da esquerda com o Maníaco do Parque: são os bandidos que mantém o avanço do estatismo enquanto a esquerda cruza os braços nos fazendo reféns dos criminosos. Quanto mais bandidos, mais justificativa para o Estado dar coisas gratuitas*. E não há nenhum sinal de remorso, afinal se capitalismo é uma atividade criminosa então não há diferença moral entre um batedor de carteira e um pipoqueiro.

Situação de quem vive da caridade e não é desonesto para roubar. A vida de presidiário em qualquer presídio brasileiro é bem melhor.

A esquerda faz da sua missão torturar a vida dos justos, pessoas que não são perfeitas mas estão sempre melhorando. A sociedade tem de lembrar que a função natural do Estado, segundo os evangelhos, é punir o mal com espada e premiar o bem. Somente uma sociedade satânica faria o inverso. Não podemos esquecer que o bom ladrão mesmo bom morreu na cruz, essa talvez tenha sido a maneira do evangelho dizer a todos nós que bandido bom é bandido morto.

Que os magistrados voltem a ser terror para as más obras no Brasil.

*Até nisso a direita pensa na austeridade econômica, afinal a única coisa gratuita que a direita diz que o Estado deve dar ao bandido sai barato: bala.

Revisado por Maíra  Pires @mairamacpires

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