Charles Gomes

@Chrlsgms

Não, o Natal não é uma festa secretamente Pagã

Toda a verdade do cristianismo baseia-se no evento histórico da ressurreição. É pregado por um apóstolo que não presenciou esse milagre que se este não aconteceu como fato histórico, Jesus não pode ser o Salvador dos Homens. Mas separado da crença religiosa, o maior evento para a humanidade é o Deus do Velho Testamento deixar de existir somente como Ser necessário, mostrar personalidade através da iniciativa de descer dos céus e se tornar carne, vivendo conosco no mundo material, e por isso, sujeitar-se à história. Jesus foi verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e como todo homem, nasceu. Isso torna o cristianismo especial e verdadeiro diante de outras religiões idólatras, pois Deus não elegeu representantes para falarem e agirem em Seu lugar, mas veio e representou a Si mesmo. Não é absurdo dizer que a bíblia é prova da existência de Deus, os evangelhos não foram escritos com o intento de pregar doutrinas, mas sim narrar fatos históricos.

E a historicidade de Cristo é um fato praticamente indisputado, sobrando aos ateus darem palmadinhas nas costas de si mesmos como os maravilhosos céticos que são por acreditarem em conspirações mirabolantes. Mas nem historiadores agnósticos famosos como Bart Ehrman deixam de debochar da idéia de que Jesus foi um ser inventado por judeus atrasados. A auto-mutilação mental dos ateus de só acreditar no mundo material deixa-os cada vez mais envergonhados pela obrigação de chegar à conclusões cada vez mais ridículas, como crer na teoria da alucinação coletiva.

Mas se Jesus existiu de fato, e como homem ter nascido, por que há tanta polêmica em comemorar seu aniversário?

A razão recai na idéia de que o cristianismo puro não teria nenhuma influência pagã, mesmo que ela tenha começado quando Paulo defendeu os pagãos dos costumes judeus contra Pedro no Primeiro Concílio. A falácia genética baseia-se que tudo o que veio dos pagãos é pecaminoso, até mesmo uma data, e portanto cristãos paganizados criaram o natal para manter a corrupção dos seus costumes antigos e não inspirados por Deus. O Natal nada mais é que uma infiltração pagã no cristianismo, que originalmente não tem o Natal como um sacramento e não sabe a data que Cristo nasceu.

Luke T. Harrington, escrevendo para o site Christ and Pop Culture comenta a afirmação. Em seu texto, ele refuta a popular teoria que perambula por dezembro que o dia 25 era data de festas pagãs do solstício já pré-estabelecidas, a festa da Saturnália e o Sol Invictus.

Faça como Papai Noel, dê um tapa em quem fala besteira

Veja, a Saturnália se iniciava em 17 e ia até o dia 23 de dezembro, segundo Luke, é estranho imaginar que os cristãos gostariam de chegar dois dias atrasados para a festa, fazendo uma cópia imperfeita da comemoração. Já o Sol Invictus tem mais base por ser no dia 25 de dezembro, mas ele só foi instituído pelo Imperador Lúcio Aureliano em 274 d.C. e as teorias cristãs de Jesus ter nascido no dia 25 estavam circulando desde o início de 200 d.C. Se houve alguma competição entre as duas festas, seria muito mais lógico imaginar que a festa pagã foi influenciada pelo natal que o natal pela festa pagã.

Na verdade as especulações sobre a data que Cristo nasceu nunca tiveram influência pagã e sempre foi matéria de investigação de cristãos. Em 192 d.C., em uma das primeiras investigações, o bispo egípcio Clemente calculava que fosse entre novembro, maio, abril ou janeiro na Stromata. O dia 25 de dezembro foi baseado na hipótese que Cristo morreu no dia 25 de março, sendo popular a crença que o dia da morte de um verdadeiro profeta coincidia com o da sua fecundação, a partir disso foi só acrescentar nove meses para chegar a uma conclusão. Segundo Luke, a idéia de que o cristianismo absorveu o paganismo no natal e que circula até os dias de hoje é invenção de um calvinista chamado Jablonski.

Se não fosse a existência desse hoax dos tempos das guerras religiosas, não haveria disputa até mesmo entre cristãos sobre a data e todos se uniriam em comunhão na festa que é o nascimento do Salvador, pois desde o Eden o Criador não andava com sua criatura. De nada serve se juntar ao coro dos que se incomodam com uma simples data, creia, o intuito do mundo não é um zelo à Verdade, mas colocá-la em fuga e assassiná-la, como Herodes assim tentou.

É claro que algumas coisas podem ter sido acrescentadas à maneira de festejar, mas o essencial é não termos roubado essa festa de ninguém, essa festa foi Deus que nos deu.

Foi no Natal que Deus iniciou a obra mais fundamental nas vidas dos cristãos de todo o mundo. Que Deus esteja com todos os leitores do Reaçonaria nessa data.

FELIZ NATAL!

 

Senhora Rebeca, por que não mata suas outras duas crianças?

A estudante de Direito Rebeca Mendes da Silva Leite entrou com pedido ao Supremo Tribunal Federal requerendo o direito de abortar o seu próximo filho. Grávida de poucos dias, ela acredita ser difícil para uma mulher com filhos pequenos, um de nove anos e outro de seis anos, encontrar emprego. Dona Rebeca está passando necessidades materiais e não vê possibilidade de conseguir pagar o aluguel e garantir a alimentação de todos com mais uma boca para alimentar.

Como acontece com todos os argumentos pró-aborto, na sua justificativa Dona Rebeca fez uma petição de princípio e pressupôs que o nascituro é um ser humano inferior às crianças menores de idade. Se o nascituro que carrega na barriga pode ter seu direito à vida relativizado segundo os dramas da vida, por que Dona Rebeca não pediu ao STF que matasse então seus outros dois filhos? A difícil situação de Dona Rebeca não estaria melhor se fosse permitido eliminar todas as pessoas que dependem dela para sobreviver? As feministas não concordam que seria humanitário com Dona Rebeca dar-lhe esse direito, pensando no seu bem estar e dignidade?

A questão principal quando se destrói uma vida é o que estamos destruindo. Seres humanos destroem vidas não humanas todo o tempo, de células à animais, mas quando Dona Rebeca vem pedir ao STF que quer matar alguém e não algo temos de perguntar o que Dona Rebeca está querendo matar, ou “O que é o nascituro?”.

Seres humanos são diferentes entre si em várias questões mas possuem uma natureza comum sendo necessário saber qual diferença é essencial e qual não é. Todas as maiores injustiças do século passado tem origem na discriminação de pessoas por suas diferenças não essenciais. Por isso o movimento pró-vida americano possui o Teste que leva como acrônimo S.L.E.D. (Size, Level of Development, Environment e Degree of Dependency) desenvolvido por Stephen Schwarz. Ele é perfeitamente aplicável no caso de Dona Rebeca. Vejamos se a discriminação com o nascituro não é capaz de discriminar seus outros dois filhos também.

Primeiro, o fato do nascituro estar no ventre de Dona Rebeca e os seus meninos nascidos estarem fora não o faz menos humano, os outros filhos de Dona Rebeca podem se deslocar para um país estranho que o direito à vida os acompanhará não estando alienado ao ambiente em que estarão inseridos. Segundo, o fato do filho em seu ventre não ser tão capaz não é essencial pois os filhos de dona Rebeca, de seis e nove anos, também não são plenamente capazes como rapazes de 18 anos, portanto o grau de formação não é uma diferença essencial. Terceiro, os filhos menores de Dona Rebeca também são dependentes de um adulto para sobreviver, isso não é uma diferença essencial, o grau de dependência é antes algo muito em comum com o nascituro.

Em quarto, sobra apenas a questão de tamanho. O menino que Dona Rebeca vê em seu ventre não é do mesmo tamanho que seus filhos já nascidos. Mas nenhuma pessoa dirá ao ver uma imagem sua no seu estágio primário de formação que se trata de outra coisa senão ela mesma. Os dois outros filhos de Dona Rebeca possuem hoje o mesmo DNA e material genético que tinham no seu primeiro estágio.

Portanto Dona Rebeca, não seja uma “cabeça de vento” assoprada por feministas, faça a coisa certa e dê seu filho à adoção se necessário. A senhora disse que quer viver com seus filhos com saúde e segurança, estenda esse desejo ao menino no seu ventre. Não faça confusão, o nascituro tem o mesmo direito que seus outros dois filhos de viver.

O ISIS acabou, relembre o jornalista “Fake News” James Foley

Forças iraquianas e de coalisão lideradas pelos Estados Unidos tomaram a última cidade iraquiana controlada pelo Califado Islâmico, Rawa, neste dia 17 de novembro, findando todo o controle territorial efetivamente exercido pelo Daesh. O presidente do Irã Hasan Rouhani declarou em rede nacional o fim do ISIS, assim como Brett MGurk, enviado diplomático americano das forças de coalisão, foi ao twitter dizer que o o “Califado de araque” está nos seus últimos dias. Fundado nas trapalhadas do governo Obama, o ISIS encontrou seu fim em apenas 11 meses do governo Trump, cumprindo-se assim mais uma das promessas de campanha do presidente americano.

O grupo radical ficou famoso por espalhar nas mídias sociais vídeos chocantes de crueldade contra civis. Queremos aqui relembrar a primeira vítima de cidadania americana, James Foley. Foley foi capturado no noroeste da Síria em 2012 quando fazia cobertura do conflito entre Assad e grupos rebeldes. Dois anos depois de sua captura, o vídeo da sua execução foi o que introduziu o mundo ao ISIS.

Daniel Greenfield do site Frontpage Mag desencavou tweets que revelavam que o rapaz de 40 anos simpatizava com a agenda islâmica e era contrário à Guerra ao Terror. Segundo o jornalista escritor nova iorquino com foco no islam, Foley foi à Síria defender os rebeldes islamistas Sunni contra o governo Sírio. Embora não tomava lados publicamente, ele demonstrava através das mídias sociais que só contava uma única narrativa, escondendo a verdade. Ele era um típico jornalista progressista, um colega francês disse ao Irish Times que ele estava exasperado com a islamofobia generalizada e queria construir pontes entre o mundo cristão e islâmico.

O resultado nós já sabemos.

Alguns tweets e retweets de Foley copiados e traduzidos do artigo:

Sobre Guerra ao Terror

Veteranos do Iraque e Afeganistão jogando fora suas medalhas #chicago

Jesse em marcha com “Veteranos do Iraque pela Paz” para devolverem suas medalhas #Chicago

Extremismo de direita uma ameaça tão mortal quanto a al Qaeda? (link para a CNN) #cnn

@AngelaLoRosso Até agora mesmo grupos como Jebhat al Nousra foram cautelosos em não acertar civis em bombardeios, dizem, por isso isto é muito ruim. (NOTA DO AUTOR: a Al Nusra Front é um grupo da Al Qaeda parte do ISIS)

Se é o exército americano pressionando um botão no Texas ou um Taliban andando armado nas ruas, não importa. É um mal quando crianças morrem. (Retweetado por Foley)

Porque o #Paquistão é o único país apoiando Romney sobre Obama? Talvez por causa de DRONES? (link para a BBC)

Curso de oficial Militar ensina generalizando que o Islão é o inimigo da america e questionou onde a Convenção de Geneva é aplicável.(Link para o ArmyTimes)

Porque Islamistas Vencendo Eleições é Bom para a Democracia e a Guerra ao Terrorismo. @Matt_VanDyke (Link para o Huffington Post)

Sobre a Síria

#Líbios são os melhores Mujahed #Aleppo. “Allah é minha Zona sem Vôo!”

Entusiasmado pelo mandato #Obama, mas como explicar aos #Sírios que gastamos 6 Bilhões em propaganda mas não vamos parar com o massacre diário aqui. (Link para o The Wall Street Journal)

@philippbreu @nicoletung6 Até então é como se a guerra em #Aleppo fosse focada em Dar Shifaa, agora o regime a destruiu! Rezando por todos os médicos de lá.

Nova coalisão de oposição aos Sírios saudados pela Grã-Bretanha, França e Alemanha, mas onde estão as armas? (Link para o The Guardian)

Em defesa da intervenção da NATO. (link para o The Economist)

Prezados #Sírios, não acreditem que Romney irá ajudá-los a adquirir Mísseis Terra-Ar. Ele está somente dizendo isso para provar que Obama é “fraco”.

@Carpe177 Dentro da SNC parece que não dirige nada… FSA não consegue nem o tamanho certo dos morteiros após comprá-los no mercado negro. Triste

Yah! Kristof from Bab al Salam- “Vamos reconhecer que o atual método de lavar as mãos falhou.” #Síria (Link para o The New York Times)

Oposição Síria diz que deveria receber a ajuda militar prometida pois eles apresentaram um fronte unificado como requerido, o Ocidente vacila (Link para o The Guardian)

Maldito ao nascer? Doutor conta a história do infante doente que Bashar levou à incubadora deixando 4 outros bebês para morrer. @AmalHanano (Link para o Ayyam)

De volta à #maaratalnuman #idilib após 4 meses chocantes- cidade + 100 mil destruídos no cerne. Nenhuma pessoa sobrou além da #FSA, bombas caem a todo minuto

Sobre Israel

3 jornalistas palestinos mortos em bombardeios em #Gaza (Link para o CPJ) NOTA DO AUTOR :Os jornalistas pertenciam ao Hamas.

A cúpula de ferro de #Israel custa 25-30 milhões em 8 dias. Pobreza devastadora/desigualdade, alguém? por @DanWilliams (Link para a Reuters) (Retweetado por Foley)

A Embaixadora RIce não tweetou simpatia à nenhum dos civis mortos em Gaza. Isto, resumidamente, é porque nós não podemos arbitrar. (Retweetado por Foley)

O corpo de três crianças mortas foram retiradas dos destroços de um ataque aéreo israelense nos últimos 15 minutos em el nasr #gaza (Retweetado por Foley)

O anoitecer traz terror para aqueles contidos em Gaza, por @sarahussein para a @AFP (Link não mais existente) (Retweetado por Foley)

Netanyahu começa campanha de reeleição em #Gaza com ataques direcionados ao líder do Hamas seguido de bombardeiro de tanques e navios (Link para o Huffington Post)

Romney comparou o Iran ao Apartheid. O que é irônico porque durante o Apartheid um dos maiores aliados da África era adivinha? Israel. Lol (Retweetado por Foley)

@ufukulutas me lembra do momento do tubo de urânio de Powell – mesmo que parecia uma piada, ainda nos colocou em uma guerra

Precedência dolorosa – Como os Estados Unidos falhou em parar Israel de facilitar massacres em Sabra e Shatila (Link para o The New York Times)

Última do RomneyGate, diz que Palestinos estão ‘comprometidos com a destruição e eliminação de Israel” (Link para a BBC)

O fim que levou Foley pode servir de exemplo a todos os jornalistas brasileiros que tratam com igual leniência o combate ao crime. Quando jornalistas procuram emboscar candidatos que representam uma maior segurança para o país, que são contra políticas de caos social, eles estão tirando poder da sociedade e transferindo para os bandidos, alimentando um monstro. E não podem esperar simpatia, um dia também irão colher o que plantaram.

Equilibre-se na Reforma Trabalhista

É bem vinda e até surpreendente, em um país em que se discute fixação de preços, a redução dos resquícios do fascismo varguista nas relações de trabalho. O maior medo da esquerda é que os trabalhadores viciem nos efeitos positivos da acanhada reforma e peçam para aumentar a dose.

Todos sabem que capitalismo funciona, mas embora seja fácil defender o capitalismo, é quase impossível defender capitalistas. Já está formado no imaginário popular que o patrão, não fosse impedimentos legais, escravizaria o funcionário. O marxismo não seduziria pessoas que não leram Marx se a relação entre patrão e empregado fosse sempre de igualdade, se as necessidades em jogo fossem idênticas e o empregado tivesse igual poder de negociação. Toda sorte de política no Brasil passa pelo plano de harmonizar esse relacionamento que há séculos é tido como exploratório.

Os Direitos Trabalhistas foram conquistados com muita luta.

Todavia, quanto mais o governo procura intervir nessa relação para equilibrá-la, mais tem inibido as ofertas de emprego e aumentado o poder de barganha do patrão sobre os empregados. Por se ver ameaçado de adentrar os milhões de desempregados crônicos, o funcionário se vê nas mãos de chantagens do empregador e é muito mais suscetível à abusos psicológicos e desmandos para se manter empregado. Demitido, o empregado pode passar meses ou anos sem encontrar um sustento. O período de desemprego é tão absurdo que se criou uma expectativa legal mínima* de três meses para que outro emprego apareça. A desmoralização do trabalhador, a crise familiar que se cria com o desemprego pode até mesmo levar ao suicídio.

Por isso a CLT é criada para o empregado, mas seu efeito acaba ironicamente dando mais poder para o empregador.

Editorial do New York Times de 1987 advogando a extinção do salário mínimo.

Uma maior oferta de emprego com a redução dos riscos de contratar e demitir tende a equalizar essa relação. As empresas não ficarão com quadros estáticos, pois o crescimento demanda novas contratações, havendo assim mais oferta de emprego e mais empregadores, aumentando a chance do empregado encontrar rapidamente um outro emprego, e mais necessidade do patrão manter funcionários. Na mesa fica muito mais fácil ao empregado dispensar uma má oferta do empregador quando há outras opções no mercado.

Também a reforma estimula a contratação de jovens, os maiores atingidos pelo desemprego quando se fixa um salário mínimo. Foi feliz dar a opção pela remuneração exclusiva por produção dispensando o mínimo, quebrando um grande tabu.

Por mais que algumas empresas não seriam bem sucedidas e alguns patrões seriam maus patrões mesmo se todas as barreiras governamentais caíssem, há solução contra a criação artificial do desemprego e do fracasso para criar eleitores de esquerdistas. A visão de que o empregado é uma presa do capitalismo pode vir a mudar nesses próximos anos, quando os patrões começarem a competir por funcionários.

* Seguro-desemprego.

O Deep State no Brasil

Em artigos anteriores havia traçado sobre a ganância daqueles que se opõem à ganância capitalista: os socialistas. A tática de fazer barulho sobre a ganância do setor privado enquanto quietamente expandem a ganância do setor público sobre nossas vidas tem funcionado maravilhosamente. Um empresário não tem como esconder que objetiva o lucro ao etiquetar seus serviços ou produtos, mas o socialista com facilidade adquirirá espaço no governo ofertando como gratuito o que cobra dobrado.

No Brasil o contribuinte sob regime cltista tem sido sustento do funcionário público que possui promessas de regalias e vitaliciedade monárquica. Como há um sistema estruturalmente ganancioso à postos ele não é compatível com as crenças daqueles que tornariam o fardo mais leve. Pergunte a si mesmo: “Se eu fosse ganancioso no Brasil, desejaria servir o setor público ou privado?”. Se um liberal prega contra a ganância no setor público sendo ele beneficiado por essa ganância, ele é atacado como hipócrita e condenado a viver no cinismo. Se cabe algum consolo ao liberal, ser funcionário público é a única maneira legítima de sonegar impostos, já que o dinheiro que lhe é eventualmente tirado em impostos é devolvido a cada pagamento de salário.

Assim os únicos que tem a chave para adentrar ao Estado sem perder o sono são os socialistas, e com isso podem modelar nossas instituições de dentro, passando a sintonizarem o regime de governo com suas crenças leviatânicas.

A estabilidade é um agravante dessa situação, na verdade ela é o fundamento dessa situação. Fazem parecer a idéia razoável, mas se trata da criação de uma casta. O político poderá ficar quatro anos no poder enquanto a classe ficará uma geração. Não é nesse percalço necessário aderir conscientemente ao socialismo para contribuir aos progressivos mecanismos de pressão sobre o pagador de impostos, basta desejar proteger sua função fundada pelo projeto socialista.

Sem fuga do labirinto, o único caminho avante é aumentá-lo. O funcionalismo segue na direção de expansionismo estatal sobre uma economia consequentemente cada vez mais decrépita, gerando até mesmo efeitos colaterais como a explosão de cursos de Direito com objetivo de pertencer à ele. Procure observar o entusiasmo (e fortunas feitas em cima desse entusiasmo) revelado quando o governo abre novas vagas para concurso.

Nos Estados Unidos os funcionários federais doam em massa para o partido democrata e doaram exclusivamente para Hillary, o bias é visível quando nas eleições, o distrito de Columbia vota massivamente em democratas, como Gore (85.16%), Kerry (89.2%) Obama em 2008 (92.46%) e 2012 (92.8%) e 2016 em Clinton (90.5%), depois de Califórnia (que fez história ao não ter republicanos a disputar o senado) a capital burocrata dos Estados Unidos, onde fica a Casa Branca, é o ambiente mais democrata. O que esses eleitores querem que só a esquerda possui? A sobrevivência e expansão de seus cargos e poderes para manterem a pilharia do livre mercado.

A vitória de Trump e sua promessa de cortes deixou a classe nervosa com prováveis demissões. Um dos inimigos de Trump na sua jornada como presidente é ter de enfrentar o Deep State, que é a classe de empregados federais que faz pressão sobre suas decisões, vaza informações e cria impedimentos ao seu governo.

No Brasil também temos um deep state marchante contra a austeridade, graças à estabilidade podemos contar com professores de esquerda ensinando até o fim de suas vidas adolescentes a ficarem contra as tradições familiares e culturais para serem massa de manobra de suas causas progressistas e bucha de canhão em greves e protestos contra qualquer coisa que ameace seus empregos e privilégios legais. Diferentemente dos americanos, o nosso Deep State tem uma face violenta.

Os funcionários públicos são os únicos membros da sociedade beneficiados pelo sistema econômico criado pela esquerda, sendo a casta privilegiada que no comunismo e fascismo eram os militares. Essa casta irá com certeza influenciar todas as eleições em que apareçam candidatos visando dominar os apetites do Estado.

Podemos discutir adiante se o reaganomics é o melhor dos dois mundos, onde conviveriam um Estado forte e um mercado forte onde teríamos de discutir apenas as funções do governo, mas mesmo sob esse modelo o Estado só é rico pois a sociedade é mais rica do que ele, não o contrário como é o modelo brasileiro.

A esquerda avança livre no país pois mesmo que o capitalismo funcione ele não é defendido no campo da moral econômica, debate que liberais perderam ao defenderem algo tão venenoso à natureza humana como a ganância, deixando o caminho livre para socialistas se apresentarem como discípulos de Jesus Cristo. Os conservadores não tem essa deficiência liberal e por não sermos revolucionários podemos buscar exemplo de uma sociedade que prospere pelo único caminho justo preparado por Deus: trabalho duro.

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

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