Charles Gomes

@CGomesV

Conheça Celeuta Batista Alves, uma mulher invisível ao STF

Reportagem de uma regional do SBT ( http://v9vitoriosa.com.br/ ) mostra como vive uma cidadã honesta que os direitos humanos fingem não existir.

Com 64 anos, Celeuta Batista Alves come ração de cachorro, caramujos e teve de esperar dez anos para ser descoberta por repórteres no mato em meio a animais, defecando em latinhas. O mais espantoso é que ela foi  professora de matemática e física nas redes municipal e estadual, frequentou aulas na Universidade Federal de Uberlândia (procurem seu nome aqui), participou de eventos pela UFU  e se formou na Universidade Católica de Uberlândia (confiram neste link!) .

Segundo Celeuta, ela só está nessa situação porque vive no Brasil e não é bandida. Quem duvida que se Celeuta estivesse numa cadeia por ter feito mal a um inocente ela não teria a atenção dos direitos humanos e uma vida melhor graças ao STF? O que levou uma mulher dessas a viver em condições tão degradantes de vida enquanto o país discute conforto a presidiários? Será que faltou a Celeuta cometer um crime grave, inafiançável, que a deixasse por muitos anos na cadeia para ter uma vida menos humilhante?

 

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

Mentes Perigosas

Um “paraíso esquerdista” seria um lugar onde todos tem emprego garantido, saúde gratuita, educação gratuita, comida gratuita, habitação gratuita, vestes gratuitas, serviços gratuitos e somente a polícia teria armas. E, acredite ou não, essa utopia esquerdista existe mesmo…. chama-se cadeia. – Joe Arpaio

O maior tribunal do país subiu mais um degrau de insanidade ao forçar o Estado a indenizar presidiários por suas cadeias não serem spas. Subtende a decisão que é agora direito do preso todos os cuidados do Estado aos cidadãos honestos. Há um forte ativismo para que os presidiários tenham garantias com os quais a população sonha: luxos como saúde, educação, segurança e lazer gratuitos. Como não existe almoço grátis é a população desamparada quem deve pagar o atendimento aos presos, os novos clientes do Estado.

Trabalhos forçados? Só do cidadão honesto para sustentar presidiário.

Esta é uma insanidade que só tinha visto nas cortes escandinavas onde acharam de bom tom dar um Playstation 3 a um psicopata que reclamou que o Playstation 2 seria tortura. No socialismo escandinavo um assassino em massa matar centenas de pessoas no GTA V é reabilitador! Eis o nosso país-modelo. Com juízes que vivem no mundo virtual, é perigoso um advogado ser pioneiro nessa idéia.

Uma sociedade que já está culturalmente deformada pela normalização da criminalidade tem de viver com a idéia que se o bandido não lhe toma o que se ganha honestamente na ponta da arma, deve o Estado tomar dinheiro do cidadão para beneficiar bandidos. Direta ou indiretamente, todo dinheiro ganho honestamente no país é de direito do criminoso, seja através da violência criminosa, seja através da “Justiça” que compra terno em Miami.

M-M-M-M-Monster Kill

Mas não me surpreende. Quando pertencia ao meio jurídico universitário já ouvia engenheiros sociais acusarem o Estado pela gestação de criminosos como se crime não fosse escolha e sim problema técnico. Os positivistas se vêem como humanistas libertários ao defenderem que não haja pena de morte à psicopatas. O Estado não deve punir, afinal, como dizem: “só existe traficante por culpa da guerra às drogas”. As maiores delinquências jurídicas são sentenciadas com um ego de rockstar quebrando tabus.

Desde ali, não fazer distinção entre pessoas honestas e desonestas, entre assassinos profissionais e médicos, era sinal de progresso que separava o jurista das massas reacionárias que seguiam apresentadores de programas policiais. Sobrava comparações sobre como o jeitinho brasileiro era tão pecaminoso quanto incendiar dentistas e tapavam o nariz para os valores conservadores do povo. Faziam soar que a escolha de se tornar ladrão era tão razoável quando a escolha de se tornar advogado – talvez pela proximidade da vocação – e a quantidade de acadêmicos que se formaram com essas idéias e hoje fazem parte da força policial não é pequena, basta ouvir a cantilena de qualquer um do meio que procure uma solução para a criminalidade brasileira. O número espetacular de homicídios no Brasil é direta consequência dessa mentalidade.

Já nos forneciam como causa da anomia brasileira não a falta de enrijecimento penal mas ausência de políticas esquerdistas. Se não implantarmos o socialismo ficaremos nas mãos dos bandidos. Explicando assim não fica difícil entender qual é a da gratidão da esquerda com o Maníaco do Parque: são os bandidos que mantém o avanço do estatismo enquanto a esquerda cruza os braços nos fazendo reféns dos criminosos. Quanto mais bandidos, mais justificativa para o Estado dar coisas gratuitas*. E não há nenhum sinal de remorso, afinal se capitalismo é uma atividade criminosa então não há diferença moral entre um batedor de carteira e um pipoqueiro.

Situação de quem vive da caridade e não é desonesto para roubar. A vida de presidiário em qualquer presídio brasileiro é bem melhor.

A esquerda faz da sua missão torturar a vida dos justos, pessoas que não são perfeitas mas estão sempre melhorando. A sociedade tem de lembrar que a função natural do Estado, segundo os evangelhos, é punir o mal com espada e premiar o bem. Somente uma sociedade satânica faria o inverso. Não podemos esquecer que o bom ladrão mesmo bom morreu na cruz, essa talvez tenha sido a maneira do evangelho dizer a todos nós que bandido bom é bandido morto.

Que os magistrados voltem a ser terror para as más obras no Brasil.

*Até nisso a direita pensa na austeridade econômica, afinal a única coisa gratuita que a direita diz que o Estado deve dar ao bandido sai barato: bala.

Revisado por Maíra  Pires @mairamacpires

Por que as pessoas modernas não acreditam em milagres?

Esse é um dos textos que gostaria de ter escrito mas o luterano Dr. Jack Kilcrease o fez antes de mim com muito mais propriedade, me dando o (difícil!) trabalho de traduzi-lo. Nesse texto destaco a fundação da era pós-cristã, os princípios da perseguição moderna aos cristãos no ocidente e o pressuposto diabólico do estatismo.

Como todos sabem a Modernidade nasce em 1648 na Paz de Vestfália. A Paz de Vestfália findou a Guerra dos 30 Anos e estabeleceu a relação moderna entre a Igreja e Estado. Parte deste acordo foi a criação de um sistema dentro do Sacro Império Romano que deu controle irrestrito da Igreja para o Estado Secular. Outras confissões de fé seriam toleradas (por exemplo, Luteranos em territórios Católicos), mas seus cultos teriam de ser privados e ocorrer em lugares e horários determinados pelo Estado Secular. O soberano deveria ditar sobre a estrutura da Igreja e doutrina.

Devemos observar que relações de poder não são simplesmente causalidades. Ela inculcou nas pessoas, e também pressupôs, uma estrutura ôntica particular da realidade. Logo, o dever do Cristianismo ser restrito ao domínio privado com total subordinação da Igreja ao Estado nos deve dizer certas verdades sobre religião e sua autoridade, assim como algumas coisas sobre metafísica.

O que nos diz? Especificamente, se assume que criação é um reino fechado e autônomo onde Deus, religião, e o sobrenatural estão separados desse domínio estando somente na região da consciência (praxis religiosa) e o transcendente. Contrário às tradições cristãs antigas de lei natural e interpretação Escritural tipológica (ambas as quais assumem um padrão de eventos históricos e a estrutura da natureza possui significado inerente.), a realidade aqui não tem sentido inerente. A Realidade é um reino neutro, autônomo, feito de causas materiais, discernível e facilmente controlados por sujeitos humanos racionais e autônomos (pense Descartes e Bacon). Os homens podem desta perspectiva impor subjetivamente algum significado nas causas neutras e eventos materiais mas isso é um juízo privado que não tem valor como real e objetivo no domínio público.

Quando se confirma esses pressupostos se torna claro o motivo pelo qual a religião, ciência e secularidade se desenvolveu  do jeito que vimos nesses recentes séculos. Como podemos ver, no fundo, a emergência da Modernidade tem pouco a ver com o início da investigação racional da realidade, o reconhecimento da dignidade humana e a destruição da autoridade arbitrária (de fato, se alguém buscar a história da Modernidade, o oposto acontece!). Antes, a divisão moderna de fato/valor e que as causas materiais são inerentemente mais racionais que as sobrenaturais são um subproduto de uma narrativa social da realidade que emergiu das relações entre Igreja e Estado. Em suma: o reino do material, onde o Estado possui o monopólio do controle, é o reino do real.

Logicamente, o Estado Secular pode controlar somente causas materiais. Ele não pode controlar causas sobrernaturais. Dizer que há causas que não são materiais mas sobrenaturais é colocar certas realidades fora do controle do Estado. Isto é visto como algo perigoso porque a inferência de reivindicações sobrenaturais sobre o real resultaria em rompimento social. De fato, isso é o que os arquitetos da modernidade acreditaram que aconteceu durante a Guerra dos 30 Anos onde Luteranos, Calvinistas, e Católicos estavam todos competindo sobre quem possuía a autoridade sobrenatural. O Estado, não podendo freá-los foi tragado a essa longa guerra irracional. Os Autores ingleses viam a guerra civil inglesa da mesma forma. É claro, não é bem assim que aconteceu, mas é assim que eles acreditavam ter acontecido e então eles consideraram importante remediar isso.

Por essa razão, não surpreende que Thomas Hobbes (por exemplo), começa Leviatã com uma visão materialista da natureza humana. Em outras palavras, se tudo é material, então o Estado pode controlar tudo e então não haverá outra guerra civil inglesa (i.e., uma guerra sobre verdades sobrenaturais). Voilá, Hobbes aceita que o estado irá possuir uma religião, mas que o rei ou quaisquer que seja o soberano terminará tendo direito de interpretar a Escritura. Qualquer Interpretação contrária é traição e o Estado tem o direito de bani-la. No Contrato Social, Rousseau nos conta que o Estado deve simplesmente impor uma religião monopolista e não importa o que ela ensina, mas se as pessoas a contrariarem elas devem ser mortas. Os revolucionários franceses seguiram esse aviso e estabeleceram a “Deusa da Razão” na Catedral de Notre Dame.

Isso também coloca em nova perspectiva o Liberalismo teológico. Para não dizer pior, o Liberalismo teológico tem pouca consistência lógica. O bispo Spong ensina que não não podemos acreditar em milagres. Mas porque não? É um silogismo fácil: se Deus é Deus e portanto o Criador, ele pode fazer tudo. O nascimento virginal, água em vinho, a encarnação e todo o resto caem como “tudo”. Mas quando você perceber que na modernidade, a narrativa social da realidade restringe a religião ao reino do julgamento privado (valor e não fato!), então fará mais sentido do porque Liberalismo teológico se encaixa melhor nela.

Primeiro as Escrituras seriam simplesmente reinterpretadas com base na distinção moderna entre fato/valor. Se nós admitirmos que o sobrenatural ocorreu como narrado biblicamente, então significa que o real não está restrito ao material e portanto o monopólio do Estado Secular seria quebrado. Daí o empreendimento de modernos estudos críticos da Bíblia, inventados por Spinoza e Thomas Hobbes no (adivinha!) meio do século 17, que simplesmente pega a bíblia e reinterpreta o texto como um produto de forças sociais em vez de sobrenaturais. Tem esses estudiosos acesso à essas forças sociais? Não. Podem eles provar que elas existiram? Não. Apesar disso, o que falha logicamente e historicamente funciona para as pessoas modernas num nível retórico. Para alguém que foi aculturado a ler toda a realidade puramente com base nas causas materiais controláveis pelo Estado, seria um desafio ler as Escrituras diferentemente (algumas vezes nos dizem para ler a bíblia como “um livro como qualquer outro”). Como as Escrituras ainda pode prover algum “significado” e “valor” (Mesmo que sejam considerados majoritariamente falsos), nenhum dano teológico é feito. De fato, se você participar de um seminário protestante mainline (como eu) reconhecer essa distinção de fato e valor como uma base de interpretação Escritural é visto como sinal de maturidade teológica. Pensar que “essas coisas tinham que realmente acontecer” para conterem verdades teológicas é vista como criancice. É algo que as pessoas irão superar assim que elas amadurecerem e aprenderem mais.

Logo, o Liberalismo teológico (e outras formas de teologia moderna) tende então a restringir sua teologia ao valor e significado. Isso pode ser visto em maior ou menor grau. Para pessoas como Schleiermacher o Cristianismo é somente sobre a experiência de absoluta dependência mediado por Jesus. Algumas alegações históricas e objetivas para isso são necessárias (Jesus teria de existir e ter divina consciência), mas mínimas. De novo, a teologia e Deus ficam restritas ao domínio privado. Eles não são perigo aos pressupostos do reino secular. A Neo-Ortodoxia (tanto Barthianas e Bultmannianas) também se alinha nisso. Barth em menor grau pela enganosa e pia retórica de transcendência; Bultmann (e Ebeling com ele) com sua inversão do relacionamento reformado entre fé e a Palavra de Deus. Por essa razão, Cristo “revelou-se na mente dos discípulos” e toda aquela conversa oca. Em vários níveis a teologia dita “significados” ao reino dos “fatos”. Sendo esses significados meramente subjetivos, ela perde a força de verdades públicas sobre como a realidade realmente funciona e então perpetua o establishment modernista, deste modo dando forças ao poder irrestrito do Estado de controlar cada aspecto da vida humana – incluindo o que para ele constitui o real. Alternativamente, quando teologia diz algo sobre como o domínio público devia ser regulado, ela é vista como destrutiva (i.e., o movimento anti casamento-gay.) ou útil ao ponto de fazer o jogo da narrativa Iluminista de progresso (i.e., teologia feminista e da libertação).

Como este vai ser minha última publicação antes do Natal, quando o milagre do nascimento virginal é debochado a ponto de muitos cristãos acharem motivos mesquinhos para não comemorar uma data que pese-lhe toda a influência pagã ainda é muito mais cristã que eles, quero desejar a todos os leitores do Reaçonaria um…

Feliz Natal!

 Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

O Bananaman sabe mais que um Juiz do STF

“Em temas moralmente divisivos, o papel adequado do Estado não é tomar partido e impor uma visão, mas permitir que as mulheres façam a sua escolha de forma autônoma.”

– Ministro Barroso do STF

Mais uma vez o Direito brasileiro prova que está nas mãos de juízes sem juízo, reforçando meu dever moral de atuar a favor da justiça na marginalidade do sistema desde que obtive meu bacharelado.

Ray Comfort ficou muito conhecido por usar o argumento do design inteligente em uma banana, dizendo em tom desafiador que a fruta seria como uma lata de coca-cola desenhada por Deus para a mão humana. Por causa dessa gafe gravada em vídeo e muitas outras, Ray se tornou meme de cristão ignorante sobre a ciência ganhando de Dawkins a pecha – justificável – de “homem da banana”.

Mas ainda que erre mais que acerte, Ray é um bom cristão, pois mesmo não tendo alta capacidade intelectual é capaz de acertar pela sinceridade com que busca a verdade, foi assim que nasceu o documentário 180:

Nele aos 14:50, Ray faz um argumento que derruba o comentário do Ministro da Suprema Corte Barroso: O que se diria a alguém que vai demolir um prédio sem ter a informação que todas as pessoas saíram e estão fora do perigo?

Para o Ministro Barroso, que está investido no dever constitucional de proteger o direito à vida, a posição magnânima é que deixe que exploda e depois nós torcemos para não dar falta do Jorge ou do Mauro.

Assassinato não é uma posição moralmente divisiva mesmo que tenha variações semânticas como infanticídio e aborto. O pecado de Pôncio Pilatos foi ter lavado as mãos sobre uma vida inocente (considerado por Jesus um pecado menor em João 19:10-11, mas ainda pecado).

É exatamente por causa da prudência que a posição agnóstica do Ministro favoreceria em tese a posição pró-vida, mas escapou a conclusão das premissas da excelência da intelectualidade jurídica do país, uma conclusão tão simples que não escapa a um cristão comum.

O argumento de Comfort não é feito de maneira tão sofisticada quanto o do professor Peter Kreeft, que tem uma aula completa sobre a filosofia pró-vida que diz a mesma coisa tendo em conta uma apresentação mais adequada ao ambiente universitário, mas inegável que se ocupasse a posição de Barroso, decidiria com mais sabedoria.

É um dever moral que a mulher sustente a gravidez mesmo quando não a deseje, e isso até libertários radicais concordam, do Lew Rockwell:

Imagine que você está navegando com seu barco no mar, cuidando da própria vida, quando você ouve um barulho. Você se vira e encontra um maltrapilho escalando das águas para sua nave.

“Graças a Deus você apareceu!” ele diz. “Meu barco afundou, e eu estava apegado ao mastro já faz um dia. Eu quase abandonei a esperança.”

Você acena com a cabeça a ele, caminha pelo convés, levanta-o e o joga de volta ao oceano. Você explica a um audiência imaginária de espectadores chocados, “ele estava invadindo. Eu vim aqui para ficar sozinho, e a idéia que tenho de acomodá-lo me torna um escravo, não?”.

Para a maioria das pessoas e na maioria dos regimes legais, essa justificativa é patética e você é culpado de assassinato. E eu creio que esse veredito é correto. (…)

(…)  Uma mulher pode não ter desejado “pegar” o passageiro e pode achar sua presença irritante, inconveniente, etc. Entretanto, é certo que não é culpa do passageiro que ele se encontra lá, e ele não cometeu nenhum prejuízo contra ela. Matá-lo deliberadamente é um ato de assassinato tanto quanto jogar a vítima de naufrágio de volta ao mar – de fato, é mais forte o argumento para o feto que para o náufrago, porque o náufrago teve de propositadamente adentrar ao barco, enquanto o feto se encontra ali quer queira, quer não.

Pelo pouco que sabe e mesmo sendo sinônimo de cristão ignorante na internet, Comfort já nos soa mais perspicaz que maioria do STF. Será que algum dia teremos alguém entre nossos ministros capaz de nos enviar algum sinal de inteligência? Que se importam em estudar as causas que caem em suas mãos? Com cérebros incompetentes no motor da Justiça, a balança muito mais vezes penderá para o lado errado.

Quando se dá tal autoridade à juízes com a moralidade duvidosa, só podemos lamentar que agora o país paga com a vida. Clive Staples Lewis dizia que o cristianismo é como o sol, não por aquilo que é mas por causa que através dele podemos ver todas as coisas. Quando o cristão mais ignorante do mundo enxerga uma polêmica jurídica com mais clareza que o indivíduo pertencente à mais alta corte do país temos um testemunho disso.

Ao ministro Barroso e demais, cabe a leitura de quem estudou o mínimo sobre o assunto no link abaixo.

Scott Klusendorf e Como Defender a Posição Pró-vida em 5 Minutos

*Usuários de maconha tomam as ruas para defenderem seu vício em um país sem saneamento básico, diante disso não parece justificável a falta de coragem de botar a cara a bater para defender causas menos estúpidas.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

As mulheres esquecidas pelo feminismo

Falar sobre o feminismo é algo que tenho adiado por ser costumeiramente um assunto poluído de comentários paranóicos que tornam distantes a compreensão da realidade. Como não escrevo o que não esteja madurado, aguardei o tempo necessário para escrever de forma genuína sobre um tema que invade nossas vidas através da TV, cinema e até video game.

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De Caça-Fantasmas à Caça-Machistas

Primeiramente observo que povos de culturas não cristãs geralmente elegem a mulher como inferior ao homem: Da oração judaica do “obrigado Deus por não ter me feito mulher” à venda de escravas sexuais cristãs feitas pelo ISIS a mulher é alvo preferencial em praticamente todas as outras culturas. Honor killings nos países islâmicos e epidemias de estupro causados por imigrantes islâmicos na Europa são crimes em que as vítimas se não todas, a maioria, são mulheres. Em caso de guerra as mulheres são vistas como espólio. Então é inegável que machismo, ou ver a mulher como inferior, existiu, existe e talvez sempre existirá. Se é necessário prender homens grosseiros em um país cuja educação é inferior à de Ruanda é outro assunto.

O cristianismo historicamente combateu essa formulação de machismo. No casamento a mulher é a Igreja e o homem é Cristo a ser sacrificado por amor a ela (Efésios 5:25). O pudor e modéstia no vestir é para selar o corpo como prudentemente se esconde um tesouro dos olhos dos ladrões. Tratar alguém como inferior por causa do sexo também é visto como um pecado, pois diante de Deus “não há homem nem mulher” (Gálatas 3:28). A educação sexual cristã cria pais de família, não Dan Bilzerians. A poligamia de outras culturas vê o lado do homem que pode fertilizar infinitas mulheres em um dia, mas a monogamia vê a mulher que espera nove meses. É por isso que a cultura do ocidente estende à mulher uma visão privilegiada, a família ocidental nasce dessa sensibilização com o lado feminino, no tratamento diferenciado que não é o mesmo que tratar como inferior, e quanto maior o afastamento dessa cultura maior é o número de homens e mulheres bestializados.

Não é preciso dizer que o feminismo fere inúmeras mulheres precisamente por ser contra as barreiras cristãs ao machismo enquanto silencia sobre o machismo em outras culturas. Se feminismo se importasse com as mulheres, seria de direita e não de esquerda. O cristianismo criou instituições para a proteção de mulheres e nunca precisou se chamar feminismo para isso. Quando feminismo ataca o pudor e bons costumes, a família, o casamento e a castidade, ele deixa os homens maus livres e mulheres vulneráveis.

E uma das teses falsas do feminismo é a de que os homens são o motor da história ocidental e por isso mulheres históricas foram jogadas por baixo do tapete para sugerir que a tese infantil do patriarcado seja verdadeira.  As mulheres abaixo parecem não concordar que o patriarcado tinha tanta influência assim sobre o ocidente, o que as feministas tem a dizer sobre elas?

Boadicéia

Vingança tem um nome. Após ser torturada e ter as filhas estupradas, a rainha desafiou o Império Romano. Suas diversas vitórias pela Britânia fez o poderoso Imperador Nero considerar se devia ou não enfrentá-la.

Bouboulina

A mulher que insurgiu uma rebelião grega contra o Império Otomano obteve diversas vitórias ao mar e é um símbolo nacional.

Joana d’Arc

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Preciso dizer algo de uma mulher, comandante militar, que é objeto de reverência e devoção de todos os católicos do mundo?

Rainha Elizabeth I

O Feminismo não vinga na Inglaterra muito em razão de suas rainhas guerreiras. O maior feito de Elizabeth I foi ter destruído a invencível armada espanhola e salvo a Inglaterra.

Pouca coisa.

Eleonor de Aquitânia

A Segunda Cruzada não teria ocorrido sem ela que participava das batalhas com o marido.  É considerada uma das mulheres mais poderosas da Idade Média como rainha tanto da França como da Inglaterra.

Maria Teresa da Áustria

Ela foi simplesmente de facto imperatriz regente do imenso Sacro Império Romano (assim como Theophanu muito antes dela). Foi causa da Guerra de Sucessão Austríaca e figura importante da Guerra dos Sete Anos.

Seu maior brilho foi na administração, tendo sido considerada uma “déspota esclarecida”.

Imperatriz Teodora

A Imperatriz Bizantina é considerada co-regente de Justiniano I por ter participado das reformas espirituais e legais de seu império. Justiniano dizia que ela salvou seu trono na revolta de Nika. Ela foi hábil em proibir a prostituição forçada e fechar bordéis, instituindo leis que favoreciam as mulheres como pena capital para estupro sendo Bolsonaro antes de Bolsonaro.

Isabel I de Castela

A mulher acompanhava o marido nas guerras da Reconquista cuidando dos feridos, sua presença foi considerada causa da rendição dos mouros em Granada. Ela, e não seu marido, é conhecida por ter financiado Cristóvão Colombo.

Rainha Vitoria do Reino Unido

Seu nome virou uma Era. Precisa mais?

Bônus:

Mary Ludwig Hays

Na Revolução Americana, era costume mulheres irem com os maridos no campo de batalha para ficar no cargo de levar e trazer água, cozinhar  e cuidar dos feridos. Em 1776, Mary viu seu marido que estava manejando o canhão ser morto e ela fez exatamente o que toda boa moça faria:

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O Ocidente não só teve homens poderosos mas também mulheres que obtiveram imenso poder sem que alguém chegasse até elas dizendo que não poderiam exercer esse poder por serem mulheres. Foi uma mulher que tornou possível a descoberta da América, países chave do Ocidente como França e Inglaterra em momentos críticos dependeram de mulheres no comando, maioria das vezes chefiando homens.

Às trigglypuffs cabe a indigestão: ou essas valentes lutaram pelo patriarcado e machismo ou por algo melhor que os anti-ocidentais estavam oferecendo. De toda forma elas não usaram suas virtudes para guerrear contra a ditadura das lâminas.

Essas mulheres deixam exemplo para não cairmos na propaganda que é nosso dever moral vermos uma Clinton ou Dilma no poder porque como ocidentais temos que pagar penitência por termos sido machistas malvados.

Aqui é Palin 2024!!!

PS: Como não sou historiador releve alguma falta de acuidade ou pior, ter deixado de mencionar algum feito importante ou até mesmo alguém. Deixo de antemão meu mea-culpa.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

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