Um dia após abraçar Lula em caravana, Renan Calheiros foi denunciado mais uma vez

A agenda política da candidatura de Luis Inácio Lula da Silva foi marcada na semana passada pelo encontro com aquele que é, talvez, o único político no país que o supera no número de falcatruas sob investigação: Renan Calheiros. Há anos temos mostrado aqui em nosso site como os inquéritos contra o alagoano não andam na PGR e no STF – vejam ao fim deste post vários links  sobre o assunto..

No dia seguinte ao encontro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o alagoano e também os senadores peemedebistas Romero Jucá, Valdir Raupp, Garibaldi Alves o ex-presidente José Sarney e outras quatro pessoas no inquérito que investigava o ex-presidente do Senado por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo obras da Transpetro, subsidiária da Petrobrás. Com o foro privilegiado e a camaradagem do STF, é mais uma investigação que provavelmente morrerá nas gavetas da instituição.

Sem foro privilegiado, Lula já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro e é réu em outras 6 denúncias. Com foro privilegiado, Renan é alvo de mais de 7 inquéritios que simplesmente ficam parados no STF, até que percam qualquer efeito punitivo. O abraço dessas duas figuras nefastas da política é o episódio final de uma reciprocidade que se firmou quando em 2007 Lula evitou que Renan fosse cassado por seus pares. Para quem não se lembra, Lula obrigou o então senador Mercadante a votar contra a denúncia que afastaria o alagoano – Mercadante inicialmente disse que não poderia ajudar Renan e que por conta dessas pressões abdicava “em caráter irrevogável” de seu cargo de líder do partido no Senado. Após o safanão de Lula, Mercadante voltou atrás.

Recentemente, Toffoli deu uma baita força para Renan no STF (relembrem aqui). Parecia ser a última troca de afagos, mas não foi.

Vejam então algumas fotos desse encontro entre réus e condenados de altíssima periculosidade:

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