Temer extinguiu 37 mil cargos que já não geravam custos

O presidente Michel Temer (MDB) acertadamente extinguiu 61 mil cargos na administração federal direta e indireta. A medida é um aceno ao mercado que já sinaliza desespero com a possibilidade de revisão da “regra de ouro” e a não aprovação da reforma da Previdência. A bomba de reajustes salariais concedidos por Temer e que custarão R$ 130 bilhões (o déficit autorizado do governo é de R$ 157 bilhões) também saiu do armário nas análises econômicas sobre o governo. O fato de a “reforma contra privilégios” não atacar privilégios do setor público, responsável por mais da metade do déficit previdenciário, entrou no radar até do Estadão que apoia editorialmente o governo (aqui e aqui).

A lua-de-mel do presidente com o mercado acabou. Um governo que conta com um orçamento de R$ 3,5 trilhões para 2018 e não consegue cortar gastos é chacota para o setor privado. Então, entram em cena as firulas.

No começo de sua gestão, o presidente Temer anunciou o corte de 4 mil cargos comissionados. Logo em seguida se descobriu que os cargos já estavam vagos e não gerariam economia. De lá para cá, o presidente criou mais 2 mil cargos comissionados.

Saiba mais >>> Com falso discurso de corte, Temer incha a máquina e cria 2 mil cargos de indicação política

Agora, foi publicado o Decreto 9262 que extingue 60.923 cargos considerados obsoletos ou que podem ser terceirizados (telefonista, editor de vídeo tape, assistente de som, datilógrafo, digitador, etc.). A medida é correta, mas vem como um esforço de promoção do ajuste e enxugamento da máquina que não ocorreu. Desses cargos, 37 mil já estão desocupados, ou seja, não gerarão economia real. O restante será desocupado quando os atuais funcionários se aposentarem.

Nem devagar a gente chega lá.

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