STF também tem farra das passagens aéreas

Ministros do STF

Por motivos sobrenaturais, os ministros do STF têm uma cota de passagem área como se parlamentares fossem. O pior é que não existe nem a necessidade de justificativa oficial para que o montante seja utilizado.

O erário vai gastar mais de meio milhão de reais com os digníssimos magistrados que recebem o teto constitucional como salário e ainda dispõem de apartamento funcional.

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A “farra das passagens aéreas” foi um escândalo envolvendo o Congresso Nacional, em 2009, sobre o pagamento indiscriminado de passagens aéreas para os parlamentares, seus familiares, assessores e agregados.

“(Estadão) Cada um dos 11 ministros do Supremo terá neste ano uma cota de R$ 51,6 mil para custear passagens aéreas nacionais. É permitido a eles solicitar o auxílio sem necessidade de justificar a natureza da viagem, até mesmo no recesso. A Corte entende que podem despachar eletronicamente de qualquer lugar do País. Em 2017, a cota era de R$ 50,4 mil por ano. Os ministros Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello não usaram a verba no ano passado. Luiz Fux foi o que mais requereu, R$ 47,2 mil, de janeiro a outubro, último dado disponível.

Atual presidente do TSE, Fux fez 41 das 44 viagens compradas com a cota para o Rio, seu Estado, o que é permitido pelo Supremo. Sua assessoria justifica: “Toda a família do Ministro se encontra no estado do Rio, inclusive sua Querida Mamãe, esposa e filhos, portanto sua necessidade de deslocamento para tal Cidade.”

A assessoria de Fux diz, ainda, que “todos os esforços envidados para obter os referidos dados atualizados junto à administração do STF, foram inócuos” devido ao feriado. E que não seria possível checar ontem se ele tinha agenda de trabalho no Rio na ocasião das viagens.

O STF disse que todos os dados relacionados às viagens dos ministros estão “discriminados no seu portal na internet.”

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