STF reage e ministros dizem que impeachment não é golpe

Celso de Mello:

“Ainda que a senhora presidente da República veja, a partir de uma perspectiva eminentemente pessoal, a existência de um golpe, na verdade, há um grande e gravíssimo equívoco, porque o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal deixaram muito claro que o procedimento destinado a apurar a responsabilidade política da presidente da República respeitou, até o presente momento, todas as fórmulas estabelecidas na Constituição.”

Gilmar Mendes:

“Eu não sou assessor da presidente e não posso aconselhá-la, mas todos nós que temos acompanhado esse complexo procedimento no Brasil podemos avaliar que se trata de procedimentos absolutamente normais, dentro do quadro de institucionalidade”

Dias Toffoli:

“Falar que o processo de impeachment é um golpe depõe e contradiz a própria atuação da defesa da presidente, que tem se defendido na Câmara dos Deputados, agora vai se defender no Senado, se socorreu do Supremo Tribunal Federal, que estabeleceu parâmetros e balizas garantindo a ampla defesa. Portanto, alegar que há um golpe em andamento é uma ofensa às instituições brasileiras, e isso pode ter reflexos ruins, inclusive no exterior, porque isso passa uma imagem ruim do Brasil. Eu penso que uma atuação responsável é fazer a defesa e respeitar as instituições brasileiras, e levar uma imagem positiva do Brasil para todo o mundo, que é uma democracia sólida, que funciona e que suas instituições são responsáveis”

Bras’lia Ð O Supremo Tribunal Federal (STF) est‡ terminando os preparativos para o julgamento do mensal‹o, que comea amanh‹ (2). Dos 243 assentos do plen‡rio da Suprema Corte, 152 est‹o destinados aos rŽus e advogados do processo e 75 lugares foram reservados para jornalistas.

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Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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