Rose Noronha: suposta remessa ilegal de dinheiro para Portugal volta à tona

O jornalista Claudio Humberto, da BandNews e do Diário do Poder, publicou que investigadores portugueses trabalham com a hipótese de que uma quantia de 40 milhões de euros abandonada no Banco Espírito Santo, em Portugal, foi depositada pela ex-chefe de gabinete de Lula do escritório da presidência em São Paulo, Rose Noronha.

A primeira denúncia desse tipo foi feita pelo ex-governador do Rio, Garotinho. O transporte de remessas teria sido facilitado, mais de uma vez, pelo uso do passaporte diplomático e do avião presidencial e também envolveria diamantes. O Banco Espírito Santo, na época, desmentiu que Rose Noronha tivesse aberto conta (o artigo de Garotinho pode ser lido aqui).

Diz Claudio Humberto (coluna aqui):

“Rosemary Noronha, a “Rose”, amiga íntima de Lula, é uma das hipóteses das autoridades portuguesas na tentativa de identificar os donos dos 40 milhões de euros (R$153 milhões) abandonados no Banco Espírito Santo, sem que ninguém os reclame. A suspeita é que ao menos parte desse dinheiro é de brasileiros. O banco português, em liquidação, investiu os recursos em outros bancos em contas “jumbo”.

Em 2012, o então deputado Anthony Garotinho (RJ) denunciou que “Rose” levou a Portugal 25 milhões de euros. Jamais foi desmentido.

Garotinho disse que Rose foi a Lisboa com Lula levando os 25 milhões no avião presidencial. Jamais foi processado por causa da denúncia.

O dinheiro levado por Rose, reafirma agora Garotinho, fora depositado em agência do Banco Espírito Santo na cidade do Porto.

Para levar todo aquele dinheiro ao Porto, Rose usou uma empresa de transporte de valores, cuja apólice de seguro a cita como responsável.”

Recentemente, a colunista Eliane Catanhêde, da GloboNews e do Estadão, publicou que a Lava Jato está na expectativa de Palocci delatar contêineres com dinheiro de Lula em outros países da América Latina e da África (leia aqui). 

Durante a operação que prendeu o irmão de José Dirceu, foi apreendido um caderno vermelho com as palavras “LULA” , “DEPÓSITO AVIÃO” e “PAREDE 450 QUINTA”. De acordo com O Antagonista, o MPF suspeitava que “Quinta” seja uma propriedade de veraneio situada na freguesia (espécie de bairro) da Parede, no balneário de Cascais, na Grande Lisboa” (leia aqui).

Para saber mais sobre Rosemary Noronha, leia também:

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