Revista IstoÉ segue Veja e ataca candidatura Jair Bolsonaro

A IstoÉ segue o caminho daquela a quem imita, a Revista Veja, e também dedica uma capa para atacar a candidatura de Jair Bolsonaro. Em reportagem com direito a foto “diabólica” (a arte lembra um personagem de filme clássico de terror), a revista extrapola os piores clichês usados pela esquerda e demais inimigos da candidatura de Jair Bolsonaro para apresentá-lo a seu público. O fato é que a IstoÉ não tem público!

Salva de dívidas por Lula em uma negociação que garantiu o apoio por muitos anos (leiam o texto de uma coluna de Diogo Mainardi de 2016, reproduzida recentemente no site O Antagonista), a revista pode ser acessada gratuitamente por qualquer pessoa. Entre 2005 e 2006, a palavra Mensalão nunca esteve em nenhuma capa. Após Aécio Neves montar uma poderosa engenharia financeira que, na cabeça dele, faria frente à máquina petista e o levaria à presidência, coincidentemente a IstoÉ virou crítica do governo Dilma e ataca os aliados de tantos anos. Não houve porém um escândalo sequer envolvendo Aécio Neves que não tenha sido reportado em suas páginas como “abuso dos investigadores”, armação do PT ou de Janot. O mesmo vale para o governo de Michel Temer. Relembrem algumas capas que mostram os momentos distintos da publicação que não precisa de leitores/consumidores:

Em 2012, IstoÉ endeusava Lula. Anti-petismo da revista começou em 2014

Jornalismo torcedor – Esta capa da Isto É tem poucos meses e já apodreceu de velha

Como aconteceu nos ataques anteriores de grandes publicações à candidatura de Bolsonaro, esta também deve fortalecer as convicções de um grande público que não confia em nossa imprensa com quase a mesma intensidade que desconfia dos políticos.

>> Sobre o encontro de Lula com o dono da IstoÉ para sanar as dívidas da revista:

“Fim de agosto. Base aérea de Congonhas. Lula se encontra com Domingo Alzugaray, dono da IstoÉ. O encontro está fora da agenda presidencial. Alzugaray se lamenta dos problemas financeiros da revista. Lula pergunta como pode ajudá-lo. Alzugaray sugere o pagamento imediato de uma série de encartes encomendados pela Petrobras. Valor total: 13 milhões de reais. Lula promete se interessar pelo assunto. Duas semanas depois, a IstoÉ publica a matéria de capa com os Vedoin, incriminando os opositores de Lula. Quem relatou o encontro confidencial entre Lula e Alzugaray foi o editor da sucursal brasiliense da IstoÉ, Mino Pedrosa. E quem o relatou a mim foi o PFL. Creio que seja verdade. Creio em tudo o que contam de ruim a respeito de Lula. O que posso garantir é que a imprensa lulista funciona assim mesmo. O presidente manda. O jornalista publica. O contribuinte paga.”

Agora conto o fato inédito, que só me foi repassado sete anos mais tarde.

Durante a Operação Monte Carlo, a PF apreendeu um vídeo realizado por um araponga dois dias depois da publicação daquele meu artigo. Nele, o jornalista da IstoÉ, Mino Pedrosa, comentava minha coluna e confirmava o encontro entre Lula e o dono da revista.

Cito o relatório da PF:

“MINO mostra-se preocupado com seu futuro na ISTOÉ em função de um texto publicado na VEJA por DIOGO MAINARDI sobre um encontro entre o dono da ISTOÉ e o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este encontro teria sido viabilizado por MINO, segundo ele próprio confidencia”.

Dois meses depois do encontro entre Lula e o dono da IstoÉ, a CPI dos Sanguessugas revelou que o chefe dos aloprados, Hamilton Lacerda, trocara dezenas de telefonemas com o diretor de Marketing da Petrobras, Wilson Santarosa.

Na época, escrevi o seguinte:

‘Analisando os telefonemas de Hamilton Lacerda, descobri que ele recebeu também chamadas do celular de Dudu Godoy. Dudu Godoy é um dos sócios da Quê, agência de propaganda que atende a Petrobras. Ele foi um dos marqueteiros da campanha de Lula, em 1998, e fez carreira em Campinas, assim como Wilson Santarosa, que presidiu o sindicato dos petroleiros local. De maio a setembro de 2006, a IstoÉ veiculou 58 páginas de anúncios da Petrobras. Pelos dados do Ibope Monitor, foram 2,6 milhões de reais investidos pela estatal na revista. Carta Capital lucrou ainda mais, proporcionalmente à sua tiragem. Foram 789.000 reais’.”

 

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4 comentários para “Revista IstoÉ segue Veja e ataca candidatura Jair Bolsonaro

    • Luiz Neto

      E depois dizem que ainda não tem censura nessa era de esquerda em que vivemos.
      Se fizer as contas de quantas vezes isso aconteceu a censura atualmente é muito mais atuante do que na época do Regime Militar e da Era Vargas do Estado Novo juntos.

      Responder

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