Respondemos à pergunta maliciosa do jornalista tucano

Reinaldo Azevedo está jogando desesperadamente contra a Lava Jato e tudo o mais que ameaça os tucanos. Sua mais nova tentativa é a de criar antipatia contra Sérgio Moro por conta de insinuações. Em um post, o jornalista fez a seguinte pergunta:

 

 

Moro não julga Lula porque os processos ainda estão em andamento. Qualquer pessoa bem informada e que acompanhe a vida política do pais sabe que um dos processos está perto do final, já ouvindo testemunhas de defesa – até FHC já foi dar sua ajuda a Lula, disso certamente Reinaldo tomou nota.

Moro não condena Lula porque a condenação ou absolvição é a fase final de um processo, ao menos na parte que cabe a Sérgio Moro. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento jurídico, lógico ou mesmo sequencial sabe que uma condenação é o resultado do julgamento. Logo, sem julgamento, como condenar?

Sobre mandar prender Lula, novamente estamos tratando de sequências de passos óbvios para qualquer pessoa que conheça as regras comuns de um “estado democrático de direito”.  A ordem de prisão só poderá ocorrer se a condenação for pela prisão, e isto só poderá ocorrer após o julgamento. No mais, o juiz não decide espontaneamente pela prisão, ele segue o que o código penal indica e que muito provavelmente lhe terá sido pedido pelo Ministério Público ou pela Polícia em caso de preventivas e temporárias.

Reinaldo Azevedo está fazendo insinuações baratas contra Sérgio Moro mesmo que isso lhe custe o que demonstramos, que ele não sabe nada do estado democrático de direito.

Vai estudar, Reinaldo!

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

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10 comentários para “Respondemos à pergunta maliciosa do jornalista tucano

  1. Marcos

    Boa reaçonaria. E no caso do Cunha? E dos demais? Cabral, Eike porque rapidamente eles foram parar no xilindró? São prisões preventivas? Alguém pode me explicar. OBS. Sou leigo nesses assuntos.

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    • Da CiaDa Cia

      Olá Marcos.
      Foram prisões preventivas sim. Primeiro é preciso repetir que elas não foram decisões que nascem espontaneamente da cabeça de Sérgio Moro, mas respostas a pedidos do MPF.
      Nos casos específicos citados, devido às fartas evidências de movimentação de valores no exterior, a preventiva foi uma forma de diminuir os danos de que esses valores jamais sejam recuperados – uma das justificativas para a preventiva é garantir a punibilidade e parte da pena deles é devolver o que roubaram. No caso de Cunha ficou também evidente ações políticas dele, mesmo sem cargo, para se proteger. As movimentações para “proteger” Lula e atrapalhar as investigações são muitas, mas como ele tem muito mais simpatizantes e influentes, essas coisas nascem de certa forma espontâneas, sem controle e ação direta dele, por isso o fato da preventiva não ter sido pedida até agora.

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  2. eunice

    RA tem mdo de ter que explicar a anotaçào RA/Veja contrainfirmação na cardeneta de MO. Vai acabar preso tambem e dividir cela com seus amigos Dirceu e Lulla…kkkkkkkk

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  3. Heloisa

    Tô começando a achar que RA anda usando do mesmo expediente do PT: pagando gente pra caçar notícias contrárias à sua pessoa e ficar defendendo… Qualquer blog que critique o sr. RA tem alguém defendendo… Em vez de perder tempo defendendo a figura, vá ler o blog, coluna, ouvir o programa de rádio dele e nos deixe falar mal… Aliás, é bom lembrar que ao falar mal estamos apenas identificando seus erros bisonhos.

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  4. Miqueias

    “No mais, o juiz não decide espontaneamente pela prisão, ele segue o que o código penal indica e que muito provavelmente lhe terá sido pedido pelo Ministério Público ou pela Polícia em caso de preventivas e temporárias.”

    É justamente isso que o R A tem defendido, que se deve seguir o devido processo legal. E ele tem apontado o que considera abusos da Operação Lavajato, como as prisões preventivas estendidas, com o intuito de forçar delações. Além disso, há a questão: até que ponto as delações podem substituir a investigação da polícia independente de informações prestadas pelos envolvidos?

    Todos esses pontos que o R A tem colocado há um bom tempo são pertinentes. É, inicialmente, foi apenas por isso, e por nada além disso, que ele começou a apanhar do pessoal mais exaltado. Obviamente, que agora existente muitos egos grandes envolvidos, o maior deles o do próprio R A. Então, isso descambou em uma briga de egos onde todos querem mostrar que estão certos.

    E quando vocês trazem a questão de seguir o devido processo legal como justificativa para a demora em julgar o Lula, posso até imaginar o R A dizendo: “Oras, eu estava certo, como de costume, ao apontar que devemos seguir o que está na lei, mas a direita isso, aquilo e aquilo outro, não entende isso porque ela é isso, aquilo e aquilo outro.”

    No entanto o Moro já recebeu denúncias contra o Lula. O Lula já é réu. Então a única coisa que falta é o Moro julga-lo com base nas denúncias apresentadas e condena-lo se for o caso.

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    • Yulo

      O discurso de alguns contra Sérgio Moro, em função de prisões preventivas prolongadas, é, no mínimo, desonestidade intelectual.
      Primeiro é preciso considerar que prisão preventiva serve para PREVENIR a sociedade, ou o próprio Processo Legal, de eventuais ações daquele que se encontra preso preventivamente. Neste aspecto, a própria Lei define as condições necessárias.
      Além disso, quem solicita a prisão é o MPF. Cabe a Moro aprovar, ou não, o pedido. Ressalte-se que vários pedidos de prisão preventiva foram negadas por Moro.
      As críticas a Moro, portanto, não fazem o menor sentido.
      Saindo da Lava Jato e considerando a prisão preventiva em si, penso que não deveria ter prazo definido. Caso contrário, seria necessário assumir como verdade absoluta que, depois de um certo tempo preso (o prazo da preventiva), o preso não representaria mais perigo à sociedade ou ao próprio Processo.
      Aqui vai a primeira pergunta: qual seria o prazo máximo para considerar uma prisão preventiva “prolongada”? Uma semana? Quinze dias? Um mês? Um ano? Não há resposta correta. Em Portugal, por exemplo, uma prisão preventiva (sem acusação formal) pode levar dois anos. No Brasil, mesmo dois anos pode ser pouco. A lentidão da justiça (principalmente do STF) aliada a um prazo definido para uma prisão preventiva, deixará todos os bandidos livres para cometerem outros crimes.
      Não é novidade que a velocidade do STF é quase nula quando se trata de julgar poderosos. Isso quando não arquivam, sumariamente, os processos. Quando os ministros se voltam contra a prisão preventiva, o fazem em função dos seus próprios processos, ou seja, processos que envolve pessoas com foro privilegiado. Assim sendo, limitar o tempo de prisão preventiva, como querem os ministros, nada mais é que uma forma de defender os seus amigos, sem que se vejam obrigados a julgar crimes indefensáveis.
      Será que alguém se oporia a uma prisão preventiva “prolongada” de um novo Fernandinho Beiramar? De um novo Escadinha? De um novo Marcola? À exceção das marias do rosário, todo o Brasil, tenho certeza, apoiaria tal medida.

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      • Marcos

        Amigão, boa tarde tudo bem? Espero que sim. Baseado no que você falou, porque não tacar uma preventiva no molusco? Seria o caso de evitar que os antagonistas usem o argumento que se trata de “manobra política” e não jurídica. Acredito que quando se trata de Lula, Moro, MPF e Lava jato pisam em ovos. Para que nada possa ser questionado e principalmente ser usado para atiçar a opinião pública, fazendo acreditar que o molusco está sofrendo injustiças e perseguições.

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