Quase dois meses após salvar Renan, Toffoli libera seu voto

Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-advogado do PT, liberou nesta noite a continuidade da votação do pleno do Supremo para ação do partido Rede que questionava a admissibilidade de autoridades investigadas na linha sucessória. O partido argumentava que, uma vez que o ocupante do posto de chefe do Executivo é afastado do cargo quando vira réu em ação, o mesmo valeria para os chefes do Legislativo, que podem ocupar o cargo em caso de vacância do titular.

O julgamento poderia ter sido encerrado em 3 de novembro de 2016, quando já havia maioria no Supremo, mas Toffoli pediu vista – relembrem aqui. Um mês depois Renan Calheiros virou réu e CONTINUOU na linha sucessória, graças à ação do pedido de vistas.

O pedido de vistas ocorre justo agora, que o STF não se reunirá mais neste ano ou antes de Renan Calheiros completar seu mandato como presidente do Senado.

Como Toffoli é muito amigo de Gilmar Mendes, que processa sem dó, vamos dizer que Toffoli tomou essa atitude pois não tinha refletido sobre o caso e que conseguir concluir a análise quando não há mais sessões e Renan não corre  riscos de ser afastado é apenas coincidência.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

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