Múmias se articulam em golpe do semipresidencialismo

O ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça do governo Temer, Alexandre de Moraes, pediu para que a presidente Cármen Lúcia coloque em pauta a ação que pode permitir que o Congresso mude o sistema de governo !!!SEM CONSULTA!!!! em forma de referendo ou plebiscito à população. O ato ocorreu logo após mais uma reunião fora da agenda entre Gilmar Mendes e Michel Temer.

É evidente que não importam para as múmias os méritos do presidencialismo, do parlamentarismo ou do semipresidencialismo, o fundamental é se manterem no poder após o fim de seus mandatos. O presidente em exorcismo, Michel Temer (PMDB), dá cada vez mais sinais de que sonha ser primeiro-ministro após o fim de sua presidência. Entre os vários modelos de parlamentarismos no mundo, no britânico, por exemplo, não se exige que o primeiro-ministro ou os integrantes de seu gabinete sejam sequer membros eleitos do parlamento, isso é uma tradição.

A tradição brasileira também recomenda que o maior partido indique os presidentes da Câmara e do Senado nas chapas de Mesa Diretora, o que não impede a formação de blocos e que Severinos (PP) e Aldos (PCdoB) alterem a proporcionalidade das bancadas e se tornem presidentes.

A ação que pode entrar na pauta do STF é um Mandado de Segurança impetrado pelo então deputado federal Jaques Wagner (PT), em 1997, e defende a necessidade de plebiscito para a mudança do sistema de governo. No dia 6 de abril de 2016 o tema foi colocado na ordem-do-dia do STF. A pressão nas redes sociais derrubou a pauta.

Além desse movimento por parte da elite dirigente em simbiose com o Ladrão-Geral da República (ciente de que será presa quando perder o foro privilegiado), existem também articulações para aprovar, no fim de 2018, o foro privilegiado para ex-presidentes (saiba mais aqui).

Fique atento aos movimentos das múmias.

Museu das Múmias no México

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