Moreira Franco e Meirelles usam Alckmin de bode expiatório da incompetência do governo

Os ministros Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência, e Henrique Meirelles (PSD), da Fazenda, têm aumentado as críticas ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre os cerca de 20 votos que o PSDB da Câmara deve dar contra a reforma da previdência (provavelmente serão menos votos). Pela narrativa do governo, a culpa da não aprovação da reforma seria dos tucanos.

Acontece que nem o PMDB e o PSD dos ministros vão votar em sua totalidade a favor da reforma.

O PMDB, apesar de ter fechado questão, não deve punir os dissidentes graças a uma articulação que envolveu o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que deve votar favorável à reforma.

No total, dos 60 deputados do PMDB, 10 são contrários à reforma. São eles: Celso Pansera (RJ), Daniel Viela (GO), Fábio Ramalho (MG), Lucio Mosquini (RO), Mauro Mariani (SC), Pedro Chaves (GO), Rodrigo Pacheco (MG), Veneziano Vital do Rêgo (PB), Vitor Valim (CE) e Walter Alves (RN).

Já no PSD, que talvez não feche questão, dos 38 deputados do partido, 11 são contrários à reforma. São eles: Antonio Brito (BA), Domingos Neto (CE), Expedito Neto (RO), Fábio Mitidieri (SE), Fernando Torres (BA), Goulart (SP), Joaquim Passarinho (PA), Paulo Magalhães (BA), Rogério Rosso (DF), Sérgio Brito (BA) e Stefano Aguiar (MG). (Placar completo aqui).

Se a reforma for aprovada ou não, a responsabilidade é da articulação do governo Temer, não de metade da bancada de um único partido.

 

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