Ministros que quiserem manter prisão após condenação em 2ª instância precisam dar uma de Gilmar Mendes

A possibilidade de o Supremo Tribunal Federal poder decidir pela terceira vez, em menos de dois anos, se condenados em segunda instância já podem cumprir pena é sintomático de como nossas instituições são fracas. Abordar novamente o tema demonstra que não há senso de decoro por parte dos ministros que não se importam com a humilhação que impõem ao STF.

Quem é que faz a ordem do dia em nossa suprema corte, os ministros ou as bancas de advogados de Brasília? O lobby e as relações pessoais importam mais que a instituição? Os supremos ministros acabam ensinando para a população que não existe presunção da inocência até que se prove o contrário, mas presunção da inocência mesmo julgado e condenado duas vezes. É a coroação suprema da impunidade brasileira.

Não há motivos para negar que decidir novamente sobre esse assunto é fruto de articulação política para prejudicar a Lava Jato. Sendo assim, só é possível reverter o golpe atuando politicamente.

Os ministros que quiserem manter a prisão após condenação em segunda instância precisam dar uma de Gilmar Mendes. Precisam utilizar o pedido de vista como poder de veto e aguentar o choro e o lobby dos perdedores.

 

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