Ministro da Cultura de Temer lamenta “apropriação política medíocre” e “obscurantismo” sobre exposição no Santander

O ministro Sérgio Sá Leitão declarou hoje (20) em entrevista à Jovem Pan que a exposição QueerMuseu foi alvo de “apropriação política medíocre” e “obscurantismo”.

O ministro, em apropriação política medíocre ao abordar o tema, sabiamente se esqueceu que a contrapartida aprovada pelo seu ministério para a exposição receber recursos públicos era justamente a exibição escolar e produção de material para alunos e professores. Sendo assim, não era sequer possível ao Santander bater o pé para manter a exposição enquanto recebia recursos públicos, pois o projeto original de captação estava contaminado.

O ministro, tido como especialista no setor, foi além em seu obscurantismo e defendeu uma classificação indicativa para obras sensíveis. O que seria razoável, se já não fosse obrigatório de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, e que não foi observado na mostra:

Art. 252. Deixar o responsável por diversão ou espetáculo público de afixar, em lugar visível e de fácil acesso, à entrada do local de exibição, informação destacada sobre a natureza da diversão ou espetáculo e a faixa etária especificada no certificado de classificação:

Pena – multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.

Art. 253. Anunciar peças teatrais, filmes ou quaisquer representações ou espetáculos, sem indicar os limites de idade a que não se recomendem:

Pena – multa de três a vinte salários de referência, duplicada em caso de reincidência, aplicável, separadamente, à casa de espetáculo e aos órgãos de divulgação ou publicidade.

Art. 254. Transmitir, através de rádio ou televisão, espetáculo em horário diverso do autorizado ou sem aviso de sua classificação:

Pena – multa de vinte a cem salários de referência; duplicada em caso de reincidência a autoridade judiciária poderá determinar a suspensão da programação da emissora por até dois dias.

Art. 255. Exibir filme, trailer, peça, amostra ou congênere classificado pelo órgão competente como inadequado às crianças ou adolescentes admitidos ao espetáculo:

Pena – multa de vinte a cem salários de referência; na reincidência, a autoridade poderá determinar a suspensão do espetáculo ou o fechamento do estabelecimento por até quinze dias.”

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Caso Santander: A tragédia do esteticismo

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4 comentários para “Ministro da Cultura de Temer lamenta “apropriação política medíocre” e “obscurantismo” sobre exposição no Santander

  1. Maria

    No artigo da Revista Amálgama, vemos a exímia habilidade do militante comunista em trazer à luz o maior defeito (a insensibilidade moral) do inimigo (no caso o banqueiro burguês) demonstrado por ele mesmo.

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