Michel Temer, chute o PSDB!

De notinhas em notinhas na imprensa, a cúpula do PSDB manda recados de que só participaria de um eventual governo Temer caso as bases do apoio fossem discutidas em cimas de reformas concretas substituindo a troca e ocupação de cargos. Corretíssimo.

A possível participação do PSDB no governo Temer passa pelo ego de três políticos do partido: Serra, Alckmin e Aécio. Ou se apoiaria o novo presidente no Congresso indicando nomes técnicos para um governo de coalizão nacional, ou se participaria ocupando ministérios com políticos do partido. Ambas hipóteses legítimas.

Mas o PSDB é o PSDB. Como todos sabem, o impeachment é uma luta da população brasileira que empurrou e acuou os tucanos. Com exceção dos deputados federais, a cúpula tucana aderiu ao impeachment de última hora (e sem muita convicção).

Mas agora quando o impeachment caminha para ser aprovado, a alta plumagem tucana decidiu impor duas condições de apoio a Michel Temer: não disputar a reeleição e aprovar o fim da reeleição.

Não bastasse a tentativa tucana do golpe do parlamentarismo e do semiparlamentarismo (sem se discutir o mérito do regime, mas mudando as regras durante o jogo colocando eleitos para o legislativo no comando do executivo) os tucanos querem exigir que Michel Temer abra mão de disputar a reeleição? Se o fim da reeleição tem méritos, nem discutimos, mas impor uma mudança dessas em um momento de crise política é jogo baixo.

Uma rápida análise das votações do Congresso mostra que o PSDB vota de maneira favorável ao governo petista em pelo menos 1/3 das votações (clique aqui e confira).

Qual o ponto dos tucanos? O PSDB vai se negar a aprovar o impeachment? Não. O PSDB vai ter coragem de negar apoio a medidas econômicas liberais do plano  ‘Uma ponte para o futuro” do PMDB? Não.

As recentes articulações mostram que o próximo governo conseguirá aglutinar todos os partidos da base (com exceção do PT, PSOL e PCdoB). O PSDB (que hoje conta com 48 deputados) acredita que tem todo esse poder de fogo? Negar apoio ao futuro governo só vai reforçar a crescente rejeição ao partido.

Impor condições de apoio como consequência de um processo em que o PSDB não teve protagonismo é oportunismo puro e simples. Pior, se alguém tem legitimidade para fazer isso são os deputados do partido, não os senadores que tomam frente das conversas.

O impeachment é uma realidade. Um governo do PMDB é uma realidade.

Portanto, Michel Temer, chute o PSDB!

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5 comentários para “Michel Temer, chute o PSDB!

  1. Ronaldo

    PSDB e pmd juntos com ministro pilantra Gilmar Mendes e o algoz Sergio dos mouros fizeram de tudo pra conseguir destituir o que foi conseguindo por direito atntes de Getúlio nunca houve um governo que abrisse tantas portas e oportunidades como no PT brasileiros maioria esquecem as coisas rápidas era Fernando Henrique nada de emprego país estaginado privatizações alis doacies das estatais pra quem ele quiz a globo outro conglomerado que vem sobrevivendo de golpes desde de 64 e hora de arregaçar as mangas e mostrar a esta gente que realmente vcs lutam por interesse da nação não do de vocês corja este pilantra do Eduardo cunha bandido como pode conduzir um julgamento que nada tem provado a OAB uma classe minorica que come pelos patamar destes políticos corruptos cadê i juramento solene que vocês fizeram resumindo tudo uma corja de ratos

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    • Luís

      Ronaldo,
      a sua dificuldade em construir uma frase que faça sentido, realçada pela sua abissal ignorância da língua portuguesa, responde àquela pergunta que as pessoas com um mínimo discernimento se fazem: “Há alguém que realmente acredite na engabelação dos partidos de esquerda?”.
      Uma sugestão preciosa para você: matricule-se no primeiro ano do Ensino Fundamental e não perca as aulas. Daqui a uns cinco anos você começará a entender o mundo à sua volta.

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    • gabriel

      esse é o tipo de cara que vota, tudo bem que nossa classe intelectual tbm é petista, mas é totalmente devido às bolsas intelectuais da vida, rouanet, universidades federais, estaduais, fundos de “pesquisa” etc, etc, e etc… mas sinceramente, se o voto deixasse de ser obrigatório e como condição para tal fosse exigido no minimo ensino médio certamente o braçil não seria tão nada acontece feijoada…

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