Mendonça Filho fala sobre PSDB do B, o Novo DEM

O ministro Mendonça Filho, da Educação, falou com o portal O Antagonista sobre a finalização do modelo que deve guiar o “NOVO DEM”, um partido sem laços orgânicos com a sociedade e feito sob medida para os interesses parlamentares de Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara.

O atual DEM que, com exceção da Bahia, é um partido irrelevante em número de prefeituras (elegeu 265 prefeitos em 2016, tinha 298 em 2012) quer ser o novo centro, em outras palavras: o partido do muro. Tudo o que o PSDB sempre foi e serialmente garante resultados pífios nacionalmente.

Talvez o partido esteja com inveja de sua costela e queira ser o novo PSD “nem esquerda, direita ou centro” , uma legenda de cidades médias e parlamentares que votam divididos. E, por isso mesmo, sem maior relevância na divisão ministerial (Henrique Meirelles nunca atendeu interesses da bancada, nem deveria).

Pelas primeiras declarações de Rodrigo Maia sobre o projeto era possível captar que a articulação era fruto de deslumbre com a eleição de Macron, na França. Além do oportunismo que enxerga na possível disputa entre Lula e Bolsonaro a chance de viabilizar uma terceira via centrista, algo que no momento o PSDB, o PPS, a REDE e o PODEMOS também querem, mesmo que todos esses projetos sejam de esquerda ou centro-esquerda. Alguma dúvida de que dos projetos de centro o do “Novo DEM” seria o menos votado?

O DEM, pela trajetória de seus caciques, tinha tudo para ser um partido que unificasse o agronegócio, a segurança pública, o livre mercado e a defesa da família em um grande partido de direita (algo que o ministro Gilberto Kassab (PSD) diz em bastidores que em algum momento terá que surgir pela aglutinação de legendas, por conta das consequências da reforma política). O DEM escolheu ser o PSDB do B, simplesmente para acariciar a vaidade de Rodrigo Maia e seus projetos pessoais de poder dentro da Câmara.

Ótimo! Que o partido murche em 2018 e seus líderes realmente identificados com a direita migrem para o PATRIOTA, uma agremiação que em sua primeira eleição (só pelo voto em legenda) tem tudo para fazer no mínimo dois deputados federais por estado e superar o “Novo DEM”, que inevitavelmente será identificado como o “partido de Rodrigo Maia”.

Confira a fala do ministro para o Antagonista:

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