MARMITA DE BANDIDO: Em Convenção Nacional, PMDB volta a ser MDB

 

O PMDB decidiu em Convenção Nacional que voltará a ser MDB. Na cabeça dos membros do Diretório Nacional do partido, a estratégia deve fazer sentido.

Atordoados com a rejeição que a atual classe política enfrenta, devem pensar que o asco se estende a todos os políticos. Homens que ajudaram a colocar o Brasil na atual situação acreditam que são a única solução para os problemas do país. Bradam que a Lava Jato quer “acabar com a classe política”, quando na verdade quer acabar com a classe política que está aí.

Quando se analisam os deputados envolvidos na Lava Jato, percebe-se que são a minoria parlamentar. Durante a Legislatura do período de 2011 a 2014, eram 34 deputados envolvidos, entre 513, e 11 senadores, entre 81. Hoje, em toda a Câmara, a bancada Lava Jato mal chega a 15% dos eleitos, no Senado temos 2/5 de citados. Porém, a minoria bandida sequestra as instituições para a própria defesa causando instabilidade na democracia brasileira. Nem os partidos, nem a Câmara e nem o Senado parecem ter coragem para enfrentar a bancada da mala que arrasta o país com os seus interesses particulares.

Nesse ambiente, é preciso ter cuidado com duas mentiras influentes:

  • O Brasil está muito polarizado e isso está contaminando as relações sociais;

No auge das discussões sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o DATAFOLHA fez uma pesquisa para saber se o acirramento político estava levando ao fim de amizades. A conclusão foi que ninguém estava rompendo ou desfazendo relacionamentos por conta da crise política. Esse era mais um mito que o PT propagava  para que as pessoas se sentissem constrangidas ao criticar o partido. Hoje, o mesmo vale para o PMDB. Querem nos calar e nos constranger para roubarem em paz.

O Datafolha também quis saber dos brasileiros se eles já tiveram alguma discussão, com amigos ou parentes, por causa do atual momento político.

Três em cada quatro (74%) disseram que não. As discussões são mais comuns entre os que têm entre 16 a 34 anos (32%) e os mais instruídos (42%). Para 95%, elas não levaram a rompimento de relações.”

O brasileiro cada vez mais percebe que o inimigo é a classe política e seus parceiros no Judiciário. A polarização é entre a sociedade e a casta bandida.

  • O brasileiro está rejeitando os políticos, o que seria perigoso.

Incapazes de entender a alta popularidade do deputado Jair Bolsonaro – que já conta com mais de 20% das intenções de voto no primeiro turno – a classe política e seus papagaios na imprensa dizem que a sociedade está negando a política e os políticos. Nada mais mentiroso. O Brasil está cada vez mais engajado em candidaturas que não são alinhadas aos políticos envolvidos em corrupção. Seja de esquerda, centro ou direita, candidatos que não estão vinculados ao establisment político contam com intenções de votos suficientes para assustar o Ladrão-Geral da República e seus comensais. O Brasil não está negando a política, está negando os políticos envolvidos em corrupção.

O PMDB, que governava 20 das maiores cidades em 2008 (capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes que abrigam 54 milhões de eleitores), hoje governa 14. A potência municipalista é cada vez mais um partido de rincões, a liderança em prefeituras se dá por conta das pequenas cidades. O Brasil está expulsando o PMDB dos centros urbanos. Assim como o PT, que das grandes cidades, só governa Rio Branco.

Nesse cenário de desespero e munidos de pesquisas que apontam que o eleitor quer renovação, os gênios do PMDB decidiram que voltarão a ser MDB. Um disfarce tão eficiente quanto os óculos escuros de Janot no bar em Brasília com o advogado da JBS.

Com o “fim” do PMDB, nós também atualizaremos nossa agenda: o MDB tem que acabar.

Convenção Nacional do MDB, Múmias do Brasil

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