Mais um delator relata envolvimendo de Aécio Neves em propina de mega obra do governo de MG

A Folha de São Paulo de hoje destaca trechos da delação do ex-presidente da Odebrecht Infra-Estrutura, Benedicto Júnior, em que o presidenciável tucano e ex-governador de MInas Gerais é comprometido. Segundo o conteúdo da delação, ao qual o jornal diz ter tido acesso, Aécio Neves participou diretamente das negociações da propina, indicando às empreiteiras o nome de Oswaldo Borges da Costa Filho, que seria responsável pela definição dos percentuais de propina, que variavam entre 2,5% e 3%.

O mundo político já trabalha com a hipótese do envolvimento de Aécio Neves em condenação pela Lava Jato há algum tempo. O senador já é citado na delação de Delcídio do Amaral por supostamente ter atuado junto ao PT para frear as investigações da CPI do Mensalão e, desde o meio do ano passado, sabe-se do envolvimento dele com os esquemas de empreiteiras na obra da cidade administrativa. O nome do tucano seria um dos mais prejudicados pela delação de Léo Pinheiro mas, após aquela estranha reportagem da revista Veja, a delação foi suspensa por Rodrigo Janot. E em dezembro do ano passado a revista Época já falava dessa delação que agora a Folha publica com mais detalhes. Relembrem o trecho de reportagem:

Assim como afundou o PT e já anunciou seus possíveis estragos no PMDB, a delação da Odebrecht afetará outro grupo de poder, o do PSDB, de apoio ao governo Temer. Delatores da empreiteira já citaram episódios comprometedores para sua cúpula. Oswaldo Borges da Costa Filho, um operador do presidente tucano, senador Aécio Neves, foi citado como encarregado de buscar propinas em troca das obras da Cidade Administrativa, a mais cara da gestão Aécio no governo de Minas – cerca de R$ 1,2 bilhão. A Odebrecht esteve nessa obra. Aécio chamou as acusações de “falsas e absurdas”.

Imprensa e a Cidade Administrativa

Entregue em março de 2010, a obra faraônica custou, segundo reportagens da época, mais de R$ 1 bilhão e tinha a intenção de concentrar todos os órgãos da administração pública mineira em uma mesma localidade – uma espécie de mini-Brasília.

Reportagem do Estadão na época se referia a ela como “suntuosa obra” e “monumental complexo”. E lembrava também que a previsão orçamentária original era de R$ 500 milhões, mas ao final custou R$ 1,2 bilhão.

Já a Revista Época chamou a obra de “Disneylândia de Aécio” e ofereceu em seu site um passeio virtual pelos palácios. A reportagem da Folha de São Paulo de hoje diz que a obra custou R$ 2,1 bilhões em valores da época.

A Revista Veja destacou a inauguração da obra como “apoteose do governo de Aécio Neves“.

 

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

 

Um comentário para “Mais um delator relata envolvimendo de Aécio Neves em propina de mega obra do governo de MG

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *