Joaquim Barbosa, Renan Calheiros, Aécio Neves e Geraldo Alckmin se destacam no ocaso de Dilma

Péssimo dia para Dilma Rousseff. Sua falta de clareza e desnorteamento se tornaram gritantes tanto pelo recuo de sua posição polêmica do dia anterior (proposta de uma Constituinte exclusiva para tratar de Reforma Política) quanto pelas boas performances de diversos atores do mundo político:

Joaquim Barbosa – Em coletiva no Conselho Nacional de Justiça Joaquim Barbosa deu respostas satisfatórias e ponderadas, ajudando a baixar a fervura. Repetiu que não tem nenhuma pretensão de concorrer à Presidência, afirmou que é mais do que claro que a classe política está desgastada, disse algumas opções de Reforma Política que ele pessoalmente é a favor, mas que não lhe cabe militar em favor (voto distrital, possibilidade de recall), evitou opinar sobre a proposta bizarra de Dilma, até porque na hora da entrevista o Governo já tinha voltado atrás. Meia palavra de Joaquim bastaria para atiçar ainda mais as ruas em levantes contra o Poder Público. Mais uma vez, Joaquim seguiu suas convicções e defendeu-as sem nenhum traço de personalismo ou oportunismo;

Renan Calheiros – O Presidente do Senado, um dos muitos que foram deixados de lado pelas medidas unilaterais anunciadas por Dilma ontem e empurrada aos Governadores e Prefeitos, trouxe à pauta do Senado em caráter de urgência vários projetos com forte apelo popular. Cabe destacar que Renan espertamente mirou em um tema que foi ignorado por Dilma no seu pacto anunciado: Segurança Pública. Dentre tantas, até mesmo o fim do Auxílio-Reclusão, benefício bastante impopular nas redes sociais, deverá ser votado. Se a Dilma quis acuar o Legislativo com seu pacotão, o troco de Renan veio muito forte e com muito mais viabilidade ( leia mais aqui e aqui );

Geraldo Alckmin – Pela manhã o Governador anunciou o cancelamenteo de quaisquer reajustes de pedágio para as estradas paulistas. Estado com as maiores tarifas nas estradas e também as melhores estradas, o valor do pedágio sempre é usado em campanhas como crítica ao Governo. No pacote apresentado, o Governador dentre tantas anunciou que o repasse de 3% dos pedágios à ARTESP não são mais necessários, reduzindo-os pela metade. Também hoje pela manhã o Governador de São Paulo declarou-se contrário à Constituinte de Dilma, ajudando a deixar claro que não haveria nenhuma viabilidade prática da proposta;

Aécio Neves – De maneira inédita em seu mandato, o senador e cada vez mais presidenciável Aécio Neves subiu à tribuna para questionar as propostas de Dilma e apresentar novas pautas. Dentre tantas, pediu a redução pela metade no número de Ministérios, a investigação do Caso Pasadena (da Petrobrás), o fim dos gastos com o projeto absurdo do Trem-Bala e imediata aplicação dos recursos em investimentos em Metrôs nas capitais, disse-se contra a PEC 37 e deixou bem claro que o PT e Dilma são a favor. Marcou território, coisa que todos os outros presidenciáveis têm evitado ou feito com timidez (mas cabe aqui fazer-se justiça a Eduardo Campos: Como Governador, não há muito que ele possa fazer politicamente sem comprometer seu mandato).

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Um comentário para “Joaquim Barbosa, Renan Calheiros, Aécio Neves e Geraldo Alckmin se destacam no ocaso de Dilma

  1. Luiz H.

    Vocês estão de sacanagem de pagar pau pro barbosa! O maior demagogo da era pós-lula, campeão invicto de “jogar pra galera”, um dos maiores viciados em holofote desse país. Entre bosta e o que esse senhor diz, fique com a bosta, pois ainda serve de adubo! E outra… 10 anos de prisão pra gente que tentou dar um GOLPE no Brasil? Vá a M… Barbosinha!

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