Janot deve ser investigado. Assim como Temer deveria ter sido

Desde a revelação de conteúdos escondidos das gravações da JBS, uma série de suspeições caiu sobre a PGR. Estava claro que os executivos da JBS descumpriram o acordo de delação e portanto deveriam perder os benefícios, mas e o papel da PGR? Afinal de contas, Janot e sua equipe sabiam que havia mais conteúdos? Eles instruíram os irmãos sobre o quê poderiam revelar?

A revelação pelo site O Antagonista de que Janot se encontrou com o advogado de Joesley reforçam essas suspeitas. Embora nos últimos tempos o encontro de autoridades com suspeitos fora da agenda tenha se tornado uma prática corriqueira, isso não é aceitável e não é normal. Michel Temer deveria ter saído da Presidência justamente por ter mantido um encontro suspeito com um investigado que, além de tudo, lhe confessou crimes e fez pedidos indecorosos. É por coerência que todos que pediram a saída de Temer por quebra de decoro devem pedir a saída de Janot e sua investigação pelo mesmo motivo. Assim como quem defendeu Temer após o encontro com Joesley deveria agora se desculpar e reconhecer que aquilo é absurdo.

Para aumentar as dúvidas e suspeitas, leiam o post “Por que Fachin? Por que Janot?” do Antagonista:

O Antagonista apurou que Fachin encaminhou à PGR os mandados de prisão na sexta-feira à noite, mas a PF só os recebeu às 16h de sábado. Um dos mandados chegou com endereço errado e precisou ser retificado. Demora e falha estranhas.

O encontro furtivo de Rodrigo Janot com o advogado de Joesley, Pierpaolo Bottini, revelado por O Antagonista, ocorreu no final da manhã de sábado,  antes que a PF fosse comunicada oficialmente dos mandados de prisão. Embora Janot e Bottini digam que se encontraram por acaso, O Antagonista sabe que os dois combinaram o encontro e trataram, sim, das prisões de Joesley e Saud.

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