Imprensa golpista 15 – A Kombi vandalizada e as supostas tachinhas

Muito provavelmente você não ouviu falar da “Kombi Lanche Fast Food” de Natal, Rio Grande do Norte. O veículo foi vandalizado no período eleitoral com acusações contra o dono por ser “anti-petista”. Veja como ficou a Kombi:

Kombi_Anti_PT

Muito provavelmente você ouviu falar dum suposto caso de “tachinhas” em ciclofaixas de São Paulo. As reportagens sobre o tema ocorreram na mesma semana em que a Kombi acima foi atacada por marginais. A suposição das tachinhas nasceu em uma reportagem do UOL e dali proliferou para todas as redações paulistanas que morrem de amores por Haddad. Afinal de contas, era uma chance de pintar todos que são contra as ciclofaixas de intolerantes e criminosos – mesmo sabendo que jornalista de esquerda não costuma se importar com crimes contra o patrimônio privado.

Pela lógica que prevalece nas redações, qual das duas histórias é mais impactante: a de playboys brancos e paulistanos que supostamente sofrem pequenos danos em suas bikes ou a de um nordestino que teve seu instrumento de trabalho atacado por playboys? No caso da Kombi, está tudo documentado por fotos, nome e testemunhas. No caso das supostas vítimas das temíveis tachinhas, há apenas umas fotos com tachinhas nas mãos de ciclista e uma em que uma tachinha está muito mal introduzida num pneu. No caso das tachinhas, qual a prova que se tem de que, se elas realmente estavam na ciclofaixa, foram colocadas ali com essa intenção? Já no caso da Kombi… No caso das tachinhas, qual a prova que se tem de que quem fez aquilo pode ser definido politicamente por aquele ato? Já no caso da Kombi…

Tachinhagate

A proliferação das reportagens sobre as tachinhas em diversos portais tem tanta pinta de opção política que os jornalistas de diferentes veículos nem se importam em fazer reportagens praticamente idênticas e com as mesmas fotos das de seus concorrentes. E os autores dos trabalhos originais não ligam de ser copiados. É como se para uma causa maior a cópia do trabalho profissional não incomodasse quem o fez originalmente.

Idacildo é o nome do dono da “Kombi Lanche Fast Food”. O caso só ganhou certa notoriedade nas redes sociais, difundida entre as pessoas que não apóiam ou não têm medo de contestar o PT.  A Kombi ganhou uma fan page no Facebook (aqui) e gerou entusiasmo entre os eleitores de oposição da região. Seu Idacildo aproveitou o momento e, em vez de se intimidar após a ação dos marginais, fez chacota do caso. Nos protestos mais recentes em São Paulo, Idacildo foi convidado e subiu nos carros de som para discursar. Porém, desde o tempo em que vandalizaram seu estabelecimento, Idacildo ficou marcado e passou a receber ameaças e provocações, tendo que inicialmente fechar seu comércio e depois decidir pela mudança para São Paulo. Ele alega perseguição política.

Vejam uma entrevista em que ele conta a história:

A história de Idacildo é uma consequência do acirramento e radicalização política promovido pelos métodos petistas. A das tachinhas é uma piada de mau gosto. O silêncio e conivência de jornalistas covardes e tendenciosos no caso de Idacildo só ajuda a nos acostumarmos com essas coisas como se fossem normais, enquanto uma criação qualquer é destacada como da maior gravidade. Enquanto a imprensa paulistana e tantos subjornalistas preferirem se horrorizar e fazer enormes tratados sobre supostas “tachinhas que estariam sendo jogadas em ciclofaixas” (UOL, Estadão, Folha, G1, Terra), cabe a cada um não aceitar, denunciar e espalhar as violências políticas reais que aumentam a cada dia.

6 comentários para “Imprensa golpista 15 – A Kombi vandalizada e as supostas tachinhas

  1. Alexandre Sampaio Cardozo de Almeida

    São Paulo, 16 de dezembro de 2.014

    Prezado Da Cia,

    Lendas urbanas:

    Cabeça de bacalhau, alguém já viu?
    Enterro de anão, alguém já presenciou algum?
    Petista honesto? Existe?
    Petista competente? Uma contradição em si?
    Bicicletas circulando nas faixas do Haddad? Repetindo Padre Quevedo: “Nom ecxiste!”

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  2. Douglas

    Dentro da mesma questão do total apoio massivo da mídia para as causas esquerdistas e para os “intelequituais” da Esquerda, a Reaçonaria poderia fazer uma postagem sobre o duplo padrão moral da esquerda mostrando o caso do assassino no Rio que matava apenas mulheres brancas (escolhia somente brancas) comparando com aquele caso de racismo da torcedora do Grêmio?
    Note que a mídia não deu a devida atenção ao sério caso e os tais “movimentos sociais anti-racismo” não falaram absolutamente nada.

    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/12/serial-killer-identifica-mais-2-mulheres-que-matou-no-rj-diz-delegado.html

    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/12/homem-confessa-ter-assassinado-mais-de-40-pessoas-no-rj.html

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  3. Roberto

    Falando no prefeitinho Haddad: já repararam que ele some quando chove e ocorrem algumas inundações em Sampa?
    Me lembra o personagem Cascão do Maurício de Souza…

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  4. Andre

    Nem estava sabendo desse caso das “tachinhas” pois boicoto esses portais nojentos. Aliás, é impressionante que as tachinhas tenham encontrado algum pneu pra furar nessas ciclovias ridiculas do Haddad.

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  5. dudu

    A diferença é simples: o seu Idacildo é trabalhador, de verdade, que tenta sobreviver com seus próprios recursos, trabalhando de sol a sol. No caso das “tachinas do Malddad”, são os boliburgueses de SP, os MaMaUSP (mauricinhos maconheris da USP) que usam as “faixas” de “bike” do amigo dos pseudo jornalistas ptralhas que dominam as redações Banânia afora…

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