Gilmar Mendes quer proibir igrejas e fiéis de apoiarem candidatos

Parte da população considera um erro as críticas ao ministro Gilmar Mendes por ele ser o único ‘anti-petista’ no STF. Isso poderia até ser verdade (não é), mas o fato concreto é que Gilmar Mendes defende a descriminalização do uso de drogas, vota de maneira pró-aborto e agora quer proibir as igrejas e os fiéis de apoiarem candidatos. A justificativa de que seria um ministro ‘do nosso lado’ não se sustenta.

O pior é que o mesmo argumento usado por Mendes pode ser utilizado com ONGs, sindicatos e centrais sindicais, só que essas utilizam dinheiro público.

É o cúmulo do absurdo debater proibir um cidadão de doar dinheiro para um candidato só por ele ser membro de alguma igreja.

Parece que para o ministro o fiel é um incapaz que deve ser tutelado pelos sábios do TSE.

Na Reuters:

“O Tribunal Superior Eleitoral estuda uma cláusula para bloquear o uso do poder econômico e a influência das igrejas nas eleições, disse à Reuters o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.

“Depois da proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), hoje quem tem dinheiro? As igrejas. Além do poder de persuasão. O cidadão reúne 100 mil pessoas num lugar e diz ‘meu candidato é esse’. Estamos discutindo para caçar isso”, disse o ministro em entrevista.

O ministro afirma que há um uso da religião para influenciar as eleições, contando ainda com os recursos das igrejas, não apenas material, mas a própria estrutura física.

“Outra coisa é fazer com que o próprio fiel doe. Ou pegar o dinheiro da igreja para financiar”, afirmou. “Se disser que agora o caminho para o céu passa pela doação de 100 reais, porque eu não vou para o céu?”

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4 comentários para “Gilmar Mendes quer proibir igrejas e fiéis de apoiarem candidatos

  1. Tosta

    Se foi eleito é pq votaram, e se alguém é ignorante para votar por pressão religiosa, O que essa medida garantiria que ele não votaria por ignorância em outro candidato por outro motivo populista?
    Um voto livre sem contrapartida é totalmente diferente de um financiamento empresarial que se beneficia da “amizade” do estado

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  2. CELSO DUTRA MOURA

    O ministro está certo. Sou membro de uma igreja Batista e vejo exatamente isso que foi citado em outras denominações. Em Resende, um pastor, recém chegado à cidade, foi eleito vereador sem ao menos conhecer o nome dos bairros.

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    • Jair

      Vota naquele que serve as trevas e seja feliz com sua visão, ou a falta dela, o Brasil dominado pelas trevas, e aqueles se dizem portadores vida luz, fazendo o joguinho deles, ai, ai, ai.

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