Gilmar Mendes articula para barrar voto impresso

O voto impresso, uma conquista do deputado Jair Bolsonaro (PSC) e da sociedade por eleições que possam ser auditadas, já sofre ataques do establishment.

A desculpa é o custo da impressão. Em primeiro lugar, é mentira dos ministros que é o voto impresso que irá encarecer as urnas, pois independente da aprovação do voto impresso, o TSE já estava em processo de substituição das urnas por aparelhos de nova geração, inclusive para adoção da biometria. Em segundo lugar, o TSE estima os custos em R$ 2,5 bilhões diluídos pelos próximos dez anos. A própria Justiça Eleitoral custará sozinha R$ 7 bilhões este ano, já o orçamento federal de 2017 é de R$ 3,5 trilhões.

Não há desculpa possível para barrar o voto impresso.

No Estadão:

“A impressão do voto nas urnas eletrônicas em todo o País deverá custar R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos nos próximos dez anos, segundo projeção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (…)

É claro que a implantação seria feita paulatinamente, mas tem uma repercussão enorme, quando faltam recursos para o próprio financiamento de campanha”, disse ao Estado o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. Em um esforço para adiar ou até mesmo barrar o voto impresso, Gilmar tem discutido o assunto com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outras lideranças partidárias. (…)

Para o ministro Tarcísio Vieira, a impressão não traz uma segurança adicional e implica dificuldades de toda ordem, com o aumento no tempo de votação e o risco de mau funcionamento das impressoras. “Isso vai inspirar custos adicionais gigantescos. O país destroçado economicamente, agora fica desperdiçando dinheiro com isso? É voltar para a fase das cavernas do ponto de vista eleitoral.”

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4 comentários para “Gilmar Mendes articula para barrar voto impresso

  1. Alexandre Sampaio

    Sou favorável a retornarmos a boa e velha urna normal e voto de papel, onde o cidadão tinha o direito de desenhar o que bem entendesse no voto para expressar seu desagrado com essa putada. Urna eletrônica é palhaçada. Está mais do provado isso. Ademais, a alegação do beiçola não procede. É a típica “economia burra”. Fico aqui pensando se a terrorista búlgara teria sido reeleita, se os votos fossem de papel…

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