FHC calado é um poeta

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Quando se trata de PSDB, o ex-presidente FHC sempre possui a última palavra. Logo ele, que desde que deixou a presidência do país, tratou de atravancar a oxigenação de seu partido, e, indiretamente, contribuir para o fortalecimento do PT.

Quem pensa que o ex-presidente se aposentou da política se engana. É ele, FHC, quem controla os contatos internacionais do partido. E desde 2002 atrapalha as eleições internas que compõem a executiva nacional do PSDB.

Ciente de seu poder imperial, o ex-presidente sempre decide por não incentivar prévias ou primárias para a escolha do candidato majoritário nacional. Em sua iluminação regencial, opta por um falso consenso que alija o maior partido de oposição de debater internamente suas teses.

Recentemente, FHC nos agraciou com seus pensamentos por meio de uma nota esdrúxula em que dizia:

“No caso do mensalão (com razões suficientes para responsabilizar Lula), opus-me a qualquer impeachment por julgar que derrubar um presidente eleito (coisa que o PT tentou comigo; lembram-se do Fora FHC?) pode fazer mal para a formação da cultura democrática.”

Ora, o que “pode fazer mal para a formação da cultura democrática” é a impunidade.  É tripudiar sobre as instituições brasileiras contando com a simpatia do ex-presidente sociólogo. Pior, ao dizer que existiam “razões suficientes para responsabilizar Lula”, FHC confessa que a oposição (que foi eleita oposição) faltou com o seu dever de vigiar pelas instituições.

Não há presidente maior que a presidência da República e não há “exército paralelo” que deva causar medo às forças da legalidade.

Que tipo de convulsão social retirar um presidente petista pode causar? O PT é maior que as nossas instituições? Evidente que não. Se o impeachment convulsionar o país, há de ser ter em mente que o momento é de depuração. É preciso vencer a ilegalidade nas instituições, e se necessário nas ruas.

As eleições de outubro mostraram que o brasileiro que não se sente representado pelo PT também sabe se organizar e se manifestar. O Partido dos Trabalhadores não possui o monopólio das manifestações.

Nessa última sexta (27/02), a cúpula tucana se reuniu para novamente negar o impeachment. Uma meia dúzia que não representa nem mesmo a executiva nacional do partido. Nomes como Álvaro Dias ou Arthur Virgílio, como sempre, foram deixados de fora (nem o líder do PSDB na Câmara e o líder da minoria estavam presentes!).

Por quanto tempo o PSDB aguentará que seus mais de 5 mil vereadores e quase 1 mil prefeitos fiquem de fora da política partidária? Qual o preço que nossa democracia paga para que duas pessoas (Lula e FHC) tenham tanto poder de decisão sobre os rumos do país?

O brasileiro de oposição que hoje não conta com partidos precisa estar ciente de que é ele quem vai empurrar o PSDB/DEM/PPS para a tese do impeachment. Não podemos ter medo do PT. Hoje, não há dúvidas, o petismo também seria vencido nas ruas.

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6 comentários para “FHC calado é um poeta

  1. Marcos Antonio

    FHC e Aécio devem dar as mãos, por terem as imagens queimadas, falarem menos, e trabalharem na eleição daquele que será o melhor para o Brasil, o “José Serra”.

    Olha que sou mineiro!

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  2. André Ferrari

    É exatamente isso… Ou o PSDB sai de cima do muro, ou vai cair no esquecimento. Já que boa parte de quem votou no PSDB votou só pra não votar no PT e a popularidade do partido é baixa.

    Esse senhor, que logo a terra come, que pense bem e oriente bem o partido, antes que cometa suicídio político de vez, algo que logo o PT vai cometer.

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  3. Alexandre Sampaio Cardozo de Almeida

    São Paulo, 2 de março de 2.015

    Prezados do Reaçonaria,

    THC sempre foi e sempre será o maior cabo eleitoral do PT. Ele sabe disso. E não se envergonha dessa condição.

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  4. Milton Valdameri

    Quero parabenizar o Reaçonaria por sua competência no exercício do controle social da mídia. Ou será que meu comentário foi censurado pelo FHC?

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