Executivos da JBS ocultaram crimes em delação e podem perder os benefícios

A noite de ontem trouxe uma revelação que agitou o mundo da política nacional: após a entrega de novos materiais para compor o conjunto completo da delação dos executivos da JBS, foram incluídas gravações que os próprios executivos não sabiam que existiam ou que achavam que haviam sido apagadas. O conteúdo dessas gravações traz elementos que complicam ainda mais a situação dos executivos por trazer a evidência de que eles cometeram outros crimes, que atuavam em sintonia com um membro do MPF e que foram seletivos em suas revelações.

No início da noite, Janot convocou uma entrevista coletiva em que revelou a descoberta e os próximos passos. Vejam trechos da reportagem do Jornal Nacional:

Janot mandou áudio para o Supremo
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já encaminhou o material para o Supremo Tribunal Federal, e o ministro relator do caso da JBS, Luiz Edson Fachin, disse que vai dar absoluta prioridade à análise desse material já a partir da terça-feira (5).

No procedimento instaurado nesta segunda, Janot disse que o diálogo gravado é entre Joesley Batista e Ricardo Saud, executivo da J&F e também delator, e que o diálogo indica que o ex-procurador Marcelo Miller ajudou na confecção de propostas de colaboração a serem fechadas com a Procuradoria-Geral da República quando ainda era procurador da República.

De acordo com informações do Ministério Público, Marcelo Miller fez parte do grupo de trabalho da Lava Jato na procuradoria, em Brasília, de maio de 2015 a julho de 2016, depois voltou para a procuradora no Rio de Janeiro, mas continuou como colaborador do grupo de trabalho da Lava Jato.

O áudio foi gravado no dia 17 de março e Marcelo Miller só foi exonerado do cargo de procurador no dia 5 de abril. Marcelo Miller, assim como os delatores a JBS, terá que ir à PGR até a sexta-feira para dar explicações. O JN procurou Marcelo Miller, mas até as 21h a assessoria dele não havia retornado.

As novas revelações não invalidam nenhuma das provas já apresentadas contra Michel Temer, seus ministros, petistas e demais políticos envolvidos nos esquemas criminosos dos irmãos Batista.

Loading...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *