Estadão comemora em editorial a absolvição de João Vaccari Neto, do PT

O jornal O Estado de São Paulo já deixou muito claro que está a favor da impunidade dos crimes cometidos por Michel Temer, desde que a economia e a abstração das “reformas” sejam garantidas. Porém, hoje o jornal foi além e, como temos criticado por aqui, assumiu a estratégia do governo de que é preciso que todos os políticos se salvem. Historicamente contra o PT, o Estadão hoje celebrou a absolvição de João Vaccari Neto obtida de forma absurda em julgamento de segunda instância no TRF-4.  Vejam o primeiro parágrafo do editorial:

Num momento em que pairam acaloradas discussões sobre o papel das delações no processo penal, é muito oportuna a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região afirmando que colaboração premiada, sem outras provas, não basta para condenar um réu. No caso, a 8.ª Turma, por maioria de votos, absolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado pelo juiz Sergio Moro a 15 anos e 4 meses de prisão – por considerar que não havia prova suficiente, existindo apenas delações premiadas.

Como já mostrado no post “Decisão do TRF-4 de absolver Vaccari é o maior ataque à Lava Jato até aqui’, não é verdade que não havia provas suficientes ou que houvesse apenas o conteúdo das delações.

O quão profundamente essas figuras mergulharão reputações e até onde trairão suas histórias em nome da defesa desta classe política tão corrupta?

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2 comentários para “Estadão comemora em editorial a absolvição de João Vaccari Neto, do PT

  1. maismimi

    A comemoração do PT é um tiro no pé, pois com isto assumiu que as decisões do TRF são legítimas, sendo assim se os desembargadores mantiverem ou aumentarem a pena nos próximos julgamentos o PT não terá como ir contra, mesmo sendo o lulalá.

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  2. Alvaro

    ” não é verdade que não havia provas suficientes ou que houvesse apenas o conteúdo das delações.”
    esta frase no final do texto acima, coloca o artigo na mesma situação da absolvição do Vaccari: porque vcs não listaram as “provas suficientes” existentes no processo para ratificar o que afirma o texto?

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