Estadão atinge o fundo do poço em editorial com defesa de Temer

O jornal O Estado de São Paulo está se tornando para o presidente Michel Temer (PMDB) o que a Folha de São Paulo foi e é para os políticos do PT.

Que o jornal tenha suas preferências, tudo bem, mas ao comentar as últimas pesquisas sobre a popularidade do presidente em exorcismo os inteligentes analistas e editorialistas do jornal não se conformam que o brasileiro rejeite o Ladrão-Geral da República. Vão além, dizem que isso pode ser resultado da desinformação e das “fake-news”.

O editorialista deve estar entre aqueles que acreditam que a reforma trabalhista de Temer tornou o Brasil um dos locais mais competitivos para se contratar. Ou que a reforma da previdência, que exclui 86% do funcionalismo público que é responsável por mais da metade do déficit e penaliza quem tem expectativa de se aposentar com salário mínimo, deva ser aplaudida sem críticas que podem torná-la uma reforma de verdade. Basta chamar de reforma que o jornal acredita que é reforma?

Ou talvez, em termos de gestão, um governo que não consegue realizar os gastos empenhados deva ser motivo de orgulho. O buraco negro em que os recursos públicos se perdem não mobiliza o senso crítico dos editorialistas.

Nem talvez as mais de 100 secretarias nacionais, milhares de diretorias e coordenadorias, dezenas de autarquias inúteis e ministérios sem razão de ser.

O editorial, com um espírito para engabelar os incautos, também diz que a retomada do crescimento da economia deveria motivar um aumento da popularidade do presidente. O jornal ignora que se o Brasil voltar a crescer o desemprego continuará acima dos 10% e a renda até 2020 será igual à renda registrada em 2010! Por sorte, a população está atenta que a reorganização do setor produtivo acontece naturalmente depois de crises apesar dos governos, não graças a eles.

Veja o que diz o jornal sobre o injustiçado Temer em seu editorial intitulado “A ‘unanimidade’ contra Temer’:

“Mesmo assim, o porcentual de entrevistados pelo Ibope que consideram o governo de Temer melhor que o de Dilma é de apenas 8%, ao passo que 59% consideram o desempenho do atual presidente pior do que o da petista. São números que não encontram correspondência com a realidade, sob nenhum aspecto, e só podem ser resultado da desinformação que campeia nestes tempos de fake news. (…) Tudo considerado, essa quase unanimidade em relação a Temer indica que talvez falte ao presidente a disposição de engambelar os incautos demonstrada pelo ex-presidente Lula da Silva, que consegue manter apoio de 30% do eleitorado mesmo diante da montanha de evidências do grande mal que ele causou ao País.”

Com governadores afastados, um prefeito cassado por semana e dois presidentes que sofreram impeachment desde a redemocratização, o Estadão deveria se conformar que o brasileiro já aprendeu que quando um político é chutado do executivo, a vida continua. E sem saudades.

Este site considera o governo Temer um ajuntamento de bandidos.

O Michel Temer do Estadão (crédito da imagem: Corrupção Brasileira Memes)

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