Encontro de Oslo não define ações contra o Boko Haram, apesar de crise humanitária

A cidade de Oslo sediou um encontro de países com o intuito de debater a crise de fome que assola o nordeste da Nigéria, na região do lago Chade. Patrocinado pela Noruega em conjunto com a Alemanha e a Nigéria, a Conferência Humanitária de Oslo diz ter levantado US$ 672 milhões para a crise da região. A ajuda seria para apoio em operações de fornecimento de alimentos, grãos e transporte.

A região do lago Chade compreende o nordeste da Nigéria, norte dos Camarões, Chade ocidental e sudeste do Níger e está em crise humanitária de fome que ameaça matar 10 milhões de pessoas. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), se algo não for feito urgentemente, 3 milhões de pessoas morrerão até julho.

É a segunda região no continente africano em menos de uma semana a obrigar a ONU a emitir um alerta de crise de desnutrição e fome – a outra foi o Sudão do Sul, como noticiamos por aqui. O problema se deve às ações do grupo terrorista islâmico altamente armado do Boko Haram, responsável por estupros, atentados terroristas e sequestro de crianças. Leiam o post sobre as noivas-crianças do Boko Haram.

As Nações Unidas e todos os países envolvidos no encontro sabem quem é o responsável pela crise e reconhecem inclusive o domínio territorial dos terroristas islâmicos, uma vez que só enviarão apoio a regiões recuperadas pelo exército nigeriano. Apesar de tudo isso, não foi decidido nenhum apoio militar para combater os terroristas.

Os Estados Unidos não enviaram representantes para o encontro e não se sabe qual será a posição de Donald Trump em relação ao conflito.

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

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