Em surto de utilidade, Rodrigo Maia fala algo que faz sentido

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), declarou na última segunda-feira (20) em evento do LIDE em Porto Alegre, que o Brasil precisa enfrentar a concentração bancária reformando o mercado de capitais e o sistema financeiro.

O próprio projeto de leniência dos bancos (aqui e aqui) é algo que só é possível em um ambiente em que as forças políticas e produtivas do país estão em situação de dependência de um sistema financeiro concentrado que impõe, por força econômica, seus interesses sobre o resto da sociedade.

Disse Rodrigo Maia:

“Precisamos pensar também em dois temas que são pouco falados, mas são muito importantes, que é a reforma do mercado de capitais no Brasil e o sistema financeiro brasileiro. O sistema financeiro brasileiro está ficando quase do tamanho da aviação, dois ou três bancos, o que é muito ruim, porque gera pouca competitividade. Esse é um tema difícil, mas que a gente também precisa avançar (…) Temos que pensar estruturas, e vamos fazer isso na Câmara, ver qual caminho para que a legislação possa ajudar pequenas e médias empresas a terem acesso a recursos mais baratos no Brasil.”

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Sérgio Lima/PODER 360)

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3 comentários para “Em surto de utilidade, Rodrigo Maia fala algo que faz sentido

  1. Gustavo Freire Borges

    Uma coisa pouco falada foi o fato de os bancos serem obrigados a fornecer um pacote de serviços gratuito, ou seja, prestar serviço gratuito e obrigatório para quem quisesse. Apesar da ideia parecer boa, isso quebra os bancos pequenos, já que só os grandes bancos podem sustentar um trabalho gratuito através do volume, retirando lucro de outras atividades.

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  2. Bruno

    Agora ficou claro porque os bancos lucraram mais no Governo Lula-Dilma do que qualquer governo desde 1822: Pois os 4 principais bancos compraram os que eram estatais e privados, enquanto outras faliram por erros na estratégica. Teve até o dono do Itaú, foi contra saída da Dilma Rousseff em 2015.

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