Doria, o firula-man, diz NOVAMENTE que Lula deve ser candidato

A jornalista Eliane Catanhêde registrou em sua coluna no Estadão a curiosa ideia do prefeito João Doria de que Lula só deveria ser preso após perder as eleições em 2018. A notícia repercutiu negativamente aqui, no O Antagonista e nas redes sociais, de modo que não é possível que a assessoria do prefeito não tenha captado o cheiro de queimado.

João Doria, o homem que não é político, decidiu, mesmo com a repercussão negativa da primeira fala, fazer uma pregação pró-Lula em Nova York.

Disse o firula-man: “Que dispute a eleição e na sequência pague por aquilo que a Justiça determinar, porque ele será derrotado; institucionalmente, para o país, seria bom que a grande derrota de Luiz Inácio Lula da Silva fosse na eleição, porque aí sepultamos por completo essa vitimização.”

Existe por parte do prefeito, agora de maneira seriada, uma tentativa de convencer a sociedade de que seria melhor deixar Lula concorrer para só então prendê-lo. Tudo o que a Lava Jato não precisa é fazer cálculos políticos malandros como o do prefeito. É uma tucanice explícita como o ‘deixa sangrar‘ de FHC durante o Mensalão, e o ‘deixa sangrar‘ de Aloysio Nunes e dos senadores tucanos durante o impeachment de Dilma, que o PSDB só participou empurrado.

A ideia de se deixar de cumprir a lei por conveniência política é abjeta.

Leia abaixo nosso texto publicado antes da eleição que elegeu João Doria:

E no João Doria, dá pra confiar?

 

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

 

 

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4 comentários para “Doria, o firula-man, diz NOVAMENTE que Lula deve ser candidato

  1. Pantafernando (@Pantafernando)

    Acho um exagero o que estão fazendo com o Dória.

    Eu concordo com tudo o que ele disse. Ele está certo.

    No aspecto jurídico, tem que ter muita boa fé de acreditar que Lula será julgado e condenado na segunda instância. Não tem nenhum juizo de valor nisso. Qualquer processo jurídico demora anos para se encerrar. E se só pelos trâmites normais o processo deve demorar um ano, deve-se considerar que o Lula tem sua equipe de advogados prontos para entrar com todo o tipo de recurso contra qualquer palavra que o juiz de segunda instância proferir. E detalhe, qualquer recurso será direcionado para Brasília. Então, fica muito fácil procrastinar esse processo.

    Acho que não é difícil acreditar que o processo em segunda instância não irá terminar antes da eleição. Assim, acho ridiculo criticar o Dória quando ele se prepara para encarar o Lula em uma eventual eleição. E ele está certo. Errado estão as pessoas que tentam desinformar os outros, apostando na inegibilidade de Lula para 2018 ao invés de se preparar para um luta política para destruir a esquerda de uma vez.

    Ao invés de ficar torcendo para o Moro fazer algo que a direita não tem força (e a julgar pela torcida, sequer coragem), deveriam se fortalecer e lançar um candidato viável para a eleição.

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  2. Leonardo X

    O PSDB é a facção menchevique (minoria) e o PT e satélites congregam os bolcheviques (maioria) na armadilha que deixou o Brasil entre a foice e o martelo por mais de vinte anos. Eles, as esquerdas, querem continuar nessa farsa de disputa política que só reveza os dois partidos, assim preenchendo o espaço político. O que os tucanos não dizem, nem sob tortura, é que têm medo de perder o sócio da trapaça em que os tovarishes (camaradas) dos dois lados se lambuzam. O que o Brasil precisa é de se endireitar. ESQUERDA NUNCA MAIS!

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  3. Rodrigo Senzo

    Pra mim, João Dória o “Gestor”, o “cara q não é político”, não passa de um falsário. É a estratégia das tesouras sendo aplicada dentro do próprio partido para enganar um bando de trouxa.
    .
    Uma boa parte do PSDB finge que o Dória surgiu “do nada” como um Donald Trump e conseguiu subir APESAR do núcleo do partido; que ele mantém distância daqueles velhos tucanos, que ele é diferente do tucanato. SQN, né!

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    • Pedro Rocha

      Doria se proclamar como alguém que não é político é uma mentira, pois tem filiação partidária e boquinhas desde o desgoverno Sarney.

      É uma “velha novidade”, uma versão atualizada de Collor.

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