Ditador Maduro cortou 9 meses atrás verba do Parlamento, deputados e funcionários estão sem salários

O ditador, esquerdista, vagabundo e sociopata Nicolás Maduro cortou o financiamento do Parlamento venezuelano. Por mais de nove meses a casa funcionou sem pagar salários de seus funcionários, retomados recentemente, e ainda mantém o corte da renda dos deputados. A situação é tão calamitosa que não é possível usar os banheiros por falta de água ou redigir ofícios por falta de tinta e papel.

É o que informa o Estadão:

“Como se não fosse o bastante ver a cada semana o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) retirar suas atribuições, ou os meses de trabalho debatendo leis que vão para o lixo, porque são anuladas pelo Executivo, há quase dez meses os 112 deputados venezuelanos de oposição vêm se preocupando com coisas mais mundanas. Uma delas é achar dinheiro para pagar o transporte até a Assembleia Nacional para participar das sessões parlamentares e também se alimentar e manter as suas famílias. A razão disto? Desde julho, eles não recebem um tostão porque o governo não entrega ao Parlamento os fundos necessários para operar, alegando que o Legislativo está em desacato.

“Para ir à Assembleia para as sessões plenárias ou participar das reuniões da Comissão de Política Interna, que presido, tenho de pedir dinheiro emprestado para meu marido para pagar o estacionamento, porque desde julho não vejo um centavo do meu salário”, disse ao Estado a deputada Delsa Solórzano, acrescentando que o uso do carro é indispensável para sua segurança. (…)

“Basicamente vivemos de caridade. Temos de pedir uma colaboração a empresários e comerciantes da região, ou a amigos e familiares para pagar o transporte para Caracas, além da hospedagem e alimentação”.

E essa situação se agrava porque o artigo 191 da Constituição proíbe os deputados de exercer qualquer outra atividade durante seu mandato, exceto dar aulas em universidades. (…)

Sem recursos. O cerco financeiro não se restringe aos salários, mas a outras despesas ordinárias do Parlamento. “Na Comissão, não temos ar condicionado o que torna o trabalho muito incômodo. Somos os que atendem mais pessoas”, disse Delsa, acrescentando: “Não temos papel nem tinta para imprimir os ofícios, e todos, até a secretária, têm de contribuir para comprar esses materiais. Quando recebia, utilizava parte da remuneração para ter o necessário para trabalhar. (…) Quem visita o Palácio Federal Legislativo, um edifício amarelo do século 19, pode ver a deterioração dos jardins e de algumas salas do prédio histórico, em razão da falta de manutenção. O visitante não pode usar os banheiros porque não há água, nem papel higiênico.”

 

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

 

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