Cuba é uma ditadura racista?

Por ser uma ditadura, com total controle de informações e opinião, quase nada sabemos sobre o regime comunista de Cuba. Do pouco que vemos de lá, é possível extrair algumas informações inegáveis. Uma delas é que seus atletas, em sua maioria absoluta, são negros. Os números censitários do país não são confiáveis e por isso há uma grande discrepância: em alguns, diz-se que negros são 60% da população, outros trazem algo pouco acima dos 35%. Ainda assim, uma enorme proporção. Para se ter uma idéia, no Brasil há pouco mais de 7% de negros segundo o último Censo, realizado em 2010. O que espanta no regime é constatar que a participação dos negros no governo cubano é nula. 

Vejam o quadro abaixo, montado com fotos do rosto dos atuais ministros da ditadura:

Ministério ditatorial cubano. Ver mais informações abaixo

Há muito tempo, falamos por aqui dos fiscais de melanina: pessoas que olhavam a coloração da pele de pessoas presentes a um evento privado para dizer que ali havia desigualdade racial (relembrem aqui). Se esses fiscais de melanina fizessem uma varredura no ministério cubano diriam que naquela ditadura, mulher que tinge o cabelo (liso) e homens de olhos claros são privilegiados.

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Se o comunismo oferece as mesmas oportunidades para todos e elimina as classes, tornando todos iguais, por que então Raúl Castro não nomeia nenhum ministro negro para seu governo? Se o comunismo funciona como eles dizem, somente o preconceito racial justificaria esse boicote. Tal restrição aos negros é ainda mais grave se pensarmos que, excetuando-se os membros da elite do partido comunista, todo cidadão cubano é um miserável com restrições alimentícias e de consumo em geral.

Ao que parece, os negros em Cuba são explorados quando exibidos para o mundo como atletas, mas não lhes é permitido cuidar das decisões importantes do país.

* Eis os ministros cubanos, conforme ordem de imagens da imagem superior. 

Abel Prieto Jiménez (Interino) – Cultura
Adel Yzquierdo Rodríguez  – Transporte
Alfredo López Valdés – Minas e Energia
Bruno Rodríguez Parrilla – Relações Exteriores
Elba Rosa Pérez Montoya – Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente
Ena Elsa Velázquez Cobiella – Educação

Gustavo Rodríguez Rollero  – Agricultura
José Ramón Saborido Loidi  – Ensino Superior
Julio Cesar Gandarilla Bermejo  – Interior
Leopoldo Cintra Frías – Forças Armadas Revolucionárias
Lina Olinda Pedraza Rodríguez – Finanças e Preços
Maimir Mesa Ramos  – Comunicações

Manuel Marrero Cruz – Turismo
Margarita González Fernández – Trabalho
María del Carmen Concepción González – Industria Alimentícia
María Esther Reus González – Justiça
Mary Blanca Ortega Barredo – Comércio Interior

René Mesa Villafaña – Construção
Ricardo Cabrisas Ruiz – Economia
Roberto Tomás Morales Ojeda  – Saúde Pública
Rodrigo Malmierca Díaz – Comércio Exterior
Salvador Pardo Cruz – Indústrias
Irma Margarita Martínez Castrillón – Ministra-Presidente do Banco Central de Cuba

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