CRISE HUMANITÁRIA: 142 mil venezuelanos cruzam fronteira para compra de produtos básicos

O ditador socialista bolivariano Nicolás Maduro é o responsável direto pela crise humanitária e de desabastecimento que ocorre na Venezuela.

(FOLHA) Os presidentes Nicolás Maduro (Venezuela) e Juan Manuel Santos (Colômbia) concordaram na última quinta (11) em abrir gradualmente as fronteiras, fechadas a um ano.

Os cinco postos de entrada ficarão abertos para pedestres todos os dias entre 6h e 21h no horário de Caracas (7h e 22h em Brasília).

As fronteiras entre os países estavam fechadas desde agosto de 2015, após decisão unilateral de Maduro.

Ele tomou a ação alegando falta de segurança após quatro militares venezuelanos serem mortos por paramilitares colombianos em San Antonio del Táchira, onde fica o principal acesso terrestre entre os países.

Três dias depois, Maduro ampliou o fechamento da ponte entre a cidade e Ureña, na Colômbia, por tempo indeterminado.

Em seguida, decretou estado de exceção no Estado de Táchira e a expulsou mais de 20 mil colombianos, incluindo refugiados, sob a acusação de contrabando e associação com paramilitares.

A ordem provocou uma fuga em massa. Parte dos colombianos teve casas e pertences destruídos por militares e precisou deixar o país pelo rio da fronteira para não perder o que sobrou.

Nas semanas seguintes, o estado de exceção e o fechamento foram ampliados para os outros quatro Estados limítrofes. Em sinal de protesto, a Colômbia convocou seu embaixador em Caracas.

A crise seria amenizada em reunião entre os dois presidentes em 21 de setembro, em Quito. Nela, foi liberada a passagem só para estudantes e grupos humanitários.

O fechamento fez agravar a escassez na fronteira. Em junho, centenas de mulheres de Táchira cruzaram a pé o rio que separa os dois países para comprar alimentos.

Diante da tensão social, Caracas abriu a fronteira só para pedestres em 9, 16 e 17 de julho. Nos três dias, 142 mil pessoas foram à Colômbia.”

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

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