Comandante Militar do Sul pede que população vá para as ruas

A revista ISTOÉ, em uma reportagem de capa sobre os bastidores da declaração do general Mourão, revelou que o Alto Comando do Exército está unido e nenhuma declaração de seus integrantes é gratuita ou ato falho. O próprio Comandante do Exército, general Villas Boas, foi ao Programa do Bial e declarou pela primeira vez em rede aberta qual é o entendimento do Exército sobre o artigo 142 da Constituição.

Agora, o Comandante Militar do Sul, general Edson Pujol, pediu que a população vá para as ruas.

Nada é gratuito ou fora de sincronia. Os irresponsáveis dos três poderes que usam seus cargos como trincheiras às custas da República colhem o que plantam.

General Edson Leal Pujol, Comandante Militar do Sul (Matheus Piccini/CMPA)

“(VEJA) O comandante militar do Sul, general Edson Leal Pujol, recomendou à população que esteja insatisfeita com a situação política do país que vá para as ruas se manifestar “ordeiramente”, mas demonstrando sua indignação. “Se vocês estão insatisfeitos, vão para a rua se manifestar, mostrar, ordeiramente. Mas não é para incendiar o país, não é isso”, disse, depois de reconhecer que ele não pode ir para as ruas se manifestar. “São vocês, somos nós que temos de decidir qual o país que queremos. Há uma insatisfação geral da nação e eu também não estou satisfeito.”

As declarações foram dadas na terça-feira em evento da Associação Comercial de Porto Alegre. O general questionou quem, entre os presentes, estava insatisfeito com a situação do país. Diante das manifestações, perguntou quem foi para rua expressar essa insatisfação. “Se nós ficarmos somente reclamando, insatisfeitos e inconformados, não vamos mudar as coisas”, afirmou o militar. “Se os nossos representantes não estão correspondendo às nossas expectativas, vamos mudar.”

Pujol acrescentou ainda que “existe uma série de maneiras” de tentar mudanças no país, mas ressalvou que “o papel da Forças Armadas é seguir a legislação”. Ele citou que não tinha notícias de, nos últimos três meses, terem sido realizados protestos significativos no Rio de Janeiro, em Brasília, São Paulo ou Porto Alegre. “Não estamos gostando, mas estamos passivos. Não adianta nós só usarmos as mídias sociais”, disse ao pregar manifestações nas ruas.

Em seguida, o general lembrou a postura do povo da Venezuela, que está nas ruas contra o governo de Nicolás Maduro. “Com o regime que eles estão, lá tem gente morrendo na rua”, afirmou, reiterando que a população deve servir de “termômetro” para os poderes.

O general se queixou ainda do que está sendo ensinado nas escolas e questionou se as pessoas têm ido às secretarias de Educação ou ao Ministério da Educação perguntar sobre o que está sendo ensinado. “Vocês concordam com o que está sendo ensinado para os seus filhos, sobrinhos, netos?”, disse, sem querer “classificar” o conteúdo.”

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2 comentários para “Comandante Militar do Sul pede que população vá para as ruas

  1. Leonardo

    Os governantes parecem soberanos, donos de si mesmos e da situação, mas algo que temem é a população, so pra exemplificar, aquele decreto sobre a Amazônia foi revogado após pressão popular e nem protesto teve, lembram da comida do avião do temer, a licitação também foi parada após protestos. Quando a população​ reconhecer o poder q tem, as coisas vão mudar.

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